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Coronavírus: a revolução dos céus

21 de abril de 2020
Coronavírus: a revolução dos céus
Artigo de João Vicente Goulart.
REVISTA FORUM

Leia na coluna de João Vicente Goulart: A revolução se instalará trazendo um novo sentimento, de mudanças profundas, espirituais, metafísicas, existenciais e coletivas para se conviver em sociedade. Tudo por uma força, até agora desconhecida


Reprodução
Por João Vicente Goulart



Na solidão do confinamento humano, um tempo de reflexão, um tempo que primazia a existência do reino animal, das florestas em sussurros, dos mares em silêncio, da quietude da Natureza, que se move e exige mudanças.

A humanidade se deteve, as necessidades do homem estão em debate, os privilégios da riqueza calam, a mobilidade só opera em favor da rebeldia dos bichos, o poder aquisitivo se rende ante a morte, e a vida deve ser repensada.

O ser humano repensa sua existência planetária e vê, por força de uma tragédia celestial, a insensatez do capitalismo no processo de acumulação e lucros, que a essência do existir, passa inegavelmente pela relação humana, transportada pela coexistência com solidariedade, humanismo, comunidade, e solidariedade, mostrando aos seres humanos que não são deuses, nem donos de seu destino.

Os clubes das elites, os carrões de luxo, os iates, cassinos, jatinhos e luxurias, as compras na 5ta. Avenida do charme da “Big Apple”, ou do “Harrods” na Londres imperial, se rendem à realidade de que não estamos nesta jornada para sempre.

Estamos apenas de passagem, e não devemos desafiar as forças de energia onipresente que nos governa pois aprenderemos à força que o nosso último suspiro, soprando o Coronavírus, nos mostrará que não fomos meritocratas suficientes, com os bolsos cheios, para evitar a morte.

É a revolução dos céus que atinge a Terra.

O Planeta nos mostra sua força, cansado de abusos, lavrado em feridas, tingido de fumaça e carregando a humanidade nas costas pululantes e sangrentas, pela incompreensão do relacionamento com a vida, pela indiferença de desigualdades que criamos, sem darmos atenção a nossos seres vivos e semelhantes.

A revolução se instalará trazendo um novo sentimento, de mudanças profundas, espirituais, metafísicas, existenciais e coletivas para se conviver em sociedade. Tudo por uma força, até agora desconhecida.

Coronavírus é o nome do alerta e a realidade da reflexão.

Até quando não diremos um ao outro: vamos caminhar juntos?



João Vicente Goulart
Diretor Instituto Pte. João Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 14:16

Argentina e China: a importância da solidariedade entre os povos.

18 de abril de 2020
Argentina e China: a importância da solidariedade entre os povos.
*João Vicente Goulart.


A política externa do multilateralismo, praticada nos países Latino americanos, nas décadas dos anos 50 e início dos anos 60, deixou além da compreensão da extensão diplomática, uma concepção de soberania entre os povos, que iniciavam naquele então, a proposta de um novo tipo de relações mais fraternas entre os povos de diferentes culturas.
Começavam, naquele então, a erguer-se posições de países não alinhados do eixo Leste-Oeste, a partir da Conferência de Bandung, na primeira reunião de cúpula, que começava a rejeitar o alinhamento ideológico às grandes potências, como opção de política externa.
Jango, naquele então, em agosto de 1961 a convite do Presidente Mao-Tsé Tung, visitava a Republica Popular da China, como primeiro líder Latino-americano, iniciando na oportunidade, o pioneirismo do entendimento multilateral, com aquele país oriental, de 800.000.000 de habitantes.


Jango e Mao, amizade Brasil-China

Desta relação pessoal, surgiu posteriormente, após o golpe de 64, o estabelecimento de relações diplomáticas pela ditadura brasileira, no governo Geisel que entendeu, após a visita de Nixon, dez anos após a visita de Jango, que as relações com a China Popular dado a importância de seu comercio, teriam que superar a política de não alinhamento, com os países ditos “comunistas”.
Na Argentina deu-se essa relação com o povo chinês, também muito antes do estabelecimento oficial de relações diplomáticas, acontecidas em 1972, pelo ditador militar argentino, General Alejandro Augustín Lanusse, pelo líder argentino, em 1965, já no exílio Juan Domingo Perón.



Escreve Perón a Mao, naquela oportunidade:

"CHINA POPULAR", escribe Perón, así, con mayúsculas, es un "ejemplo" y la "base inconmovible de la Revolución Mundial". Dice que su caída, en 1955, se debió a "la acción nefasta del imperialismo" que impidió "que nosotros cumpliéramos la etapa de la Revolución Democrática a fin de preparar a la c“socialista”



Esta introdução ao momento político, das relações internacionais, mostrando antes do estabelecimento de relações oficiais entre Brasil, Argentina e a República Popular da China, nos mostra como foram importantes a participação de líderes visionários com aquele povo asiático, uma solidariedade que até hoje perdura.


Há três dias atrás, após uma gestão solidaria a pedido do governo argentino, através da vice-presidenta Cristina Kirtchner, o presidente da China XI Jinping, veio ao telefone e fez questão de lembrar a vice-presidente, que durante a sua juventude, como membro das brigadas do líder Mao tsé Tung, sendo um camponês, teve de viver em um buraco no seu pequeno povoado de Liangjiahe, junto a sua família na China central, que naquele momento sofria uma penúria econômica, dado a guerra civil. Xi Jinping, lembrou Cristina que quase não tinham o que comer naquela difícil situação, e que a primeira comida decente em muitos anos, foram umas latas de alimentos que chegaram da Argentina, e que fora uma doação do Partido Justicialista argentino, em ajuda à resistência do povo chinês.
Essa atitude, disse Xi, foi algo que nunca esqueceu, e que hoje sem dúvidas o povo argentino pode contar com a doação de 15.000 respiradores e 14 toneladas de insumos médico-hospitalares, que estão em caixas com a inscrição de uma frese de Martín Fierro, em espanhol, onde se pode-se ler, “Que los hermanos sean unidos, esa es ley primera...” e posteriormente em mandarim, : "En agradecimiento al pueblo que alimentó a un muchacho pobre y campesino que hoy les quiere retribuir".

Los “Hermanos” começam a operação de trazer para o seu país, através sua companhia estatal, do povo argentino, Aerolíneas Argentinas” essa doação, com sabor histórico da relação profunda entre os homens, entre os povos e principalmente entre a opção de solidariedade e a opção do confronto.


Juan Pablo Mazzieri y Eduardo García dos de los integrantes de la tripulación del vuelo de Aerolíneas Argentinas.

Esse exemplo nos mostra o quanto a distância da solidariedade e da fraternidade não só entre os diferentes povos, mas principalmente entre o nosso povo, dividido pelo discurso de ódio, que a boçalidade do governo Bolsonaro vem realizando para provocar a insubordinação social, o caos político, o desprestígio de nossas instituições democráticas e, assim provocar uma ruptura que lhe dê sustentação para um golpe de Estado, também nos alerta que devemos estar preparados, e dizer a este governo, que conhecemos o caminho da resistência.

Como diz um velho proverbio chinês; “Quando bebemos agua, nunca esquecemos quem ajudou a cavar o poço”.


*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto Presidente João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 18:19

O DESTRUIDOR DE GUERRA, DESTRUÍDO POR DENTRO.

01 de abril de 2020
O DESTRUIDOR DE GUERRA, DESTRUÍDO POR DENTRO.
João Vicente Goulart


Porta aviões USS roosvelt, classe Nimitz, parado na base de Guam.

O gigante nuclear, da classe Nimitz, o porta aviões USS Roosvelt, da frota americana do Oceano Pacífico, com uma tripulação de 5.000 marinheiros, encontra-se derrotado pelo invisível “Coronavirus”, estacionado e fora de combate na ilha de Guam.

Apesar de seus 330 metros de comprimento e 100.000 toneladas de deslocamento, e seu incrível poder atômico, capaz de destruir em segundos um continente, 200 de seus tripulantes encontram-se hoje infectados com a COVID-19 e resto da tripulação, sob suspeita da infecção, não pode mais operar esta nave de guerra, que se transforma numa canoa parada.

O comandante da frota do Pacífico. Thomas Modly, não pode sequer trocar os marinheiros e pilotos a bordo, pois o USS Roosvelt precisa de um longo período de estacionamento para sua desinfecção.

A impotência dos homens diante da tragédia sanitária mundial, mostra aos prepotentes do mundo imperialista, que sua nudez pode ser mostrada ao mundo em um piscar de olhos, ou melhor, vendo um gigante virando pulga, e a Nação do Norte, virando pó.

Na terra e na água.

Os Estados Unidos da América, poderá vir a ser o país mais infectado, com mais mortes, já aceitas pelo presidente Trump, em 250.000, como mínimo, e assim fazer reflexionar o seu povo, que não mais podem, serem os donos do mundo.

Basta de bombas “democráticas” e intervenções na soberania de outros povos.

Os sinais estão dados, porta aviões vencidos e mercados parados.

João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto João Goulart.

postado por Joao Vicente Goulart às 23:34

CORONA VIRUS: A REVOLUÇÃO DOS CÉUS.

01 de abril de 2020

CORONA VIRUS: A REVOLUÇÃO DOS CÉUS.
Artigo de João Vicente Goulart.






Na solidão do confinamento humano, um tempo de reflexão, um tempo que primazia a existência do reino animal, das florestas em sussurros, dos mares em silêncio, da quietude da Natureza, que se move e exige mudanças.

A humanidade se deteve, as necessidades do homem estão em debate, os privilégios da riqueza calam, a mobilidade só opera em favor da rebeldia dos bichos, o poder aquisitivo se rende ante a morte, e a vida deve ser repensada.

O ser humano repensa sua existência planetária e vê, por força de uma tragédia celestial, a insensatez do capitalismo no processo de acumulação e lucros, que a essência do existir, passa inegavelmente pela relação humana, transportada pela coexistência com solidariedade, humanismo, comunidade, e solidariedade, mostrando aos seres humanos que não são deuses, nem donos de seu destino.

Os clubes das elites, os carrões de luxo, os iates, cassinos, jatinhos e luxurias se rendem a realidade de que não estamos nesta jornada para sempre, apenas de passagem, e não devemos desafiar as forças de energia que nos governam, pois, nosso ínfimo suspiro, não se sustenta com a meritocracia dos homens.

O Planeta nos mostra sua força, cansado de abusos, lavrado em feridas, tingido de fumaça e carregando a humanidade nas costas pululantes e sangrentas, pela incompreensão do relacionamento com a vida, de desigualdades que criamos sem darmos atenção a nossos seres vivos e semelhantes.

A revolução se instalará trazendo um novo sentimento de mudanças, profundas, espirituais, metafísicas, existenciais e coletivas para se conviver em sociedade. Tudo por uma força, até agora desconhecida.

Coronavirus é o nome de alerta e a realidade da reflexão.

Até quando não diremos um ao outro, vamos caminhar juntos?


João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 00:26