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"Ditadura militar tinha fichas no mesmo formato", diz professor citado em dossiê antifascista

publicada em 25 de julho de 2020
"Ditadura militar tinha fichas no mesmo formato", diz professor citado em dossiê antifascista



Ex-secretário de Direitos Humanos, Paulo Sérgio Pinheiro afirma que, "numa democracia como a que vivemos, uma investigação tendo alvos precisos como essa é algo totalmente inaceitável. De uma certa maneira seria recuarmos às práticas da ditadura militar"



247 - O professor aposentado da USP e ex-secretário de Direitos Humanos Paulo Sérgio Pinheiro, de 76 anos, se disse "absolutamente perplexo" com a informação de que teve o seu nome incluso num dossiê feito pelo Ministério da Justiça em junho sobre o movimento antifascismo entre servidores.


Em entrevista ao colunista Rubens Valente, do UOL, ele pediu uma ampla investigação, tanto no Ministério Público quanto no Congresso Nacional, sobre a origem e as circunstâncias do levantamento.

"Numa democracia como a que vivemos, uma investigação tendo alvos precisos como essa é algo totalmente inaceitável. De uma certa maneira seria recuarmos às práticas da ditadura militar. Os governos da ditadura militar também tinham fichas pessoais no mesmo formato", disse o professor.


Doutor em ciência política pela Universidade de Paris, na França, Pinheiro foi conselheiro e presidente da CNV (Comissão Nacional da Verdade), que investigou crimes cometidos contra os direitos humanos durante a ditadura, foi secretário nacional dos direitos humanos durante o governo Fernando Henrique Cardoso e desde 2011 é o presidente da comissão independente internacional da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre a República Árabe da Síria, com sede em Genebra, nomeado pelo conselho de direitos humanos da ONU. Ele também é membro Comissão de Defesa dos Direitos Humanos 'Dom Paulo Evaristo Arns', criada no ano passado.

"Mais de 30 depois do final da ditadura, agora temos o Executivo voltando a essas práticas totalmente ilegais e inócuas. Abusivas. Acho totalmente ilegal e totalmente inútil. As coisas que eu falo, que eu escrevo, são públicas. O contribuinte brasileiro está pagando esses funcionários para fazer uma prática ilegal e absolutamente inútil. Qual o interesse do governo em ter esses dossiês? Estou absolutamente perplexo", disse Pinheiro.
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