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Jean Wyllys avalia que homofobia de Roberto Jefferson revela “suas taras e fantasias sexuais frustradas”

publicada em 25 de julho de 2020
Jean Wyllys avalia que homofobia de Roberto Jefferson revela “suas taras e fantasias sexuais frustradas”
Em entrevista a canal bolsonarista, presidente do PTB disparou ataques chulos e homofóbicos contra ministros do STF e os chamou de "sodomitas"


Roberto Jefferson, condenado, cassado e agora vendendo o PTB para Bolsonaro.

Reprodução
Por Redação !




O jornalista ex-deputado Jean Wyllys, primeiro parlamentar assumidamente homossexual do Brasil, usou seu Twitter, na noite desta terça-feira (21), para condenar os ataques homofóbicos feitos pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“Só mesmo no Brasil de Bolsonaro um corrupto ordinário como Roberto Jefferson, condenado à prisão por seus crimes, dá-se ao trabalho sujo de insultar dois ministros do STF por meio de referências chulas e homofóbicas às supostas homossexualidade de ambos”, escreveu Wyllys ao iniciar uma sequência de postagens.


Em entrevista ao portal bolsonarista “Questione-se”, Jefferson, que se tornou apoiador de Jair Bolsonaro recentemente, disse que os ministros Edson Fachin e Luís Roberto Barroso, são “sodomitas” e colocou em questão, como se fosse uma ofensa, a orientação sexual de ambos.

“Tem dois sodomitas ministros, rapaz. Se fossem juízes, nunca deixariam a vara, a Justiça de primeira instância. Usam saias. Não é por saber jurídico. É por opção sexual”, disse.

Em seguida, Jefferson chamou de Fachin de “Carmen Miranda”, assim como Barroso de “Lulu Boca de Veludo”. Já o ministro Gilmar Mendes é apelidado de “sapão”, enquanto Fux é “beija pé”. Segundo ele, Fux se “ajoelhou e beijou os pés” de Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio, Sergio Cabral.

“Tem ministros de rabo preso e dois de rabo solto. Um é o Carmen Miranda e o outro é o Lulu Boca de Veludo”, disse. “O Luiz Fux chegou no Rio quando ele tomou posse. Houve uma festa aqui no Rio, na casa do Sergio Cabral, ele ajoelhou e beijou os pés da Adriana Ancelmo. Esse homem vai ser o presidente do Supremo. O próximo. O ‘Beija-Pé’”, continuou.


De acordo com Jean Wyllys, “ao acusar os ministros de ‘homossexualidade’ da maneira mais vulgar, como se esta fosse um crime ou uma perversão, Jefferson ofende a coletividade LGBTQ; fere nossos orgulho, dignidade e cidadania duramente conquistados; enfim, incorre no crime de homofobia contra nós”.

“Os termos usados por Roberto Jefferson bem como as referências racistas ao suposto coito anal “com um negão” dizem mais sobre suas próprias taras e fantasias sexuais frustradas do que dos ministros que ele objetiva ofender com sua homofobia”, continuou o ex-parlamentar do PSOL, uma das principais referências brasileiras da militância LGBT na política institucional.

Condenado a sete anos de prisão por corrupção no esquema conhecido como Mensalão, Roberto Jefferson se aproximou de Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus.

Confira, abaixo, a íntegra da análise de Jean Wyllys sobre os ataques homofóbicos do presidente do PTB.
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