Terça-feira, 11 de agosto de 2020.

Traiçoeiro ataque à Petrobrás e ao Brasil

publicada em 08 de abril de 2020
Denuncia. Divulguem
Traiçoeiro ataque à Petrobrás e ao Brasil


Pedro A Pinho




Caros amigos:

Não lhes envio um novo artigo. Encaminho a vocês uma denúncia e um fato grave.

O que vocês lerão é um tiro fatal no desenvolvimento e até na existência do Brasil. Creio que a nenhum reste dúvida que tudo que me importa é o Brasil, minha Pátria. Mesmo minha família, não a vejo senão morando e se orgulhando da nacionalidade brasileira. Jamais fui morar ou a coloquei em situação de residir no exterior.

A maior empresa brasileira, não somente pelos ativos físicos, suas instalações e suas construções, mas pelo seu saber, acumulado por gerações que, desde 1954, colocaram suas inteligências, dedicação, estudo, a serviço do que hoje é a mais competente empresa de petróleo do mundo: a Petrobrás. Não fosse o combate que sofreu, desde sua fundação e acelerado após o domínio da ideologia neoliberal no Brasil, seria o símbolo da capacidade de todos nós, o povo brasileiro. Ganhamos sucessivos “Oscar” de capacidade técnica, reconhecida pelas concorrentes.

Hoje, às vésperas de compor o novo Conselho de Administração da Petrobrás, os interesses do sistema financeiro e das economias e geopolíticas estrangeiras querem nos impor, por seus agentes no Brasil, um grupo de pessoas articuladas para sua destruição.
Não há corporativismo, o que até seria saudável como o das Forças Armadas, há o desejo de continuar tendo o passaporte brasileiro e exibi-lo com orgulho.

O perfil destas pessoas, que querem nos impor para a falência da Petrobrás e do Brasil, foi levantado por engenheiros, economistas, administradores, contadores e outros profissionais da Petrobrás. Assumo a autoria mesmo não tendo participado deste trabalho, pois, daqueles que conheço a história, as vejo corretamente retratados e confio na seriedade, competência e espírito de brasilidade dos autores.
O que espero de vocês é a denúncia deste assalto ao Brasil e à sua maior empresa; aquela que pode ser o motor do novo ciclo de desenvolvimento como o que Brasil já conheceu no século passado.

Vamos impedir que uma turma comprometida com objetivos opostos, que no mínimo exibem evidentes conflitos de interesse com nossa maior empresa, tome a Petrobrás
.
São as seguintes pessoas que serão indicadas, na próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO) da Petrobrás, para compor o Conselho de Administração.

1 - Eduardo Bacellar Leal Ferreira. Será o presidente do Conselho. Recondução.
Informações Gerais: Almirante de Esquadra. Comandante da Marinha do Brasil até janeiro de 2019.
A Marinha sempre teve destacada posição na Petrobrás, por muitos anos responsável pela área de Transportes da empresa. A estatal teve, na posição de Diretor e depois de Conselheiro, o Almirante Maximiano da Fonseca - um destacado líder e defensor. Os militares estão na origem da criação da Petrobrás e da sua sustentação ao longo dos anos, não abrindo nunca espaços para seus inimigos liberais ou para seus concorrentes. Última Esperança. Espera-se que rejeite os mandamentos da equipe econômica e siga os ditames que regulam o Poder Nacional.

2 - Roberto da Cunha Castello Branco. Economista. Presidente da Petrobrás. Recondução.

Informações Gerais: Não teve atuação brilhante, nem minimamente adequada, pois nada entende do ramo de petróleo. Ligado ao mercado de capitais e a bancos. Age exclusivamente preocupado com acionistas dos mercados e com a privatização da Petrobrás em fatias. Há evidente conflito de interesses. Não tem projeto algum de fortalecimento, expansão ou ampliação de atividades da empresa, nem mesmo de sua manutenção.

3 - João Cox. Economista. Recondução.
Informações Gerais: Claramente ligado a grandes empresas que disputam mercado com a Petrobrás. Está sendo indicado para vice-presidente do Conselho de Administração da Braskem e, agora, para continuar no Conselho da Petrobrás. Há evidente conflito de interesses pela sua explicitada ligação com a Brasken, empresa que incorporou de modo absolutamente suspeito a petroquímica estatal para seu controle, construindo um império à custa do patrimônio do povo brasileiro.

4 - Maria Cláudia Mello Guimarães. Engenheira de Produção. Nova indicação.

Informações Gerais: Pela formação profissional seria boa indicação não fora suas ligações conflitantes com os interesses da Petrobrás. Diretora Executiva no Bank of America Merrill Lynch, ING Bank e BankBoston, liderando setores de Óleo & Gás, Mineração, Siderurgia e Energia. Hoje é Sócia da KPC Consultoria Financeira focada em gestão patrimonial. Recentemente atuou como Conselheira da Constellation Oil Services em Luxemburgo. Há evidente conflito pelas suas ligações com grandes bancos que tem interesses na Petrobrás, e por ser sócia da empresa KPC, que tem sido contratada pela Petrobrás.

5 - Omar Carneiro da Cunha Sobrinho. Economista. Nova indicação.
Informações Gerais: Foi CEO da Shell Brasil, Shell Química e é membro do Conselho de várias empresas, dentre elas a Brookfield Properties Partners LP, empresa global acionista da NTS que fora da Petrobrás (sendo agora colocado à venda o restante das ações). Também é sócio sênior da Dealmaker Consultoria e Participações, especialista em fusões e aquisições. Consultor no mercado de óleo e gás, ligado a grandes grupos de energia (Conselheiro da Energisa). É evidente o conflito de interesses, no caso deste senhor é verdadeiro acinte. Era considerado, quando na ativa na Shell, o inimigo número 1 da Petrobrás. Esta companhia tentou de todas as maneiras possíveis obstar o acordo Brasil-Bolívia do início dos anos 1990 e depois fez tudo para impedir a concretização do negócio de gás com aquele país, clamado pela indústria do sudeste brasileiro. Adicionalmente vem respondendo processos do Ministério Público no Rio de Janeiro e em outros Estados da Federação. Quando na direção da Shell, liberou na revista da empresa, matéria extremamente agressiva à Petrobrás, atribuindo-lhe ineficácia, ineficiência e incapacidade para se situar bem no setor petróleo e gás. Tal foi o disparate, uma empresa concorrente estrangeira agredir a estatal, que o presidente da Petrobrás, Joel Rennó, escreveu ofício de protesto ao CEO mundial da Shell e suspendeu todas as negociações em curso com a multinacional no campo do desenvolvimento em tecnologias para águas profundas.

6 - Ruy Flaks Schneider. Engenheiro. Nova indicação.

Informações Gerais: Em 1970 iniciou carreira no Banco Brascan de Investimento S.A., onde atuou como gerente de análise financeira, gerente e diretor de Marketing, Vice Presidente de investimentos e Vice Presidente de Mercado de Capitais, seguindo no Banco de Montreal S.A.-MontrealBank. Sua experiência, como se vê, é na comercialização de títulos financeiros. Mas tem em seu currículo a atuação em consultoria e fusões & aquisições na Schneider & Cia. Consultoria, Empreendimentos e Participações. Logicamente, levará para a Petrobrás o conflito de interesse entre o desenvolvimento da Companhia e seu apequenamento pela continuidade do desmembramento e alienação de ativos. Ou seja, não será mais um engenheiro na estatal mas o agente financeiro interessado na sua privatização.

7 - Walter Mendes de Oliveira Filho, Economista. Recondução.

Informações Gerais: A quantidade de economistas, onde até os engenheiros são escolhidos pela experiência bancária, mais parece ser um Banco do que uma Empresa de Petróleo. Mas é demonstração da total dominação da Petrobrás pela área financeira do Governo. A experiência e dedicação do Walter de Oliveira Filho relaciona-se fortemente com o mercado de capitais e financeiras, sócio gestor da Cultinvest Asset Management e Diretor Executivo do Comitê de Aquisições e Fusões. Novamente se vê o conflito de interesses.

8 - Nívio Ziviani. Engenheiro. Recondução.
Informações Gerais: É um especialista em tecnologia da informação, sendo destacado acadêmico e empreendedor. Professor Emérito do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais. Poderia ser uma esperança, pela sua formação em engenharia, colocando-se contrário ao esfacelamento da tecnologia brasileira com as privatizações da Petrobrás. Certamente sabe que as partes que estão sendo vendidas comporão oligopólios e monopólios, privilegiando o lucro de multinacionais e entidades estrangeiras, jamais primando pelos interesses nacionais.

Além destes oito Conselheiros, haverá dois, escolhidos pelos acionistas minoritários e/ou independentes (sic) que não cumprirão o papel que fora pensado para tal tipo de conselheiros, que seriam pessoas interessadas na competividade e expansão da empresas como se fosse privada. Seu papel estará alinhado com a privatização e o esfacelamento da estatal, jamais com um futuro empresarial brilhante. E um solitário e cerceado Conselheiro representante dos Empregados.
Triste fim aguarda a Petrobrás e o futuro do Brasil nas mãos de tais pessoas.
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