Sábado, 06 de junho de 2020.

A ARTE DE GOVERNAR DE BOLSONARO

publicada em 02 de abril de 2020
A ARTE DE GOVERNAR DE BOLSONARO

Vivaldo Barbosa








As atitudes e as declarações de Bolsonaro, ao longo do seu mandato, revelam sua concepção de governo, especialmente nas últimas manifestações. Ontem, ele afirmou: “Como é que podemos proibir que essas pessoas se locomovam? Como é que você pode proibir que essa pessoa pegue e vá numa praça vender teu churrasquinho de gato? Ou vender o seu biscoito na praia?”
Reflete um individualismo barato, tosco, a compreender que a vida depende só das individualidades das pessoas, sem noção de coletivo, de sociedade, de nação. Reflete o que vai na cabeça de setores de uma classe média baixa, minoria, mas muito atuante recentemente, insuflada pelos meios de comunicação e uma rede de mentiras e invencionices, que procuraram criar a cultura do individualismo, hedonismo e vantagens a qualquer custo. Resultou num radicalismo conservador que leva a raciocínios e posições as mais idiotas, sem pé na realidade da vida humana civilizada: cada um por si, cada um colocando o seu egoísmo pessoal acima de qualquer coisa. Como se cada um pudesse avançar ou mesmo sobreviver sem o coletivo, à parte do interesse geral.
A atividade de Governo é enxergar e compreender o que é melhor para a coletividade, o benefício da nação, o bem geral de todos, o bem comum, como tanto se diz. E tomar as medidas que resguardem o interesse geral. São os fundamentos básicos da República, que Bolsonaro insiste em não reconhecer. Revela o despreparo, a incompetência, já alarmante a esta altura.
Não só o Bolsonaro, mas ele e esta turma toda que o cerca demonstram estar desqualificados para a arte de governar. Só ascenderam ao governo como fruto de uma das mais graves crises brasileiras que resultou no impeachment da Dilma e na prisão de Lula, culminando na eleição do Bolsonaro. Esperava-se que esse grupo de generais no governo pudesse revelar outra coisa. Mas parece que o tenentismo, que inspirou boa parte do Exército na busca de uma concepção de País, deixou de ser referência para essa turma formada após o golpe de 1964. Muito mal preparados.
Nestes tempos de alarme coletivo, muitos já compreenderam, até empedernidos conservadores, o valor da união e da ação coletiva.
Só a resistência do povo brasileiro é que pode nos conduzir nessa travessia e nos levar ao reino do bom senso e da razão, virtudes exigidas na República.
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