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URGENTE: Juan Guaidó perde a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela

publicada em 05 de janeiro de 2020
URGENTE: Juan Guaidó perde a presidência da Assembleia Nacional da Venezuela
Com apoio do chavismo, o deputado opositor Luis Eduardo Parra foi eleito para a presidência do Legislativo; aliados de Guaidó denunciam "golpe".


Bolsonaro e Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
Por Lucas Rocha

Acusado de corrupção e de relação com grupos paramilitares da Colômbia, o opositor Juan Guaidó não conseguiu assegurar sua reeleição como presidente da Assembleia Nacional da Venezuela em votação realizada neste domingo (5). Luis Eduardo Parra, do partido Primeiro Justiça – integrante da Mesa de Unidade Democrática -, foi eleito com apoio de opositores insatisfeitos e deputados do PSUV, partido de Maduro, e assumiu o lugar do autoproclamado presidente.

Veja também: Jornalista brasileira é agredida por aliados de Guaidó na Assembleia Nacional


A nova direção do Parlamento venezuelano será comandada por Parra, Franklin Duarte (Copei), José Gregorio Noriega (Vontade Popular) e Negal Morales (Ação Democrática), todos integrantes do bloco opositor. Segundo a rede TeleSUR, eles foram eleitos com 81 votos dos 150 presentes (ultrapassando o quórum mínimo). No total, são 167 deputados.

Pelas redes sociais, Guaidó e líderes de outros partidos da oposição denunciaram que a Guarda Nacional Bolivariana (GNB) estaria impedindo o ingresso de deputados de oposição na Assembleia. “Oficiais militares tentam impedir que os deputados cumpram seu dever de defender os venezuelanos, o povo que eles também juraram proteger. Contra isso, estamos lutando e vamos superá-lo juntos”, declarou.

Em seguida, o deputado ainda ameaçou seus antigos aliados, que apoiaram a eleição de Parra. “Hoje, quem ajuda a impedir a instalação legítima do Parlamento venezuelano se torna cúmplice da ditadura e cúmplice daqueles que estão oprimindo o povo da Venezuela. Eles serão expostos a seus parentes, ao país e ao mundo!”, tuitou.

“Não quis entrar”


Segundo apoiadores do chavismo, os seguidores de Guaidó não entraram no Parlamento porque sabiam que iriam perder a votação. “A Assembléia foi instalada, houve quorum e Guaidó e parte dos seus não entraram porque não tinham votos e sabiam que perderiam”, disse William Castillo, integrante do Ministério de Relações Exteriores da Venezuela.

O presidente eleito da AN, Luis Parra, também disse que Guaidó não quis entrar. “Ninguém impediu Juan Guaidó de entrar. Ele não entrou porque não tinha votos, por isso ficou fora do Palácio Legislativo Federal. Outros que tinham mandado de prisão entraram bravamente. Não vamos ficar viciados no passado e Guaidó é o passado”, disse.

Apesar das acusações de Guaidó de um suposto golpe, a insatisfação de integrantes da oposição com sua liderança já era visível e a queda parecia iminente. “Durante muita parte de 2019, você foi a maior esperança desse país, mas virou a maior decepção. […] Juan Guaidó, a partir de hoje seu tempo acabou”, disse o deputado opositor José Brito pouco antes do início da sessão da AN.

A GNB publicou uma nota negando o impedimento. “Garantimos a liberdade de imprensa, a segurança dos deputados e cidadãos que estão dentro e fora dessas instalações; promover a PAZ e respeitar os direitos humanos”, disse.
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