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Bolsonaro demite Santos Cruz da Secretaria de Governo; Luiz Eduardo Ramos será o substituto

publicada em 14 de junho de 2019
Bolsonaro demite Santos Cruz da Secretaria de Governo; Luiz Eduardo Ramos será o substituto
Ministro foi comunicado de sua saída em uma reunião com o presidente nesta quinta-feira
Jussara Soares



Demissão de Santos Cruz é atribuída a uma 'falta de alinhamento político-ideológico' 


BRASÍLIA — O presidente Jair Bolsonaro demitiu nesta quinta-feira o ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência da República. O ministro foi comunicado de sua saída em uma reunião com o presidente, da qual também participaram os ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva , e do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno . Assume o cargo o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira, comandante militar do Sudeste. É a terceira demissão de um ministro em menos de seis meses de gestão.


A decisão foi atribuída por um auxiliar direto do presidente a uma "falta de alinhamento político-ideológico" e embates com outros integrantes do próprio governo. Em carta divulgada no início da noite (leia a íntegra no fim da matéria) , Santos Cruz deixa claro que sai do governo "por decisão" do presidente Jair Bolsonaro. Ele faz agradecimentos e, no final, deseja ao presidente e familiares "saúde, felicidade e sucesso".

LEIA MAIS: General escolhido para substituir Santos Cruz é chamado de 'meu pitbull' por Bolsonaro

Santos Cruz vinha sofrendo um processo de "fritura" há pelo menos dois meses. Segundo um auxiliar do presidente, Bolsonaro já tinha decidido exonerar o general no início de maio, quando mencionou que haveria "um tsunami". Entretanto, o presidente esperou para criar um consenso entre a equipe que a permanência do ministro era insustentável.

Bolsonaro e o general Luiz Eduardo Ramos, em evento no Rio 21/07/2018 Foto: Márcio Alves / Agência O GloboBolsonaro e o general Luiz Eduardo Ramos, em evento no Rio 21/07/2018 Foto: Márcio Alves / Agência O Globo
Militares que integram o governo, entretanto, teriam atuado para manter Santos Cruz no cargo. Internamente, no entanto, Bolsonaro estaria emitindo sinais de “irritação” com a reação em grupo dos militares às críticas de Olavo de Carvalho, que comandou os disparos contra Santos Cruz e o vice-presidente Hamilton Mourão.

AS BAIXAS DOS MINISTÉRIOS DE JAIR BOLSONARO
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Santos Cruz
O general Carlos Alberto Santos Cruz Foto: Givaldo Barbosa/25-4-13Foto: Givaldo Barbosa/25-4-13
Jair Bolsonaro demitiu em 13 de junho Carlos Alberto dos Santos Cruz da Secretaria de Governo da Presidência. A decisão foi atribuída por um auxiliar do presidente a uma "falta de alinhamento político-ideológico" e embates com outros integrantes do governo. Ele foi alvo constante de Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) e da ala ideológica do governo.

Ricardo Vélez Rodríguez
02/01/2019 - Transmissão do Cargo de Ministro de Estado da Educação ao Sr. Ricardo Vélez Rodríguez e apresentação dos novos Secretários. Fotos: Luis Fortes/MEC Foto: Terceiro / Agência O GloboFoto: Terceiro / Agência O Globo
O presidente Jair Bolsonaro demitiu em 8 de abril Ricardo Vélez Rodríguez do Ministério da Educação. O anúncio foi feito pelo Twitter. Decisões polêmicas, como a revisão dos livros didáticos sobre o golpe e a ditadura militar e uma orientação para que as escolas filmassem os alunos cantando o hino, fizeram com que críticas recaíssem sobre a gestão.

Gustavo Bebianno
O ex-ministro Gustavo Bebianno Foto: Pablo Jacob / Agência O GloboFoto: Pablo Jacob / Agência O Globo
O porta-voz da Presidência da República confirmou a demissão de Gustavo Bebianno da Secretaria-Geral em 18 de fevereiro. O processo de desgaste começou com denúncias de supostas irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL e chegou ao estopim quando ele foi chamado de mentiroso por Carlos Bolsonaro. Ele nega as acusações.

De acordo com auxiliares do presidente, Bolsonaro teria aumentado seu descontentamento ao ver a imagem de uma conversa por Whatsapp, supostamente escrita por Santos Cruz, na qual o ministro o chamaria de “imbecil” e sinalizaria aprovar a “solução 
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