Terça-feira, 10 de dezembro de 2019.

Caros amigos e companheiros, lutadores pela preservação da memória nacional:

publicada em 05 de junho de 2019

Memorial da Liberdade e Democracia Presidente João Goulart. Cassado e proibido de ter o terreno no Eixo Monumental

Caros amigos e companheiros, lutadores pela preservação da memória nacional:



É impressionante como ao passar do tempo, os “ditados” populares se fazem presentes mais assertivamente no dia a dia de nossas vidas. Aquele que diz que “quanto mais conheço os homens, mais gosto de meus animais”, me veio imediatamente à mente, quando vi ontem a cessão de uso de um terreno de 15.000mts2, no Eixo monumental de Brasília, cedido pelo governador Ibaneis, para a construção do Memorial da “Bíblia”.

https://www.metropoles.com/distrito-federal/gdf-autoriza-construcao-do-memorial-da-biblia-no-eixo-monumental


Nada tenho contra a construção em Brasília de vários memoriais, tornando esta cidade uma espécie da cidade de Washington, onde vemos monumentos e memoriais espalhados por toda a cidade, entregando ao público visitante desta maneira uma pluralidade e uma diversidade de cultura e posicionamentos políticos, de vários personagens e líderes que habitam a história daquele país americano.

O que me surpreende, é que, como todos os que gostam de cultura e política sabem, no mesmo Eixo Monumental que o governador Ibaneis está cedendo ao neopentecostalismo brasileiro, foi cassado um terreno que abrigaria o “Memorial da Liberdade e Democracia Presidente João Goulart”, última obra de Niemeyer, projetada para compor o eixo monumental sem motivo que justificasse o já outorgado termo de “Cessão de uso”, depois de um processo administrativo que durou oito anos, antes de ser analisado e concedido.

Pedimos providências para o atual governador do Distrito Federal através do secretário Adão de cultura, para que revisasse a possibilidade de corrigir a injustiça com a memória de Jango.

Lamentavelmente, o silêncio foi a resposta.

É o medo da história política de emancipação do povo brasileiro!

O memorial que levaria o nome de Jango, contaria ali, como justificou Niemeyer o seguinte:

EXPLICAÇÃO NECESSARIA:
“Quem conhece a história de João Goulart, sabe como ele foi violentamente afastado do cargo com o golpe militar de 1964, que durante vinte anos pesou sobre o nosso país. E isso, eu procurei marcar na minha arquitetura, da forma mais clara, com uma grande flecha vermelha a atingir a cúpula projetada.
Dentro do amplo salão de exposições seriam explicadas ao público as razões desse deplorável acontecimento, as pressões do governo norte-americano que o reacionarismo de direita naquela época procurava atender”.
OSCAR NIEMEYER.


Posso dizer a todos vocês, lutadores e defensores da memória nacional, que mais uma vez, diante do entreguismo, e de atitudes totalitárias de egos individuais, mais uma vez sinto profundo orgulho da luta de me pai o Presidente João Goulart e seu compromisso com os mais humildes que não tiveram oportunidades; ele que continua perseguido não por sua vida, não por sua morte, mas perseguido por suas propostas de reformas sociais que ainda fazem tremer os tiranos de plantão, esquecendo que o Eixo Monumental de Brasília não é propriedade da esfera estadual ou federal, pois enquanto governam em nome do povo brasileiro, o vende para interesses espúrios, quitando-lhes a dignidade de ter esperança de um Brasil mais justo, solidário e igualitário.

A luta continua, e só termina para aqueles que desistem!

João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto Presidente João Goulart

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