Terça-feira, 12 de novembro de 2019.
Notícias ››   Imprensa on-line ››  

Bolsonaro derrete e, se Caiado não agir, seu governo pode fazer água também

publicada em 23 de maio de 2019
Bolsonaro derrete e, se Caiado não agir, seu governo pode fazer água também


- MARCUS VINÍCIUS





Desde que juscelino kubitschek fez o seu discurso de campanha em Jataí, no dia 4 de abril de 1955, prometendo construir em Goiás a nova Capital Federal, todos os governadores que se seguiram à construção de Brasília tiveram boas relações com o inquilino do Palácio da Alvorada.

A proximidade de Goiás com Brasília exige isso, afinal, todo goiano sabe que os o presidente mora no quadradinho cedido por Goiás.
Juscelino terminou o seu mandato em 1960 e por gratidão dos goianos foi eleito senador por Goiás ao lado de Pedro Ludovico. Seu sucessor, o presidente João Goulart (PTB), tinha relações próximas com governador Mauro Borges (PSD), que participou da Cadeia da Legalidade para garantir a sua posse, após a renúncia de Jânio Quadros, que foi organizada pelo seu colega, o governador do Rio Grande do Sul Leonel Brizola (PTB).

Na ditadura, como os governadores indicados pelos generais, era natural que houvesse uma relação direta entre os comandantes e seus subordinados. Com a volta da democracia, Iris Rezende (PMDB), eleito governador em 1982 e 1990, ocuparia duas vezes o cargo de ministro, uma com o presidente José Sarney (PMDB), na pasta da Agricultura, outra com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), na Justiça. O ex-governador Maguito Vilela foi indicado pelo presidente Lula para vice-presidência do Banco do Brasil (PMDB) e Marconi Perillo (PSDB) manteve boas relações com o petista, até desentender-se com este, mas recuperou as boas graças do Planalto, cultivando profícua relação com a presidenta Dilma Roussef (PT).



Caiado e Bolsonaro: Muitas audiências revelam proximidade política (foto divulgação)

O governador Ronaldo Caiado (DEM), seguiu a mesma trilha e buscou proximidade com o presidente Jair Bolsonaro (PSL). Há entre ambos afinidade política e ideológica. Ambos conspiraram pela queda da presidenta Dilma Roussef e tem um histórico de diferenças com o PT.
Mas é preciso dizer que nenhum dos antecessores de Caiado dependeu tanto do apoio de Brasília para governar.
Caiado iniciou o seu governo contando com a parceria líquida e certa do presidente para superar as adversidades dos primeiros meses de mandato. Fiou-se nesta parceria, a ponto de indicar para o governo secretários que têm ligações diretas com o presidente e vários dos seus ministros. Rodney Miranda, Secretario de Segurança Pública, foi sugerido a Caiado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro; Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt, Secretaria da Economia, teve as bênçãos do ministro da Economia, Paulo Guedes. Fátima Gavioli, Secretária de Educação, tem o dedo da Fundação Lemann, do empresário Jorge Paulo Lemann, da Ambev, que apoiou a eleição de Bolsonaro. Ricardo Soavinski, presidente da Saneago, foi um dos principais cotados por Bolsonaro para o Ministério do Meio Ambiente.

Por enquanto pouco, ou quase nada brotou desta parceria entre o Palácio das Esmeraldas e o Palácio do Planalto. E para piorar, o governo do presidente Jair Bolsonaro começou a fazer água. A incapacidade de sua Excelência em lidar com o Congresso Nacional
Versão para impressão Envie para um amigo Deixe seu comentário
Diário de Goias

Envie esta notícia para seus amigos

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar para:
envie para vários e-mails separando-os com vírgula

Deixe seu comentário sobre esta notícia

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.

Comentários

Nenhum comentário ainda foi registrado.
Seja o primeiro a comentar! Clique aqui ››

Contato

Telefone
(61) 35418388
(61) 93094422