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Sem plano para aquecer economia, governo reduz de novo crescimento do PIB

publicada em 14 de maio de 2019
Sem plano para aquecer economia, governo reduz de novo crescimento do PIB
Equipe de Paulo Guedes já prevê novo congelamento orçamentário de R$ 5 bilhões a R$ 10 bilhões, dependendo do nível de retração da taxa de crescimento da economia

Por Jornal GGN 






Jornal GGN – O governo Bolsonaro reduziu mais uma vez a previsão de crescimento da economia. Em março, a equipe de Paulo Guedes já havia revisado a taxa de crescimento do PIB de 2,5% para 2,2%. Agora, em maio, o índice gira em torno de 2% e 1,5%.

Com a revisão, o governo deve bloquear o orçamento em mais R$ 10 bilhões, segundo informações da Folha de S. Paulo. Em março, o contingenciamento foi de R$ 30 bilhões.

De acordo com o jornal, técnicos do governo projetaram que, em duas semanas, a arrecadação da União deverá cair entre R$ 7 e R$ 20 bilhões, “se não houver receitas extraordinárias”.

Se o crescimento do PIB ficar mais perto de 2%, e não de 1,5%, o corte seria menor, de R$ 5 bilhões, no lugar de R$ 10 bilhões.

A revisão do governo sobre o crescimento foi puxada pela iniciativa de bancos privados, que colocaram a taxa em 1,5%.

Especialistas falam em “risco de recessão diante da possibilidade de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) consolidar o PIB do quarto trimestre de 2018 com revisão para baixo.”

Mas o governo Bolsonaro é otimista e aposta em recuperação. Tanto que, “no momento”, não prevê “medidas de estímulo à economia, como saques de contas inativas do FGTS.”

“O que se prevê é uma reforma geral do FGTS, o que inclui a correção do retorno sobre o saldo das contas acima da inflação e novas possibilidades de saques. Hoje, a legislação do fundo só permite a retirada desses recursos quando o trabalhador é demitido”, anotou o jornal.

No governo Temer, os saques nas contas inativas injetaram R$ 44 bilhões na economia, gerando impacto de 0,7% a mais no PIB.

Guedes não quer repetir a fórmula de Temer porque “não considera a possibilidade de uma recessão no segundo trimestre, apesar dos sinais emitidos pela economia”, e para “evitar o incentivo ao consumo, que serviu como fórmula artificial de reativação da economia nos governos do PT e de Temer.”

O ministro da Economia e seus assessores apostam na reforma da Previdência para animar a economia.
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