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INSTITUTO JOÃO GOULART PEDE RETRATAÇÃO DO MINISTRO DA DEFESA

publicada em 03 de maio de 2019
GUILHERME AMADO
INSTITUTO JOÃO GOULART PEDE RETRATAÇÃO DO MINISTRO DA DEFESA
Pedido diz respeito a informações da 'Ordem do Dia alusiva ao 31 de Março de 1964', que, segundo o instituto, contraria atos oficiais do Estado brasileiro








Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa Foto: Jorge William / Agência O Globo


O Instituto Presidente João Goulart enviou ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, um pedido de retratação pública sobre a “Ordem do Dia alusiva ao 31 de Março de 1964”.

O instituto vê que as informações contidas no parágrafo inicial da Ordem do Dia contrariaram atos oficiais do Estado brasileiro.

O documento do Ministério da Defesa afirmou que as “Forças Armadas participam da história da nossa gente, sempre alinhadas com as suas legítimas aspirações”, e prosseguia: “O 31 de Março de 1964 foi um episódio simbólico dessa identificação, dando ensejo ao cumprimento da Constituição Federal de 1946, quando o Congresso Nacional, em 2 de abril, declarou a vacância do cargo de Presidente da República e realizou, no dia 11, a eleição indireta do Presidente Castello Branco, que tomou posse no dia 15”.

O instituto quer mostrar que a Ordem do Dia apresenta uma versão inverídica sobre a história do Brasil.

“O revisionismo histórico que o governo federal tem pretendido impor à sociedade brasileira em relação à ditadura encontra limite em atos oficiais internos. Nesse sentido, é inverídica a informação de que a Presidência da República esteve vaga em 02 de abril de 1964. Essa informação foi divulgada durante muitos anos e estava fundada na declaração de vacância feita pelo Presidente do Congresso Nacional em sessão realizada em 2 de abril de 1964. No entanto, o ato de 2 de abril de 1964 foi declarado nulo pelo próprio Congresso no ano de 2013. O que o Instituto Presidente João Goulart quer que seja restaurada a verdade dos fatos ao registrar que o cargo de Presidente da República não esteve vago naquela data e que o então presidente João Goulart, foi ilegalmente retirado do cargo de Presidente do Brasil”, afirmou o instituto.
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