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Não à militarização das escolas: policiais xingam e agridem alunos em escola do Distrito Federal

publicada em 03 de maio de 2019
Não à militarização das escolas: policiais xingam e agridem alunos em escola do Distrito Federal






Em todo o Brasil, a situação das escolas está ficando cada vez mais grave. Na medida em que o regime golpista avança, as arbitrariedades, a vigilância, os abusos ganham força. A questão da militarização das escolas tornou-se um problema candente da atual conjuntura. Não obstante, os militares estão dispostos à assumir o controle das escolas e de todo o sistema de educação, reformulando-o de acordo com os interesses dos golpistas. Trata-se de uma intervenção direta das forças repressivas como as Polícias Militares e até mesmo do exército. Como resultado dessa política abertamente ditatorial, na última sexta-feira (25), um aluno chegou a ser arremessado ao chão por um policial militar. O caso ocorreu no Centro Educacional de Ceilândia – DF.


Para debater a situação crítica das escolas e universidades, foi realizado na Universidade de Brasília (campus Ceilândia), uma aula pública na segunda-feira (29). Na atividade, participaram o deputado Distrital, Fábio Felix (PSOL), a professora da UNB, Andréa Gallasi e diversos alunos das escolas sob gestão compartilhada. Embora a crise tenha revelado não só a ineficiência do método institucional, como, também, a adequação das instituições ao regime, o deputado do PSOL insiste em apelar às instancias superiores e, diz: “A comissão de Direitos Humanos da CLDF vai investigar graves denúncias que chegaram até nós.” Segundo Ana Carolina, de 17 anos: “estamos vivendo uma pressão psicológica constante. Não existe liberdade de expressão e nem espaço para contestarmos a abordagem truculenta. Os policiais ofendem os alunos e dizem que se não estamos satisfeitos, devemos ‘pedir para sair’, como se fôssemos obrigados a aceitar até xingamentos.”

De acordo com a professora de história do CED 07, Lêda Ferreira, até o uso de camiseta para fora da calça é motivo para advertência. Lêda ainda revela: “os meus alunos vivem assustados com a abordagem desses profissionais. Enquanto se preocupam com cabelo bagunçado dos estudantes, a escola não tem papel para cópia e alunos estão até hoje sem livros didáticos. O governo devia focar no que realmente importa.”

O governador, Ibaneis (MDB), já se prontificou a atender as normas fascistas da camarilha golpista capitaneada por Jair Bolsonaro (PSL). Forjando assembleias de faz de conta, o golpista tem buscado amplo apoio nas camadas mais reacionárias da sociedade, como: policiais armados e elementos de bandos fascistas. Vale lembrar que o Ministério da Educação (MEC), possui, atualmente, um órgão para cuidar da fascistização da educação. A Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares, prepara a ampliação do modelo fascista que se somariam às 120 escolas atuais, espalhadas por 17 estados, sendo – 40% delas somente em Goiás. Wilson Witzel “o sicário” (PSC), governador do Rio de Janeiro, também é um grande entusiasta da proposta fascista. Segundo ele, os policiais afastados, os que cotidianamente executam jovens pobres e negros e indefesos nos bairros operários, deveriam trabalhar dentro das escolas. Os golpistas tem encontrado apoio, até mesmo, nos partidos de esquerda, como é o caso do governador do Piauí, Wellington Dias, que há dois anos, criou um Colégio Militar, comandado pela PM.

É preciso lutar contra essa política reacionária e de caráter fascista dos golpistas. Levantar as palavras de ordem contra a ditadura nas escolas e universidades, mobilizar os estudantes, técnicos e professores, tornou-se a tarefa de primeira ordem de todos os setores minimamente progressistas. Somente uma ampla mobilização popular será capaz de derrubar o regime golpista e passar, de fato, o controle da educação para os que fazem da educação o seu espaço de trabalho e aprendizagem.
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