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O histórico da elite em golpear sonhos.

publicada em 01 de junho de 2018
O histórico da elite em golpear sonhos.




O Presidente João Goulart governou como presidente de fato e de direito de Janeiro de 1963 há março de 1964; antes, de setembro de 1961, isto é, da renúncia de Jânio Quadros, até o plebiscito, em que povo brasileiro devolveu a Jango o cargo de chefe de governo e chefe do Estado do país, ele teve que se submeter a imposição do parlamentarismo condição imposta pelas elites para que ele assumisse o cargo para o qual foi eleito.



A saber, à época votava-se no vice-presidente separadamente do presidente. Jango não fazia parte da chapa de Jânio Quadros. Ademais, apesar de a medida ter, em tese, reduzido o poder de Goulart, ela foi a vitória possível, que garantiu, em parte, o cumprimento da Constituição, e a posse do, então, vice-presidente.

Vitória essa que somente se tornou viável por causa da resistência ao golpe montada a partir de Porto Alegre, por Leonel Brizola, Governador do Estado do Rio Grande do Sul. A Rede da Legalidade denunciou o golpe e convocou o povo a reagir. A iniciativa de Brizola chegou a levar as forças golpistas, que tentavam impedir a posse de Jango, a cogitar a possibilidade de bombardear a capital do Estado, para por fim a resistência brizolista.



O fato é que João Goulart assumiu o poder sobre o fantasma de um golpe, que vinha se desenhando desde 1954, golpe que foi abortado à época pelo suicídio de Getúlio, em agosto daquele ano; e frustrado em, pelo menos, duas tentativas no Governo de Juscelino. Os golpistas derrotados, mais uma vez em 1961, não desistiram da ideia de golpear a frágil democracia brasileira.

De janeiro de 1963 à março de 1964, Goulart foi atacado diuturnamente por uma imprensa, naquela época não se falava em mídia, que trabalhava escancaradamente pelo golpe.



Acusado de ser comunista e tentar impor ao país o comunismo, falsamente denunciado por levar o governo a um “mar de lama”, repetindo a agenda falsa moralista da direita, quando deseja derrubar um governo que não lhe satisfaz. Jango procurou se aproximar das forças progressistas do país e mandou ao Congresso uma série de medidas denominadas “Reformas de Base”.

O pacote de medidas deveria ser votado pelos parlamentares, logo nada tinham de imposições ditatoriais do presidente, mas serviram para que as forças reacionárias ascendessem o pavio do golpismo.

O Gal. Golbery do Couto e Silva, intelectual orgânico do golpe com apoio da classe média, que marchava com a família, por Deus e pela liberdade, aliado aos EUA, cujo governo financiava descaradamente os movimentos golpistas, preparam a derrubada do Presidente.

O estopim do golpe seria o Comício de 13 de março de 1964, o ato realizou-se em frente ao Ministério da Guerra e da Estação de Ferro Central do Brasil, pelos números oficiais 150 mil pessoas compareceram, porém, estima-se que 250 mil trabalhadores estiveram presentes.
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