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Filho de Jango condena desmoralização do Ministério do Trabalho

publicada em 12 de janeiro de 2018
Filho de Jango condena desmoralização do Ministério do Trabalho


A confusão em torno da nomeação da petebista Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho desgasta ainda mais a Pasta e aprofunda o esvaziamento do seu papel histórico. É também um passo adiante do golpe, que pôs Temer na presidência da República para desmontar o Estado brasileiro e a rede de proteção trabalhista e social. A avaliação é de João Vicente Goulart, trabalhista histórico e filho do ex-presidente Jango, que foi ministro do Trabalho no segundo governo Getúlio Vargas. João Vicente falou com exclusividade à Agência Sindical.


João Vicente Goulart, filho do presidente Jango

A entrevista:

História - “O Ministério do Trabalho é fruto da Revolução de 30. Ou seja, de um projeto para tirar o País do atraso e introduzir leis trabalhistas e de proteção social, especialmente para os trabalhadores. É uma história que merece respeito”.

Mudança - “Com Jango, a Pasta teve uma profunda mudança. Não só passou a ser do Trabalho, mas, graças à abertura para as entidades sindicais, se transformou no ministério dos trabalhadores”.

Prestígio - “O Ministério do Trabalho ganhou prestígio. Basta lembrar que era quem fixava o valor do salário mínimo. A bem da verdade, Getúlio não demitiu Jango da Pasta. Jango, pra poupar o governo de mais pressões, se desligou do ministério. Observe que logo depois de sua saída, Getúlio lhe entregou a presidência do PTB”.

Presidência - “Essa proximidade com as entidades e também o conjunto de medidas em benefício dos trabalhadores ampliaram a força de Jango, que se elegeu vice de Juscelino com mais votos que o próprio candidato, e, no pleito seguinte, vice novamente, chegando depois, com a renúncia de Jânio, à presidente da República”.

Agressão - “Não é de hoje que governantes se empenham em esvaziar o Ministério do Trabalho. A forma como fazem, indicando políticos menores ou metidos na corrupção, agride a história do ministério e a própria classe trabalhadora. No caso da atual indicada, nem questiono que sofra ação trabalhista. Mais grave é que apoiou o golpe contra Dilma, votou pela reforma trabalhista e se compromete com o desmonte do ministério e das conquistas”.

Trama - “Desde que roubaram de Brizola o PTB, fazem de tudo pra que o partido sirva ao capital e aos conchavos pra saquear o Brasil. É chocante que um condenado como o pai dessa moça venha a ter entrada livre e força no governo do País”.

Segue - Amanhã, publicaremos a segunda parte da entrevista com João Vicente Goulart. 
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Agência Sindical

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