Sexta-feira, 27 de abril de 2018.

HOMENAGEM AO AMIGO E COMPANHEIRO PEDRO PORFÌRIO.

publicada em 06 de janeiro de 2018
HOMENAGEM AO AMIGO E COMPANHEIRO PEDRO PORFÌRIO.

Nos deixa um grande companheiro de lutas. Viveremos na trilha do trabalhismo e recordaremos este grande lutador que nos abandona pela força de Deus. Siga enfrente camarada, que a luta aqui continuará com teu nome e teu exemplo de resistência, junto a tantos outros que encontrará aí na nova morada e que nos orientam até o caminho da VITÓRIA!


Instituto João Goulart.



Nascido em 18 de março de 1943 no Estado do Ceará, Porfirio foi para o Rio de Janeiro ainda com 16 anos, quando militava na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES). Naquela ocasião, tinha início uma história de repercussão social, cultural e política na cidade do Rio de Janeiro.
Redator dos discursos do então deputado federal Waldemar Rodrigues, do PTB Rio Grande do Sul, o jovem Porfírio encontrou na política o seu primeiro espaço para garantir subsistência na então capital federal. Aquela oportunidade informal de trabalho, entretanto, garantiu-lhe a visibilidade necessária para convite que o levou para a equipe liderada pelo jornalista Samuel Wainer, criador do jornal Última Hora.
Jornalista que também respondeu por funções como a editoria de internacional do jornal Correio da Manhã, Porfírio ainda chefiou o próprio Última Hora, o Jornal Tribuna da imprensa e a revista Amiga.
Anarquista por convicção e temperamento, Pedro Porfírio respondeu por parte da programação da Rádio Havana desde os primeiros meses da revolução cubana, até seu retorno ao Brasil em 1962. Neste episódio ele atendeu a um convite do Deputado Francisco Julião, que pretendia ter o jornalista amigo de Che Guevara no comando de um Jornal para as Ligas Camponesas do Brasil.
De volta ao país nos anos de 1960, Porfírio passou a dividir seu tempo entre o engajamento político e o comando do jornal A LIGA, além de editar páginas ou escrever para diários cariocas como a Tribuna da Imprensa, revistas como a extinta CHUVISCO e emissoras como a TV Tupi.
O engajamento político do jornalista, entretanto, custou-lhe a prisão política nos cárceres da Marinha em 1969. Então pai de dois filhos e marido da cineasta Adélia Sampaio, Porfírio só deixou o presídio da Ilha Grande no final do ano de 1971. Livre das torturas e da vida o cárcere, Pedro passou a garantir a sobrevivência trabalhando como divulgador das peças de Teatro de Fernanda Montenegro e Fernando Torres, compensando a condição de jornalista proibido pela ditadura.
Estimulado por Fernanda Montenegro e Sandra Cavalcanti, o jornalista se aventurou na carreira de dramaturgo, escrevendo e montando sua primeira peça infantil com a diretora Adélia Sampaio, a essa altura sua ex-mulher.
Depois do inesperado sucesso com “Faça alguma coisa pelo coelho, bicho”, Porfírio passou a constar da lista dos autores mais censurados e proibidos pela ditadura, entre aqueles que escreviam para o teatro no Rio de Janeiro. Entre seus maiores sucessos de bilheteria que escaparam das garras da censura, destacam-se “O bom burguês”, “Brasil, mame-o ou deixe-o” além de “Canteiro de obras” e o infantil “Faça do Coelho o Rei”.
Com a ANISTIA e o retorno de líderes como Leonel Brizola, Porfírio partiu para o desafio de refundar o trabalhismo do Rio de Janeiro ingressando no PTB, transformado em PDT.
Distinguido como o primeiro líder da associações de moradores do Rio, Porfírio foi candidato a deputado estadual na chapa encabeçada por Brizola em 1982. Derrotado nas urnas fluminenses que elegeram Brizola, Porfírio ocupou os cargos de Coordenador de Regiões Administrativas, Presidente do Conselho de Contribuintes municipais e secretário de desenvolvimento social de dois governos pedetistas no Rio.
Vereador eleito pela primeira vez em 1992, Porfirio foi uma referência irreverente e combativa na Câmara Vereadores do Rio, por quatro legislaturas.
Pedro Porfírio deixa 4 filhos e uma viúva.
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