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Sem apoio, governo adia votação e Centrais suspendem greve do dia 5

publicada em 04 de dezembro de 2017

Convocação da greve foi aprovada por nove Centrais, em reunião dia 24/11
Sem apoio, governo adia votaçãoe Centrais suspendem greve do dia 5



CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB divulgaram nota sexta (1º), suspendendo a greve nacional marcada para 5 de dezembro, contra a reforma da Previdência. O motivo, conforme o texto, foi o recuo do governo quanto à disposição de votar a nova versão da PEC 287/2016 na quarta (6) no plenário da Câmara.

Na quinta (30), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, admitiu que faltam votos para aprovar a proposta, que precisa da aprovação de 308 deputados. “Eu só vou marcar a data se nós tivermos os votos. Falta muito voto”, reconheceu.

Segundo a nota, “a pressão do movimento sindical foi fundamental para o cancelamento da votação da reforma da Previdência”. “Por isto, é importante que nos mantenhamos mobilizados e em estado de greve. Intensificaremos, também, a luta por mudanças na Medida Provisória da reforma Trabalhista, em análise no Congresso Nacional”, diz o texto.

A Agência Sindical ouviu dirigentes. “O governo recuou, mas vamos manter as mobilizações. Manter em alerta geral todas as categorias, pois, se a reforma entrar em pauta novamente, vamos responder com mais força”, destaca o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (Juruna).

Ele acredita que, com a aproximação das eleições de 2018, os parlamentares estão preocupados com a repercussão negativa. “A sociedade está repudiando essa reforma. Não são só os Sindicatos, mas a população em geral”, observa.

Apesar da greve ter sido suspensa, as entidades devem realizar protestos por todo o País. A CSB orienta os filiados a manter os atos, as panfletagens e até paralisações. “O governo não recuou. A verdade é que está fraco e não tem votos para aprovar essa maldade contra os trabalhadores. Por isso vamos manter. Já que o governo está com tanta dificuldade, vamos aproveitar e ir pra cima”, destaca o presidente da Central, Antonio Neto.

“Vamos continuar o movimento, panfletando e orientando a população sobre essa reforma que Temer quer implantar. O governo recuou porque não tem quórum. Não conseguiria aprovar. Estamos orientando toda a base a se mobilizar, fazer assembleias, plenárias, debates”, acrescenta o presidente da Nova Central SP, Luiz Gonçalves (Luizinho).

Para Adilson Araújo, presidente da CTB, “o objetivo agora é fazer manifestações nas agências da Previdência Social em todo o País. Faremos um grande panelaço na porta do INSS da Santa Ifigênia, às 10 horas”. O dirigente lamentou o cancelamento da greve, que tinha apoio de nove Centrais Sindicais.

Guarulhos - Dez Sindicatos da cidade realizam na terça (5) ato sindical e cívico frente à agência da Previdência Social. O protesto, a partir das 8 horas, será na rua Brasileira, 399, Vila Endres. Atrás do Internacional Shopping. Ou próximo à saída 225 da Via Dutra.
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