Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017.
Notícias ››   Imprensa on-line ››  

Quem vai ficar com Temer? Meirelles dá um “caia fora” em Alckmin

publicada em 04 de dezembro de 2017
Quem vai ficar com Temer? Meirelles dá um “caia fora” em Alckmin
POR FERNANDO BRITO 



A entrevista em que, na Folha, Henrique Meirelles produz o “autolançamento” de sua candidatura a Presidente é um retrato pronto e acabado das pretensões tecnocráticas sobre o Brasil.

“Dono do país”, Meirelles, do alto de sua portentosa intenção de voto de 1% e do crescimento de 0,1% do PIB, proclama seu direito imperial de ser o legítimo detentor do “legado” do Governo Michel Temer.

Logo ele que, quando surgiu a ameaça de cassação do atual presidente pelas denúncias da JBS (que ele presidia, até 2016) ofereceu-se logo para continuar no cargo.

Tão “legítimo” legatário do presidente ilegítimo se acha que dá logo um “chega pra lá” na amizade “colorida” de Geraldo Alckmin com Temer:

(…)uma coisa é o apoio a determinadas reformas, outra é o apoio à política econômica atual, com todas as suas medidas e consequências. Não há, pelo menos até o momento, um comprometimento do PSDB em defesa dessa série de políticas e do legado de crescimento com compromisso de continuidade.

Vai além do “eu sou do Temer”, vai ao “o Temer é meu”.

Além de pretensiosa, uma declaração de enorme estupidez política, às vésperas da “última chance” de aprovar a reforma presidencial, deixando claro ao tucanato que o governo quer dele o papel de “bucha de canhão” de uma decisão impopular para apresentar a ele, Meirelles, como o “herói da reforma” diante do mercado.

À espera do milagre de um crescimento veloz da economia – aqui não se discutem questões de pura fé – o autocandidato diz que o povo o espera: “a grande maioria da população ainda aguarda um candidato que não tenha posições extremadas e que vai refletir essa posição de comprometimento com o crescimento do país”.

E, claro, “este cara sou eu!”.

Triste a situação de um país que, escancaradamente, tem a economia e a Justiça regida por interesses eleitorais, embora com um diáfano verniz de que são tratadas por um olhar “técnico”.

A viabilidade política de Meirelles, no quadro de hoje, é risível e não dá a ele a menor condição de sustentar a soberba que manifesta em sua entrevista, inclusive ao tratar Rodrigo Maia como “um garoto de futuro”.

Mas isso não impedirá que haja quem o leve a sério, até porque contam com que a ânsia de ser o candidato “do mercado” alargará as possibilidade de ganhos financeiros e de mais avanço sobre o patrimônio público para os donos do dinheiro.
Versão para impressão Envie para um amigo Deixe seu comentário
Fernando Brito

Envie esta notícia para seus amigos

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar para:
envie para vários e-mails separando-os com vírgula

Deixe seu comentário sobre esta notícia

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.

Comentários

Nenhum comentário ainda foi registrado.
Seja o primeiro a comentar! Clique aqui ››

Contato

Telefone
(61) 35418388
(61) 93094422