Segunda-feira, 18 de dezembro de 2017.

Corte de Roma contra ex-agentes da ditadura brasileira

publicada em 28 de novembro de 2017
Corte de Roma contra ex-agentes da ditadura brasileira
Janaina Cesar | Roma
Audiência faz parte do processo Condor brasileiro que julga envolvimento com assassinato do ítalo-argentino Lorenzo Vinãs Gigli, desaparecido em Uruguaiana/RS. em 26 de junho de 1980.
 
 
 
 
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Viñas havia sido preso em 1974 por sua militância no movimento guerrilheiro Montoneros.  Por conta da perseguição política, ele e sua esposa, Claudia Olga Allegrini, decidiram ir para a Itália. Em junho de 1980, Viñas embarcou em um ônibus em Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro — sua esposa faria o mesmo percurso quando, juntos, iriam para o país europeu. Viñas já havia sido preso em 1974 por sua militância no movimento guerrilheiro Montoneros.  Por conta da perseguição política, ele e sua esposa, Claudia Olga Allegrini, decidiram ir para a Itália. Em junho de 1980, Viñas embarcou em um ônibus em Buenos Aires com destino ao Rio de Janeiro — sua esposa faria o mesmo percurso quando, juntos, iriam para o país europeu. No entanto, Viñas desapareceu logo ao atravessar a fronteira da Argentina com o Brasil, na cidade gaúcha de Uruguaiana.  
São acusados pelo assassinato de Vinãs os ex-agentes militares brasileiros cel. João Osvaldo Leivas Job, cel. Ca​r​los Alberto Ponzi, cel. Áttila Rohrsetzer e ​o ​delegado Marco Aurélio da Silva (este último faleceu em 2 de junho de 2016). Eles estão sendo processados à revelia na Itália. Num primeiro momento, apenas a família de Ponzi procurou se defender. Um filho de Ponzi chegou a contatar os advogados italianos que os estão representando, mas depois sumiu. 
Segundo o Ministério Público italiano, na data em que Vinãs foi sequestrado, Leivas Job era secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Ponzi chefiava a agência do SNI em Porto Alegre, Rohrsetzer era o diretor da Divisão Central de Informações (DCI) do Rio Grande do Sul e Silva, delegado de polícia, exercia o cargo de diretor do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) gaúcho. Rohrsetzer mora hoje em Florianópolis e os também coronéis Leivas Job e Ponzi vivem em Porto Alegre. Marco Aurélio da Silva, até sua morte, morava em uma praia do litoral gaúcho. 
Para a audiência marcada para o dia 29 de novembro, às 10h, serão chamados para depor o brasileiro Jair Krischke (presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, de Porto Alegre), a viúva de Viñas, Claudia Olga Allegrini, e a militante Montonera Silvia Tolchinsky, sequestrada na cidade de Las Cuevas, na fronteira da Argentina com o Chile. Sílvia é autora de uma carta endereçada a Allegrini, em que relata ter encontrado Viñas em uma prisão clandestina. As duas devem depor em vídeo-conferência. Krishke desembarcou em Roma nesta segunda-feira.    ​
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A audiência acontecerá na sala principal da I Corte de Assisi do Tribunal de Roma.
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Jair Krisske, por e-mail

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