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Christopher Goulart critica processo de privatização da Eletrobrás

publicada em 09 de novembro de 2017

Christopher Goulart critica processo de privatização da Eletrobrás

O tempo do Brasil deve ser projetado por homens e mulheres que tenham preocupação com as próximas gerações, e não com as próximas eleições, diz advogado, primeiro suplente de Senador (PDT-RS).


Quando o presidente João Goulart criou na prática a Eletrobras, tinha ele plena ciência do significado de soberania nacional, bem como do controle sobre um setor estratégico para o desenvolvimento econômico do Brasil. A mesma empresa hoje alvo de proposta de privatização de um governo federal golpista-ilegítimo, alinhado com os apontamentos do mercado financeiro, também já foi motivo de inspiração para o presidente Vargas, na carta-testamento. Nela, Vargas já dizia: "A Eletrobras foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre, não querem que o povo seja independente".
Mantenhamos a luz da nossa consciência acesa, para não nos queixarmos, que depois pode ser tarde.

Hoje, a mesma sede dos vendilhões da pátria é vista pelos que seguem adotando o receituário neoliberal das privatizações como a saída para a crise financeira. E, neste ponto, chamam a atenção os valores divulgados pelo governo. "O Palácio do Planalto estima conseguir R$ 12 bilhões com a venda". Nosso déficit primário, até onde se sabe, é algo em torno de R$ 159 bilhões. O conhecimento desses números prévios já causa certa desconfiança.
Iniciei este texto falando em líderes trabalhistas e tampouco foi ocasional a utilização da palavra "valores" no parágrafo anterior. Tenho como dever indicar o valor do trabalhismo, sempre que empresas fundamentais para a consolidação de uma nação forte são vendidas a preço de banana. Aos argumentos de má gestão ou prejuízo, uma voz maior deve ser elevada, que demonstre um planejamento de longo prazo por parte do Estado. O tempo do Brasil deve ser projetado por homens e mulheres que tenham preocupação com as próximas gerações, e não com as próximas eleições.
A independência de nosso povo jamais se dará com a dependência letal do mercado financeiro. Essa é uma lição básica originária do trabalhismo. E já rejeito os moderninhos que adoram afirmar que este "é um discurso ultrapassado", pois acredito, como muitos, que pensar em valores permanentes, como soberania nacional, sempre será a resposta aos adeptos do imediatismo, pelo qual tudo é substituível. Mantenhamos a luz da nossa consciência acesa, para não nos queixarmos, que depois pode ser tarde.

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