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Temer copia Lula e ataca o procurador-geral

publicada em 12 de agosto de 2017
Temer copia Lula e ataca o procurador-geral





O Brasil inteiro assistiu as imagens do "homem de confiança" de Michel Temer, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, correndo com a mala abarrotada de propina. Todo mundo ouviu a conversa gravada, em operação controlada da Polícia Federal, onde Temer, reunido tarde de noite no Palácio do Jaburu acerta clandestinamente com Joesley Batista, dono da JBS, a compra do silêncio de Eduardo Cunha e o aval para o acerto de propinas com Rocha Loures. "É com o Rodrigo que você deve tratar. Ele é homem de minha inteira confiança", disse Temer. Foi um dos flagrantes mais bem montados nos últimos tempos pela polícia e pelo Ministério Público.

Pois bem. Diante desse escandaloso flagrante, ao invés de confessar seus crimes, Temer resolveu atacar exatamente quem o está investigando. Após se reunir com seu cúmplice notório no STF, o ministro Gilmar Mendes, o mesmo que disse (pasmem) que a chapa Dilma/Temer não recebeu propina, o investigado pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pela denúncia, porque ele estaria com "ideia fixa" de punir o bandido. Como se isso não fosse exatamente a obrigação de Janot. A iniciativa de Temer é tão ridícula quanto seria se o mafioso Al Capone pedisse a suspeição do implacável investigador Eliot Ness.

A medida faz parte de uma operação orquestrada pela quadrilha do Planalto, e por suas ramificações no STF e no Congresso, para barrar as ações do Ministério Público Federal (MPF) e as investigações da Operação Lava Jato. Esta orquestração, e a cumplicidade de Gilmar Mendes - famoso por proteger e soltar criminosos -, é uma confissão de culpa de Temer. São os investigados querendo a todo o custo desacreditar o procurador para tentar barrar a investigação. Uma tentativa evidente de obstruir a ação da Justiça. Aliás, isso é um motivo mais do que suficiente para que Temer saia algemado do Palácio do Planalto. E tudo isso está ocorrendo depois de Temer ter subornado escandalosamente os deputados para que eles barrassem a autorização que deveria ser dada ao STF para que a investigado prosseguisse. Temer desviou dinheiro público para comprar deputados e garantir a sua impunidade.

A pressão e a chantagem do Planalto sobre os deputados já começou na própria Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ) onde Temer corrompeu os partidos para que estes substituíssem 17 membros efetivos da CCJ que eram a favor da investigação. Um dos integrantes da CCJ, o deputado Major Olímpio, de São Paulo, chegou a denunciar na época que seu partido o tirou da comissão a mando do Palácio do Planalto. "Minha vaga foi vendida ao governo", denunciou também o deputado delegado Waldir (PR-GO). Depois foram despejados bilhões em emendas para subornar deputados no plenário da Câmara.

Na terça-feira (8), Rodrigo Janot foi homenageado pelo plenário do Conselho Nacional do Ministério Público. Vários conselheiros elogiaram o procurador-geral - disseram que ele fez um trabalho de excelência no comando do conselho. "Vossa excelência e sua passagem neste conselho no Ministério Público Federal é um fato óbvio do salto do nível de excelência do desempenho tanto desta casa como do MPF", disse Fábio da Nóbrega, conselheiro CNMP. O presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), José Robalinho Cavalcanti, divulgou nota defendendo Rodrigo Janot dos ataques de Gilmar Mendes. A ANPR considerou "deplorável que um ministro do STF esqueça reiteradamente de sua posição para tomar posições políticas (muito próximas da política partidária) e ignore o respeito que tem de existir entre as instituições".
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