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A Lava Jato na opinião dos trabalhadores

publicada em 10 de agosto de 2017
A Lava Jato na opinião dos trabalhadores
Operação da Polícia Federal será analisada em um Tribunal Popular, nesta sexta-feira


Brasil de Fato 




A atuação do juiz de primeira instância, Sérgio Moro é questionada por não se aplicar a figuras de partidos como o PSDB - Créditos: Carlos Latuff


A atuação do juiz de primeira instância, Sérgio Moro é questionada por não se aplicar a figuras de partidos como o PSDB / Carlos Latuff
Nesta sexta-feira (11) acontece um júri diferente em Curitiba. É o chamado Tribunal Popular da Lava Jato, que convidou onze advogados de renome e um jornalista para analisar os impactos da Operação sobre os direitos constitucionais.

Um dos principais focos de investigação da Lava Jato é o ex-presidente Lula (PT), que hoje teve novamente bens bloqueados a pedido do juiz Sérgio Moro. Porém, o operativo não alcança figuras de partidos como o PSDB.

As perguntas se somam: como combater a corrupção mantendo garantias individuais e sem paralisar a economia? Questionar o Judiciário parece incomodar, tanto que houve ameaças para que o Tribunal Popular, organizado pela sociedade civil, não ocorresse.

O Brasil de Fato Paraná, que alcança a edição 50, mantém uma cobertura crítica, sem inventar falsos heróis. Somos preocupados com a corrupção, mas exigimos sempre os direitos constitucionais e repudiamos quando o poder Judiciário atua de forma partidária – como se observa entre juízes e procuradores de Curitiba.

Sabe-se que o sistema político brasileiro é associado ao caixa de grandes grupos econômicos. Por exemplo, o prefeito Greca (PMN) apresenta unidades de creches abandonadas à espera de mais aditivos às obras. O governo Richa (PSDB) é alvo da Operação Quadro Negro de desvio de recursos da educação. E o que dizer de Temer (PMDB) depois dos áudios vazados do grupo JBS? A questão é como separar o sistema político do capital privado e do uso do Estado. Como fazer uma reforma política que garanta participação popular? E como garantir que políticas econômicas derrotadas nas urnas não sejam impostas à força? Seguiremos questionando.

Edição: Pedro Carrano
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