Sexta-feira, 18 de agosto de 2017.

PPL convoca mobilização para derrotar o retrocesso trabalhista

publicada em 10 de agosto de 2017

PPL convoca mobilização para derrotar o retrocesso trabalhista



O Partido Pátria Livre (PPL) denunciou, em reunião de seu Diretório Nacional, realizada em São Paulo, no último fim de semana, os ataques do governo Temer aos direitos dos trabalhadores contidos na Lei 13.467, mal chamada "reforma trabalhista". O PPL decidiu se somar às entidades populares e de trabalhadores na luta em defesa dos direitos contidos na CLT e pela anulação das medidas do projeto de Temer. Foi aprovada a realização de um abaixo-assinado em todo o Brasil contra a nova lei. As assinaturas colhidas nas ruas serão encaminhadas à OIT, à ONU (Comissão de Direitos Humanos), à OEA e até mesmo ao Papa Francisco. O PPL quer derrotar a lei e mostrar ao mundo o absurdo que estão querendo fazer contra os trabalhadores e o Brasil.

Em manifesto conclamando a população a participar da "desobediência civil" à nova lei, o PPL denuncia que as medidas contidas na "reforma" são inconstitucionais e foram aprovadas por um "Congresso com mandatos conquistados pelo dinheiro e por corrupção". "No preâmbulo da carta estão garantidos os direitos sociais e o artigo 1º assegura que a República tem como fundamento a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho. O artigo 6º diz explicitamente que o trabalho é direito social do povo e o artigo 7º estabelece um conjunto de direitos que não podem ser retirados por emendas", diz o documento do partido. Serão entregues cartas com as denúncias em todos os tribunais e sedes de OABs por todo o território nacional.

O presidente do PPL, Sérgio Rubens, afirmou que essas medidas neoliberais que vêm sendo aplicadas desde 2012, e que foram aprofundadas no governo Temer, estão provocando "uma depressão na economia de consequências gravíssimas para o país". Ele defendeu medidas imediatas para reverter a situação, como a queda dos juros para patamares internacionais, a retomada dos investimentos públicos e a ampliação do mercado interno, com o fim do arrocho salarial e dos ataques aos direitos e à Previdência Social. Vivaldo Barbosa, vice-presidente do PPL, foi na mesma direção e defendeu a mobilização geral pela anulação da reforma trabalhista.

Líderes de entidades presentes à reunião, como José Pereira, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, Ubiracy Dantas, presidente da CGTB (Central Geral dos Trabalhadores Brasileiros) e Warley Martins, presidente da COBAP (Confederação Brasileira dos Aposentados) informaram que vão convocar suas bases para a mobilização geral contra o governo e contra as medidas da reforma trabalhista e da Previdência. Warley defendeu que as entidades e os movimentos sociais coloquem um milhão de pessoas em Brasília para pressionar o governo e derrotar as reformas. As centrais sindicais e os sindicatos e federações de metalúrgicos já estão preparando as mobilizações (veja matéria nesta edição).

A reunião aprovou também a integração na direção do partido de novas lideranças que se filiaram recentemente na legenda, como foi o caso de João Vicente Goulart, filho do saudoso presidente João Goulart, que assumiu uma vice-presidência do PPL. O ex-secretário de Saúde do governo Brizola, Eduardo Costa, também passou a integrar a executiva nacional do PPL, assim como outras lideranças oriundas do trabalhismo histórico, que também se integraram ao partido.

Na ocasião, fundiu-se ao PPL, o Partido Popular de Liberdade de Expressão Afro-Brasileira (PPLE), movimento partidário em formação, liderado por Marcelo dos Santos Monteiro. O dirigente do PPLE se integrou à executiva nacional doPPL.Também foram conduzidos à direção do PPL os dirigentes da Cobrapol (Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis) que decidiram se somar ao Partido Pátria Livre. Janio Gandra, presidente da entidade passou a integrar a executiva nacional do PPL.

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