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Congresso ameaça democracia como monopólio representativo do mercado financeiro especulativo

publicada em 18 de junho de 2017
Congresso ameaça democracia como monopólio representativo do mercado financeiro especulativo
http://independenciasulamericana.com.br/


EM MEIO À BANCARROTA TOTAL DO GOLPE POLÍTICO ANTIDEMOCRÁTICO QUE LEVOU O PAÍS AO IMPASSE, O PRESIDENTE DA CÂMARA ESPERA RENUNCIA DO ILEGÍTIMO TEMER PARA VIRAR OUTRO TEMER, QUANDO TODA A SOCIEDADE CLAMA PELAS DIRETAS JÁ, LEVANDO OS PRÓPRIOS GOLPISTA AO GRANDE RACHA.

Candidatado às indiretas do oligopólio financeiro e midiático que domina o Congresso, Maia(DEM-RJ) é a própria expressão do perigo antidemocrático, caracterizado pela força do capital que desvaloriza a representação popular no Legislativo nacional.
Teoricamente, no capitalismo, haveria concorrência perfeita sob oferta e demanda, se predominasse o livre mercado. Mas elas são faz de contas extirpadas pelo monopólio e oligopólio. Na prática, livre mercado é ficção. Deixou de gerar, com oferta e demanda, diminuição de preços, para produzir crescimento sustentado. Pelo contrário, os empresários fogem do livre mercado, porque ele joga sua taxa de lucro no chão, enquanto concentra renda, disseminando insuficiência relativa de consumo. O monopólio e, no limite, o oligopólio, destroem concorrência, a essência do livre mercado. Veja a Globo. Ela representa 70% do mercado de informações. Junta TV, jornal, rádio, internet e outros negócios que se agregam para dar força ao oligopólio Globo. Com essa força incontrastável, impõe, a seu favor, distribuição do dinheiro, no mercado, disponível para propaganda. Leva a parte do leão, seja a grana do mercado privado, seja a do setor público. Por isso, tem medo da democracia. Democratizar a informação é reduzir a taxa de lucro das Organizações Globo. Limita seu poder econômico e financeiro e, também, seu poder de influência política. O lassair faire se autodestruiu porque virou ameaça ao capital cuja tendência é a sobreacumulação. Os americanos ficam espantados com o poder da Globo. Nos Estados Unidos, quem tem 5% do mercado de informação domina, praticamente, a cena. Aqui, 70%! Maior ameaça à democracia, porque democracia é possibilidade de existência da controvérsia. Quem domina 70% do mercado não deixa o contraditório emergir. No Globonews Painel, por exemplo, William Waack coloca no ar determinado tema para discutir com três especialistas que concordam entre si. Não há divergência, contraditório, democracia etc. A Globo é problema para o Cade resolver. Afeta a concorrência. O sistema político eleitoral virou grande oligopólio, dominado por, no máximo, uma dúzia de grandes banqueiros e empresários, que financiam os mandatos, no Congresso, graças à lei eleitoral permissiva. Escândalo. Especula-se que Joesley Batista/ Friboi/JBS financia 170 parlamentares, mais ou menos. Bancada Joesley. Com isso, garante vantagens comparativas para suas empresas por meio dos bancos públicos, burocracia etc.


CASA DO CAPITAL FINANCEIRO ESPECULATIVO, COMO RECONHECEU O TITULAR DA CÂMARA DOS DEPUTADOS.

Por que o preço da carne, nesse momento, não cai, quando há excesso de oferta do produto, de modo a beneficiar o consumidor? O oligopólio JBS/Friboi/Joesley não deixa. Com maioria de bancada dominada pelo dinheiro no Congresso, a representação popular vira mera aparência. Democracia de fachada. A essência é o capital, que dá as cartas por meio do financiamento privado de campanha, responsável pela aprovação das matérias de interesse não do povo, mas dos capitalistas, que, agora, querem aprovar as contrarreformas da previdência e trabalhista, destrutivas das conquistas populares fixadas na Constituição de 1988. Oligopólio empresarial, portanto, produz o oligopólio parlamentar, comandado pelo oligopólio midiático Globo. Pergunta inocente: quem é o costa quente de Joesley para delatar o presidente da República nesse momento? Não seria a Globo? São 12 páginas de denúncias publicadas na revista Época, da Globo! O Congresso teria ou não se transformado no grande oligopólio do capital, como existe o oligopólio de meia dúzia de bancos que controla oferta de crédito ao juro mais alto do planeta, enquanto o setor produtivo vai se desmilinguindo no compasso do avanço do capitalismo especulativo? O lassair faire dominou o capitalismo, no século 19, até 1870. Durante 23 anos, até 1893, viveu em crise aguda, a denominada crise neoliberal. Desembocou, a partir de então, no monopólio, seguido de oligopólio. Tudo para evitar quedas abruptas da taxa de lucro. O capitalismo oligopolista levou a humanidade à primeira guerra mundial de 1914-1918, à grande crise de 1929 e à segunda guerra mundial, 1939-1945. O keynesianismo nasceu para combater oligopólio, Estado na tarefa de salvar superconcentração privada, responsável por derrubar taxa de lucro, produtora de deflação. Os neoliberais chiam que o sistema precisa acabar com o Estado, de modo a abrir espaço às oportunidades privadas. A história, no entanto, mostra o oposto: sem o Estado, a economia deflaciona-se geral, porque elimina a fonte de lucro do capital, a inflação. A inflação, sim, é uma deformação, aleija salários e engorda capital; mas, a deflação, mata, simultaneamente, capital e trabalho. Escolha de Sofia. No plano político, a deflação, gerada pelo excesso de oferta e demanda democrática, democratiza o poder, desconcentra capital político das elites e abre portas ao socialismo. O oligopólio da representação, pelo capital, como está acontecendo, como expressão maior do golpe político de 2016, é o fim da democracia. Uma troca de sinais entre economia e política, no plano dialético, do sistema representativo.
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