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Maracutaia estatística do BC/ITAÚ para PIB crescer, melhorar imagem de Temer e acelerar golpe na Previdência e na CLT

publicada em 16 de maio de 2017
Maracutaia estatística do BC/ITAÚ para PIB crescer, melhorar imagem de Temer e acelerar golpe na Previdência e na CLT
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O homem do itau no comando do Banco Central do governo ilegítimo manipula os números do crescimento para enganar população
JOGO DA MANIPULAÇÃO E DA ENGANAÇÃO

Comportamento da economia registrado pelo Índice do Banco Central – IBC-BR -, no primeiro trimestre do ano, representa escandalosa manipulação estatística.

Foi preciso armar maracutaia estatística para o resultado do PIB ser positivo: crescimento de 1,12%, no período, em comparação ao último trimestre de 2016.

Na comparação anual, os números do BC apresentam crescimento pífio do PIB de 0,29%, ou seja, prossegue economia em estado precário de funcionamento.

A manipulação ocorreu mediante recalculagem, pelo IBGE, dos dados, conforme nova metodologia relativamente à que vinha sendo calculada até o último trimestre de 2016.

Conferiu-se pesos diferenciados e potencializou-se o presente em relação ao passado, segundo destaca a economista Esther Dweck, professor da UFRJ e ex-assessora do Ministério do Planejamento, no Governo Dilma.

Houve, por isso, registro de melhora, porque foram puxados, para cima, dados estatísticos relativos à metodologia anterior.

Porém, os números não traduzem, na prática, crescimento efetivo da economia.

Operou, segundo Esther, trabalhando com dados do IBGE, tão somente um deslocamento das séries que compõem o IBC-BR, sem representar qualquer alteração na trajetória delas.

Series com um peso X comparada a outra com peso Y.

Nos meses seguintes, a nova série recalculada metodologicamente pelo IBGE voltou a apresentar queda.

O indicador de março já refletiu tal movimento.

Assim, a economia de Temer-Meirelles forja pura manipulação estatística, nesse início de ano, para atender a fantasia da retomada do crescimento.

RECESSÃO CONTINUA FIRME E FORTE

Só está apresentando sinais positivos na propaganda midiática.

O governo ilegítimo vai construindo uma farsa perante a população insatisfeita com a situação geral e com o presidente golpista, a fim de conquistar seu objetivo maior: ver aprovadas no Congresso as contrarreformas da previdência e trabalhista.

Porém, as expectativas do mercado para o segundo trimestre são piores do que as registradas no primeiro, o que demonstra a enfermidade econômica em curso.

A situação teria melhorado, no primeiro trimestre, graças à boa performance do setor agrícola, que registrou aumento de 26% da safra 2016/2017 em comparação à anterior, 2015-2016.

Os próprios agricultores, no entanto, estão mais temerosos do que tranquilos.

Persiste expectativa de queda de preços dos produtos agrícolas no mercado, decorrente da recessão, que derruba salário, consumo, arrecadação tributária e investimentos.

Ademais, o setor agrícola, além dessa preocupação de queda sistemática do mercado interno, está alarmado com possibilidades de recuos nas exportações.

Últimas notícias do mercado internacional dão conta de que a China, maior importadora da agricultura brasileira, diante da recessão global, freia a atividade econômica.

Os chineses temem produzir deflação, se acelerarem queima de estoques e preços no mercado global.


Ester mostra o governo nu no palco mentindo ao povo
O Brasil em crise de realização de lucros na Era Temer, por conta do congelamento de gastos públicos, interessam aos chineses , porque os ativos nacionais estão com preços cadentes.

Como estão cheios de reservas internacionais, triplicam sua participação no mercado nacional, comprando o filé a preços de ocasião.

Só vão na boa.

Quer dizer, não se pode soltar muito foguete pelo fato de o setor agrícola ter bombado na última safra, justificando euforia por PIB positivo, graças à manipulação estatística do BC.

CONJUNTURA RECESSIVA ESCARTA OTIMISMO EXAGERADO

O BC alardeia, também, que têm aumentado financiamentos dos fundos constitucionais nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, incrementando micro, pequenos e médios negócios, elevando oferta de emprego.

Essa euforia tem mais de exagero do que de realidade efetiva.

Os dados do Banco Central destacam comportamento pífio do setor industrial, afetado, sobremaneira, pela recessão, pela concorrência externa, pela política cambial, que mantém moeda nacional sem competitividade externa, e pelos juros altos, que deveriam estar caindo mais aceleradamente diante de uma inflação cadente por conta da diminuição da renda disponível para o consumo.

Sem consumo, evidentemente, não há produção, sem produção não há recuperação da indústria e sem recuperação da indústria não haverá arrecadação de impostos que, ao fim e ao cabo, alimentam os fundos constitucionais dos estados e municípios.

ARMADILHA DO CONGELAMENTO

Ou seja, essa recuperação anunciada de aumentos de financiamentos pelos fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro Oeste, dependentes das receitas tributárias originadas na indústria, tem vida curta, se a demanda industrial continuar no chão, graças ao congelamento de gastos públicos em nome de ajuste fiscal neoliberal.

Na prática, a economia está na armadilha do congelamento, que freia as atividades produtivas em geral.

Ela inviabiliza a colocação em prática da única variável econômica verdadeiramente independente sob capitalismo, que é a capacidade do governo de elevar a oferta de moeda na circulação capitalista.

É ela que desperta a disposição dos empresários para o investimento, a partir da demanda estatal.

Os preços, por conta do aumento dessa demanda, aumentam, mostrando o papel indutor do desenvolvimento, dado pela inflação; os salários, diante do aquecimento do mercado, valorizam-se, relativamente, aos aumentos de preços; a taxa de juro, diante da maior oferta da moeda, tende a diminuir, e a dívida contraída a prazo pelos empresários, em face do aumento da inflação, cai.

Configura-se, nesse movimento de retomada – que não está sendo possível, sob o governo ilegítimo de Temer, devido ao congelamento de gastos públicos, previstos por vinte anos – o círculo virtuoso da economia, que, como diz Keynes, produz a eficiência marginal do capital, isto é, o lucro.

As medidas econômicas e fiscais neoliberais em curso não contribuem para gerar esse estado de coisas que desperta o espírito animal dos empreendedores e cria expectativas positivas.

O jogo neoliberal, que aprofunda recessão, ao contrário, descarta formação de expectativas favoráveis aos investimentos, para dar lugar, apenas, às expectativas negativas, que mantêm a economia prisioneira da armadilha do endividamento, que cresce no compasso da recessão inflacionária sob juro excessivamente alto.

Soma-se a isso tudo, a predisposição da população em segurar consumo, pois sabe que as contrarreformas trabalhista e da previdência proposta pelo governo ilegítimo vão empobrecê-la aceleradamente nos próximos anos.

A recuperação econômica anunciada é, simplesmente, mentira descarada.
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