Quarta-feira, 26 de julho de 2017.

PREVIDÊNCIA: A vergonha de um país traído por gangues nos direitos fundamentais da vida. João Vicente Goulart

publicada em 26 de fevereiro de 2017

PREVIDÊNCIA:
A VERGONHA DE UM PAÍS TRAÍDO POR GANGUES NOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA VIDA.
João Vicente Goulart.




Marcelo Caetano, Secretario da Previdência, agente publico e membro do Conselho da Brasprev.


Só podemos dizer que é ato de gangues.

A notícia de que o Secretario da Previdência, Marcelo Caetano, do Ministério da Previdência, encarregado de arquitetar e promover a Reforma da Previdência Social no Brasil pertence ao Conselho de Administração da BRASILPREV, uma empresa de seguros privados, que venderá seguros para complementação de renda, no momento em que a nossa atual previdência Social com a “reforma” encaminhada por este agente, exigirá 49 anos de contribuição do trabalhador brasileiro, deixando mais distante o benefício aos aposentados futuros, se é que haverá aposentados futuros com essas novas regras, é crime.

Não é concebível que a nomeação desta figura tão importante que haverá de condenar milhões de brasileiros a miséria após anos e anos de luta, suor e sacrifício para aposentar-se dignamente, não tenha passado pelo crivo estrito da ABIN que assessora a Casa Civil da Presidência da República, e esta, alertado que ele faz parte do Conselho de Administração de uma empresa do ramo que afetará o interesse do povo brasileiro, mostrando ao presidente Temer o grave conflito de interesses. Este detalhe não passa batido nesse tipo de análise.

Foi intencional e preparada a nomeação para isto; para trair o povo trabalhador a quem este governo devia servir, e beneficiar empresas que virão a vender planos de previdência privada aos desprotegidos e futuros brasileiros aposentados.

Ainda bem que uma denúncia foi encaminhada à Comissão de ética da Presidência da República pela Central Sindical Pública, que representa servidores da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), e será também encaminhada também ao Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Este secretario não tem mais a mínima condição de representar qualquer mudança ou projeto a ser encaminhado ao Congresso Nacional. È suspeito.

Como é sabido todos os nomeados em cargos de governo, gestores de políticas públicas, em qualquer esfera, ficam impedidos de exercer qualquer “atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual este participe.”.

O que se antevê, por trás da cortina da ilegitimidade é uma verdadeira operação de caça aos direitos sociais e venda posterior de uma apólice de aposentadoria privada, hipotética e fugaz, ao nosso povo sofrido, tão esperançoso como guerreiro.



*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

Versão para impressão Envie para um amigo Deixe seu comentário
IPG , João Vicente

Envie esta notícia para seus amigos

Seu nome:
Seu e-mail:
Enviar para:
envie para vários e-mails separando-os com vírgula

Deixe seu comentário sobre esta notícia

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.

1 Comentário

08/03/2017 às 10:36
Ismar José Teixeira escreveu:
A substituta da mau falada lei da gargalhada. Enquanto o Japão reduz o tempo de contribuição no Brasil aumenta para poucos se aposentarem.

Contato

Telefone
(61) 35418388
(61) 93094422