Segunda-feira, 23 de outubro de 2017.

Nota do MTST Brasil sobre a violência da policia na CEHAB e a criminalização do movimento

publicada em 22 de fevereiro de 2017
NOTA DO MTST BRASIL SOBRE A VIOLÊNCIA DA POLÍCIA NA CEHAB E A CRIMINALIZAÇÃO DO MOVIMENTO

O dia 21 de fevereiro de 2017 ficará marcado como um dia de total descontrole do Estado de Pernambuco no que diz respeito à Segurança Pública. Se a população assistiu horrorizada os desdobramentos do assalto milionário a uma empresa de segurança pela manhã, não foi menos desesperador o campo de guerra criado pela polícia durante a tarde em frente a Companhia Estadual de Habitação de Obras de Pernambuco (CEHAB), no bairro de Campo Grande.
Esperando ser recebido para dar continuidade às negociações em relação à ocupação Carolina de Jesus, que já conta com mais de 1.000 famílias acampadas no terreno do Governo do Estado ao lado do Terminal de Integração do Barro, o MTST viu um debate de política virar caso de polícia.
Após desmarcar a reunião injustificadamente, o MTST decidiu permanecer no prédio da CEHAB e exigir que a agenda fosse cumprida, exigindo respeito às várias famílias que haviam se deslocado da ocupação até o local. Após um pequeno tensionamento, a Polícia decidiu realizar um verdadeiro espetáculo de violência. Com a utilização de bombas de efeito moral, balas de borracha e até armamento letal, disparou ostensivamente contra os manifestantes, deixando dezenas de feridos, dentre elas vários idosos e crianças. O caso mais grave foi o de Vitória Regina Silva Rodrigues Pena, que teve sua perna atravessada por um projétil de armamento letal e precisou ser socorrida no Hospital da Restauração.
Além do saldo de feridos, vários militantes do movimento foram detidos acusados de associação criminosa, dano qualificado ao patrimônio público, tentativa de incêndio e resistência à prisão. Dentre eles, está um advogado do Centro Popular de Direitos Humanos, que foi atingido na perna por balas de borracha e o fotográfo Um dos detidos foi agredido até ter a costela fraturada e sofrer hemorragia interna. Há relatos também de agressões contra uma mulher detida. Todos eles serão levados amanhã para exame de corpo de delito no IML e posteriormente seguirão para Audiência de Custódia no Fórum Joana Bezerra.
Convocamos a todas e todos a se fazerem presentes amanhã, a partir das 9h no Fórum Joana Bezerra.

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Liberdade aos nossos presos políticos!
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