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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Plagiando Brecht ou a direita presente

03 de junho de 2009

              

Século passado, o poeta e dramaturgo alemão  Berthold Brecht, homem  banhado de indignação com o nazismo ascendente na Alemanha de então, escreveu um poema muito utilizado nos livros didáticos “Perguntas de um operário que lê”. E aí, inocentemente, o “operário que lê” vai interrogando a respeito dos absurdos que sua mente inquieta detecta na história humana. Questiona se Alexandre e Cesar ganharam as guerras sozinhos. Quem realmente ergueu os “Arcos dos Triunfos” no mundo e assim por diante.

Lembra-me um pouco a letra da música de Chico, o Buarque, “Almanaque” em que o poeta faz perguntas escabrosas para serem respondidas - “Diz quem foi que inventou o analfabeto / e ensinou o alfabeto ao professor? / Me diz, me diz, me responde, por favor...”

Hoje, tentando entender o meu tempo e o que nele se passa, coloco-me algumas interrogações a respeito de questões sobre as quais os jornais vêm falando e também outras, que parecem esquecidas pelos mesmos jornais..

Vejo sempre um estardalhaço sobre as tais reeleições presidenciais de Hugo Chávez e agora outro estardalhaço sobre a “hipotética” reeleição de Lula.

Pergunto-me: o que fizeram os jornais quando Tony Blair, o Primeiro Ministro inglês neoliberal, aliado de Bush, se reelegeu por três vezes consecutivas? Afirmaram que ele queria se perpetuar no poder?

Também tenho visto um discurso muito favorável à Cuba, falando de soberania e do fim dos “Tribunais” em Guantánamo.Acabo de ler que a Ilha pode ser re-inclusa na OEA.

Por quê ninguém explica nos jornais o que é que os EUA ainda estão fazendo em Guantánamo?

Estão falando muito da “má conduta” da Petrobrás.

Por quê não instalaram uma CPI quando FHC abriu as ações da empresa brasileira para mãos privadas quando na Presidência da República?

Dizem que vivemos um Estado Democrático de Direito.

Por quê será que a Constituição não tem garantido um ensino público e gratuito para todos? Quando foi que o ensino público começou a perder a qualidade? Quem ganhou com isso? Quem perdeu de fato?

Por exemplo, dizem que vivemos uma democracia, um regime de maioria.

Então por que será que a maioria dos camponeses não têm terras para plantar se nosso País é tão grande ? Quem privatizou a terra indígena? Quem são hoje seus herdeiros?

A Natureza anda meio braba com o que andam fazendo contra ela.

Por quê sempre são os bairros populares os bem mais afetados pelas catástrofes?

Outra questão que tenho me colocado: andaram chamando a ditadura militar de “ditabranda”.

A ditadura foi branda para quem?

Em 1964 teve início em nosso País um regime despótico.

Por quê será que um historiador qualificou o Regime Militar no Brasil de “ditadura à brasileira”? Será que ele quis insinuar que existe um “jeitinho brasileiro” de torturar? De assassinar? De cassar mandatos? De perseguir? De banir?

O Delegado do DOPS paulista , Paranhos Fleury, é conhecido por todos como um torturador e assassino a serviço da ditadura militar.

Por quê teve este Delegado uma missa rezada em seu nome pelos 30 anos de sua  morte?  Quem o considera “herói nacional”, conforme  escrito em foto na coroa de flores da Igreja? Por quê será que no dia seguinte à sua morte, um grande jornal carioca publicou em manchete “Fleury  morre sem prestar contas à Nação”?


“Tantas histórias

Quantas perguntas

 

 

  

 

 

postado por Maísa Paranhos. às 23:58

1 Comentário

05/06/2009 às 23:08
João Vicente Goulart escreveu:
A bela indignação de Maísa vale a pena ser sentida para questionar os desinformados do que foi o Brasil do "ame-o ou deixe-o". A luta foi grande para reconquistar a liberdade e democracia.Parabens Maísa!

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