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Há 60 anos, uma posse pelo Brasil: JK-Jango, desenvolvimento e trabalhismo.

31 de janeiro de 2016
Há 60 anos, uma posse pelo Brasil: JK-Jango, desenvolvimento e trabalhismo.



No dia 31 de janeiro de 1956 tomavam posse na presidência e vice presidência do Brasil, Juscelino Kubitschek e João Goulart em uma aliança pelo desenvolvimento e progresso do Brasil onde dois grandes partidos, o PSD e PTB começavam a trabalhar unidos em um governo pós Getúlio Vargas com características marcadamente desenvolvimentista e trabalhista.
Abertas as urnas foram eleitos para presidente Juscelino Kubitschek com 3.077.411 votos, representando o percentual nacional de 35, 68% dos votos válidos para presidente da República e Jango foi eleito vice-presidente da República, separadamente como indicava a Constituição de 1946 com 3.591.409, perfazendo o percentual de 44,25% dos votos válidos para vice-presidente da República. Mais que o próprio presidente.
Jango portava a bandeira do trabalhismo e a Carta Testamento de Getúlio Vargas que no dia 23 de agosto de 1954, suicidou-se em holocausto pela democracia brasileira, quando alguns de seus inimigos tenazes como Lacerda e a Tribuna de Imprensa, José Eduardo de Macedo Soares e o seu Correio da Manhã e Roberto Marinho com o seu “O Globo”, queriam derrubá-lo do governo com o “Fora Getúlio”; Juscelino portava um excelente governo realizado em Minas Gerais e o cacifava para um esperançoso novo governo à frente do Brasil.
Mesmo assim, as forças reacionárias tentaram impedir a posse de JK-Jango, com o argumento de que era necessário uma diferença maior do presidente Juscelino (com 35,68%) do segundo colocado, Juarez Távora (com 30,5%) surgindo desta maneira uma nova onda golpista contra a democracia apoiada pelos mesmos setores da direita brasileira inconformada com a aliança vitoriosa PSD-PTB.
A brincadeira golpista foi prontamente sufocada com a atitude do General Henrique Teixeira Lott, no que se chamou de “Golpe Branco”, para que a posse de JK-Jango acontecesse neste 1º de fevereiro de 1956.
É bom recordar esta posse 60 anos depois, a última posse de fraque, pois apesar das dificuldades dos 5 anos de governo foi uma aliança entre a classe trabalhadora representada pelo PTB de Jango e a classe empresarial nacional que apostou na industrialização do país através de Juscelino e que resultou em um grande movimento nacional que desembocou nos anos sessenta em uma nova sociedade cultural e política para pensar o Brasil, sua música, seu teatro, seu cinema e principalmente uma juventude que sonhava com um país melhor.
Qualquer mera coincidência com os dias atuais não é mera especulação de golpe com aqueles que perdem eleições e inventam crises políticas para beneficiarem-se. Qualquer semelhança com órgãos de imprensa da atualidade que apoiavam o golpe, tampouco é mera coincidência, apenas reflexos repetitivos da história, que voltam a encontrar-se para ferir e violentar nossa constituição.
Aquela posse, foi uma posse pelo Brasil.
 
João Vicente Goulart
Diretor IPG- Instituto Presidente João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 17:42

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