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Mario Benedetti, a inspiração de um sonho na letargia do passado. Artigo de João V. Goulart.

19 de maio de 2009

Mario Benedetti, a inspiração de um sonho na letargia do passado.

 

 

                         Não posso dentro de mim deixar de lembrar a letargia de um sonho passado em momentos do exílio no Uruguay.

 

No meu crescimento de menino á jovem adolescente, esta figura imponderável fazia sua voz soar através de constante poesia emancipatória da alma e dos desafios sociais tribulados, naquele momento de despertar socialista e de sonhos de justiça igualitária entre as pessoas, entre as nações e entre as almas que esperávamos um dia conquistar com o grito de justiça social.

 

Nos anos setenta, ainda com 16 anos, pensávamos que podíamos modificar o Mundo.

E não me surpreenderia se não estivéssemos convictos de que a poesia de Mario Benedetti, sim, modificou o Mundo.

 

A sua voz entre os sons latinos deu-nos à época a certeza de que lutar valia a pena.

Os movimentos estudantis em Montevidéu aglomeravam-se em torno do movimento “26 de Marzo” ajudado por ele a se formar, junto com um grupo inicial de lutadores, depois “tupamaros" que queriam a emancipação da “Pátria Uruguaya”, pela qual jurei sua bandeira e pela que até hoje é minha segunda pátria.

 

Mario Benedetti não somente é ícone da poesia, ele é um mártir da liberdade.

 

Quantas vezes cantamos ao uníssono os seus sonetos de magia e esperança de uma América Latina unida, independente e livre?

Quantas vezes caminhamos juntos nas passeatas dos anos setenta gritando pela liberdade?

Quantas vezes jogamos rolhas nos cavalos da prepotência militar para que não batessem em nós à época estudantes? Ou bolinhas de gude?

Quantas vezes a lembrança nos traz à mente recordações dos parceiros que se foram?

 

Mas em todas, todas elas quando lembro a "18 de Julio", carregada de esperanças libertarias aparece em minhas lembranças a voz deste grande poeta, aparece sua vontade e seu exemplo. Aparece sua voz cantada em coro nos dizendo: vão, vão enfrente vocês que aqui ficam, pois do outro lado os estarei alentando.

 

- Vai tranqüilo Mario, ainda temos teu exemplo...  tua poesia libertaria.

 

 

 

João Vicente Goulart.

Brasília 19/05/2009.

 

postado por Joao Vicente Goulart às 18:23

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