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Eleição e preconceito

05 de novembro de 2010



Nem bem começaram as comemorações pela vitória da Presidente eleita Dilma Rousseff, o Brasil se depara com uma onda ofensiva aos princípios da dignidade humana.
O Nordeste foi onde a presidente eleita alcançou mais votos, o que pode ser atribuído, entre outros, ao fato do projeto de sua Coligação contemplar as necessidades da população desta região, relegada à sombra por governos anteriores.
De São Paulo e insatisfeita com o resultado das eleições presidenciais, uma estudante de Direito, teria imputado ao nordestino a “culpa” pela vitória de Dilma e divulgado no twiter que “Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado”.
Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB, seção Pernambuco), Henrique Mariano, “as redes sociais são meios de comunicação de alcance nacional; crimes que nelas ocorram são de ordem federal”. A OAB/PE entrou com uma representação criminal na Justiça de São Paulo, onde a estudante responderá por crime de racismo, e incitação pública de prática de crime, no caso, homicídio.
Tais acontecimentos denotam que os Direitos Humanos demandam uma pauta de discussão aprofundada em nosso País e que a presidente eleita, será, deles, a guardiã, posto que protagonistas dos crimes mencionados, ao que tudo indica, seriam contemplados com sua derrota no pleito eleitoral.
O preconceito é resultado de uma cultura cuja matriz é a intolerância, seja esta de ordem cultural, religiosa, étnica, política, sexual ou de qualquer outra natureza. A intolerância não admite diferenças, prima pela massificação e autoritarismo, não permitindo a pluralidade social.
O Brasil é um amálgama cuja existência deve ser garantida pelas Políticas Públicas e democráticas. A campanha eleitoral demonstrou a latência de preconceitos que, uma vez acionados, poderão ganhar proporções imponderáveis, com graves conseqüências para os Direitos Humanos em nosso País.
Aos Poderes constituídos da República compete a intervenção que atenda aos interesses públicos, e, aos indivíduos, a responsabilidade em não jogar o lixo para debaixo do tapete.

postado por Maísa Paranhos. às 14:07

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