Blog Página 64

Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

Busca

Autores

Histórico

O Estado é fundamental

11 de maio de 2009

É impressionante ver como o tempo na História , geralmente tão longo, pode ser curtíssimo.

O neoliberalismo não conseguiu sustentar durante muito tempo os benefícios propagados em sua cartilha, tais como as privatizações, o livre mercado e a livre iniciativa; o Estado Mínimo, o desmantelamento dos exércitos nacionais (os nossos...); o retrocesso de antigas conquistas trabalhistas e conseqüente desamparo do trabalhador.

Com o desmoronamento do Leste Europeu, só nos restaria a rendição ao regime de uma economia globalizada, direcionada pelas  leis de mercado, cabendo ao Estado somente funções administrativas e garantidora de possíveis crises, como a atual pela qual passamos.

Havemos ainda de lembrar  que, no discurso de intelectuais e políticos de então, um grupo semântico foi abjurado e outro adquirido. Desta forma, caíram em desuso as palavras e expressões , direita e esquerda, luta de classes, estatização, capital e trabalho, e  até a palavra revolução perdeu seu status , ficando meio démodé, ridículo mesmo, pronunciá-la sem ver olhares espantados  e irônicos.

Outro grupo semântico foi reverenciado. Ficou muito na moda falar em fim da história e, por exemplo, o verbo privatizar foi muito usado . Aqui em nosso País, houve quem seguisse à risca uma frase antiga “ não basta falar, tem que fazer “ , e lá se foi a nossa Vale do Rio Doce cujos lucros não eram mais do Estado, portanto revertidos para o bem público, e sim privados, revertidos para bolsos particulares.

Em  frações de segundos no relógio da História, o Presidente Barack Obama, , para salvar os bancos nacionais americanos da crise econômico-financeira, vem propondo a sua nacionalização. A palavra provoca arrepios em determinados setores que tentam , com pruridos, outros sinônimos.

Reservas do Tesouro Nacional americano foram utilizadas tornando o Estado acionista e ordenador econômico e social.

Não concordar com as medidas de Estado, é deixar o barco e a crise correrem livremente e as empresas naufragarem. Os “donos do mundo” não têm nenhum pudor em lançar mão do que negam, as funções de Estado, para garantirem seus lucros, objetivo central do sistema capitalista.

Já na América Latina uma transformação está se dando num nível profundo em alguns países com uma democracia participativa, com intensa atividade do Estado como gestor da coisa pública.

As democracias representativas não garantem a justiça social pois sua lógica está longe da neutralidade. Deixar porém, o ordenamento econômico à revelia do Estado, fere a própria existência humana porque resultaria, em nossa atual conjuntura, na barbárie, o que aliás não interessa aos grandes grupos econômicos, pois “bárbaro” não compra, “bárbaro” arranca.

Portanto, os neoliberais que me perdoem, mas o Estado é fundamental.   

 

 

 

 

 

 

postado por Maísa Paranhos. às 10:27

Comentários

Nenhum comentário foi registrado para este post.
Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário

Seu nome:
Seu e-mail:
Escreva seu comentário:
0 caracteres utilizados. Máximo 100 caracteres.

Digite o código contido na imagem ao lado:
Caso não consiga ler o texto da imagem, clique aqui.