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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Com essa "esquerda" do poder a direita não precisa de candidato.

18 de setembro de 2009


Com essa "esquerda" do poder a direita não precisa de candidato




 
 
 
 
 
 
 
 
O confronto será entre os rabos presos e os que não puseram os rabos em leilão. ,
A direita no poder dispensa candidatos, que o digo Fernando Collor
"Na verdade, boa parte dos "trogloditas de direita" fazem parte da base governista, alçados por Lula a aliados incondicionais".
Merval Pereira, O GLOBO, 17 de setembro de 2009
 
Titular de um governo em que nove em cada dez estrelas prestaram relevantes serviços ao sistema, sustentado por uma horda de miquinhos amestrados sob a batuta do decano José Sarney e tendo como monitor na área econômica o banqueiro Henrique Meireles, o ex-metalúrgico Luiz Inácio cumpriu mais uma insofismável tarefa como preposto adestrado das elites dominantes.
Só que, dessa vez, ao dizer que não há candidatos de direita à Presidência, acabou revisando antigos referenciais usados de forma oportunista. O que ele disse tem a ver com o balaio de gatos que compõe sua base aliada. Mas serve também para oferecer aos cidadãos brasileiros a compreensão de que o próximo confronto deverá considerar parâmetros mais sintonizadas com o "cavalo de pau" explícito que fez do Partido dos Trabalhadores a espinha dorsal de um esquema de poder ao gosto do sistema capitalista internacional.
O verdadeiro confronto ético
A sequência dessa constatação explicitada por ele será a fulanização do confronto. De um lado, estará o amplo espectro de arrivistas e canalhas que trocaram suas idéias pelas vantagens ilimitadas de um governo sem escrúpulo, que a todos compra e com qualquer um compõe sem qualquer tipo de salvaguarda ética ou moral.
De outro lado, independente de antigas diferenças ideológicas, deverão perfilar-se os que não participam desse grande estelionato político, numa frente igualmente heterogênea.
Ficou claro nesses anos de governo petista que o retrocesso em questões essenciais, do ponto de vista da soberania nacional e dos ganhos sociais, foi muito mais acentuado do que no tempo de seus antecessores.
Com sua estrutura azeitada, o PT converteu-se no algoz amado dos trabalhadores e em agente festejado da dominação estrangeira, valendo-se de um discurso cínico e do arco-íris de suas cortinas de fumaça.
Perdas e danos sem estresse
O caso do desprezo pelas conquistas sociais foi particularmente perverso, pela cooptação de sindicalistas de todos os escalões e e o suborno de líderes de partidos que poderiam questionar a cassação implícita de direitos básicos, com sua desfiguração camuflada, como na emblemática "Lei de Recuperação das Empresas", que retirou do patronato obrigações de ordem trabalhista, como aconteceu, de forma brutal, com o pessoal da Varig, primeira corporação em que a empresa ficou desobrigada do pagamento das verbas rescisórias.
Em relação à soberania nacional, o governo do sr. Luiz Inácio abriu portas e janelas para a invasão estrangeira da Amazônia, valendo-se de todo tipo de estripulias: da manipulação da causa indígena à legalização da grilagem de terras públicas.
E agora aparece com essa mistificação da partilha, que mantem os leilões e o acesso das petrolíferas estrangeiras e deixa a Petrobrás de saia justa. 
Sob esse aspecto, o governo lulista (ou petista) cumpriu ao pé da letra o papel da esquerda que serve à direita, ou seja, como dizia Darcy Ribeiro: o PT tem sido a esquerda que a direita gosta. Saiu muitas vezes melhor do que a encomenda. Daí porque a direita apresentar candidato agora é dar um tiro no pé.
Brizola, o último empecilho
Para isso, ganhou de bandeja a morte de Leonel Brizola, no seu momento de maior lucidez, quando tentava construir uma alternativa capaz de desmascarar e derrotar o antro de mistificação e bandalheira em que se converteu o governo lulo-petista.
Aliás, como penso em relação às mortes de Juscelino, Jango e Lacerda, tenho meus motivos para desconfiar da maneira rápida como Brizola morreu, no que posso pensar o que quiser sobre os que, herdando sua legenda, fizeram seu próprio cavalo-de-pau e aceitaram ser subalternos do partido que foi a mais afiada ferramenta na desconstrução do brizolismo.
Quando aponta a ausência de candidatos de direita na próxima sucessão presidencial, o sr. Luiz Inácio esquece de dizer que, por pensamentos e atos, de fato, quem olhar com mais atenção, haverá de detectar que a direita está mais feliz e mais forte do que nunca - porque faz parte da trupe governante.
Enquanto expressão das elites econômicas, da classe dominante, a direita nunca foi tão bem servida. E servida com competência divinal, pelo brilho escarlate que revestiu e reveste o atendimento de sua pança insaciável. Que falem a respeito os grandes latifundiários, integrante do chamado agro-negócio, particularmente o de exportação, a serviço de quem o governo desenhou suas prioridades agrícolas, enquanto despreza a oportunidade de fazer a verdadeira reforma agrária, mãe de todas as reformas sociais.
Antes de ser o paladino do novo, dos novos hábitos, o governo do sr. Luiz Inácio recorreu ao que havia de mais obsoleto, imoral e abominável para responder pelos destinos do país.
Ao fazer seu próprio strip-tease, o falso Partido dos Trabalhadores mostrou a podridão de suas partes íntimas, penetradas pela frente e por trás na devassidão capitaneada por Sarney, Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Maluf e outros beneficiários do regime de partilha do poder, no qual princípios e valores, histórias e biografias foram jogadas no mais fétido monturo de lixo.
Todos subordinados ao general Sarney
A cada um, portanto, cabe fazer sua escolha, nada fácil, aliás. Mas dizem os alfarrábios da estratégia que, em situações semelhantes, o passo mais seguro é o que desfaz a alquimia do poder estabelecido sem nenhum compromisso, senão o de servir aos interesses negociados.
Não é a divergência ideológica que será sabatinada nas urnas, como Lula fez questão de definir, até como medida preventiva para garantir o esmagamento definitivo dos esquerdistas recalcitrantes do seu e dos partidos aliados.
Pessoalmente, imagino quão escabroso será ver os últimos brizolistas no mesmo palanque de Sarney, no Maranhão, e Sérgio Cabral, no Estado do Rio. Tudo para preservar a rede fisiológica tecida a partir da transformação do Ministério do Trabalho numa reles agência de terceirização dos recursos arrecadados em rubricas sociais. Ou ver o ex-governador Ronaldo Lessa à espera das sobras do que o governo preferencialmente destinará a Renan Calheiros e Fernando Collor, de sua pecaminosa tropa de choque. Nesse caso, repito com toda ênfase: quem não tiver rabo preso ou rabo em leilão terá de aliar-se para combater essa aliança de poder, cuja marca reluzente é a mescla dos trapaceiros de todos os matizes ideológicos.

postado por Pedro Porfírio. às 12:30

Justiça para o 11 de Setembrro

16 de setembro de 2009

                                            
Artigo publicado em ATARDE

Salvador,BA, 16/09/2009


I
nútil foi aguardar a cobertura que a grande mídia daria ao 11 de Setembro latino-americano,  trocando-o pelo das Torres Gêmeas. Isso porque em 11de setembro de 1973 víamos com horror o que se passava no Chile: um golpe militar num governo socialista, constitucional, eleito pelo povo, tendo à frente seu maior líder, o presidente Salvador Allende, um dos maiores democratas de nosso Continente. Allende suicidou-se resistindo ao ataque ao La Moneda, de onde governava.O golpe no Chile seqüestrou, torturou e assassinou chilenos e não chilenos. “Desapareceu” também com exilados, inclusive brasileiros, que lá encontraram sua segunda pátria.

O historiador baiano Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira, retirou dos arquivos americanos o título para o seu livro sobre o golpe no Chile Fórmula para o Caos, que era o pretendido pelo governo dos EUA: a criação do caos para a justificativa do golpe. E a jornalista chilena Patrícia Verdugo, nos revela como os EUA desejavam a economia chilena “gemer de dor”.

Esse golpe, foi mais um de uma série deles  ocorridos em governos populares da América Latina. A pretexto de uma “cubanização”, os EUA foram derrubando um a um esses governos que não rezavam na sua cartilha.

Hoje, cada um desses Países passa por um processo de democratização política e de reconstrução de suas identidades. E é claro que este processo não poderá  excluir as responsabilidades pelos crimes cometidos nos Regimes ditatoriais que foram neles implantados.

A Justiça chilena expediu a ordem de prisão de mais de 130 ex-militares e policiais envolvidos com os crimes do regime de Pinochet e investiga cerca de 500 ex-militares que poderão ter o mesmo destino.

Por haver comprovação da cumplicidade do Regime Militar com o golpe no Chile, a  senadora Isabel Allende solicitou a abertura de nossos arquivos. À ditadura brasileira coube a função, entre outras, de exportar técnicas de tortura .

O Brasil fica assim em  débito com a história ao não abrir os Arquivos da Justiça Militar,  impedindo desta forma a justiça para o 1º de Abril  e o 11 de Setembro.

 

 

       

 

 

 


postado por Maísa Paranhos. às 23:32

Monografia analisa propaganda contra de governo João Goulart

16 de setembro de 2009


Fonte: Revista Pucrs Edição nº 146
Setembro-Outubro/2009

AGRADECIMENTOS

Agradecer pode não ser uma tarefa fácil, nem justa. Portanto, para não correr o risco da injustiça, agradeço de antemão a todos que de alguma forma passaram pela minha vida e contribuíram para a construção de quem sou hoje e, especialmente, a algumas pessoas da minha família: Minha mãe Zulma Estela, formada também nesta faculdade no curso de Publicidade e Propaganda em 1982, meu pai João Vicente Goulart, incentivador em minha busca constante pela verdade da história, e, finalmente, a minha avó, Maria Thereza Goulart, pois sem ela este sonho não seria possível.

Também agradeço a importantes pessoas pela contribuição direta na construção desta monografia.

À professora Silvia Koch, pela orientação e dedicação nas discussões teóricas – avaliação que subsidiou novas reflexões e construções em minha prática pedagógica – e por ter sido companheira na orientação desta monografia, bem como ser detentora de um vasto conhecimento nas demais disciplinas cursadas e fundamentais para a concretização deste estudo.

À professora Glafira Bartz – cuja postura como professora sempre admirei – por me mostrar na prática que os alunos se desenvolvem mais e melhor quando são valorizados. Esteja certa, minha amiga professora, que hoje, além de levar comoexemplo suas qualidades, a senhora passa a ser minha grande referência na admiração pela disciplina de Relações Públicas.

Ao amigo professor Luciano Klöckner, pelo incentivo a novos projetos que considero sonhos a serem realizados após minha passagem pela FAMECOS. Receba minha gratidão pela disposição e parceria para futuros projetos, os quais estarão certamente possibilitados a partir deste estudo.

Finalmente, saliento com orgulho, minha satisfação em apresentar o resultado deste estudo aos qualificados representantes dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo, membros dessa banca.


Por João Alexandre Goulart

Diretor adjunto de Comunicação e Acervo do Instituto Presidente João Goulart

postado por João Alexandre Goulart às 01:46

Procura-se uma Nação

10 de setembro de 2009

PROCURA-SE UMA NAÇÃO

 

Uma triste realidade assola nosso país. Somos brasileiros sem um sentimento de nação. O povo não tem consciência política, e seu destino fica na mão de pequenos grupos ditos politizados, que na sua imensa maioria, não representam a vontade de inclusão das massas no processo de desenvolvimento soberano. Estes poucos que governam muitos ficam a serviço de interesses meramente particulares, esquecem da essência pública implícita em seus mandatos, e remetem ao limbo um sentimento de pátria que já existiu, sim, no Brasil.

Em inúmeras ocasiões testemunhei valorosos relatos de patriotas de gerações pretéritas, orgulhosos de sua participação na revolução de 30, na política do Estado Novo, no movimento queremista, no retorno do Presidente Vargas ao poder em 1950. Cidadãos que relatam até hoje, com firme convicção, seu posicionamento em 64 seja ele qual for. Todos estes, independentemente de suas posições ideológicas, carregam consigo algo em comum: são patriotas que amavam e amam o país. Confesso que no “alto” de meus 32 anos, sinto uma ponta de inveja destes senhores que fizeram parte de uma época em que falar em ideologia fazia parte do quotidiano.

Em tempos de celebração da Independência Brasileira, pergunto-me em que momento da história recente se perdeu o sentimento de amor à pátria, o mesmo que levava multidões às ruas exigindo mudanças. Vou além. Como retomar o espírito patriótico num país onde se considera normal que crianças vivam nas ruas, sejam mendigos, pivetes, prostitutas, trabalhadores, e não estudantes? Onde se considera normal que os 1% mais ricos da população recebam 20,5% da renda nacional e os 50% mais pobres recebam apenas 13,2%? Esse é o desafio de uma nova geração, que ao invés de fugir da política por motivos muito compreensíveis, deve entender que é justamente através das adversidades que nos fortalecemos. 

Lançar o futuro de uma nação ao incerto, na mão de oportunistas de plantão, é uma temeridade. O balcão de negociatas que assistimos nos informativos e jornais só tende a piorar cada vez mais, se os jovens não se engajarem com afinco nas causas públicas e nos problemas do país, da mesma forma que um dia fizeram nossos ancestrais.

Por isso, pelo bem da nossa nação, não podemos ficar apenas “olhando a banda passar”, como diria o poeta Chico Buarque. Mas para isso não basta apenas votar conscientemente nas próximas eleições. A militância efetiva, em suas diversas formas de atuação política e social, é um caminho para a retomada de um sentimento patriótico de fundamental importância para a unificação do país.

 

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango     

 

 

 

postado por Christopher Goulart às 11:32

A Lei de Anistia em Foco

01 de setembro de 2009

Artigo publicado no jornal A TARDE
Salvador, BA, 29 de agosto de 2009    
                         

                                                  
É ingenuidade  acreditar que  legalidade seja o mesmo que legitimidade, o que não nos impede de tentar garantir a legalidade daquilo que nos é legítimo. Assim, a Lei de Anistia, Lei nº 6.683 de 28 de agosto de 1979, que completa seus 30 anos, elaborada e colocada em vigor em plena ditadura, tornou-se um instrumento muito pouco efetivo no tocante aos seus objetivos.

Em seu primeiro Artigo, a Lei reza que é concedida anistia àqueles que cometeram crimes políticos ou “conexos” a estes, num período de 2 de dezembro de 1961 a 15 de agosto de 1979, gerando verdadeiras polêmicas quanto à interpretação do que seriam  esses crimes “conexos”.

A anistia “aos crimes políticos ou conexos  a estes”, compreende os crimes  de qualquer natureza praticados por motivação política, previstos na Lei de Segurança Nacional ou os cometidos contra o Estado, como o assalto a Banco ou roubo de carros, praticados por militantes da guerrilha.  A “conexão” se faz  porque as ações pertencem aos mesmos autores, com as mesmas motivações, o que não foi o caso dos torturadores que agiam em nome do próprio Estado!

Com um texto pouco claro, a interpretação que prevaleceu sobre o que seriam os “crimes conexos” foi a que considerou  os crimes cometidos pelos torturadores, tendo sido estes contemplados pela anistia, o que é contestado pela OAB. O Brasil, dessa forma, vai de encontro ao que é consenso na doutrina e jurisprudência internacionais que declaram que os atos cometidos pelos agentes dos governos ditatoriais na América Latina, de tortura e de seqüestro forçado, foram crimes contra a humanidade, portanto imprescritíveis, e não crimes políticos como querem enquadrar no citado artigo os seus defensores.

É ignóbil para o povo brasileiro e para o Estado Democrático de Direito a convivência com a impunidade dos que cometeram crime de lesa-humanidade. A abertura de fato dos arquivos da ditadura é altamente necessária para a ordem democrática, devendo nossas instituições seguir os princípios da verdade (abrindo os arquivos estatais), da justiça (responsabilizando os violadores dos direito humanos) e o da reparação das vítimas, urgindo uma revisão da Lei de Anistia.

Comparado com a Argentina, o Chile, o Uruguai  e o Paraguai, o Brasil está atrasado na atitude frente aos citados crimes.

A Argentina, após considerar inconstitucionais as “leis de perdão”, em 2005, encaminhou processos que resultaram, inclusive em prisão perpétua  e, hoje, do Chile, a Senadora Isabel Allende, filha do Presidente Salvador Allende, solicita ao Brasil a abertura de nossos arquivos pois teve conhecimento da ajuda prestada pelo então presidente Médici aos militares golpistas chilenos.

Na presente semana, uma série de eventos estão ocorrendo em torno da Lei de Anistia, demonstrando que a sociedade civil está insatisfeita e reclama o que lhe é de direito: a verdade, a justiça e a reparação.

 

   

 

 

 

 

 


postado por Maísa Paranhos. às 01:02