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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Defesa, Forças Armadas e patriotismo

17 de agosto de 2011


Os méritos do atual Ministro da Defesa, Celso Amorim, foram conquistados no decorrer de sua longa carreira diplomática junto ao Itamaraty e ao MRE, Ministério das Relações Exteriores, onde imprimiu nos últimos anos, consonante com o governo Lula, uma política Externa Independente, ou seja, ditada pelos interesses da soberania nacional e, mais, pela integração do Continente Latino-Americano, aproximando o Brasil da África, fortalecendo, desta forma, toda uma área periférica, no sentido de garantir a multilateralidade nas negociações entre os interesses das diversas nações no mundo.

Ao invés de categorizar de revanchismo a demanda do povo brasileiro pelo resgate de sua Memória, provavelmente, o atual Ministro da Defesa, utilizará toda a sua competência na área diplomática para chamar os militares a compreender que a defesa nacional requer uma ação conjunta na garantia da Dignidade da Pessoa Humana, conforme dita nossa Constituição.

A Defesa de nosso País passa, necessariamente, pela defesa da ordem democrática que, no presente, se expressa , também, na implantação da Comissão da Verdade pelo Congresso Nacional, cujo Projeto Lei, tramita na Câmara Federal desde maio de 2010, aguardando sua aprovação.

Deve ser constitutivo do amor à Pátria, a garantia da Memória coletiva; a defesa dos Direitos Humanos; a investigação histórica do que em nosso País ocorreu após o Golpe Civil-Militar de 1964. Se crimes de Lesa-Humanidade foram cometidos no Brasil, o sentimento patriótico não é oponente, decerto, à sua investigação, muito menos à Justiça.

Na trilha da reparação histórica , os militares deverão, assim, ser coadjuvantes do fortalecimento do Estado Democrático de Direito no aclaramento de temas ainda obscuros, caminho este apontado pelas Nações Unidas para as democracias modernas

A reparação histórica resgatará também o prestígio - interno e no mundo - das Forças Armadas: não há razão para as novas gerações de militares serem responsabilizadas por crimes que não cometeram.

Prevaleça, pois, o patriotismo sobre o corporativismo.

postado por Maísa Paranhos. às 08:31

Jango, Legalidade e Posse.. Artigo de João Vicente Goulart.

06 de agosto de 2011
Jango, Legalidade e Posse.

 
                            Há cinqüenta anos o Brasil presenciava um dos maiores acontecimentos cívico de defesa da Constituição brasileira produzido pelo Estado do Rio Grande do Sul liderado pelo governador Leonel Brizola.
 
Tratava-se da posse de Jango, constitucionalmente eleito e politicamente ameaçado pelos três ministros militares de Janio, Silvio Heck, Grunn Moss e Odílio Denys de não assumir a presidência da República como mandava a Constituição, pois se encontrava na China, convidado por Mao Tse Tung e Chow em Lai, no símbolo do comunismo internacional e, portanto deveria ser também comunista como pregavam estes três baluartes das forças armadas brasileiras. Nixon não foi tildado de comunista quando lá esteve dez anos depois abrindo mercado para os EUA, pelos militares daquele país. Mas Jango já não era confiável e não poderia assumir, assim pregavam os militares brasileiros defensores de nossa Constituição. Oito anos antes, quando outorgara 100% de aumento do salário mínimo aos trabalhadores brasileiros, como ministro do Trabalho do inesquecível Presidente Vargas, já havia sofrido uma espécie de “impeachment” no manifesto dos Coronéis, assinado por vários “revolucionários” que golpearam como generais a mesma Constituição em 1964.
 
Depois de muito heroísmo, de muita mobilização, de muita força e resistência do bravo povo do Rio Grande do Sul e do Governador Leonel Brizola, Jango consegue conciliar os ânimos da Nação e aceita a emenda adicional No. 4, há anos esquecida nas gavetas do Congresso Nacional e votada as pressas, instituindo o Parlamentarismo como solução política para a crise ora instituída no país.
 
Jango, entre os dias 25 de agosto de 1961 e sete de setembro quando consegue viabilizar a sua posse, empreende uma viagem de retorno da Ásia, via Europa, EUA e via Pacífico para chegar ao Brasil por Porto Alegre e cumprir assim o dever que a Constituição lhe determinava; começando a sua ida para Brasília através do Estado do Rio Grande do Sul, junto ao seu povo, que lhe assegurou o direito constitucional através do Movimento da Legalidade liderado por Brizola, que marcou esta conquista como uma das páginas mais brilhantes da defesa constitucional do povo brasileiro.
 
Diria Jango já naquela oportunidade do balcão do Palácio Piratini, mostrando seu caráter de conciliador e ojeriza ao derrame de sangue entre irmãos brasileiros:
-“Que Deus me ilumine. Que o povo me ajude. E que as armas não falem”.
 
Foi um grande capítulo de nossa história!
Foi um grito de Liberdade a serviço da luta contra os opressores!
 
                                                                                 João Vicente Goulart.
                                                                         Pte. do Instituto Presidente João Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 16:24