Blog Página 64

Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

Busca

Autores

Histórico

10 anos sem Brizola. João vicente Goulart.

21 de junho de 2014
10 Anos sem Brizola
21/06/2004
Hoje sem dúvidas é um dia para lembrar.

Para lembrar-nos de lutas libertarias, de igualdade, de educação, de soberania e de distribuição de oportunidades e de tantos outros valores que estamos carentes no dia a dia, dez anos depois da partida do Governador Leonel Brizola para junto dos mártires da República.
Hoje sem dúvidas é um dia de reflexão em torno de nossa cidadania, de nossa brasilidade, de nosso destino e por que não de nosso futuro que não deixa lugar ao desprendimento da alma que foi impressa em Leonel, em favor dos injustiçados e dos excluídos.
Em pleno ano de Copa, de eleições e de avanços o seu exemplo nos incumbe de erguermos a memória para com a obrigação de nossa reflexão, de nossa conduta, de nossas aspirações, e de não trair o destino utópico dos sonhos pelos quais imaginamos um Brasil mais justo, socialmente mais digno e capitalisticamente mais distributivo, enquanto não chegamos ao final do caminho brasileiro para o socialismo.
A sua garra e sua confiança deveria hoje em nós seguidores da utopia, do trabalhismo, do nacionalismo sentirmos dignos do debate ideológico, partidário, orgânico e doutrinário, servir como fonte de combustível para seguirmos adiante.
Mas estamos perdidos como uma tropa sem sinuelo, estamos vagando na inocência eleitoral como um camoatí de arrasto para dentro de uma casa que não é nossa, pois só é nosso aquilo que é de todos, aquilo que não é exclusivo, aquilo que a ninguém pertence, como a nossa luta, como o espírito do líder.
Onde quer que esteja olhando pelo Brasil, não chore.
A luta não acabou...
João Vicente Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 18:22

A VOLTA DOS SÚBDITOS É SAUDAVEL PARA A DEMOCRACIA.

18 de junho de 2014
A VOLTA DOS SÚBDITOS É SAUDAVEL PARA A DEMOCRACIA.
publicada em 18 de junho de 2014
A VOLTA DOS SÚBDITOS É SAUDAVEL PARA A DEMOCRACIA.

A campeã do Mundo volta cedo para a casa.
Não faltou oportunidade ao Rei.
 
Nem Niesta, nem Fábregas, nem Xavi, que foram capazes de tomar uma “chuva” da Holanda e do Chile, tendo Vicente Del Bosque que retornar prontamente ao seu país para entregar seu cargo da seleção ao novo Rei da Espanha, o filhote “Dom Felipe”, que em pleno século XXI será coroado rei da Espanha amanhã, não estarão presentes na cerimônia do novo Rei; terão que cumprir o protocolo da Copa e jogar eliminados a ultima partida de sua chave.
 
Para os espanhóis amanhã poderia ser o ultimo Rei, não a ultima despedida.
 
As manifestações anti-copa no Brasil ficaram para trás, permanecendo apenas alguns poucos bonecos de ventrículos querendo fazer “manifestações na entrada dos estádios no Brasil”.
 
Não deu certa a vaia, os xingamentos brutais e inaceitáveis á mulher brasileira, a Copa sim deu certo.
 
Mas e as manifestações na Espanha, em Madrid, Barcelona, Toledo etc., contra a posse do novo Rei?
 
Pessoas e cidadãos espanhóis estão pedindo em praça publica diante da abdicação de Juan Carlos um plebiscito lícito e democrático para o povo espanhol decidir entre a República e a Monarquia.
 
“Por qué no te callas?”, disse o Rei espanhol ao Presidente Chávez quando este, eleito pelo povo venezuelano defendia a América Latina?
 
“Por qué no te callan tus súbditos, querido monarca cuándo tu matavas elefantes em Àfrica al lado de tu amante sindo miembro honorable del WWF?”

“No te acuerdas?”
 
“Tu último acto em nombre de la naturaleza es perpetuar a tu principito, por decreto el próximo Rei de Espanha?”
 
Aqui no Brasil temos que prestar solidariedade ao povo espanhol; não por sua partida da Copa, dignamente esportiva, mas por seu sofrimento cívico de ter que por mais algumas gerações manterem parasitos hereditários no ventre do destino democrático de sua Nação.
Francamente, não mais pupilos de Franco.
 
João Vicente Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 23:36

Entrega de documentos desclassificados pelo vice Presidente americano Joe Biden a CNV.

18 de junho de 2014
Entrega de documentos desclassificados pelo vice Presidente americano Joe Biden a CNV.
publicada em 18 de junho de 2014
Entrega de documentos desclassificados pelo vice Presidente americano Joe Biden a CNV.
Quero neste momento expressar nossos mais sinceros agradecimentos à Presidência do Senado Federal e a seu presidente Renan Calheiros que teve a sensibilidade, altruísmo e receptividade à iniciativa do Instituto Presidente João Goulart e dos Senadores Randolfe Rodrigues, Pedro Simon e Ana Rita Esgario, quando na oportunidade nos recebeu em audiência e recebeu a proposta de solicitar ao Vice- Presidente Joe Biden, que também preside o Congresso americano a desclassificação de vários documentos classificados nos arquivos americanos sobre o Golpe de Estado de 1964 praticado contra a democracia brasileira em abril de 1964.
Esse pedido feito através da Embaixada americana trouxe os frutos nesta visita do Vice Joe Biden que comunicou em audiência a Presidenta Dilma Rousseff e encaminhou a Comissão Nacional da Verdade documentos a respeito daquela fatídica intervenção estrangeira que sufocou nossa liberdade, impediu as “Reformas de Base” do Presidente João Goulart e o desenvolvimento social brasileiro.
Sentimo-nos realizados com os resultados de nossa luta infindável pelo esclarecimento destes fatos que nos levou a escuridão da prepotência durante os 21 anos de ditadura que cassou, matou, sequestrou e torturou companheiros de luta pela liberdade e pela democracia.
Principalmente quando há poucos minutos a Rede Globo anunciou no Jornal Nacional o resultado deste entendimento realizado por brasileiros que querem ver seu país passado a limpo.
Obrigado a todos que participaram desta luta.
João Vicente Goulart
Instituto Presidente João Goulart


postado por Joao Vicente Goulart às 23:34

Dilma mostra a cara do Brasil

07 de junho de 2014

Dilma mostra a cara do Brasil

4/6/2014 11:51


 

Super Lua
A democracia participativa nasceu na Grécia
 
Os sempre contra o povo estão em pé de guerra. O Estadão, segundo seus editores, está propalando que Dilma quer o fim da democracia por decreto.
 
Os reacionários de plantão articulam-se no Congresso para tornar um decreto “ilegal” (como se existissem decretos ilegais; talvez aqueles que ferem os privilégios das elites privilegiadas) que inclui nas novas ações e diretrizes dos órgãos governamentais uma mais próxima e direta participação da população brasileira nas ações, práticas, diretrizes e dotações orçamentárias do governo na gestão de seus respectivos programas, em todos os seus órgãos e autarquias, a serem aprovados junto com a participação popular, realizados no Brasil através de uma metodologia mais participativa; sem a interferência de corporações, interesses escusos de políticos corruptos, bancadas políticas organizadas em seus próprios interesses ou interesses de seus financiadores.
 
Trata-se do Decreto Nº 8.243, de 23 de maio do corrente que institui a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional da Participação Social, (SNPS). Em seu artigo 1º diz:
“Art. 1º Fica instituída a Política Nacional de Participação Social – PNPS, com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil.
Parágrafo único. Na formulação, na execução, no monitoramento e na avaliação de programas e políticas públicas e no aprimoramento da gestão pública serão considerados os objetivos e as diretrizes da PNPS.
Uma nova política de participação
Diz ainda que cria vários instrumentos de ação e coparticipação com a cidadania através da criação e da participação da sociedade civil via a constituição de conselhos de políticas publicas, comissões de políticas publicas, de conferências nacionais, de ouvidorias publicas para saber da opinião do cidadão, de mesas de diálogos a serem estabelecidos com as comunidades e organizações, de audiências publicas para a participação popular no seio da comunidade e colhimento do voto das mesmas; e ainda, da participação virtual dos cidadãos que, hoje, tem já arraigado e conhecido este método chamado internet que, inclusive através dele, já foram feitas consultas de constituintes novas, diretas e participativas como foi realizado na Islândia.
Mas os “pseudodemocratas”, aqui no Brasil estão contra.
 
Vozes no Congresso se levantam contra, editoriais dos jornalões ficam em pé de guerra contra um esboço de ações governamentais mais participativas. O que eles querem é a democracia representativa, não a participativa onde o povo pode opinar diretamente, querem ser seus representantes até para sonhar com um país mais próximo do povo como quer Dilma. Eles querem até sonhar por nós; pois de nós só precisam do voto uma vez a cada quatro anos, para depois até oferecerem seus pulmões para respirar por nós. Somos é claro uma democracia representativa, mas queremos mais participação direta de nossa população nas questões de gestão e diretrizes exigindo também mais participação, e esta é uma oportunidade para começar.
Os políticos poderiam, nesta hora, pensar um pouco mais em dividir com o povo suas responsabilidades.
 
Chegam ao extremo de afirmar que este decreto quer mudar o sistema de governo, como se isso fosse possível sem mexer na nossa Constituição, quando, este decreto, apenas dá um primeiro passo rumo a democracia participativa; é um complemento da representativa. O histerismo de algumas redações é tanto que chegam a propalar que a Presidente Dilma não concorda com o sistema representativo brasileiro da Constituição de 1988, em uma fúria que, na verdade, traduz apenas o medo de perder os privilégios de quem tem “como representantes financeiros” nossos parlamentares nos ministérios e autarquias, salvo raras exceções, emanados por este arcaico sistema eleitoral que lhes permitem fazer de nosso parlamento uma agência de interesses particulares de plantão, e ter estes representantes arrumadinhos diante dos interesses dos seus milionários contratos com nossos órgãos públicos. Claro, com “votos representativos” dos milhões e milhões de reais derramados em suas campanhas para servirem aos interesses de quem os financiou.
 
Isto me lembra de algumas palavras do discurso de Jango, quando propunha reformas estruturais para a Nação e por isto foi derrubado. Dizia ele:
“O que ameaça a Democracia é a fome, é a miséria, é a doença dos que não tem recursos para enfrentá-la. Esses são os males que podem afetar a Democracia, mas nunca o povo na praça pública no uso de seus direitos legítimos e democráticos” João Goulart, 11/03/1964.
Ora, convenhamos que a participação popular dentro dos destinos do orçamento de “seu” dinheiro que vai ser usado pelo “seu” governo é mais do que justo e muito mais ainda democrático em toda sua essência filosófica que define a união de povo e governo.
Ao que parece, os detratores deste decreto o que querem é um elitismo democrático, “a democracia é minha e não tua”, pois em teu nome só eu a exerço.
 
Queremos sim um regime onde pretendamos criar mecanismos reais e efetivos onde nosso governo possa ser controlado pela sociedade civil, por nós todos brasileiros; eu, tu, o garçom, a lavadeira, o operário, o gari, o desamparado, a prostituta, os doentes, os famintos, os desempregados e toda a sociedade brasileira, inclusive os privilegiados que querem ignorar estes que lhe deram o voto.
 
Não queremos apenas votar, queremos participar.
 
Brasil. Mostra a tua cara!!!
 
João Vicente Goulart é diretor do IPG – Instituto João Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 10:34