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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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PSDB, PMDB: o enroque de proteção ao rei. João Vicente Goulart.

30 de maio de 2017

PSDB, PMDB: o roque de proteção ao rei.
*João Vicente Goulart



O movimento no tabuleiro de xadrez feito através do roque, possibilita ao jogador movimentar duas peças em uma jogada só, protegendo o “rei” no canto esquerdo do tabuleiro de xadrez.

Serraglio, apesar de completamente inoperante como ministro, foi sacrificado, ou melhor diríamos premiado para um novo ministério, se assim o quiser, com a CGU (Controladoria Geral da República), de onde Temer traz o novo jurista, o senhor Torquato Jardim; não se sabe se para ministro ou para advogado de defesa do presidente, como disse o Senador Álvaro Dias, e vem para a pasta da Justiça com a missão específica de controlar a Polícia Federal.

Temer não renunciará, e demonstra isto nesta jogada. Tem tanto apego ao cargo como um carrapato, que sabe bem, se largar o hospedeiro agora, pode cair no chão do Congresso Nacional e ser pisoteado pela “sua base de apoio”, que já dá sinais de cansaço e teme as eleições de 2018. Este enroque pode colocá-lo no canto do tabuleiro, vulnerável aos movimentos de cavalos, bispos e rainhas.

As movimentações em torno de nomes já se assanham no Congresso e já surgem boatos de que o PSDB está comandando o tabuleiro, inclusive com nomes para assumir um mandato tampão e dar a Temer uma saída não tão indigna. O pedido de “tablas” por quem está encurralado, seria uma boa saída para quem não tem mais peças a movimentar.

Tasso Jereisatti, surge como nome de consenso entre os caciques congressistas, mas como dizia Garrincha: - já combinaram isso com os russos?

É evidente que sem o apoio formal do PMDB, não haverá um nome de consenso, restando aqui uma indagação: qual dos dois partidos em posição de empatar o jogo e chamar o desempate para 2018, tem condições de indicar o novo dono do tabuleiro e contornar a crise dos contrincantes?


*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 14:12

Decreto convocando as forças armadas, Congresso apático, ministro da justiça inoperante, mostra um Brasil sem rumo.

26 de maio de 2017
Decreto convocando as forças armadas, Congresso apático, ministro da justiça inoperante, mostra um Brasil sem rumo.
*João Vicente Goulart



Brasília manifestando seu repudio ás reformas de um presidente conspirador, golpista e ainda por cima sob inquérito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça pela Procuradoria Geral da República, observa atônita a possibilidade de promulgação de um decreto por parte deste farsante, convocando as forças armadas para manter a ordem no Distrito Federal.

O usa das forças armadas é regido pelo artigo 42 da Constituição, que nossas forças armadas se regem para a defesa do território nacional e não para se jogar contra o povo do Brasil, como fizeram as mesmas no Golpe de abril de 1964. A Força Nacional foi criada exatamente para isto sob a responsabilidade do Ministério da Justiça. A situação é grave, o Congresso deveria se manifestar a esse respeito que preocupa e coloca em xeque as instituições brasileiras, nosso povo, nossa liberdade e nossa democracia.
Isto é grave, muito grave, pois não temos na condução de nenhuma das duas casas parlamentares sérios, que tenham moralidade e isenção, os dois são investigados pela operação Lava-Jato.

Onde está o ministro Serraglio, da justiça que sequer se manifesta e ocupa neste momento um cargo de marionete do atual conspirador e golpista Michael Temer?

O governo está no fim. Esta atitude dos atuais ocupantes do Planalto (os que sobraram) visa sem dúvidas criar um clima de instabilidade no país e com esta atitude de colocar as forças armadas na rua, nada mais é que construir o discurso da ordem, mesmo sem legitimidade, que presenciamos em 1964.

Temos que reagir, a instabilidade deste farsante no Planalto só nos leva a desobediência social.
Diretas já!
 
*João Vicente Goulart.
Diretor IPG- Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 22:52

Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida?

18 de maio de 2017
Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida?

*João Vicente Goulart






Está no fim. A delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, com acompanhamento do Ministério Público Federal e Polícia Federal, onde um deles gravou o presidente Temer pedindo para comprar o silêncio do corrupto e amigo presidencial Eduardo Cunha, acabou com o governo e por tabela com as reformas entreguistas que estavam a caminho da entrega do Brasil aos rentistas banqueiros e ao capital internacional. Não sabemos se colocamos os desafios políticos primeiro para salvar a democracia ou se chegou a hora de colocarmos como povo que somos, na rua, na praça que é do povo e que só ao povo pertence e exigir de vez o povo no poder.

Onde estão os golpistas, onde estão os conspiradores que derrubaram Dilma, onde estão os parlamentares corruptos de um Congresso vendido que estavam a caminho de enterrar as esperanças de nossos trabalhadores, na minha casa, na minha vida, na sua, ou na casa de milhões de desamparados que ficariam sem esperanças pelas medidas de um governo ilegítimo, corrupto e sem votos? Não, estavam todos no palácio do Planalto com Temer tramando contra o Brasil, contra nosso futuro, contra a esperança de nossos filhos e netos e com o apoio da mídia que agora quer conduzir o processo, principalmente a Rede Globo, que não quer largar o osso e faz agora um noticiário de fachada a la New York Times.

É hora de reflexão, de povo na rua, de retomar os brios de um povo que não se entrega, de lembrar que já estamos em um governo de fato e ilegítimo. 

Vamos relembrar todos os “traidores e vassalos”, conspiradores que na base da mesma propina retiraram Dilma do governo em uma conspiração golpista, venham agora falar em democracia. Está na hora de rever a lista de votação do impeachment na Câmara e no Senado e retirar também estes parias do processo que temos pela frente de limpar nossa democracia.

Povo na rua, eleições gerais para todos os cargos e uma propositura de constituinte com o povo na praça. Sem representatividade parlamentar, pois vemos que eles não nos representam.

Queremos uma democracia participativa, queremos uma constituinte na praça. Democracia é a que o povo deseja como disse Jango no comício das Reformas de Base no dia 13 de março de 1964, e por isso foi deposto por um golpe militar que colocou o Brasil na escuridão por 21 anos.




“DEMOCRACIA PARA ESSES DEMOCRATAS NÃO ÉO REGIME DE LIBERDADE DE REUNIÃO PARA O POVO: O QUE ELES QUEREM É UMA DEMOCRACIA DE POVO EMUDECIDO, AMORDAÇADO NOS SEUS ANSEIOS E SUFOCADO NAS SUAS REIVINDICAÇÕES.
A DEMOCRACIA QUE ELES DESEJAM IMPIGIR-MOS É A DEMOCRACIA ANTI-POVO, DO ANTISINDICALISMO ANTIREFORMA, OU SEJA, AQUELA QUE MELHOR ATENDE AOS INTERESSES DOS GRUPOS QUE ELES SERVEM OU REPRESENTAM.
A DEMOCRACIA QUE ELES QUEREM É A DEMOCRACIA PARA LIQUIDAR COM A PETROBRAS.
É A DEMOCRACIA DOS MONOPÓLIOS PRIVADOS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
É A DEMOCRACIA QUELUTA CONTRA OS GOVERNOS POPULARES E QUE LEVOU GETÚLIO VARGAS AO SUPREMO SACRIFÍCIO”.

João Goulart, Candelária-Rio de Janeiro 13 de março de 1964.


*João Vicente Goulart, diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 00:17