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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Estranhas democracias

08 de maio de 2011

Foi com uma grande cobertura da mídia que o presidente dos EUA , Barak Obama, anunciou a morte de Osama Bin Laden, líder do grupo Al Qaeda, de práticas terroristas com fins políticos/religiosos, que ganhou projeção no mundo e na história, com o ataque às Torres Gêmeas, no dia 11 de setembro de 2001.
Colocada em dúvida a veracidade da notícia por vários dos comentaristas de Blogs alternativos, a morte de Bin Laden, já admitida como fato pela organização à qual pertencia, foi recebida com ovação, segundo a grande mídia, no lado ocidental do mundo.
Poucos foram os órgãos da imprensa que se ativeram à “construção” de Bin Laden, ou seja, que narraram a trajetória do inimigo nº 1 dos Estados Unidos, país que ajudou a criá-lo acreditando que seria ele um elemento de oposição à penetração da então União Soviética no Afeganistão. Não sabia, talvez, a parte ocidental do mundo, que os EUA financiaram, prepararam, instruíram e instrumentalizaram o saudita, hoje identificado como terrorista mor, na esperança de ser um braço americano contra os soviéticos, sem prever, que se voltaria, mais tarde, o feitiço contra o feiticeiro.
O ataque às Torres de Nova York, considerado por alguns como um auto-atentado, justificou, e ainda para muitos justifica, a “guerra anti-terror”. Denominado por outros como Terrorismo de Estado, a chamada “guerra anti-terror” vem servindo, aos Estados Unidos, como passaporte para ferir soberanias, atacar países indefesos, assassinar civis, dizimar culturas, destruir economias, e por fim, fragilizar a esperança das sociedades humanas, inclusive a americana, na viabilização dos regimes democráticos.
Estabelece-se ditaduras que, posteriormente desgastadas e inoperantes, são atacadas em “benefício” da libertação dos povos, tudo em nome de uma democracia, com interesses econômicos e geopolíticos nada inocentes. Estranhas democracias implantadas...
A história conta, não muito diferente, que assim foi, recentemente, em nosso País, em nosso Continente.

postado por Maísa Paranhos. às 19:56

Prá não dizer que não falei de democracia

05 de maio de 2011

Eu te assegurarei em tua vida, na minha morte (para os filhos). Eu te peço perdão pelo fato de me magoares (para a amada). O cúmulo da humildade e generosidade humanas. Mais ainda, quando encenadas, na dita sétima arte, por atores da qualidade de um Javier Barden que, atuando como protagonista, nos conduz ao nosso tempo de solidão o qual,teimosamente, insistimos em não ver, reduzidos que estamos a “mais um grão de areia no deserto”.
Pela segunda vez fui ver “biutiful” na tentativa de compreender melhor uma determinada cena: seria o ser humano ético ou, ao contrário, um subproduto de um sistema cruel, que passa seu trator por cima de toda e qualquer possibilidade de solidariedade, impedindo a vida gregária?
Espantoso se torna para o espectador, diante de tamanha inanição, aquilo que uma psicanalista chamou um dia de “reserva de subjetividade” e eu, plagiando-a, chamo aqui de reserva de amorosidade.
Para a minha salvação e, creio, para a dos demais expectadores, as “leis” do Universo se encarregam de curar nossos males. Assim, em “biutiful” a vida encontra uma rachadura na pedra, e escapa pulsando e reordenando uma outra que não nos é apresentada, apenas sugerida.
Muito devemos à denominada sétima arte. Longe do sétimo, o cinema se coloca num lugar especial, pois é algo como um complemento alfabetizador de nossa alma. Nos lapida, nos requinta, tornando-nos mais humanos.
Da generosidade dos atores, que se emprestam magnificamente a seus personagens, ao ritual de entrada numa sala (escura) de arte, passando pelas boas companhias que nos permitem a troca fraterna das idéias, por tudo, e por muito mais, devemos gratidão a este espelho e seus realizadores, que conseguem nos refletir, inda que como grãos de areia, com todas as nossas possibilidades, riqueza maior de nossas vidas.
Lamentável, unicamente, o fato deste lapidador de almas não atingir toda uma população habitante de nossas periferias, privada de espaços onde possa usufruir do “escurinho do cinema”, imperdoável numa verdadeira democracia.

postado por Maísa Paranhos. às 11:27