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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Parabens ao reformista.

26 de maio de 2009

 

 

   

Parabéns ao reformista que se foi.

A data de 01 de março teve a marca de um aniversariante ilustre de nosso país, já falecido, que prestou serviços extremamente relevantes à pátria brasileira e que deve ser sempre lembrado como o maior exemplo de reformista em nossa história republicana. Foi o dia de celebrar os 90 anos do presidente Jango e contextualizar seu projeto político de emancipação e autodeterminação nacional calcado em preceitos de soberania, independência, dignidade e principalmente na maior amplitude da concepção de patriotismo, abandonado já ha muitas décadas da consciência popular do país.

Todos os anos, desde o dia em que o saudoso Vereador de Porto Alegre Isaac Ainhorn idealizou a construção do pequeno busto localizado próximo à usina do Gasômetro na capital gaúcha, cidadãos prestam ali suas homenagens ao presidente derrocado inconstitucionalmente pelo golpe de 1964 e condenado a morrer na solidão do exílio. Dessa forma, no domingo às 10:30 h, realizou-se o ato de reverência a um líder injustiçado pela ira das elites-oligarcas nacionais e internacionais, que jamais aceitaram quebrar a mentalidade subserviente e até mesmo colonial que impera no Brasil, tornando um verdadeiro continente com todas as potencialidades e recursos imagináveis a mercê de interesses alheios ao verdadeiro desenvolvimento.

Parece até que é “normal” que em nosso país exista a pior concentração de renda do mundo, parece até “normal” que a miséria, violência, desemprego, analfabetismo, caos na saúde e desamparo absoluto à população brasileira dos mais elementares direitos constitucionais fazem parte de um quotidiano irremediável que todos temos que observar sem nada fazer para alterar essa triste e lamentável realidade. Pois definitivamente essa realidade não é e nem pode ser normal! Não podemos simplesmente aceitar como “normal” uma criança drogada ao meio dia numa sinaleira da vida, realizando malabarismos com calotas velhas de automóveis luxuosos, pedindo esmola para ter algo para comer, enquanto nos escondemos por trás dos vidros de ar condicionado.

Prefiro ficar com a lição de Darcy Ribeiro, antropólogo indigenista que foi chefe da casa civil de João Goulart, igualmente corrido do Brasil pela Ditadura Militar, que ensinava às gerações: “Só existem duas alternativas; a resignação ou a indignação”.  Prefiro ficar com a segunda alternativa do mestre. Não podemos simplesmente aceitar que uma potência continental como o Brasil seja relegado ao plano de proletariado externo do mercado internacional, sendo permanentemente espoliado e impedido de crescer com um mercado interno fortalecido e com uma política externa independente, ficando eternamente subservientes aos países ricos do planeta e queimando trabalho de nossa valorosa população.

Por tudo isso é importante relembrar o projeto de governo de Jango, através das reformas de base, que buscava alterar as estruturas políticas, sociais e econômicas já viciadas talvez desde os tempos em que Deodoro da Fonseca instalou a república em 1889 já com seqüelas profundas da monarquia. Ao comprometer-se em praça pública no dia 13 de março de 1964 na cidade do Rio de Janeiro com estas reformas profundas, o aniversariante João Goulart fez um pacto com as novas gerações brasileiras: que é possível sim reverter as injustiças dilacerantes que nosso povo sente na pele diariamente e tornar o Brasil um país de primeiro mundo.                    

 

 

 

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango.

        

postado por Christopher Goulart às 16:14

Roda Mundo

26 de maio de 2009

 

 

   

A constante polêmica sobre a morte em circunstâncias suspeitas do Presidente João Goulart, muito mais do que buscar a elucidação da certeza de um fato típico de operação Condor, traz à tona o principal personagem político da nem tão longínqua década de 60. Semana passada, em revista de grande circulação Nacional, lá estava novamente uma bela foto de Jango na capa, relembrando uma biografia política que aparentemente havia sido sepultada pela Ditadura Militar - ou ao menos assim foi desejado pela repressão, pois Jango, no limitado entendimento de muitos, era “um comunista subversivo que promovia agitações sociais e visava implantar uma república sindicalista no Brasil nos mesmos moldes do que Perón na Argentina.” E com estas enganosas justificativas procuravam cometer um dos maiores atentados contra a nossa a recente história brasileira, qual seja o de querer ludibriar a sabedoria popular da nação.

Pobres daqueles que não perceberam que o mundo dá voltas, e que as injustiças acabam sendo desmascaradas com o tempo pela própria Lei divina, na ótica dos cidadãos de fé profunda. Olhando a capa daquela revista lembrei-me da letra de uma música de Chico Buarque, que diz: “A gente vai contra a corrente até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir. Faz tempo que agente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda viva e carrega a roseira pra lá”. Muitos patriotas tombaram igualmente a João Goulart dentro de batalhas de proporções desiguais, amparados nas reivindicações de minorias desamparadas, mas com a responsabilidade de perpetuar um legado para o futuro onde a roda viva ressurja com força máxima.

O que dizer, por exemplo, do índio Sepé Tiarajú, nascido na redução de São Luiz Gonzaga, que contrariado com o tratado de Madri de 1750 que exigia que milhares de índios guaranis abandonassem a região das Sete Missões, defendeu com máximo ardor aquelas terras. Morreu em combate, gritando “Essa terra tem dono!”, e jamais se intimidou com o fogo das armas de Portugueses e Espanhóis, mesmo tendo apenas flechas para contra-atacar. O bravo índio sucumbiu em combate, mas sua bravura heróica ficou gravada para a eternidade na roda viva que passa pelas gerações que se sucedem.   

 

Jango, missioneiro de São Borja, tem enraizado na sua biografia um pouco desta resistência Guarani, exemplificada na sua luta contra opressão do povo pelas Elites nacionais e internacionais, na luta pela independência econômica do Brasil, na luta pela justiça social, e na luta contra aquela que é hoje a pior concentração de renda do mundo. Enquanto o Brasil se mantiver como um proletariado externo do mercado internacional, nas palavras do indigenista Darcy Ribeiro, e não houver a resistência necessária para podermos bradar como o índio missioneiro do século XVIII que dizia que “esta terra tem dono!”, a realidade do nosso mundo continuará rodando para pior, pois a miséria, a violência, o desemprego e tantas mazelas sociais só tendem a aumentar.

Dia 1° de abril, o dia da mentira, tem a marca dos 45 anos do golpe militar-inconstitucional. Refletindo sobre essa data, sobre a realidade política, social e econômica de nosso país, sobre a luta de Sepé Tiarajú, Darcy Ribeiro e meu avô João Goulart, refletindo sobre a letra da música do mestre Chico, concluí meu pensamento com Elis Regina, na música o Bêbado e a equilibrista que diz lá pelas tantas: “a esperança dança na corda bamba de sombrinha e em cada passo dessa linha pode se machucar, a esperança equilibrista, sabe que o show de todo artista tem que continuar”.

 

 

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango.   

 

 

postado por Christopher Goulart às 16:08

A noite que durou 21 anos

26 de maio de 2009
 

Certamente a reflexão que o presente texto pretende atingir já foi inúmeras vezes proposta em outras ocasiões sob muitos enfoques e abordagens diferenciadas, inclusive com versões de ambos os lados que dividiram o país naquele lamentável acontecimento ocorrido em 1° de abril de 1964, exatamente no dia da mentira. Mas há fatos que hoje não podemos mais negar, e a história brasileira vem compreendendo o ocorrido. Foi um golpe inconstitucional, conduzido por militares – não todos, patrocinados pelos Estados Unidos e amparado pelas elites nacionais e internacionais que se contrapunham a qualquer projeto nacionalista dentro do Brasil.

O fato é que foi um golpe contra a democracia brasileira, e jamais uma “revolução”! E muitos daqueles civis que inicialmente apoiaram aquela quartelada de 64, no transcorrer da ditadura que durou 21 anos, refletiram o quanto era bom viver com as liberdades democráticas que o Governo reformista de Jango proporcionava, e começaram a entender melhor o que aquela “revolução” representava para a pátria: era a efetiva contribuição para sermos hoje o país com a pior concentração de renda do mundo. 

Sob a pecha mentirosa de comunista, divulgado pelo IBAD, IPES, Escola Superior de Guerra, e tantas instituições golpistas, sob a chancela do embaixador americano Lincoln Gordon, atacavam ao presidente João Goulart, fazendeiro, capitalista, cristão, que acabou por ser o único chefe da nação a morrer assassinado no exílio. Por quê? Muito simples. No seu projeto de nação, dentro de um regime presidencialista que durou apenas 1 ano, 2 meses e 23 dias, este gaúcho à frente de seu tempo pretendia implementar no Brasil as reformas de base. É isso.

Quais os interesses econômicos que seriam confrontados com um governo popular que visava reformas profundas, e não superficiais? Tiremos nossas próprias conclusões, pois até hoje estas reformas não foram feitas em nosso país. Por isso, hoje, 45 anos do golpe contra a democracia brasileira, vale refletir o quanto é importante consolidarmos cada vez mais o Estado de Direito Democrático, fortalecendo as instituições democráticas aniquiladas no dia 1° de abril de 1964.

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango.

postado por Christopher Goulart às 16:04

Rápidas

26 de maio de 2009
 
O termômetro:
 
O Presidente nacional do PT, Ricardo Berzolini, teve de atropelar os apresados como o ministro da justiça, Tarso Genro que pretendiam deflagrar desde já o processo eleitoral de 2010. A ministra Dilma Rousseff é que seria prejudicada quando ela inicia o tratamento de seu câncer linfático e precisa racionalizar a agenda do PAC como candidata do presidente Lula à sua sucessão. Tanto movimento fez o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, aumentar seu giro na disputa com o colega paulista José Serra pela candidatura do PSDB, e o ex-presidente Fernando Collor levar a sério o ex-deputado Roberto Jefferson que o quer numa candidatura própria do PTB, se o nome de Dilma enfraquecer. Neste Jogo os olhos de todos espiam para o deputado Devanir Ribeiro (PT/SP). Autor do suspenso projeto do terceiro mandato, ele funciona como termômetro de Lula para definir em que momento as cartas serão colocadas na mesa eleitoral.
 
30 anos de UNE:
 
A União Nacional dos Estudantes comemora 30 anos de refundação após seu fechamento pela “quartelada” de 64. Sofrendo ações do exército que impediram encontros em Minas Gerais e São Paulo, finalmente os estudantes conseguiram realizar, em 29 de maio de 1979, seu XXXI Congresso em espaço cedido pelo governador arenista Antônio Carlos Magalhães, o Malvadeza na cidade de Salvador. Já não vigorava mais o AI-5, o grande instrumento da repressão sobre a sociedade. José Serra, que foi presidente em 1964, ano do “golpete” que derrubou o governo reformista e democrático de João Goulart, abriu os trabalhos de refundação da UNE, que contou com dez mil estudantes presentes.
 
A eleição da primeira diretoria da nova fase teve a vitória da chapa baiana Mutirão. Uma série de eventos para marcar os 30 anos da refundação da UNE começará em PORTO ALEGRE, na Assembléia Legislativa, hoje dia 26. A representação gaúcha no congresso de 1979, do Diretório Estadual de Estudantes, foi acusada de pertencer à direita, visto ser a única entidade estudantil principalmente  que possuía registro legal em conformidade com as normas do Ministério da Educação.
 
Para maiores informações do Grande Expediente de hoje da Assembléia legislativa posto o site do Parlamento Gaúcho aqui:
 
Grande Expediente Especial 
O período do Grande Expediente Especial será ocupado pelo deputado Adão Villaverde (PT). Ele vai prestar homenagem aos 30 anos da reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE). Às 14h, no Plenário 20 de Setembro do Parlamento gaúcho.
 
http://www.al.rs.gov.br/
 
 
 
Por Dentro:
 
A GM confirma investimentos na sua montadora de Gravataí, no RS, O financiamento já foi garantido com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul , agente do BNDES.
 
Na sanção à lei que proíbe o fumo em locais de uso coletivo, públicos e privados no estado de São Paulo, mais alto do que a condição de governador falou o médico José Serra.
 
Por Fora:
 
O Comportamento da Polícia Federal permite curso a acusações políticas sem provas ao não enviar vazamentos de informações de processos sob sigilo e nada a esclarecer sobre caixa 2 no governo gaúcho.
 
O PT mantém fora de seus projetos eleitorais seu maior ícone no Sul, Olívio Dutra, que sempre desponta como líder individual na preferência das pesquisas de opinião, inclusive nas estaduais para o cargo de governador do Estado.
 
O preso e o Estudante:
 
É difícil entender as prioridades do Estado brasileiro. No Sergipe, por exemplo, enquanto que a manutenção de um preso recebe a distinção orçamentária de R$ 1.581,80 mensais, um aluno da rede pública merece investimento de tão somente R$ 173,56 ao mês.
 
Rodou a Baiana:
 
Alguns parlamentares têm demonstrado alto estresse com as críticas da imprensa e da opinião pública ao comportamento do Congresso Nacional.
É o caso da deputada Luciana Genro (PSOL/RS), que enfrente aos passageiros em alta voz, passou uma descompostura em repórter que embarcava no mesmo avião. Foi preciso paciência e insistência para o constrangido jornalista fazer a alterada deputada entender que o autor de matéria sobre passagens aéreas de sua cota parlamentar que foram cedidas ao delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz tinha nome apenas parecido, porém não era ele que estava sendo atacado pela destemperada ralhação.
Quem ouviu ficou espantado.
 
 
Quintana maltratado:
 
Como já retratei antes sobre a memória das personalidades gaúchas , pegou mal o esquecimento pelas autoridades da cultura gaúcha dos 15 anos da morte do poeta Mario Quintana, dia 5 de maio. Os registros ficaram a cargo da imprensa. O Rio Grande do Sul trata estranhamente os seus talentos consagrados, como também acontece com a cantora Elis Regina, que recém ganhou uma estátua à beira do Guaíba. O melhor tratamento que o poeta recebe vem do centro do país, inclusive pelo número de livros comprados. E, a exemplo do Acervo Literário de Erico Veríssimo, que está sendo negociado com o instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, os originais do poeta deverão seguir o mesmo caminho.
 
 
João Alexandre Goulart / Correspondente do Rio Grande do Sul
Dir. Adjunto de Comunicação e Acervo IPG  
 
postado por João Alexandre Goulart às 14:20

Direitos Humanos: Trinta anos de anistia batem à porta

26 de maio de 2009

Oswaldo Munteal e Tahirá Endo

Em 1979 foi sancionada a Lei de Anistia. Mas após 30 anos os fatos que envolveram a tortura no Brasil ainda não foram devidamente esclarecidos. Segundo George Orwell, o que mais se teme é uma opinião pública informada. Desta forma cabe às instituições da sociedade civil organizada e ao Estado brasileiro, através da Justiça, a socialização da história recente do Brasil.

E a revisão da Lei de Anistia deve constar nesta agenda de encontro da sociedade brasileira com as sombras de sua história política. Para construirmos uma democracia que ultrapasse os aspectos meramente formais devemos dar conta das feridas que dificultam a participação da sociedade na arena política. E para isto é necessário que conheçamos nossa história.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos define que o crime de tortura é imprescritível, e nossos vizinhos na América Latina já avançaram significativamente nesta luta, sobretudo na Argentina e no Uruguai. Prisão para os  torturadores, indenizações para os perseguidos, exilados, torturados e para as famílias dos desaparecidos políticos.

Ao todo são quase 60 mil em todo o continente, ainda hoje. Mais recentemente os governos do Chile e do Paraguai sinalizam para um aprofundamento das investigações. O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, ofereceu até agora a investigação histórica mais profunda, com a intervenção de universidades, institutos de pesquisa, inclusive arqueológicos, que não se omitiram com falsas neutralidades. Por outro lado, os últimos governos argentinos têm investido numa Justiça punitiva com um alto grau de responsabilidade civil.

Os exilados perderam quase tudo, inclusive a sua vida pessoal, intervenção na vida pública e a destruição das personalidades pela ditadura de 64. Recentemente o presidente Goulart, o primeiro da lista, foi anistiado. E devemos marcar aqui que existe uma espécie de segundo exílio, imposto por alguns meios de comunicação e pela Academia para aqueles que retornaram mas não foram incorporados através dos seus debates e das suas opiniões. Vilipendiados e esquecidos como, por exemplo, Ruy Mauro Marini. Os torturadores brasileiros ainda estão soltos, sem a necessária exposição pública ou constrangimento das autoridades federais.

O esforço de frações do governo Lula tem sido louvável como, por exemplo, na Secretaria dos Direitos Humanos, no Ministério da Justiça e na Casa Civil. Mas ainda é pouco. A sombra persiste no silêncio, no discurso de que apurar é revanchismo, e o mais grave nas análises descompromissadas com a nossa realidade social, pois o golpe de 64 criou raízes que estão em nosso cotidiano.

Ter acesso aos arquivos da ditadura é um passo fundamental para encontrarmos estas raízes. Estamos distantes da democracia real e da efetiva liberdade de opinião, inclusive na academia. A exploração dos nossos trabalhadores não se dá exclusivamente no aumento da jornada de trabalho e no rebaixamento da massa de salários, mas também no sentido da expropriação da mais-valia-relativa dos nossos concidadãos que permanecem apartados da crítica e da educação libertadora.

Não defendemos aqui apenas uma tese social, mas queremos também chamar a consciência da sociedade brasileira para o esquecimento da história e para uma completa e intencional fragmentação da memória. Sócrates foi executado sob a acusação de não adorar os deuses do Estado. E nós devemos nos curvar a quem? Ao conhecimento hegemônico esculpido fora e adorado aqui dentro ou ao poder hegemônico em franca decadência?

Para começarmos a construir respostas a estas perguntas que estão na ordem do dia é necessário o debate sobre a abertura dos arquivos da ditadura e o nosso direito à Lei Revisional da Anistia neste ano de 2009, pois demonstrará a capacidade de nosso país combater as violações aos direitos humanos praticadas em nossa história recente, e que permanecem até os dias de hoje.

* Oswaldo Munteal é pesquisador da Ebape/FGV e professor da Uerj.  Tahirá Endo é é pesquisador da Ebape/FGV.

postado por Oswaldo Munteal às 12:01

Espacio ARTISTAS - Mano a Mano con el Pepe Guerra -

25 de maio de 2009

 

MANO A MANO CON EL PEPE GUERRA 

El 18 de Mayo se cumplieron 25 años del regreso de Los Olimareños de su exilio en 1984. ¿Qué significa esta fecha para usted?

Es importante por varios puntos; Muere Mario Benedetti y es sin duda una fecha que marcó mucho a Los Olimareños. No nos esperábamos tanta gente ese día. Fue un factor de unión de todos los uruguayos. La entrada del Zabalero, de Daniel y muchos otros tantos exiliados que fuimos regresando. La llegada de Los Olimareños  la gente me pareció que lo tomó como pretexto también para una apertura democrática.

Tal vez influyó en el Paco Bilbao quien se había quedado en Uruguay organizando nuestra llegada. Le habíamos puesto condiciones de que no hubiera sponsors. Recuerdo era un día gris típico de lluvia y no teníamos ni una lona para taparnos. Una enorme caravana con banderas de cuadros de fútbol y de banderas de todos los partidos políticos. Un día de felicidad de todos los uruguayos. Del aeropuerto al estadio centenario una verdadera pueblada invadió las calles de Montevideo.

¿Qué  diferencia hay con el Uruguay de hace 25 años atrás con el de hoy? ¿Qué grandes cambios marcarías?

Todo cambia, asimilamos cosas constantemente y Uruguay no puede quedar afuera. No sé si grandes cambios pero sí se han logrado cosas importantes a nivel de estado. Musicalmente hablando hoy se reciben otros aires musicales que no se recibían antes, sin embargo existen aún una especie de conservadurismo musical; o tal vez una acumulación de música en el disco duro.

Hace unos pocos días venimos del recital de Los Olimareños  y es evidente que hubo algo especial. Nadie llena dos espectáculos de esas dimensiones. Algo más que historia…algo más que canciones. Para mí es un misterio que hayamos logrado no solo Braulio López y yo, sino lo que yo llamo a los pesados;  Ruben Lena, Víctor Lima, el autor de Don José, el autor del Orejano. La base, la cual siempre nos fijamos mucho en aquella época en sus textos en reuniones con Lena en algún monte o simplemente en algún fogón. Si vamos a canciones con historias hay muchas con peso en Uruguay. De muchos autores pero sin embargo no han convocado lo que han convocado estas canciones y para mí es un misterio. Yo lo atribuyo mas bien a los autores.

Creo que es algo más que el poder de comunicación que tenemos con Braulio aún a pesar de las tremendas diferencias musicales que mantenemos. Pero el poder de comunicación no alcanza. A lo mejor es la calidad del repertorio y lo que podamos comunicar ese día. Son cosas que no se miden ni se ven.

 

 

A quien le atribuiría su gran poder de convocatoria? ¿Al solista o a Los Olimareños?

A las dos cosas. Te voy a ser sincero… como solista me fue mejor.  Éramos un equipo también. Once años con los mismos músicos. Para eso no hay nada mejor que laburar seguido y nosotros lo hacíamos. Como solista rescato al equipo y como dúo también. Si no fuera por la voz de Braulio y la mía no existiría este dúo. La interacción surge desde una pifiada en la guitarra hasta en un gesto con el rostro. En ambos casos hay espontaneidad.

Como soñarías el futuro de Uruguay?

Yo lo soñaría mucho más equitativo, el sueño socialista de siempre. Creo que vamos encaminados hacia eso.

Quien pregunta también ha tenido familiares que han sufrido el exilio durante las dictaduras latinoamericanas. ¿Qué instrucción te ha dejado  el exilio?

 Desde el punto de vista musical conocí gente de todos lados, música de otros países. Hace unos días escuchaba una referencia en vida de Mario Benedetti la cual fue también un gran cronista del des exilio, “Uno aprende a querer las cosas cuando las volvemos a extrañar”.

¿Qué influencia tuvo Mario Benedetti en tu carrera artística?

Ninguna. Incluso una vez en palma de Mallorca (entre risas como recordando viejas charlas de amigos) le dije que no me gustaba como escribía. Pero era un tipo tan honesto y tan bueno. Galeano hizo una definición suya; “Mario no se creía el Benedetti que era”. Un tipo humilde, un tipo muy jugado por sus ideales.  -  bah..son opiniones,  sobre poesía yo no tengo autoridad. De joven leía y me gustaba mucho la poesía. Pero por ejemplo en palma de Mallorca le dije: “Mario a mi no me gusta como escribís poesía, de pronto sos mas novelista”. Él me decía que siempre le gustó ser poeta. El recuerdo de Mario no es la influencia. Aunque por supuesto tocamos canciones de él: “El cielo 69”. Si hay algo que es cierto, es que fue un tipo que sí, influyó en mí  la manera de sobrellevar la vida con dignidad que no es poca cosa, sin traicionarse, sin traicionar los ideales.

Sos de los artistas nacionales que más kilómetros recorrió el mundo junto a la música. ¿Cuál es la reacción del extranjero cuando siente folclore nacional?

Recuerdo en un pueblito de Alemania, no había nadie que hablara español. Nadie. Mientras tocábamos “pirinchando el cielo”, “orejano” íbamos proyectando imágenes de Uruguay. Siempre pensé que ese día íbamos a terminar el espectáculo de la manera más triste pero no. Tuvimos que salir 4 veces al escenario a tocar porque sino los alemanes rompían todo ese día. Sin embargo así como te digo esto de los alemanes nos costó mucho entrar en Argentina. La música no tiene fronteras ni religión. Tiene una magia inexplicable. Es un conjunto de cosas que solo pasan arriba del escenario. Siempre lo tomé como un rito, un rito extraño. De chico siempre fui lo más tímido en el liceo. Sin embargo hoy me tengo que enfrentar a multitudes.

Antes de este toque en el Centenario hicimos uno en Treinta y Tres que según me dijo el intendente hubieron más de 35 mil personas en una noche. Fue cuando aproveché para despedirme, como dice el Negro Rada: “para descansar un poco”.

Sos consciente que la política uruguaya no ha podido congregar a tanta gente como lo has hecho tú?

Por suerte. Hemos visto cada fracaso político que han congregado a tanta gente. Emocionarse con la música es distinto a emocionarse con un discurso político. Sobre todo en la década del sesenta había muchos volantes impresos con  las canciones. La prueba está que hoy desapareció esa modalidad.

Que opinás de la música usada para hacer jingles políticos?

 Me parece espantoso. Es la prostitución de la música. El día que un músico no le deba nada a nadie desde el punto de vista ético sería lindísimo. Hay gente que lo ha logrado. Atahualpa Yupanqui lo logró, Los Olimareños lo lograron, el Pepe Guerra lo logró. A no mezclar una cosa con la otra. Lo último que hice que fui muy cuestionado, junto a Coca Cola en el programa “Huella” el cual fue donado al hospital de Treinta y Tres. Incluso tuve amigos del medio que no colaboraron del cual no voy a dar nombres.

Las grandes marcas multinacionales asumen políticas de responsabilidad social en todas las regiones donde operan, este simplemente es un caso más donde existe un trasfondo comunitario efectivo para nuestro país.

Sí, pero Coca Cola tiene un símbolo de imperialismo muy fuerte. Aunque después de todo es una empresa que todos consumimos y dejó beneficios a nuestras escuelas rurales.

Si tuvieras que cambiar a otro género musical por cual optarías?

No, no tendría género. Sería un tipo sin género… sería un homosexual.

En todos los géneros encuentro cosas muy lindas. Desde ver a un gaucho tocando la guitarra hasta cuando escucho los Red Hot con mi hijo. A todos les encuentro algo bueno. Estoy en un género porque en la década del sesenta cuando irrumpieron los Beatles – aquellos melenudos estrafalarios - pudieron más con nosotros el entorno regional, que era la influencia del folclore argentino. Pepe Mujica me decía que “lo que hizo Perón en la Argentina a nosotros nos sirvió, Perón decretó en aquel momento 20 minutos obligatorios en los medio de comunicación de música nacional”. Entonces los argentinos comenzaron a conocer a Yupanqui y la música regional entre otras cosas.  Y nosotros ligamos porque estamos cerquita. Tanto es así que Yupanqui estuvo viviendo en Treinta y Tres corrido por Perón. Andá saber si esto tendría que ver…

Próximamente se viene el Luna Park en Buenos Aires. ¿Cómo están los preparativos y que canciones van a tocar?

No Quiero ni pensar. Seguramente los temas  van a ser los mismos que tocamos  en el Centenario pero básicamente va ser un recital para los casi doscientos mil uruguayos que viven allá.

Gracias Pepe. Mucha suerte…

Por Lic. Marcos Goulart

Montevideo - Uruguay -

 

postado por Marcos Goulart às 18:39

Site "Primo" do Instituto está no ar.

23 de maio de 2009
Trata-se do site de minha autoria para nosso diretor de Comunicação e Acervo, Christopher Goulart.
 
Decidi criar uma agência de notícias para retratar assuntos políticos, de direitos humanos e finalmente no resgate da memória do Presidente João Goulart.
 
Para os blogueiros da Página 64 e público em geral, este site conta com 3 colunistas, além de um espaço para o leitor  objetivando maior interação do público com a agência e com o próprio Instituto João Goulart.
 
O site disponibiliza também uma agência de fotos para que os meios de comunicação possam baixar as imagens e assim possam transcrever as reportagens.
 
Em breve contará com um acervo de foto e vídeo bem como um espaço chamado “Sua foto com Christopher” a fim de gerar mais acessos no portal.
 
O Diretor de Comunicação e Acervo, Christopher Goulart vem percorrendo o estado do Rio Grande do Sul realizando palestras sobre a biografia do presidente Jango e para tanto a criação deste site serve como porta direta de comunicação de suas atividades e interação com o público.
 
Aos membros deste instituto e seguidores, fica o convite de participação deste novo canal de comunicação.
 
Esperamos a todos no portal “primo” e apoiador do Instituto Presidente João Goulart.
É só acessar   http://www.chrisgoulart.com.br/home.asp
 
Por João Alexandre Goulart
 
Dir. Adj. Comunicação e Acervo IPG
postado por João Alexandre Goulart às 15:58

Museu "João Goulart"em São Borja.

21 de maio de 2009

ARTIGO

Museu João Goulart em São Borja
A necessidade de preservar o patrimônio cultural de lideres da cultura e da política gaúcha, assunto este elucidado em Zero Hora do último sábado
Crédito Foto: Sidnei Fenerharme

A necessidade de preservar o patrimônio cultural de lideres da cultura e da política gaúcha, assunto este elucidado em Zero Hora do último sábado, está diretamente relacionada com a preservação das origens de um Estado considerado mais politizado por todo o Brasil. Certamente o conceito conhecido e propagado com orgulho de â?oEstado politizadoâ?? passa obrigatoriamente pela manutenção dos legados destas grandes lideranças que já saíram da vida para entrar na história, com incentivos das famílias e apoios de Governos comprometidos em transmitir cultura amparada em exemplos de cidadãos notórios para as novas gerações que surgem.
Com o presidente Jango não poderia ser diferente, e nossa luta como Diretor de Acervo e Comunicação do Instituto João Goulart e Presidente da Associação de Amigos João Goulart, sempre foi centrada na lógica de que João Goulart nasceu e foi enterrado em São Borja, tendo sido o herdeiro político de outro ilustre São Borjense organizador do Estado brasileiro, chamado Dr. Getúlio Vargas. Assim sendo, por óbvio, o legado vanguardista do presidente missioneiro e reformista, será preservado aqui no seu Estado natal, e a previsão de inauguração do museu João Goulart está marcada para o dia 6 de agosto do corrente ano, data esta a ser celebrada pelo povo gaúcho.
Para tal concretização de uma idéia a muitos anos planejada, não podemos deixar de felicitar a Empresa AES Sul, apoiadora do projeto Museu João Goulart, o Governo da Sra. Yeda Crusius, representado por sua Secretária de Cultura Mônica Leal bem como a Prefeitura Municipal de São Borja, que tem como líder o Sr. Mariovane Weis.
No casarão de São Borja onde Jango viveu muitos anos, doado pela família Goulart com a finalidade da construção deste museu, permanecerá viva a memória deste que pode ser considerado um mártir pacificador da democracia brasileira no momento em que deixou sua marca na história ao evitar duas guerras civis, tanto no ano de 1961 como no ano de 1964.



Na casa de João Goulart estará presente um acervo que hoje se encontra no Museu da República no Rio de Janeiro, no Arquivo Nacional e na Fundação Getúlio Vargas, que já podem ser visualizados no site www.institutojoaogoulart.org.br, bem como muitos objetos que se encontram sob a guarda da família. E a idéia de preservação do legado de Jango vai além, pois consta no projeto que este acervo será itinerante, podendo ser realizadas exposições em outros locais do Rio grande do Sul como Universidades ou Prefeituras, sempre no sentido de manter vivo e até mesmo reascender um legado político de vanguarda.
Vale sempre recordar que apesar do projeto de Governo de João Goulart, calcado nas reformas de base, ter sido derrocado inconstitucionalmente há 45 anos atrás, o mesmo se mantém atual num cenário social, político e econômico que exige mudanças profundas nas suas estruturas estatais já viciadas a longas décadas, com fortes resquícios de colonialismo subserviente. Este Museu servirá para jamais esquecermos esta realidade e inspirarmos na busca de soluções para o desenvolvimento de nosso país.



Christopher Goulart
Advogado, neto de Jango.
postado por Christopher Goulart às 12:29

Mario Benedetti, a inspiração de um sonho na letargia do passado. Artigo de João V. Goulart.

19 de maio de 2009

Mario Benedetti, a inspiração de um sonho na letargia do passado.

 

 

                         Não posso dentro de mim deixar de lembrar a letargia de um sonho passado em momentos do exílio no Uruguay.

 

No meu crescimento de menino á jovem adolescente, esta figura imponderável fazia sua voz soar através de constante poesia emancipatória da alma e dos desafios sociais tribulados, naquele momento de despertar socialista e de sonhos de justiça igualitária entre as pessoas, entre as nações e entre as almas que esperávamos um dia conquistar com o grito de justiça social.

 

Nos anos setenta, ainda com 16 anos, pensávamos que podíamos modificar o Mundo.

E não me surpreenderia se não estivéssemos convictos de que a poesia de Mario Benedetti, sim, modificou o Mundo.

 

A sua voz entre os sons latinos deu-nos à época a certeza de que lutar valia a pena.

Os movimentos estudantis em Montevidéu aglomeravam-se em torno do movimento “26 de Marzo” ajudado por ele a se formar, junto com um grupo inicial de lutadores, depois “tupamaros" que queriam a emancipação da “Pátria Uruguaya”, pela qual jurei sua bandeira e pela que até hoje é minha segunda pátria.

 

Mario Benedetti não somente é ícone da poesia, ele é um mártir da liberdade.

 

Quantas vezes cantamos ao uníssono os seus sonetos de magia e esperança de uma América Latina unida, independente e livre?

Quantas vezes caminhamos juntos nas passeatas dos anos setenta gritando pela liberdade?

Quantas vezes jogamos rolhas nos cavalos da prepotência militar para que não batessem em nós à época estudantes? Ou bolinhas de gude?

Quantas vezes a lembrança nos traz à mente recordações dos parceiros que se foram?

 

Mas em todas, todas elas quando lembro a "18 de Julio", carregada de esperanças libertarias aparece em minhas lembranças a voz deste grande poeta, aparece sua vontade e seu exemplo. Aparece sua voz cantada em coro nos dizendo: vão, vão enfrente vocês que aqui ficam, pois do outro lado os estarei alentando.

 

- Vai tranqüilo Mario, ainda temos teu exemplo...  tua poesia libertaria.

 

 

 

João Vicente Goulart.

Brasília 19/05/2009.

 

postado por Joao Vicente Goulart às 18:23

A caminho do terceiro mandato.

18 de maio de 2009
A caminho do terceiro mandato, porque ele é o Cara

Veja também o comentário em vídeo sobre a perseguição ao juiz Fausto De Sanctis


 

Para ele, três não é demais

 
"O grande líder da esquerda brasileira costuma se esquecer, por exemplo, de que esteve recebendo lições de sindicalismo da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, ali por 1972, 1973, como vim a saber lá, um dia. Na universidade americana, até hoje, todos se lembram de um certo Lula com enorme carinho".
Mário Garnero - "Jogo Sujo", página 130.

Quando Leonel Brizola morreu, naquela tarde fria de junho de 2004, o príncipe operário teve uma certa sensação de alívio. O velho caudilho está no seu pé e podia ser uma a alternativa contra seus planos continuístas.
Hoje, na antevéspera da sucessão e na plenitude dos seus 64 anos, Luiz Inácio bem que pode se postar diante do espelho, com a madame ao lado, e perguntar:
- Dizei espelho meu, haverá alguém para presidente que não seja eu?
Treinando nas melhores escolas políticas do sistema internacional - inclusive na Johns Hopkings University - Lula não tem similares, nem genéricos. No sindicalismo e no seu alcunhado Partido dos Trabalhadores, costurou tudo conforme o figurino para não ter sombra. E não tem mesmo. É ele ou ele.
Gaiola de deslumbrados
Seu primeiro escalão é formado por uma gaiola de deslumbrados medíocres e desconhecidos, que ou não têm voto, ou não têm preparo, ou não têm caráter,ou não têm as três coisas somadas.
Seus parlamentares são tão fracos que são os arrivistas do PMDB - e até o demonizado senador Fernando Collor - quem livra a sua cara naquele valhacouto desmoralizado que o vulgo denomina Congresso.
Bucha de canhão
Não foi difícil jogar a dona Dilma Vana Rousseff Linhares como balão de ensaio. Nela, como em outros de sua casta, do tipo Carlos Minc Baumfeld, o venezuelano Teodoro Petkoff e o peruano Hugo Blanco, falou mais alto o sangue azul.
O estigma de sua ficha juvenil e sua antipatia atávica estão na fórmula de uma alquimia manipulada. A ministra tem até a simpatia do sistema, conquistada desde quando assimilou os tais leilões de nossas jazidas petrolíferas, cristalizados pela intocável Lei 9478/97, com a qual FHC liquidou com os parâmetros de soberania sobre o subsolo, garantida até então pela revogada Lei 2004/53, um dos ingredientes que levaram à nossa pujança energética e ao suicídio do presidente Getúlio Vargas.
Brizola para atrás
Para as pessoas de memória ela também padece da síndrome da traição. Saiu do anonimato pelas mãos de Brizola e Alceu Collares, quando ainda era casada com Carlos Araújo, parceiro na "luta armada" e ex-deputado estadual pelo PDT.
Quando o caudilho cansou das rasteiras do Olívio Durtra e saiu fora do seu governo, no Rio Grande do Sul, ela não quis largar a Secretaria de Minas e Energia, da qual era titular, como foi também no governo de Collares.
E entrou no bloco dos traidores de Brizola, juntamente com o próprio filho do homem, o trêfego José Vicente Brizola, o velho trabalhista Sereno Chaise, a bela ex-senadora Emília Fernandes e Milton Zuanazzi, amigão e ex-protegido da ministra.
Dilma é, portanto, uma bucha de pelúcia. Enquanto o país inteiro oferece sua ternura na luta contra o câncer linfático, o mesmo que matou o ex-ministro Dilson Funaro, as peças do "terceiro mandato" vão sendo meticulosamente montadas com a ajuda de caras de pau do tipo Fernando Collor de Mello.
Sem adversários
A seu favor conta ainda o desgaste dos cabeças oposicionistas, que não têm mais gás nem para decolar e, como a raposada do PMDB e a rapaziada da esquerda nanica, vão tentar manter ou ganhar as boas prebendas nos governos estaduais e nisso que chamam de Poder Legislativo.
Ou você acha que José Serra teria alguma chance de derrotar o príncipe operário, caso ele arranque uma emenda "salvadora", sem plebiscito (como o Chávez) e, naturalmente, segundo os mesmos métodos do FHC, quando arrancou sua reeleição na euforia do "Plano Real".
A tropa de choque
Para ganhar os três quintos do Congresso na hora em que botar as manguinhas de fora, Lula disporá  da fina flor do Congresso como tropa de choque prá lá de escolada: José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá, Michel Temer, Henrique Alves, sem esquecer a bancada ruralista, o quindim do agronegócio com tratamento vip do palácio; a evangélica, os nanicos da esquerda e o populoso "baixo clero".
Provavelmente, não terá dificuldade com a grande mídia, que anda mal das pernas, mas se tiver não haverá problema: a massa do bolsa-família, os abnegados pelegos sindicais e os "aparelhos estudantis" ajudarão. Quem não tiver gente para pôr na rua, falará pela mídia ou poderá dedicar-se ao obsequioso silêncio dos cínicos de barriga cheia.
Simpatia é quase amor
O mais importante, o príncipe operário já conquistou: Barack Obama, o presidente da irmã-tutora, já deu a senha: "Lula é o cara, o político mais popular do mundo". Por lá, eles sabem que ninguém faz melhor o meio de campo nesse prado "ameaçado" pela praga do Chávez, Evo Morales, Rafael Caldera e Daniel Ortega.
Para os patrões do mundo, se Lula desse a terceira, estaria facilitando o lado do aliado de todas as horas, Álvaro Uribe Velez, que já está mexendo seus pauzinhos na Colômbia.
A lógica do direito
Dito isso, devo lhe confessar que sou inteiramente a favor do fim das restrições à reeleição. Não nas bases em que montaram no Brasil, com o chefe do Executivo disputando no cargo, tendo a seu dispor máquina azeitada e visibilidade privilegiada.
Mas, por mais que o estômago grite, não vejo essa questão em função do deserto de homens e idéias reinante, graças ao qual quem tem um olho é rei. Vejo pela lógica do direito: ou não tem reeleição, ou não tem limite.
O fantasma Roosevelt
Lá, nos Estados Unidos, cuja democracia é matriz para o mundo ocidental e cristão, tal como escreveu, em 1835, o visconde Alexis de Tocqueville, a limitação a uma única reeleição só aconteceu depois que Franklin Roosevelt foi eleito quatro vezes e não ficou mais porque morreu no cargo.
Na França, cujo presidente já tem um mandato de 7 anos, também não há limites. Na Inglaterra, como nos regimes parlamentares, o premier pode ficar por tempo indeterminado.
Como você vê, embora considere esse modelo brasileiro de reeleição um grande eufemismo comprometido ainda mais por essas urnas "secretas" e inauditáveis, não acho que o chefe do Poder Executivo seja diferente do chefe do Poder Judiciário e dos eleitos para o Congresso.
Ou  todos ou  ninguém
Do ponto de vista da lógica do direito, repito, não podemos aceeitar três pesos e três medidas: ou ninguém pode ser reeleito (nem os deputados, como no Senado do México, onde um parlamentar não pode ser reeleito no período seguinte), ou os ministros e desembargadores do Poder Judiciário ganham limites em seus seus mandatos eternos( Em 41 Estados norte-americanos e em países como a Suiça os juizes são eleitos por um determinado período), ou então libere-se desses limites o presidente, governadores e prefeitos.
O direito à reeleição, em condições decentes não representa necessariamente a reeleição automática. Até pelo que vige hoje tem havido surpresas. O melhor governador do Ceará nos últimos anos, Lúcio Alcântara, levou uma pernada do Tasso Jereissati, oligarca moderno, e não foi além do primeiro mandato, perdendo para alguém que era apenas o irmão do mais famoso da família Gomes.
Bem, vou ficando por aqui. A essa altura, vou terminar esse escrito almaldiçoado por gregos e troianos. Mas esta é minah sina, pela coerência jurássica, da qual não abro mão, nem que macacos me mordam.

( Clique aqui e saiba mais sobre as peripécias de Lula como "líder" treinado pelo sistema)

postado por Pedro Porfírio. às 09:52

URUGUAY ESTA DE LUTO. ADIÓS AL ESCRITOR MARIO BENEDETTI.

18 de maio de 2009

 

Hoy sin dudas la noticia que resultó mas triste para todos los uruguayos fué el adiós al escritor Mario Benedetti quien falleció  en su casa a los 88 años a raíz de una patología intestinal crónica. Sus restos serán velados en el Palacio Legislativo a partir de las 09:00am. Estará prevista la visita del Presidente Tabaré Vázquez.

Dios se llevó un angel para escuchar sus bellos poemas. Gracias Benedetti.

postado por Marcos Goulart às 02:12

O Rio Grande do Sul não se importa com a memória de suas personalidades

17 de maio de 2009
         O caderno Cultura publicado este sábado 16/05/09 do jornal ZERO-HORA retrata a falta de interesse de se investir em acervos de personalidades, entre estes estão: Mario Quintana,  Erico Verissimo e Pedro Corrêa do Lago.
         Já na esfera política estão citados o espólio de Leonel Brizola que permanece dividido entre as três residências do político no Rio e em Montevidéu devendo ser concentrado em uma instituição fora do estado, mesmo exemplo do acervo de Mario Quintana que parece estar indo para o Instituto Moreira Salles, (IMS) no Rio de Janeiro.
          Segundo o jornal Zero Hora o caso de Brizola, permanece sem propostas concretas do governo Gaúcho e Carioca, sendo os dois estados que governou.
         Os familiares não descartam ceder os arquivos a uma entidade não-governamental. A mais cotada é a Fundação Getulio Vargas (FGV), que mantém em seu centro de pesquisa, no Rio, mais de 3 milhões de documentos ligados à história contemporânea do Brasil incluindo os de outros gaúchos ilustres como o próprio Getúlio, Oswaldo Aranha e João Goulart.
         O caso do Presidente João Goulart está mais próximo de tornar-se uma realidade, ao menos em parte. Na ultima quarta-feira na cidade de São Borja foi definido pela nova diretoria da Associação de Amigos de João Goulart o dia 6 de agosto como data de inauguração do museu em homenagem ao ex-presidente.
          A casa na qual Jango morou passa por reformas para receber objetos pessoais, fotos, cartas e documentos, já no Rio permanecerão 567 manuscritos e 136 fotografias da FGV.
         Segundo Christopher Goulart a prioridade neste momento é São Borja:
         - A memória de Jango tem de ser preservada em São Borja, por ele ter nascido e enterrado aqui. Afirmou Christopher Goulart
         Zero Hora conclui sua matéria; "Há quem defenda a ida dos acervos de Quintana e Érico para o centro do país como um ganho em termos de visibilidade e reconhecimento nacional dos autores - que assim se libertariam da pecha de 'REGIONAIS".
        - Sair da província e ir para o centro é até uma virtude. O Rio Grande do Sul é um canto de mundo dentro do Brasil. Nos não valorizamos nem a própria prata da casa - diz o historiador Sérgio da Costa Franco.
        Nesse embate entre o afetivo e o pragmático, este último oferece um consolo:
        Em um centro munido de modernas tecnologias, as distâncias diminuem e um documento digitalizado pode ser consultado de qualquer parte.
         - O tio Mario dizia "Isso de partir para o Rio é que é provincianismo". Hoje, com a internet, essa frase poderia ser modificada. "Isso de ir para Londres é que é provincianismo". O Rio seria quase como ir para a Restinga. Está dentro do mesmo país. - diz Elena Quintana.
         Para retratar tamanho descaso publiquei uma foto do busto do presidente João Goulart localizado nas imediações do Gasômetro em Porto Alegre. O lugar é pouco ou nada visitado por quem ali passa. Se ao menos fizessem alguma reforma, mas não....esse é o retrato da importância na memória aos nossos líderes no estado. Neste caso trata-se de uma simples reforma que certamente não comprometerá o orçamento da cidade.
        Cabe também informar que recentemente Christopher Goulart reuniu-se com o prefeito de Porto Alegre José Fogaça para pedir que algo seja feito, mesmo assim tudo continua igual. 
 
Por João Alexandre Goulart
Dir. Adjunto de Comunicação e Acervo /IPG
postado por João Alexandre Goulart às 18:47

Cinema independente na Bahia

15 de maio de 2009
 

  Jornal A TARDE, Salvador-BA, 15 de maio /2009

 

Milton Santos, Silvio Tendler e Carlos Pronzato , o que há de comum entre eles?

Pertencem ao grupo de “todos os homens de boa vontade” em transformar o mundo. Para melhor, é claro!

Quando assisti ao filme de Tendler ”Encontro com Milton Santos ou o Mundo Global Visto do Lado de Cá”, não supus que surgiria um terceiro personagem nesta película, Carlos Pronzato.

Sob a câmara genial e sensível de Silvio, passa a figura do grande e hoje saudoso mestre dos mestres, o geógrafo baiano Milton Santos que nos deixa seu pensamento claro e límpido sobre a contemporaneidade, contrapondo ao que chamou de globalitarismo neoliberal, os movimentos que surgem com a força e determinação de uma semente germinando para garantia do que lhes é sagrado, a própria sobrevivência material, étnica e cultural.

Tendler  nos desvenda  uma série de manifestações , por vezes anônimas, mas pulsantes em sua determinação transformadora.

O terceiro “homem de boa vontade”no filme de Sílvio, o cineasta Carlos Pronzato, faz parte dessa resistência. Argentino residente em Salvador, documentarista, com sua câmara à tira-colo, sem financiamentos e parcos patrocínios, fará artesanalmente o que se chama cinema independente.

De agudeza política rara, uma câmara competente e um compromisso de estar sempre  ao lado  dos despossuídos, Pronzato vai fazendo os seus registros.

É desta forma que penetrando nas veias latinoamericanas chega nos rincões mais remotos de nosso Continente.

Dono de uma filmografia ampla e variada,  ouviu a voz do povo ribeirinho do  São Francisco e nos trouxe sua insatisfação com o abandono do rio em “Além do jejum, as verdades do Velho Chico”.

Já a “A Guerra da Água”,  mostra a organização popular impedindo a privatização da água por empresas estrangeiras  e em  ”Jallalla (que viva!) Bolívia, Evo Presidente”  nos comove com a posse do primeiro presidente boliviano indígena eleito pelo povo.

O Chile será focalizado por Pronzato quando, investigando a verdadeira cidade natal do Presidente Allende, se Valparaiso ou Santiago,  o cineasta nos traz as diversas versões sobre o golpe militar naquele País. Allende e o seu governo vão se agigantando aos olhos do espectador.

Uma nova Latino-América se desenha com Carlos Pronzato que  do “lado de cá”, revela as expressões e conquistas dos movimentos sociais sem espaço na grande mídia, movimentos estes que sem dúvida o cineasta também integra.

Os artistas, mesmo independentes, precisam de um suporte material. No momento em que estão repercutindo os efeitos da modificação da Lei Rouanet, é fundamental que pessoas  como Carlos Pronzato sejam contempladas e possam engrossar a fileira dos homens de boa vontade.

 

postado por Maísa Paranhos. às 23:23

O desafio do Instituto João Goulart com a história nacional e o dinheiro público.

11 de maio de 2009

  O desafio de uma instituição responsável com a história nacional e o dinheiro público.


Aos nossos visitantes do Site- IPG, Instituto Presidente João Goulart, escrevemos hoje em nosso blog para dizer a profunda tristeza que nos aflige com a notícia, já há vários dias publicadas em nossas páginas sobre a demolição do “Memorial Leonel Brizola” no Rio de Janeiro.

Não bastasse a brutalidade do ato, como foi feito, sem comunicar a população do que se iria fazer, mesmo que fosse necessário para a implantação de uma estação de metrô, o mínimo que os homens públicos devem honrar são aqueles homens públicos outros que já se foram e dignificam a sua passagem pela Terra, na luta por igualdade de seus semelhantes.

Como ousa, Senhor Governador Cabral meter uma retro escavadeira como se fosse arrancar um pedaço de nós, de nossa história, de nossa soberania, da história de redenção do Rio de Janeiro, pois Brizola governou esse estado, que é nosso, e não seu, Senhor Governador, com o maior desprezo que se pode ter para com um homem público da estatura de Brizola. Só a mesquinhez dos covardes que esta sua atitude fez, pode justificar tamanho desdém pela nacionalidade e lutas pela liberdade deste país, Sr. Cabral.

Tal vez a sua liturgia do cargo lhe faça pensar que é dono do patrimônio público do Estado do Rio de Janeiro. Esse governo á moda miguelão e sem respeito não dando a mínima ao único homem público deste país que impediu um golpe militar com o apoio americano em 1961. Só isto já um detalhe para que vosso governo tomasse mais cuidado com a história nacional.

È isto que lhe ensinaram em casa, jogando bolinha de gude governador?
È isto que jogando seus cães á rua, que nem sabem bem explicar o que fizeram é que pretende se reeleger?
Já esteve no exílio governador? Não, era muito pequeno para estar lá. O seu pai já esteve no exílio governador? Não, preferiu ficar fazendo samba e escrevendo sonetos segundo a maré permitia.

O Instituto Presidente João Goulart, repudia este seu ato vergonhoso, sem caráter e representando a mais vil historia, que nem a ditadura fazia derrubando a UNE, apagando nomes de rua, cassando políticos e seus mandatos como se isto pudesse esconder os bravos que deram a vida pela Pátria.

Esteja certo Senhor Governador, o IPG, Instituto Presidente João Goulart, como organização social civil de interesse público não hesitará em pedir esclarecimentos de como se demole um bem público “se lixando” para a história e a opinião pública.

VAMOS ESCLARECER ESTE CRIMEM CONTRA A MEMÒRIA NACIONAL!
João Vicente Goulart - Dir. presidente IPG. WWW.institutojoaogoulart.org.br

postado por Joao Vicente Goulart às 17:03

Habrá miles de listas en los cuartos de votación en junio

11 de maio de 2009

Unas 1.300 agrupaciones políticas en todo el país llegaron a tiempo para inscribirse en la Corte Electoral, lo cual determinará un récord de hojas de votación en las próximas instancias electorales con vistas a las primarias y a las nacionales.

Cuando el último día de abril las oficinas de la calle Ituzaingó cerraron sus puertas, los empleados respiraron aliviados. Acababan de asistir al último envión del registro de agrupaciones, que superó largamente lo esperado y la capacidad operativa del organismo, a un punto tal que aún diez días después de vencido el plazo, las últimas inscripciones no pudieron ser incorporadas al sistema informático de la Corte.

Después del cierre del período de inscripciones de las agrupaciones vendrá el de las hojas de votación, o listas. Cada agrupación presentará, cuando menos, una hoja de votación. Por eso, la Corte ha encontrado dificultades en seleccionar los locales donde funcionarán los circuitos de votación, dado que debido a la proliferación de listas, se necesitará cuartos de votación de buenas dimensiones.

El secretario letrado de la corporación, Mario Cataldi, recomendó a los votantes que en lo posible lleven su propio sobre al cuarto secreto porque se espera que haya una inmensidad de pilas con listas, lo que hará dificultoso hallar algunas de ellas.

UN RÉCORD. Cataldi indicó también que hay muchas agrupaciones nacionales que han pedido registrar sublemas nacionales y que además inscribirán hojas de votación en todos los departamentos, lo que da una pauta de la cantidad de listas que puede haber. "Estamos ante la posibilidad de enfrentar una elección con registro récord", afirmó el experto.

Por lejos, el Partido Nacional es la fuerza que ha inscripto más agrupaciones en todo el país. Hasta comienzos de abril, la Corte había registrado en total 871. Veintitrés de ellas son de carácter nacional y el resto departamental. Como dato particular surge que hasta esa fecha, solamente en el departamento de Canelones, el partido inscribió 361 agrupaciones políticas.

El Partido Colorado lo sigue en cantidad de agrupaciones registradas, con un total de 255 hasta la primera semana de abril. Ochenta de ellas son de tipo nacional y el resto departamentales.

En el Frente Amplio, se llevaban registradas 57 agrupaciones en todo el país hasta comienzos de abril, de las cuales 30 son de alcance nacional.

En cuanto a los partidos menores, Asamblea Popular llevaba registradas a esa fecha tres agrupaciones nacionales, el lema Cuatro Puntos Cardinales inscribió dos agrupaciones, el Partido de los Trabajadores una, el Partido Humanista, dos agrupaciones, lo mismo que el Partido Independiente y la Unión Cívica, y el Partido Intransigente y el Partido Liberal una agrupación nacional cada uno.

En cuanto a la inscripción de listas, el nuevo reglamento define que al momento de la votación se habilitarán dos papeletas: una que contendrá el candidato a la Presidencia de la República y la lista de candidatos (hasta 500) a integrar el órgano deliberativo nacional, y una segunda que incluirá la lista de candidatos, titulares y suplentes a integrar el órgano deliberativo departamental (no más de 250). El plazo para el registro de las hojas de votación vencerá el día 29 de mayo a las 24 horas, informó el órgano electoral.

Una serie de dirigentes de Alianza Nacional ha comenzado a tejer acuerdos internos con vistas a una mejor presentación electoral.

Aprovechando las normativas vigentes establecidas por la Corte Electoral, formaron los denominados "sublemas técnicos", que son una tercera forma de asignar los votos en el escrutinio y con lo cual se evita que los sufragios de una lista que no obtenga representación se licuen en la generalidad de la candidatura. Cuando la Corte Electoral cuenta los votos, asigna primero al lema (en el caso de la elección interna será al precandidato), luego al sublema y después al sublema técnico en el caso de que lo haya. A este mecanismo se le llama "técnico" porque el cometido exclusivo que tiene es aplicar los votos a determinado sublema.

Acuerdos políticos dan lugar a sublemas técnicos

En Alianza Nacional existen ya en lo departamental los sublemas técnicos que reúnen a las agrupaciones 9000 de Ruperto Long, 252 de Carlos Iafligliola y 504 de Rodolfo Saldain. Esta semana se anunció el acuerdo en el mismo sentido de la lista 2018 de Beatriz Argimón con la lista 40 de Javier García. Y esta semana se anunciará un entendimiento formal entre las agrupaciones de los diputados Pablo Iturralde y Daniel Peña.

 

El País Digital
postado por Marcos Goulart às 14:04

O Estado é fundamental

11 de maio de 2009

É impressionante ver como o tempo na História , geralmente tão longo, pode ser curtíssimo.

O neoliberalismo não conseguiu sustentar durante muito tempo os benefícios propagados em sua cartilha, tais como as privatizações, o livre mercado e a livre iniciativa; o Estado Mínimo, o desmantelamento dos exércitos nacionais (os nossos...); o retrocesso de antigas conquistas trabalhistas e conseqüente desamparo do trabalhador.

Com o desmoronamento do Leste Europeu, só nos restaria a rendição ao regime de uma economia globalizada, direcionada pelas  leis de mercado, cabendo ao Estado somente funções administrativas e garantidora de possíveis crises, como a atual pela qual passamos.

Havemos ainda de lembrar  que, no discurso de intelectuais e políticos de então, um grupo semântico foi abjurado e outro adquirido. Desta forma, caíram em desuso as palavras e expressões , direita e esquerda, luta de classes, estatização, capital e trabalho, e  até a palavra revolução perdeu seu status , ficando meio démodé, ridículo mesmo, pronunciá-la sem ver olhares espantados  e irônicos.

Outro grupo semântico foi reverenciado. Ficou muito na moda falar em fim da história e, por exemplo, o verbo privatizar foi muito usado . Aqui em nosso País, houve quem seguisse à risca uma frase antiga “ não basta falar, tem que fazer “ , e lá se foi a nossa Vale do Rio Doce cujos lucros não eram mais do Estado, portanto revertidos para o bem público, e sim privados, revertidos para bolsos particulares.

Em  frações de segundos no relógio da História, o Presidente Barack Obama, , para salvar os bancos nacionais americanos da crise econômico-financeira, vem propondo a sua nacionalização. A palavra provoca arrepios em determinados setores que tentam , com pruridos, outros sinônimos.

Reservas do Tesouro Nacional americano foram utilizadas tornando o Estado acionista e ordenador econômico e social.

Não concordar com as medidas de Estado, é deixar o barco e a crise correrem livremente e as empresas naufragarem. Os “donos do mundo” não têm nenhum pudor em lançar mão do que negam, as funções de Estado, para garantirem seus lucros, objetivo central do sistema capitalista.

Já na América Latina uma transformação está se dando num nível profundo em alguns países com uma democracia participativa, com intensa atividade do Estado como gestor da coisa pública.

As democracias representativas não garantem a justiça social pois sua lógica está longe da neutralidade. Deixar porém, o ordenamento econômico à revelia do Estado, fere a própria existência humana porque resultaria, em nossa atual conjuntura, na barbárie, o que aliás não interessa aos grandes grupos econômicos, pois “bárbaro” não compra, “bárbaro” arranca.

Portanto, os neoliberais que me perdoem, mas o Estado é fundamental.   

 

 

 

 

 

 

postado por Maísa Paranhos. às 10:27

Já temos gripe, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos.

09 de maio de 2009
Já temos a gripe, mas entre mortos e feridos salvaram-se todos

MINHA COLUNA DE 9 DE MAIO DE 2009




Temporão abre o jogo: governo tem estoque de Tamiflu, o tal, para atender a 9 milhões de pessoas.
O governo brasileiro está em estado de êxtase. Apareceram os primeiros cinco portadores da gripe suína, todos fora de perigo, graças à "eficiência recordista" do nosso sistema oficial de saúde. O mais famoso é um jovem carioca, com febre baixa, que, meio a contragosto, viu pintar o seu minuto de celebridade.
O rapaz não estava nem aí, depois de chegar de Cancun, na manhã de sábado. Tanto que à noite caiu na gandaia com a sua turma, numa boate da Zona Norte.
No domingo estava a mil, como bom torcedor, vendo com os amigos a eletrizante vitória com que o Flamengo ganhou a taça do estadual carioca.
Na segunda, já havia um tititi sobre os visitantes do México e de alguns Estados norte-americanos. Ele não era o único. No seu grupo, reunido pelo Iate Clube Jardim Guanabara, outros 99 foram participar da Copa do Caribe no badalado balneário mexicano. Segundo o comodoro do clube, José Moraes, os brasileiros nesse evento somaram 800, de várias cidades brasileiras.
Mas a síndrome do japonês, que se sentiu culpado pela bomba atômica por ter dado descarga na hora que o oficial norte-americano disparou o petardo, desceu sobre o rapaz. Ele não queria ser responsabilizado pelo rastilho da pólvora suína. E, ao primeiro espirro, foi tratar de pôr os pingos nos is.
A paranóia pós-Cancun
Primeiro bateu às portas de uma clínica particular. Mas, você sabe, plano de saúde tem horror de internação. Por mais que ele insistisse, o termômetro ofereceu o álibi: sua febre estava na casa dos 37 graus. E aí, paciência, o catálogo da gripe badalada partia de 38. Para os médicos privados, sua gripe não passava nem perto da H1N1.
Com o noticiário alarmista da "iminente" pandemia azucrinando meio mundo, ele não conseguia dormir. E não era para menos: numa escola do Rio, os pais fizeram abaixo-assinado, exigindo a suspensão de uma menina que andou por aquelas bandas recentemente, embora ela não estivesse nem espirrando.
Diante de tanta pressão psicológica, o jovem carioca decidiu voltar à carga. Alegando sentir-se culpado por relacionar-se depois de ter ido a Cancun, foi outra vez em busca do ser o não ser uma ameaça à comunidade. Dessa vez, recorreu ao Hospital Universitário do Fundão e apelou: pelo amor de Deus, esclareçam isso de uma vez que eu já não suporto tanta cobrança.
Com ele, estavam dois amigos, que também ficaram internados, monitorados naquele clima de programa de proteção às testemunhas. Coube ao viajante a primazia do primeiro diagnóstico, no qual se constatou o virus H1N1, embora a sua febre não tenha nem beirado os 38 graus.
Com todos os holofotes na porta do hospital da UFRJ, que até há pouco não ia bem das pernas, os médicos trataram de baixar a bola. A infectologista Regina Moreira, que o atendeu, declarou com todas as letras ao RJTV:
- O paciente passou a noite muito bem. Ele não está com febre e está melhorando dos sintomas. Na verdade, ele nem teria indicação de ser internado pelo que ele está enfrentando. Ele vai continuar internado para evitar o contágio por outras pessoas.
Já o pai do rapaz foi ainda mais claro, em entrevista ao jornal EXTRA:
- Está tudo bem. Ele não corre risco nenhum, está sem febre. Ele falou comigo que não teve nenhum problema. A febre dele só chegou a 37, não chegou nem a 38. Ele só está tossindo de vez em quando, só uma febrezinha - disse.


Quer Tamiflu, tome!
Em São Paulo, os dois paulistas infectados foram mais radicais. Recusaram a internação, assinaram um termo de responsabilidade e se mandaram. Depois, o doutor Luiz Inácio, que estava acompanhado do bispo garanhão, quer dizer, do presidente do Paraguai, informou que eles e o de Minas "já estão curados".
É isso mesmo. O tratamento no Brasil funciona como carga rápida de bateria. A cura é sumária. Tanto que a menina que veio da Flórida e foi internada dia 4 em Florianópolis já recebeu alta e está com suas bonecas e o carinho dos país.
Carinho dos pais? Engraçado, como no México, a gripe pode ser suína, mas não tem espírito de porco. Tanto que poupa os familiares. O carioca que teria contaminado aqui agiu como amigo da onça, já que sua mãe e o pessoal de casa, como disse o pai, vão bem, obrigado. Não precisaram nem ser examinados: nestes tempos em que o celular é o presente preferido de cada 9 entre 10 estrelas do lar, os familiares estão sendo monitorados por telefone.
Como eu já havia dito antes, arriscando 48 anos de reputação profissional, essa gripe é uma grande farsa para desencalhar o Tamiflu (Leia-se tamosfu, royalties para o meu amigo, professor Jileno). Foi o que confirmou com a discrição proposital o simpático ministro José Gomes Temporão, numa linha perdida da página 24 do GLOBO desta sexta-feira:
- O país tem estoque de Tamiflu, o medicamento indicado pela OMS, para atender a 9 milhões de pessoas.
Não precisa ser médico ou estatístico para imaginar o volume estocado, desde a importação determinada ao governo do sr. Luiz Inácio pelo então secretário de Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, presidente do laboratório Gilead Aciences Inc, que comprou a patente do Tamiflu em 1996 e depois negociou sua produção pelo Roche, que ganhou rios de dinheiros com esse fármaco: só com sua venda, o laboratório aumentou o faturamento de US$ 254 milhões, em 2004, para mais de US $ 1 bilhão, em 2005, ano em que o ministro-empresário bateu o martelo do "ou dá ou desce" para 72 países satélites.
Alarmistas falam de vírus cruzados
Enquanto isso, cientistas sensacionalistas, desses que são adorados pela indústria farmacêutica, lançam uma nova ameaça no ar para não deixar ninguém dormir. Eles antevêem um cruzamento entre os vírus das gripes suína (a da moda) e aviária (que estava dormindo).
É o que poderá ser manchete na mídia deste sábado: "Muitos cientistas temem, no entanto, que os dois vírus se encontrem - possivelmente na Ásia, onde a gripe aviária é endêmica - e se combinem em uma nova variação altamente contagiosa e letal e se espalhe pelo mundo. Apesar de não se saber qual a probabilidade de que isso ocorra, cientistas chamam atenção para o fato de que a nova cepa de gripe suína - uma combinação de vírus humanos, aviários e suínos - já mostrou que pode se apropriar de material genético que favoreça sua evolução".
Para atenuar o trauma que atinge aos 110 milhões de mexicanos e evitar o incremento da migração para os Estados Unidos, Washington divulgou que já ultrapassou seus vizinhos com um escore de 1639 a 1364, informando que já se registram casos em 41 estados. Em número de óbitos, os norte-americanos falaram que uma mulher é a segunda vítima, mas depois disseram que ela já sofria de outras doenças, não se podendo atestar a causa mortis com segurança.
Essa gripe ao gosto do freguês ainda vai vitimar muita gente do outro lado da mesa. É que os autores da tramóia não contavam com a astúcia de alguns cidadãos ainda independentes, os quais desvendaram a charada antes da mesa posta.
Agente duplo da "pandemia"
Um verdadeiro inventário, enviado pela organização PRO MUNDI me deixou perplexo sobre o nível da audácia dos interesses econômicos, em conluio com governos inescrupulosos, que agem como caixeiros viajantes de seus empresários e não fazem nenhuma separação entre o público e o privado.
O relato mostra uma relação entre a visita de Zarkozi ao México, no dia 9 de março, o anúncio de um investimento de 100 milhões de euros para a construção de um laboratório especializado na produção de vacina contra "influenza" e os acontecimentos que culminaram com o disseminação da gripe suína, no final de abril.
Há um filme, que já postei no meu blog PORFÍRIO LIVRE, no qual o cientista Leonard Horowitz conta toda a trama, envolvendo uma rede norte-americana de engenheiros genéticos, que levou a níveis récordes, a partir das mortes no México, as ações do laboratório Novavax, de Mayland. Em seu relato, que você não pode deixar de ver, ele acusa esse laboratório de produzir o virus da gripe para depois vender a vacina. E o faz com detalhes chocantes.
Pelo que entendi, a pressa em desencalhar o Tamiflu está relacionada com a ação de laboratários concorrentes, dos Estados Unidos e da Europa. É uma guerra mais suja do que qualquer outra já travada com o uso de tanques e fuzis.
Quando me exponho na convicção de que estamos diante de um grande teatro, sei do risco que corro, mas já vi esse filme antes. Afinal, como relata o Promundi, "sabemos que a influenza mata ao redor de189 pessoas por semana, no Peru. Que a influenza mata, por ano, nos Estados Unidos, pelo menos 30.000 pessoas, o que significa que mata 82 pessoas por dia".
Para finalizar por hoje, chamo sua atenção para o comentário de Bruno Xavier, brasileiro que está concluindo o curso de Phd na área de biotecnologia na Universidade de Ithaca, Nova York. Ele mostra como o megatrilionário norte-americano Warren Buffet, segunda maior fortuna do seu país, pretende ganhar muita grana fazendo seguro da gripe suína.
Por hoje é só. Mas acho que ainda voltarei ao assunto.
coluna@pedroporfirio.com


postado por Pedro Porfírio. às 14:55

O Irã de Ajhmadinejad. Pedro Porfirio.

07 de maio de 2009

"O Irã é um grande país, que indiscutivelmente tem papel no Oriente Médio e é um parceiro. E, se com cada país com que discordamos de alguma coisa, não pudermos aceitar visitante aqui, vai ficar muito difícil, não vamos receber ninguém".
Celso Amorim, chanceler brasileiro.
Desde quando, quase menino, abri os olhos para o mundo, no meu pré-carcere - o ginásio salesiano de Baturité, certos fatos da história me pareciam mal contados.
Um deles foi a perseguição do regime nazista aos judeus, os campos de concentração que, apesar da brutalidade conhecida, não eram questionados pelo povo alemão. Antes, parecia-me, tal repressão contra aquele povo, que passou por outros sofrimentos na Europa, em épocas diferentes, parecia ser um trunfo político do ditador.
A imposição do Estado de Israel e o tratamento cruel infringido aos donos da terra ocupada serviram para me dissipar algumas dúvidas. De imediato, concluí que o confronto Hitler X Judeus era "briga de cachorro grande".
E não há nada que a história escrita pelos vencedores tenha atribuído ao chefe nazista que hoje não estejamos vendo ao vivo e a cores, em tempo real, no território em que os judeus montaram o seu estado racial. Dessa vez, os algozes são descendentes e patrícios das vítimas d'antão.
Mas ao abrir minha grande angular alcanço um conjunto de imagens que projetam as práticas desses algozes d'agora em posturas tão intransigentes e tão intolerantes que parecem explicar séculos de rejeição e confrontos pelo mundo.



O Irã tem uma representação de católicos e judeus em seu parlamento maior que a proporção desses grupos na população. Isso os sionistas escondem.




"O Irã tem o maior mercado consumidor do Oriente Médio, cerca de 70 milhões contra aproximadamente 30 milhões que correspondem aos vizinhos juntos. Trabalhamos, atualmente, para que ele aumente os investimentos no Brasil (em 2007, por exemplo, o Irã teria investido US$ 6 bilhões na Venezuela, um país com mais riscos e oportunidades menores que o Brasil) para que os brasileiros possam agir com reciprocidade, voltando mais suas atenções às relações econômicas bilaterais".
Farrokh Faradji Chadan, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil - Irã

"O Irã é um país de grande relevância na região, com crescimento constante de 5,5% em média nos últimos 20 anos, que vem fazendo grande esforço de industrialização".
Roberto Jaguaribe, subsecretário-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores. Israel acima de tudo
O que aconteceu nessa pressão orquestrada contra a visita ao Brasil do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, foi uma demonstração de que certos líderes da colônia judaica não relutam em se posicionar como verdadeiros "quintas colunas" a serviço de Israel, sua verdadeira pátria, embora recebam de todos os brasileiros o mais fraternal dos tratamentos.
Embora muito bem posicionados na atividade empresarial brasileira, embora ninguém tenha questionado o envio para Israel de milhões de pepitas amealhadas em seus prósperos negócios entre nós, esses grupos influentes na colônia não abrem mão de importar para o nosso país o contencioso de ódio e intolerância brotados pelo Estado sionista, que perdeu a autoridade de falar em holocausto a partir do momento em que submete a extermínios programados - como o de Gaza - milhares de cidadãos castigados por serem palestinos e desejarem o respeito a seus direitos milenares.
Ao jogarem todas as suas cartas para impedir a presença de um chefe de Estado com o qual o Brasil mantém relações diplomáticas regulares, cujo país oferece boas alternativas para o incremento dos nossos interesses no Oriente Médio, os judeus sionistas extrapolaram e deixaram o próprio presidente Luiz Inácio numa desconfortável saia justa.
Seguindo a mesma estratégia dos tempos de Delfim Neto - exportar é o que importa - o presidente brasileiro tem baixado em países de todos os continentes, independente de suas situações internas, num pragmatismo hoje muito usual em todos o mundo.
É, portanto, natural que ele também receba aqui os representantes dos governos estrangeiros, mesmo que não motivado por expectativas de novos negócios.
Nenhum outro país tem direito de meter o bedelho nas relações do Brasil com o mundo, a menos que o governo tenha rabo preso e aceite reprimendas e boicotes em flagrante violação do direito internacional e da soberania nacional.
Uma proveitosa parceria
A prática de Israel se imiscuir nos nossos assuntos em relação ao Irã não começou com essa articulação que tornou desconfortável a visita do presidente do MAIOR PARCEIRO COMERCIAL DO BRASIL NO ORIENTE MÉDIO.
Em outubro do ano passado, quando o chanceler Celso Amorim fazia as malas para ir ao Irã, a embaixadora de Israel em Brasília, Tzipora Rimon, foi ao seu encontro para transmitir o repúdio do seu governo a essa visita. Desde então, como ficou acertada a vinda do presidente iraniano agora em maio, a central sionista armou uma teia internacional para impedir a visita, capitaneada pelos judeus dos Estados Unidos.
Em Washington, o lobby sionista teve seu maior expoente no deputado Eliot Engel, do Partido Democrata, presidente do subcomitê de Hemisfério Ocidental no Congresso americano, que qualificou "vergonhosa" a disposição do governo brasileiro de receber o presidente Mahmoud Ahmadinejad.
Agindo assim, os judeus sionistas fizeram um grande mal ao nosso país, numa hora em que o nosso maior problema é a queda das exportações. A bem da verdade, e isso a nossa imprensa não diz, é exatamente com o Irã que o Brasil tem as mais vantajosas relações comerciais no Oriente Médio - e não é de hoje.
Ademais das remessas dos dízimos pelos judeus da diáspora, temos um comércio extremamente desfavorável com os israelenses: Em 2008, as exportações do Brasil para Israel totalizaram US$ 398 milhões e as importações, US$ 1,221 bilhões. O saldo do intercâmbio comercial entre os dois países nesse ano foi de US$ 822 milhões em favor de Israel.
Já em relação ao Irã, a situação se inverte radicalmente: . Em 2007, o Irã absorveu 28,7% das exportações do país à região, o que equivaleu a US$ 2 bilhões, proporcionando-nos um superávit comercial de US$ 1, 1 bilhão.
Em 2007, foi o maior importador de milho brasileiro, o segundo de açúcares e produtos de confeitaria, o terceiro de óleo de soja, o quarto de carne e miúdos e o sexto de soja. Além disso, o Irã foi o principal mercado para o Brasil no Oriente Médio nos anos de 2006 e 2007, e o maior superávit comercial. No entanto, as vendas brasileiras para o Irã caíram em 2008, em parte pela valorização do real frente ao dólar, mas principalmente pela resistência dos bancos brasileiros a aceitarem cartas de crédito dos bancos iranianos.
Para torpedear esse proveitoso intercâmbio comercial, os judeus sionistas brandiram contra as declarações hostis a Israel de Ahmadinejad e recorreram até aos discursos dos direitos humanos, o que, aliás, também deveriam passar à distância.
Tais argumentos levaram à indignação o mineiro Idelber Avelar, titular de literatura latino-americana da Tulane Universy, com um cabedal de títulos em PHd em universidades dos EUA. Em artigo publicado em vários sites brasileiros, ele escreveu:
"A julgar pelos gritinhos da República Morumbi-Leblon, pareceria que o Brasil nunca recebeu a visita do chefe de um estado autoritário. A julgar pelos videozinhos, você imaginaria que somente líderes de democracias tolerantes e liberais têm permissão de visitar o Brasil. É curioso que pessoas que não deram um pio acerca do inominável massacre israelense em Gaza venham agora posar de defensores dos direitos das mulheres iranianas. Não me consta, aliás, que alguém nessa turma tenha dito nada quando o Brasil recebeu a visita de Bush, responsável por uma guerra baseada em mentiras, pela adoção da tortura como política de estado, pelo campo de concentração de Guantánamo, pela morte de centenas de milhares de iraquianos".
O que se configurou, portanto, nesse melancólico episódio foi um arrogante e imprudente comportamento de alguns líderes da diáspora em nosso país, preocupados em demonstrar que para ser cidadão israelense não precisa estar lá, como propugnava David Bem Gurion, o fundador do estado sionista.
Com essa articulação irracional, além de causar danos aos interesses do país que os acolhe, e em que a maioria deles nasceu, os sionistas empedernidos puseram mais lenha na fogueira dos que ainda hoje encaram os judeus com um atávico sentimento de desconfiança.
coluna@pedroporfirio.com




postado por Pedro Porfírio. às 14:20

Meus agradecimentos ao IPG e ao blog "Página 64".

05 de maio de 2009
João Vicente

Fiquei muito honrado duplamente: com a publicação da minha polêmica visão dessa gripe e com seu convite para colaborar no site do Instituto João Goulart. Que, aliás, está muito bom, sob todos os aspectos - do estético ao político. É dever de todos os patriotas emprestar todo dia de apoio à iniciativa da criação da já vitoriosa implantação do Instituto João Goulart. Ninguém encarna melhor o que de melhor se fez nesse país com coragem e firmeza na defesa dos interesses nacionais e dos trabalhadores. O mundo de hoje precisa saber melhor quem foi João Goulart e qual a sua contribuição para a mudança na história do Brasil. Foi a partir dele que a vida pública passou a ganhar conteúdo consistente, saindo da surrada dicotomia PSD X UDN. Foi através dele que a esquerda teve seu grande momento, só comparável ao de 1946. Conte comigo em todos os sentidos. Por acaso, comprei uma passagem para ir ao julgamento da Varig, em 25 de abril. Aindavou escrever: O DIA EM QUE CONHECI JANGO. Eu tinha não mais de 15 anos, ele era vice-presidente da República e foi um dos incentivadores para que eu viesse do Ceará para o Rio. Na época, a sede nacional do PTB era no Edifício São Borja e, creio, que já morava na esquena da Belford Roxo com Atlântica. Como o evento foi adiado, suspendi a viagem. Oportunamente, irei a Brasília, onde moram um filho e um neto. Nessa oportunidade, espero que possamos conversar muito e que eu possa levar algumas boas idéias para o IPG.

abraços

Porfírio



postado por Pedro Porfírio. às 17:22

A educação pública e a valorização do professor

05 de maio de 2009

 

                    

É impressionante as voltas que são dadas para não enxergarmos este grande elefante branco fantasma (porque fingimos que não existe), que é a Educação Pública aqui na Bahia. Acredito mesmo não ser privilégio nosso o que ocorre.

Todos os anos vemos algumas novidades “de início de ano” na educação. Este ano, as escolas estão sendo pintadas e teremos monitores em cada uma das salas de aula. O ensino de jovens e adultos  mudou de nome e, para algumas escolas, contrataram uma empresa privada de Minas Gerais  para detectar “qual” o problema da má aprendizagem aqui, na Bahia. Aumentaram a carga horária dos funcionários terceirizados e, finalmente, o chamado Plano de Careira foi “assinado” e nos dizem que veremos seus resultados brevemente. Assim as novidades, por enquanto , são essas.

Sem dúvidas, são tentativas, porém paliativas e equivocadas. Adiamos eternamente encarar que estamos diante de um doente grave e crônico, e que o mesmo tem que ser enfrentado com a devida seriedade.

A valorização do professor , como agente promotor educacional, é anterior a qualquer medida que o Estado venha tomar em prol da qualidade da Educação Pública .

 E esta valorização não passa por mensagens de “boas vindas” no painel da escola, nem  pelo “feliz dia do professor” ou ainda, por um “lanchinho extra” num dia especial qualquer!

Tampouco a valorização do professor passa, somente, por cursos de aperfeiçoamento e de reciclagem , se já somos formados e aprovados em  um concurso público onde fica estabelecido a competência profissional.  

A valorização do professor passa pela compreensão de que este profissional necessita, para o cumprimento de sua função e dever, ter qualidade de vida. Tratar da educação, é zelar pelo seu promotor e isto é possibilitar a ele trabalhar com  condições para sua plena  realização profissional o que passa por um suporte humano e material dignos, seja o nível salarial, sejam as condições materiais  de ensino.

Devemos ressaltar que o trabalho do professor é de natureza humana e que o seu alunado, em sua grande maioria, é formado de pessoas excluídas  socialmente  cujas demandas de ordem objetivas e subjetivas são enormes.

Todos os anos, os professores se reúnem, antes do início das aulas , nas chamadas “jornadas pedagógicas” e lá tentam, com todo o seu aporte, com discussões calorosas, desabafos, leituras e propostas , viabilizar  soluções para as  questões gritantes de nossa realidade social , que ele, profissional da educação, lida cotidianamente no exercício de sua profissão, sem o instrumental necessário.

O professor,em sua ação pedagógica, vai tentar construir sentidos e saberes, instituir leis em  terras de ninguém, criar estrelas guias, alimentar os sedentos de olhar, liberar desejos e resgatar a vida.

Assim, quando o Estado não atribui valor a este profissional, está na verdade, desqualificando não só o educador mas, sobretudo, o seu alvo que é o próprio educando, que tem  direito a seu desenvolvimento físico e emocional, a fruição dos saberes produzidos em nossa sociedade contemporânea, para que integrante dela, nela inclusive, como sujeito, possa atuar.

 

 

 

                 

     

 


postado por Maísa Paranhos. às 09:32
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