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OS TRAIDORES DE JANGO SE ASSEMELHAM 52 ANOS DEPOIS.

16 de abril de 2016

OS TRAIDORES DE JANGO SE ASSEMELHAM 52 ANOS DEPOIS.
publicada em 16 de abril de 2016







                                 Não gosto muito de falar em ratos abandonando o porão, como no caso hoje, de parlamentares essencialmente comprometidos com a ruptura institucional, em sua grande maioria manchados pela sua inclusão na lista da Odebrecht e que insistem em “moralizar” o país, antes de moralizarem suas biografias.

Vem-me sempre à luz o semblante de meu pai nas longas conversas do exílio. Lembro-me, perfeitamente dos momentos de solidão a beira da lareira da fazenda “El Milagro”, em Maldonado, Uruguay, onde durante horas e horas ele fazia exercício de memória dos traidores da democracia, que haviam abandonado não a ele, mas abandonado um projeto de Nação, o das “Reformas de Base” em 1964 e mergulhado o país em 21 anos de ditadura.

                               Na época, ele, meu pai, o deposto presidente João Goulart, tildado no Brasil como comunista, corrupto, incompetente, incendiário e pró república sindicalista, vivia amargamente seu exílio, mas com a absoluta certeza que a história o anistiaria. Não seriam os homens, nem seus carrascos, nem seus detratores e nem sequer a prepotência dos ditadores do povo brasileiro que lhe colocariam na história, ou exonerariam da história nacional.

Seria o tempo.

A história é implacável com seus traidores.

Quando lembrava sua chegada ao Uruguay no dia 4 de abril, sempre fazia questão de afirmar, que tinha ficado em território brasileiro, mesmo escondido para não ser preso, até que o Congresso Nacional, depois da vergonhosa cessão da vacância presidencial que legitimou o Golpe de Estado, empossara Mazzilli, e, desta forma, ele Jango, configurou o golpe, naquele ilegal e corrupto ato do Congresso Nacional, anulado como uma pagina negra do legislativo republicano.

Tinha sido traído por um Congresso, eleito em 1962, sob financiamento do IBADE (leia-se dinheiro de verba secreta da CIA) onde uma CPI, inclusive presidida por Ulisses Guimarães e o grande Rubens Paiva, até hoje sem a Nação saber onde estão seus restos mortais, foi instalada em 1963 e detectado 172 parlamentares financiados com aqueles fundos.

Parece até cabalístico, mas 172 é o número hoje para salvar a democracia brasileira. Mas as semelhanças não param por aí. A FIESP, colaborou com o golpe de 1964, colabora hoje com esta vergonha de “impeachment” travestido de golpe. Segue derramando dinheiro entre os vendedores da Pátria.

A mídia, capitaneada pela Globo, que até pouco tempo atrás pediu desculpas pelo apoio ao golpe de 1964, hoje continua descaradamente a manipular a opinião pública no mesmo sentido, como fez contra o governo Goulart.

Jango hoje, apesar de seus detratores, já ocupa um lugar na história do Brasil, tornou-se o único presidente constitucional de nosso país a morrer no exílio lutando pela liberdade e pela democracia.

Quem se lembra dos traidores do Congresso de outrora?

Será que só lembramos do único nome daquele Congresso, que declarara vaga a presidência com o chefe da Nação dentro do território nacional?

Sim. O traidor Áureo Moura de Andrade.

Haverá sempre na história, um lugar seguro para os traidores de sempre, de hoje, e de todos os tempos; inclusive os de hoje,  capitaneados pelo novo  "corrupto-mor" da nação brasileira, Eduardo Cunha e seus asseclas, perpetuados no lixo da história e liderados por ele.

O Brasil não merece tal desígnio. Haveremos de resistir.

Em nome da Liberdade, em nome da legalidade, em nome da Democracia: vamos resistir.

Para que não se esqueça, para que nunca mais aconteça!


João Vicente Goulart-
Diretor IPG- Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 20:28

TEMER: o pavão sobe ao poleiro.

11 de abril de 2016
TEMER: o pavão sobe ao poleiro. João Vicente Goulart
publicada em 11 de abril de 2016
TEMER: o pavão sobe ao poleiro.

*João Vicente Goulart.




                                                 Não bastasse a carta do “mi, mi, mi”, meses atrás se queixando como menino mimado da falta de confiança da presidente para com ele, o vice-presidente da República, agora, há duas horas atrás em uma atitude infantil, irresponsável, com falta de equilíbrio emocional, faz um discurso hipotético, cheio de recomendações à Nação brasileira, afirmando que chegou a hora e está por responsabilidade do Senado decidir o impedimento da Presidente “após a votação na Câmara de Deputados que aprovou o impeachment”, vejam bem, falando como se a Câmara Federal já tivesse votado e aprovado a cassação do mandato presidencial.

É típico de um pavão emplumado que subiu no poleiro da presidência. Dizem que estava “treinando” e vazou para a internet. Será possível que o Brasil assiste a isto mesmo? Será que ele estava diante do espelho?

-Espelho, espelho meu, será que existe um presidente melhor que eu?

Quem se apressa como cru! Como pode um presidente de um partido como o PMDB e vice-presidente do Brasil ser de uma vaidade pessoal tão grande, ao ponto de estar “treinando” com a tragédia que pode vir a se abater sobre o nosso país?

Será que agora que ele diz estar afastado não se pode dizer claramente que é um conspirador? Treinando sua voz, frente ao espelho? Será que estava vaporizando suas cordas vocais com essência de rosas para se dirigir a Nação?

É muita vaidade treinar com a tragédia!

Que mais o pavão estava fazendo diante do espelho?
Plumas e poleiros não é para qualquer um, existem raposas felpudas cuidando de galinheiros.


Ouça a gafe da conspiração:
https://www.youtube.com/watch?v=NXbi62TmsOI


*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 19:28

1º de abril: aos “Cunhas” e liderados.

02 de abril de 2016
1º de abril: aos “Cunhas” e liderados.
O Brasil chora em risco de sua democracia

*João Vicente Goulart

 
                                Neste momento de reflexão surgem ante mim as lutas democráticas enfrentadas por todos nós que sofremos as amarguras da ditadura. Surgem erguidas as trincheiras e muros lúdicos dos sonhos e das lutas travadas das ideias contra as armas e canhões da prepotência; surge o sangue dos caídos e os sorrisos daqueles que tombaram no caminho da liberdade regozijando-se ante a construção da Democracia, lutando por um país livre que lhes custou a vida, mas pelo exemplo, conservou seus lugares na história.

Reflito e penso neles.
 
Na moral e na ética de minha Nação, erguem-se hoje subjugadas por sicários, falsas profecias do Apocalipse.
E por isso, não os esqueceremos. Nossas lágrimas os representam.
 
Lutaremos contra quem hoje confunde a Nação minando os alicerces fundamentais de princípios bem definidos entre o Estado e a causa pública, entre as instituições que regulam a Nação e seus cidadãos, que deveria existir entre o direito para todos como ente fundamental do equilíbrio, e distribuído como justiça, equitativamente entre os mais fracos e os mais fortes.
 
Sem ranços nem reminiscências, lembraremos dos traidores de outrora e de hoje. Só para lembra-los. Para que não esqueçamos, para que nunca mais aconteça.
 
Dos ditadores que sufocaram e conspiram contra o Estado de Direito, e hoje transvestidos, voltam a propor a prevalência da força bruta, no parlamento corrompido, nas ruas e nas praças de meu país, fazendo meu povo, trilhar o caminho da intolerância em profunda insolência com a razão e o equilíbrio.
 
Queremos e vamos denunciar que a substituição da toga pelo quepe e da força das armas pelas sentenças, não sufocarão a Democracia nem nos roubará a liberdade.
 
Os falsos profetas se avizinham e surgem os “Cunhas” como arautos da moral; lideram homens rumo ao brete, como manada de “patriotas” que haverão de lhe render continências, no Brasil ou na Suíça, parlamentares de submissão e reverências.
Imutável e pacienciosa nossa história, haverá de escrever o nome destes sicários da democracia, hoje acunhados em berço esplêndido de um “Cunha”.
 
Um a um, impiedosamente perdurarão no seio de nossa terra como déspotas da Pátria consternada, ferida no coração de uma democracia cardiopata, mas serão eles inscritos como nódulos cancerosos da traição, da vergonha, da impiedade cívica e constitucional que fazem dos homens traidores.
 
Morrerão frios e inertes, esquecidos e transvestidos de fantoches, impotentes, em suas tumbas de tiranos, onde flores não nascem serão esquecidos, e as sombras de suas vidas serão as trevas de nossa história.
A luta continuará enquanto em meu país hajam parlamentares que pregam moralidade liderados por “Cunhas”.
 
Derrubem a democracia, cuspam a ética e festejem em Dubai com seu condutor da moralidade.
A luta não morre, continua viva e teimosamente procura justiça, igualdade e soberania.
 
*João Vicente Goulart
Diretor- IPG
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postado por Joao Vicente Goulart às 19:26