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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Continuaremos a chorar?

29 de abril de 2010

Continuaremos a chorar?


Ontem ocorreu a primeira sessão no Supremo Tribunal Federal em que será julgada a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental, ajuizada pela OAB.
Se, no STF, o Ministro Eros Grau for acompanhado em seu voto pelos demais, constituindo-se , desta forma, uma maioria, o Brasil perderá.
Perderá a nação brasileira, que ao ter, impunes, os torturadores e assassinos de seus filhos , permanecerá com a ferida aberta, e pior, com aval da Justiça. Que preço nos custará esta ferida?
Se é verdade que se deva preservar e garantir a dignidade humana, esta se dá materialmente, nas relações da “pólis”, representada no Estado pelos seus Órgãos.
O Brasil perderá a oportunidade de tal preservação.
O Brasil perderá a fé na Justiça, pois sendo a tortura crime de lesa-humanidade, aqui, considera-se que devemos investigar os crimes, abrindo arquivos, disponibilizando à pesquisa histórica, mas não punir os criminosos.
Ora, nos parece termos uma contradição: se durante a ditadura civil-militar cometeram-se crimes no aparelho do Estado, e se esses não deverão ser esquecidos jamais, pois a Procuradoria Geral da República afirma que deverão ser abertos os arquivos e disponibilizados os documentos, como permitir que tais crimes fiquem impunes? O que resulta do crime ser considerado como tal? Em nosso País, parece, que será a impunidade, e o crime não será mais crime pois a contrapartida do Estado diluir-se-á..
O Brasil legitimará, o que vem ocorrendo, ainda hoje, com a população mais vulnerável, que cometendo ou não pequenos delitos, sofre espancamentos e choques elétricos por agentes da dita Segurança Pública. Isto, ao que tudo indica, se perpetuará.
O Brasil perderá a credibilidade internacional em nossas instituições ,sobretudo as tocantes aos direitos humanos. E todo o esforço do Presidente Lula, terá sido em vão para conseguirmos uma cadeira na ONU.
O Brasil entra em descompasso com as nações irmãs da América Latina, que há muito , vem punindo os crimes de lesa-humanidade. Quando nos pronunciarmos em Assembléias, qual nação respeitará a palavra brasileira?
As Forças Armadas, perderão também. Uma vez que os crimes contidos na Argüição ajuizada pela OAB foram cometidas por uma pequena minoria; essa minoria compromete a maioria que recebe o ônus da hostilidade popular, sendo sempre associada á tortura.
Perde a História brasileira, que implacavelmente, conterá uma triste experiência em aberto, ou muito mal fechada, uma vez que a ferida continuará sangrando.
Continuarão a chorar nossas “Marias e Clarices”, sobre o solo de nossa pátria amada Brasil?

postado por Maísa Paranhos. às 13:25

Lei de Anistia: punição ou impunidade?

13 de abril de 2010



Será revista em 14 deste mes, pelo Supremo Tribunal Federal, a Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979, que concedeu anistia política a todos que, ao cometerem crimes políticos ou conexos, foram punidos com fundamentos em Atos institucionais e complementares durante a Ditadura implantada no Brasil em 1964.
Ophir Cavalcante, Presidente da OAB, contesta a versão de que a Lei de Anistia decorreu de um grande pacto nacional de pacificação entre a sociedade e o Estado.
Compreende a OAB, que a Lei de Anistia é fruto de uma imposição do Estado ditatorial à sociedade brasileira, pois mesmo tendo passado por algum debate, o que dele resultou, foi uma anistia que beneficiou, o criminoso e a vítima, tratando-se, pois, de uma imposição política dos que já estavam e permaneceram no poder.
A Ação ajuizada pela Ordem dos Advogados do Brasil, defende uma interpretação mais clara da Lei de Anistia.
O ponto polêmico gravita em torno da interpretação do que sejam os crimes conexos , descritos na Lei como aqueles “de qualquer natureza relacionados com crimes políticos ou praticados por motivação política”.
São duas, basicamente, as linhas de interpretação.
Ao considerar os crimes conexos como os crimes do próprio Estado ditatorial, seus defensores irão considerar os crimes de tortura, desaparecimento forçado e homicídio, como crimes “políticos” e passíveis de serem anistiados.
Ao contrário, a Ordem dos Advogados do Brasil considera os crimes de tortura, desaparecimento forçado e homicídio como crimes comuns e não conexos, pois foram cometidos pelo próprio Estado, não se dando, logicamente, a conexão aos crimes contra o Estado.
Desta forma, sendo pelo Supremo considerados crimes comuns, ficarão na condição de imprescritíveis por conta dos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário e, portanto, poderão ser instaurados processos contra os torturadores para que eles possam responder a ações penais.
O Brasil chega ao impasse. Seremos uma nação que confunde revanchismo com justiça e deixa rolar a impunidade, ou seremos uma nação com um processo democrático firmado, dona de sua própria história?

postado por Maísa Paranhos. às 10:34

::::Exclusivo::: Alem Garcia apresentou propostas ao Presidente Lula da Silva.

08 de abril de 2010
El pasado 25 de marzo, el candidato a la Intendencia de Rocha, Dr. Alem García, se fue a Brasil y le entregó al Presidente Lula da Silva una carta con propuestas que, de ser aceptadas, causarían una verdadera revolución económica en el departamento de Rocha y en la región, entre ellas: Puerto de aguas profundas y efectiva integración de la región a través de la laguna Merín, los ríos San Luis y Cebollatí.
Dichas propuestas tienden a lograr la efectiva integración de Rocha a Rio Grande do Sul, la utilización de la Laguna Merín y los ríos San Luis y Cebollatí para el transporte de la producción de ambos países, la construcción de vías férreas que comiencen en los centros industriales brasileros y terminen en un puerto de aguas profundas en las costas de Rocha.

A juicio del Dr. Alem García la obra portuaria se puede construir a través de la firma de un tratado internacional entre los países de la región que quieran participar. Puso como ejemplo el tratado con Argentina que dio origen a la Represa de Salto Grande. Construyendo el puerto por un tratado internacional, el mismo sería administrado por una comisión integrada por representantes de los países que suscriban el tratado y aporten para la inversión requerida por la obra. En opinión del Dr. Alem García “el gran negocio portuario y sus importantes utilidades quedarían en beneficio de nuestros pueblos y no irían a las cajas de una empresa multinacional extranjera”.

El Presidente Mujica fue enterado de estas propuestas.

CARTA AL PRESIDENTE IGNACIO LULA DA SILVA.

Sao Paulo, 25 de marzo de 2010.
Sr. Presidente de la República Federativa do Brasil
Excelentísimo Señor Lula Da Silva
De mi mayor consideración:

Con motivo de su encuentro con las autoridades de Fearab-América (Federación de Entidades Americano-Arabes), tengo el placer de entregarle esta carta para expresarle:


1. La Convención del Partido Nacional de Uruguay me proclamó como candidato a la titularidad del gobierno del Departamento de Rocha, para las elecciones que se realizarán el próximo 9 de mayo.
2. Rocha es el departamento limítrofe con Río Grande do Sul, con frente al Océano Atlántico; puede decirse que el océano de Uruguay es rochense.
3. El destino quiso que yo naciera en la frontera de Rocha y Rio Grande do Sul, más precisamente, en el pueblo San Luis, ubicado frente a la zona de Chui y Santa Victoria do Palmar. Como toda persona que nace y va a una escuela de la frontera de Uruguay-Brasil, naturalmente, conozco la idiosincrasia de ambos pueblos y, especialmente, sus inquietudes y necesidades.
4. Desde hace muchos años tengo algunos sueños, sobre ellos formulé iniciativas diversas, cuando por quince años me desempeñé como legislador en el Parlamento de Uruguay, en especial, cuando fui Presidente de la Cámara de Diputados. Tales sueños son ideas que pueden hacerse realidad y, también, le aseguro, las mismas son compartidas por muchos uruguayos y brasileros.
5. Sería muy bueno que la Laguna Merín no fuera una barrera natural, sino, por el contrario, uno de los más hermosos factores de unión, aprovechándose, no de manera parcial, sino plenamente, como vía de comunicación que favorezca a varios rubros de la producción de ambos lados.
6. En Uruguay hay dos ríos navegables desaprovechados: el Río Cebollatí y el San Luis (este último, el más profundo de Uruguay), ambos desembocan en la Laguna Merín. Estas vías fluviales podrían utilizarse para la salida de la producción de Uruguay a través de la Laguna Merín y, a la vez, para el ingreso de productos de Brasil al Uruguay. En lugar de centenares o miles de camiones en las rutas, sería más conveniente para los erarios públicos de ambos países, el transporte fluvial, pues, se ahorraría mucho dinero en construcción de obra pública y mantenimiento de carreteras. Habría más seguridad en el tránsito vehicular con menos camiones en las rutas y, además, se preservaría el medio ambiente, si se usaran para el trasporte las formidables vías fluviales que tenemos en la frontera de Rocha y Río Grande do Sul. No se trata de sustituir a ningún sector, simplemente, es cuestión de administrar racionalmente los recursos que están al alcance de la mano y no se utilizan debidamente.
7. Los gigantes barcos porta contenedores de última generación, que sólo navegan en el hemisferio norte, podrían venir al Atlántico Sur. En las costas de Rocha, hay por lo menos dos lugares, en los que, a pocos metros del continente, existen profundidades de 28 metros y más. Se dan allí condiciones excepcionales para la construcción de un verdadero puerto de aguas profundas, para los barcos gigantes de hoy y, también, para los que todavía no se han construido. Por las condiciones geográficas que determinan las señaladas profundidades, dadas las características de una obra de esta naturaleza, la construcción de un puerto de aguas profundas en las costas rochenses podría hacerse con un bajo volumen de inversión, que, tal vez, sorprendería. Además, en las costas de Rocha, muy probablemente, el puerto no necesitaría ser dragado, por las fuertes corrientes marítimas de la zona, con el consiguiente bajo costo de mantenimiento.
8. Rocha es un punto de alta importancia geopolítica, es la unión frente al Océano Atlántico, de Brasil y Uruguay (y de Argentina). Un puerto de aguas profundas en Rocha vendría a dar satisfacción a una necesidad de la región, que beneficiaría a la producción de Brasil, de Argentina, de Paraguay, de Chile y de Bolivia.
9. En cuanto a la forma: a mi modesto criterio, el puerto podría ser objeto de un tratado internacional, para evitar la reedición de las antiguas luchas de puertos. Hay un antecedente muy positivo, para citar de ejemplo: la Represa de Salto Grande (de generación de energía eléctrica sobre el Río Uruguay), existe desde hace décadas, precisamente, por un tratado bilateral entre Argentina y Uruguay. Dicha represa es administrada por una Comisión Técnica Mixta, integrada por representaciones de ambos países; ha sido un éxito que ha perdurado y perdurará, generando energía eléctrica para el pueblo argentino y para el pueblo uruguayo. ¿Por qué no podría suscribirse un tratado internacional entre los países de la región que quieran participar, para la construcción de un puerto de aguas profundas en Rocha? El puerto sería administrado por una comisión con representación de los países participantes. El gran negocio portuario y sus importantes utilidades quedarían en beneficio de nuestros pueblos y no irían a las cajas de una empresa multinacional extranjera.
10. Para Brasil seria de alta conveniencia la construcción de vías de ferrocarril, que partirían desde sus importantes centros de producción industrial y sus trayectos terminarían en el puerto de aguas profundas de Rocha. Se abaratarían los costos, ya que, después del transporte fluvial, el ferroviario es el más económico.
Tenga la certeza estimado Señor Presidente Lula que, para el caso de ganar las elecciones del 9 de mayo próximo y, por tanto, si me corresponde gobernar el Departamento de Rocha, haré todo lo que esté a mi alcance para hacer realidad estas ideas, porque estoy convencido de que ellas contribuirán de manera fundamental, al bienestar de nuestra gente, porque el trabajo es la única vía para el progreso.


Con gran estima,

Dr. Alem García
 
postado por Marcos Goulart às 02:10

Memória brasileira: Jango e o 1º de abril

01 de abril de 2010



Não acho inocente nossa amnésia referente ao Golpe Militar, e à tentativa de colocar no ostracismo o Presidente João Goulart, protagonista de um governo dos mais democráticos que o Brasil já vivenciou.
Quanto à História, sendo ciência humana, ainda que muitos questionem hoje a peremptoriedade científica, é uma eterna revisitação sobre o passado. A subjetividade dela faz parte. Olhares mais delicados, mais apurados, vão-se apropriando infinitamente do que foi e continua sendo expressivo para a experiência individual e coletiva permitindo dessa forma, o esquecimento daquilo que não foi lembrado.
Tratando-se de Jango e do Golpe de 64, o papel do historiador servirá de nutrientes que farão brotar do esquecimento, à força de necessidades políticas, a importância de seu governo , que sofrendo uma interrupção, teve uma cisão de seu projeto deveras democrático. Democrático aqui, pela extensão dos que deles se beneficiariam.
A direita brasileira, muito antiga no poder, originária e continuadora do colonialismo, fez, de bom grado, a complementação dos interesses norte-americanos que ainda contou com a ajuda, involuntária, de uma parte da esquerda adversa às negociações parlamentares propostas por Jango num regime de legalidade.
Hoje, não sem motivos, grandes aplausos são dados ao nosso Presidente Lula, que está dando boas lições de diplomacia e governabilidade, necessitando talvez, de uma tonalidade mais forte em seu rosa pálido.
É neste momento que a História reclama Jango. Na tentativa de compreendê-lo, bem como suas propostas obstaculizadas pelo Golpe de 64, é que se dará seu legado histórico, com certeza bem mais complexo e catalisador, do que aquilo que lhe querem atribuir.
As Reformas de Base compreendem um Brasil indesejado pelas elites seculares de nosso País e, no atual momento, a América Latina passa por verdadeiras revoluções dentro de uma constitucionalidade. A disputa das forças políticas tem-se dado em nível parlamentar.
Teria sido Jango um visionário do sec XXI ?









postado por Maísa Paranhos. às 15:33