Blog Página 64

Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Agradecimento a minha inclusão no Blog "Página 64"

30 de abril de 2009

Aos amigos, companheiros do Brasil e do Uruguay:

                                        Quero neste momento agradecer ao meu pai, presidente do IPG a oportunidade que o  instituto João Goulart me abre neste momento para que possamos desde aqui do Uruguay , onde moro, onde fomos exiliados e onde hoje decidí viver, escrever a todos aqueles que trilharam a luta pela liberdade e crescimento dos povos Latinoamericanos.

Sem dúvida este caminho nos abrirá as portas para integrar-mos os amigos que meu avô Jango deixou no Uruguay, os amigos brasileiros que por aqui passram no exílio e mais, todos aqueles que filhos e netos que continuam a lutar para "destapar" a verdade dos negros anos das ditaduras de este continente, que perseguiram, mataram e sequestraram pessoas que lutaram por um ideal.

Quero antes de nada, dizer que escreverei muitas vezes em espanhol para integrar a comunidade hispanica destes rincões da América.

Muitas pessoas no Uruguay e Argentina ( aqui do lado) estão já conectadas e recebendo informações do IPG- Instituto Presidente João Goulart e portanto, incubiu-me manter este diálogo e interatividade con estes companheiros.

Então , vamos enfrente. Vamos informar o que acontece por estes "pagos"no que se refere a direitos humanos, legalidade e soberania.

Espero cumprir esta missão a altura daqueles que entrarem neste blog, possam ter um amigo destas lutas em uma conversa franca e solidaria.

Obigado a todos e esperem então os nossos artigos.

 

Marcos Vicente Goulart.

Montevidéu, Uruguai.

postado por Marcos Goulart às 23:49

Drogas, pais e filhos. Artigo.

28 de abril de 2009

DROGAS, PAIS E FILHOS. 

Entre tantas barbaridades que nos deparamos diariamente diante das páginas dos jornais, fatos que de tão repetitivos passam a ser lamentavelmente normais como a corrupção, enriquecimento ilícito e violências de todas as formas possíveis, certamente nesta semana o Rio Grande do Sul ficou em choque com a notícia da mãe que matou seu filho a tiros de espingarda em decorrência do crack, num bairro de classe média-alta de Porto Alegre. Isto não é novidade, pois Zero Hora já noticiou casos similares ocorridos na periferia da capital, mas o que vemos agora é a comprovação do engano daqueles que pensavam que esta droga letal só atinge aos moradores de favelas. Aqui a primeira constatação: É preciso que um filho de família abastada morra tragicamente para chamar a atenção da sociedade para um problema que não tem classe social.

Na verdade este jovem não morreu no momento do disparo da arma. Este jovem, como tantos outros, começam a morrer lentamente quando iniciam com o consumo de entorpecentes na adolescência e seguem sem rumo para o caminho da destruição de suas vidas. O que está acontecendo com a sociedade que testemunha pacificamente o absurdo de perder os jovens para as drogas? O que podemos fazer para que isto não aconteça mais? Sejamos sinceros com nossa consciência, pois muitas vezes a resposta está a um palmo dos olhos, e não enxergamos pela justificativa hipócrita da “falta de tempo”. Tempo pra que? Para pensar em coisas fúteis e materiais, vaidades, dinheiro, status, e tantas outras superficialidades que no dia da morte não serão levadas para outros planos? É exatamente assim que deixamos de semear o amor na terra e esquecemo-nos que o diálogo afetivo com nossos filhos é um ato de amor. Na ausência deste amor, perdemos nossos filhos para as drogas.

Mais do que diálogo aberto e interesse por absolutamente tudo que rodeia a vida de nossos filhos, que são a continuação de nossas próprias vidas, faz-se fundamental na atual circunstância que a escola passe a ter um papel decisivo na formação da criança e adolescente na questão das drogas, conscientizando aos alunos que o consumo leva inexoravelmente a tragédias fatais. E tudo o que uma criança não quer é morrer! Será que o Estado não enxerga isso por “falta de tempo”, ou é tão difícil assim perceber que devemos ter nos currículos escolares um instrumento que evite tragédias como a que ocorreu na zona sul de Porto Alegre?

Outra opção para a guerra contra as drogas e a formação íntegra de nossos filhos, além de dar-lhes amor e uma escola combativa, pode residir na prática de esportes, e só cabe aos pais este incentivo. Todos nós sabemos que esporte e drogas não combinam, e, portanto, além da família, também o Estado deve contribuir neste aspecto, para contribuir para que os jovens não sucumbam na mão nefasta de traficantes.

O fato é que o Estado até pode falhar, mas os pais não têm o direito de pecar por falta de amor – sejam eles da classe social baixa, média ou alta, e muito menos de justificar a ausência com seus filhos em decorrência de “falta de tempo”, perdido inutilmente num mundo devastador de valores elementares, onde o sentimento mais divino da humanidade é preterido por assuntos supérfluos que nos fim das contas não nos levam a lugar nenhum.

 

Christopher Goulart

Advogado, neto de Jango.

Pai da Valentina Goulart.    

postado por Christopher Goulart às 14:53

Nasce uma proposta: "Página 64".

28 de abril de 2009
Ao estar-mos na véspera da data 1° de Maio, dia mundial dos trabalhadores, nós do IPG- Instituto João Goulart, temos a satisfação de inaugurar o "blog" Página 64, que se apresenta como um instrumento de debate público nas propostas de transformação do estado brasileiro, a ser debatido com o público as iniciativas de caráter nacional que venham a valorizar a soberania, a legalidade e a justiça social, valores estes indispensáveis para esta nova era de desafios sociais.

Haveremos com o tempo, de ir integrando companheiros colaboradores, para de esta maneira integrar-mos as diversas regiões nacionais, nos municipios e estados de nosso país.

Agradecemos a todos aqueles que venham junto a nós, colaborar neste sentido, fazendo deste instrumento, um elo de união e propostas nacionais onde nossas riquezas venham a servir ao povo brasileiro.

João Vicente Goulart.

28 de abril de 2009.
postado por Joao Vicente Goulart às 14:51