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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Brizola: Em 22 de janeiro nasciam nossas esperanças

15 de fevereiro de 2014
Brizola: Em 22 de janeiro nasciam nossas esperanças
CORREIO DO BRASIL
http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/brizola-22-de-janeiro-nasciam-nossas-esperancas/679202/
 
Leonel Brizola
Leonel Brizola


Há quase dez anos perdíamos um líder. Inconteste nas suas convicções nacionalistas, libertárias, de emancipação econômica, política e social em defesa dos menos favorecidos, das crianças por quem tanto lutou e dizia: – “Um Brasil sem privilégios para quem quer que seja; privilégios só para as crianças”.
Amanhã dia 22 de janeiro nascia em Carazinho o menino Itagiba que se tornou Leonel.
Leonel Brizola nos deixou exemplos, nos deixou legados e até um partido, mas amanhã o dia de seu nascimento nos remete a saudades das lutas trabalhistas que ele conduziu e que no passado nos tinham legado Getúlio Vargas e João Goulart em defesa intransigente dos trabalhadores, das crianças, dos menos favorecidos, dos excluídos, daqueles que não tem teto, emprego, terra e sequer a esperança de dias melhores para si mesmo e para os seus.
Homem de uma só palavra e de decisões arrojadas que nos prendiam ao seu comando e ao seu destino político, o Trabalhismo, foi impedido de chegar a presidência por força dos vorazes defensores das elites, incluindo aí os maquiavélicos donos do poder da mídia.
Criou um partido o PDT para a defesa intransigente da verdade e da luta contra os ratos remanescentes da ditadura.
Lutou contra esse modelo que aí está e nunca esmoreceu quando a ditadura lhe ceifou a sigla do PTB. Foi à luta e dizia no interior do Rio Grande do Sul, quando lá fazíamos campanha em 1982: – “Companheiros, nos roubaram nosso caminhão velho que estava esquecido e cheio de pó na garagem de nosso galpão, quem sabe para ir roubar porcos e galinhas no quintal de nossos vizinhos; mas não importa, pois tínhamos crédito pela nossa trajetória, pois viemos de longe e compramos um caminhão novo, o PDT, e tenham certeza é mais novo, tem mais caixa e vai mais longe!”
Quase dez anos depois o caminhão envelheceu de vez, foi pintado com as cores dos serviçais, dos negociantes de balcão, daqueles que não tem palavras nem métodos; doutrina nem se fala, história só nos arquivos do Ministério Público, e mesmo assim fica este nosso caminhão se vendendo por aí ao melhor preço do melhor cliente. Parece aquela noiva que quer casar com todo mundo, ou melhor, aquela que dá para todo mundo enquanto não lhe é outorgada as benesses que lhe permita perpetuar-se como representante do partido. Começou a roubar porcos e galinhas no quintal dos outros, negociar espaços de televisão com quem quer que seja e até ameaçar a tia Dilma, falando ora com Eduardo, falando com o Aécio. Perdeu a buzina. Arcanjo Gabriel ou Belzebu, todos cabem na caçamba do nosso velho e displicente caminhão.

Ninguém nos afastará das saudades das metáforas e tampouco das saudades do destino. Independente dos veículos e partidos, nossa luta continua.
O caminho é longo e temos que rodar; e não temos caminhão. Sem ele iremos a pé, mas com a dignidade de não nos afastar do destino que nos é imposto, da trilha já traçada, da emancipação do nosso povo, da luta contínua pelas reformas estruturais do Estado brasileiro, da transformação efetiva da estrutura do modelo econômico, da conduta, da ética e principalmente da história trabalhista que nos deixastes como legado.
Nesta data ainda nascem nossas esperanças.
Parabéns neste dia, Governador Brizola!
João Vicente Goulart, é presidente Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 15:05

Quem sabe um diurético para acelerar a urina política?

15 de fevereiro de 2014
Quem sabe um diurético para acelerar a urina política?
Tome um diurético, expulse de seu organismo os “mal feitos”, dê um carão na opinião pública, use e abuse da amizade de um ex-presidente da República e dê declarações a imprensa brasileira, neste caso a Folha de São Paulo no dia de hoje, 1º de fevereiro transportando um recado (minhas costas estão quentes) e vire piada política.
- O Lula me falou: Lupi, esquece, isso sai na urina”. (teria dito o ex-presidente)
A princípio não podemos tomar esta declaração como equilibrada, muito menos partindo de um ex-presidente e político como Lula, que ao que tudo indica goza de um grande prestígio no eleitorado brasileiro e que saiu da presidência da República com sua reputação em alta e gozando de um grande respeito da sociedade brasileira,
tido como patriota, possuidor de uma coragem pessoal para enfrentar os turbilhões da política nacional, lutador inconteste da causa pública, da inserção social dos menos favorecidos, dos desabrigados sociais que não se inseriam na divisão das riquezas nacionais, de um homem que sequer foi citado no processo 470 que abateu alguns parlamentares e membros de seu partido e governo.
Mais, sempre agiu com conduta na averiguação dos fatos que envolviam corrupção, este mal crônico que degasta a saúde pública, a educação, a formação intelectual de milhares de crianças, em fim , o pior mal de nossos dias.
Incentivou o Ministério Público e deu autonomia às ações da Polícia Federal.
E agora companheiro?
Ou o presidente nacional do PDT está ameaçando alguém e se mostra com as costas quentes, ou está vivendo um “manotaço de afogado”, e pior usando seu nome.
As denúncias a ele atribuídas são costantes nas páginas de nossa imprensa e devem ser apuradas, verídicas ou inverídicas e outorgando ao acusado o amplo direito de defesa, mas com os resultados e clareza que a sociedade exige.
Se não, convenhamos: é só tomar um diurético para acelerar a saída da urina do esquecimento?
Vamos mijar na cabeça da sociedade brasileira?
Ou vamos dizer: “È uma receita do Lula”?
Não, não podemos nem urinar na cabeça da sociedade nem tampouco colocar na boca do ex-presidente Lula essa irresponsabilidade.
A sociedade exige explicações.

João Vicente Goulart.


A SEGUIR MATÉRIA DE HOJE NA FOLHA:
'Lula me falou: esquece, isso sai na urina', diz Lupi sobre denúncia
BERNARDO MELLO FRANCO
DO RIO
01/02/2014
Acusado de receber propina para acelerar o registro de um sindicato, o ex-ministro Carlos Lupi (Trabalho) diz ter sido confortado ontem pelo ex-presidente Lula.
Os dois conversaram por telefone, segundo relato do presidente do PDT à Folha. Lula levou Lupi para a Esplanada em 2007 e bancou sua permanência no primeiro ano do governo Dilma, em 2011.
"O Lula me falou: 'Lupi, esquece, isso sai na urina'", contou, referindo-se às acusações de corrupção.
O pedetista falou também que o ex-presidente, com que conversaria pelo menos a cada 15 dias, o incentivou a processar a empresária Ana Cristina Aquino, autora das acusações contra o ex-ministro.
"Ele disse que é isso aí, que eu tô certo em processar."
Lupi atacou a denunciante, que diz ter levado uma bolsa com R$ 200 mil ao gabinete do então ministro, em Brasília. De acordo com Lupi, o encontro nunca ocorreu.
"Além de me chamar de ladrão, ela me chamou de burro. Como é que eu vou receber alguém para me levar dinheiro no ministério? Cadê a prova?", questionou.
O ex-ministro informou que processará Ana Cristina Aquino por calúnia, injúria e difamação.
postado por Joao Vicente Goulart às 15:03