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João Vicente Goulart. Artigo: Irã, trinta e dois anos de uma revolução límpida e transparente.

13 de fevereiro de 2011
Irã: Trinta e dois anos de uma revolução límpida e transparente.
publicada em 12 de fevereiro de 2011
Irã: Trinta e dois anos de uma revolução límpida e transparente.



 
                             
 
                                Foi um apanhado de informações coesas, transparentes e libertarias.
O embaixador do Irã, Sr.Mohsen Sharerzadeh, ao receber-mos na embaixada do Irã para uma entrevista descontraída e sincera sobre os trinta e dois anos da revolução islâmica no Irã, junto a vários outros companheiros blogueiros e progressistas (dizem que vamos formar uma corrente contra a mídia PIG), onde discorreu sobre os grandes avanços do povo iraniano nestes anos de consolidação revolucionaria.
 
                                 A grande surpresa, como sempre, foi o grande desconhecimento que nós ocidentais temos sobre os avanços sociais e tecnológicos desse povo unido e coeso em torno de seus princípios de autodeterminação política e social, que nós conhecemos, mas permanecemos estacionados na retórica, enquanto eles caminham em busca permanente do nacionalismo e avanço das conquistas obtidas com a revolução islâmica.
 
                               O país a esta altura já quebrou a dependência científica e tecnológica
do ocidente, buscando com técnicos puramente iranianos o desenvolvimento espacial, energético e de pesquisa científica, representando em média onze vezes mais que a média mundial. O satélite lançado com tecnologia própria há dias atrás foi inteiramente desenvolvido com tecnologia iraniana e pesquisado durante 25 anos.
 
                                Hoje o Irã fabrica aeronaves não tripuladas com alcance de mais de 1000 km. , assim como submarinos, tanques, mísseis e navios militares para defender a soberania nacional, além de transferir tecnologia para 35 países diferentes.
 
                                Com sua simpatia, nos lembrava o Senhor Embaixador que muitas destas conquistas se deram com as sanções externas impostas pelo imperialismo e seus “amigos” do Oriente Médio, tendo o Irã que se voltar à tecnologia nacional.
 
                                Na área social os avanços foram de tal ordem que superam o Brasil em vários índices de desenvolvimento humano. Em trinta e dois anos de revolução se atingiu um número de universitários,  proporcionalmente maior que o nosso, sendo que 65% das cadeiras, são ocupadas por mulheres. Aumentou-se de 60 universidades para mais de 400 na revolução islâmica. , cinco milhões de universitários para uma população de pouco mais de 70 milhões de habitantes.
 
                                 Nos índices de saúde pública aumentaram o tempo de vida média para 72 anos às mulheres e 62 anos os homens, quando antes da revolução, no tempo do títere Reza Phalevi imposto pelos americanos esta média de idade era de apenas 52 para as mulheres e 49 para os homens. A população alfabetizada pulou de 50% para 99% nos dias de hoje.
 
                                 È por isso que cada vez mais nós brasileiros devemos tomar á frente às rédeas de nossa informação como fizemos nós, estes blogueiros intrépidos
que hoje colocamos em nossos sites as informações de este belo, sincero e amigo bate-papo descontraído, porém altamente informativo e com caráter de desmistificação daquelas velhas informações deturpadas e advindas dos meios de comunicação a serviço das elites, que de uma forma ou outra tentam não só segregar esta nação amiga, como só enaltecem os ditadores amigos dos EUA. Como fizeram com os também 30 anos de regime de força do “compadre” Mubarak que acaba de cair, enquanto outros se consolidam em favor das causas populares respectivas de cada país, com o está fazendo este bravo e valente povo iraniano.
                                 
                                 Parabéns Sr embaixador Mohsen, pelos 32 anos de caminhos alcançados, pela vitória social que a revolução islâmica trouxe ao seu povo dentro de sua cultura e que a luta pela emancipação do povo iraniano continue a liderar esse nacionalismo libertário para outros povos dessa região autônoma do nosso Planeta de forma límpida e transparente.
 
 
                                                                                   João Vicente Goulart.
                                                                                      Diretor do IPG Instituto Presidente João Goulart
                                                                                                   Responsável pelo Jornal Página 64
postado por Joao Vicente Goulart às 17:25

Salário do professor, o elefante-branco

11 de fevereiro de 2011
Artigo publicado em A TARDE, Salvador, BA,
10/02/2011

Salário do professor : o elefante-branco

A Educação tem problemas crônicos e o governo do Estado da Bahia vem tentando sua melhoria. Assim , o artigo do professor Penildon Silva Filho publicado em A TARDE de 2 de fevereiro nos traz um panorama aparentemente bastante próspero da Educação em nosso Estado. Porém um “elefante-branco” desfila a olhos vistos, passeia diante de todos, apresenta-se publicamente, mas ninguém o vê, melhor, não o enxergam. Postergam ter que lidar com ele: o salário do professor.
Sob o pretexto de associá-lo ao Plano de Carreira "desinvestido" pela APLB/Sindicato, efetivamente inoperante, e cuja direção é composta por membros do Partido da base aliada do Governo do Estado, o mesmo vai levando à frente o arrocho salarial da categoria.
Priorizar a Educação é tratar de seu principal promotor que é o docente. Valorizar o professor passará necessariamente por melhorias substanciais de salário. Evidentemente que por si só, isso não garante a meta desejada.
Reducionismos à parte, sem condições de vida material decente, sem justas férias, sem acesso à produção artística e cultural contemporânea, tendo que dobrar ou triplicar a sua carga horária em outros estabelecimentos, o professor adoece psíquica e fisicamente, impedido assim de ser objeto da necessária transferência afetiva e projetiva para o aluno, que nele deve se motivar para constituir-se sujeito desejante, criador, que possa contribuir, usufruir e fruir dos saberes produzidos pela sociedade à qual pertence. Vale lembrar a natureza de nosso trabalho: lidamos em nosso cotidiano com a expressão máxima de nossas contradições sociais.
Na contra-mão do discurso de posse da Presidente Dilma Rousseff, o governo do Estado da Bahia, que construirá pontes e estádios nos próximos anos, não coloca na ordem do dia a real ação para a valorização do professor e, conseqüentemente, da Educação Pública: a melhoria da qualidade de vida do docente, que, cabe repetir, só virá com melhorias salariais significativas.
Atribui-se a valorização no discurso e desqualifica-se no salário. Quem são os verdadeiros perdedores desta contradição?


postado por Maísa Paranhos. às 21:27

Carta aos Trabalhistas do Movimento de Resistência Leonel Brizola

08 de fevereiro de 2011
Carta aos Trabalhistas do Movimento de Resistência Leonel Brizola

É cada vez maior e mais lúcida a insatisfação contra a desfiguração do PDT.Veja esse documento


Segue abaixo o texto da "Carta aos Trabalhistas" que o MRLB lançará no seminário que realizará no pr´´oximo dia 19, sábado, nove horas, na Rua Andre Cavalcante, 126 (entre Bairro de Fátima e Lapa-vv.rua Riachuel). Esse texto já foi submetido em reuniões do mrlb, mas ainda pode receber propostas de emendas até a próxima terça-feira, dia 15/2.
Ronald Barata
CARTA AOS TRABALHISTAS
O MOVIMENTO DE RESISTENCIA LEONEL BRIZOLA nasceu em 2008, por um grupo de pedetistas inconformados com os desvios políticos e éticos cometidos pelas direções do PDT. Objetivava atuar e influir nos eventos internos do Partido, para recuperá-lo, a fim de que voltasse a respeitar o seu programa e o estatuto, que vinham sendo violados sistematicamente.
As normas democráticas que presidiam as atividades partidárias sob a presidência do saudoso Leonel Brizola, passaram a ser reiteradamente desrespeitadas,  tanto pela Direção Estadual/RJ quanto pela Nacional, ambas sob a nefasta influência do duplamente presidente Carlos Lupi. Exercitando o mais deslavado autoritarismo e golpismo, impedem a participação nas reuniões e eventos partidários de quem faça o mínimo questionamento. Assim, negaram registro para nossa chapa na Convenção Regional/RJ em 2009. Golpearam a Convenção Municipal do Rio de Janeiro, que o MRLB venceu, e instalaram uma ilegítima Comissão Provisória. Sabotam a participação dos companheiros do MRLB membros do Diretório Nacional; não enviam convocações nem comunicados, não fornecem passagens, barram a entrada na sede do Partido. < /SPAN>
As decisões são adotadas em conchavos de menos de meia dúzia de pessoas e depois referendadas em reuniões fabricadas, semisecretas.
Os princípios do trabalhismo foram totalmente relegados. Cláusulas fundamentais do nosso ideário, como o nacionalismo, o anti-imperialismo, a defesa da Previdência Social, do sindicalismo e dos direitos trabalhistas estão totalmente abandonadas. É o caso da atuação do presidente do Partido como Ministro do Trabalho e Emprego que expediu a Portaria 186 que permite a pluralidade sindical nas Federações e Confederações de Trabalhadores, ferindo um princípio partidário; não reimplantou a Convenção 158 da OIT, denunciada pelo governo FHC. Desprezou um projeto que lhe entregamos pessoalmente, e que Brizola apoiava, que cria os CIEPs da Qualificação Profissional, mantendo a tradicional sinecura de distribuição de fartos recursos do FAT para realização de simul acros de cursos de qualificação profissional por entidades de capacidade duvidosa.
Essa direção golpista, impediu, em 2009, a realização do Congresso Estadual do Movimento Sindical PDT, repetindo a violência em 2010, não permitindo a realização do Terceiro Congresso Nacional do Movimento Sindical. Cometeu a violência de despejar o Movimento Sindical do espaço físico que ocupava na sede do Partido.
Nós, do MRLB, reafirmamos o programa do PDT e os princípios das Cartas de Lisboa, de Mendes e de São Paulo, que já assumíamos em nosso manifesto de 2009. Reafirmamos o nacionalismo não xenófobo, mas que defenda nossas riquezas do solo, subsolo, aquáticas, nossas fronteiras e o meio ambiente. Combatemos qualquer imperialismo, seja ele anglo-saxão ou de qualquer outra origem; apoiamos os governos latino-americanos que estão defendendo a soberania de seus respectivos países, auditando suas dívidas públicas, punindo os torturadores e colocando as riquezas naturais para exclusivo benefício de seus povos.
Acusamos o governo Lula e, se mantida a política, sua sucessora, por permitir total autonomia ao Banco Central, propiciando ao sistema financeiro os maiores lucros de todos os tempos e incentivando os rentistas de todas as partes do mundo a aqui aportarem para usufruir dos juros elevadíssimos, obtendo ganhos espúrios que transferem para seus países com total liberdade.
Denunciamos os governantes que, através da mais deslavada corrupção e cooptação, neutralizam os movimentos sociais, o estudantil e o sindical.
Defendemos intransigentemente a democracia, repudiando qualquer ditadura e exigimos a abertura dos arquivos públicos da ditadura (1964/1985) e que os torturadores sejam processados.
Condenamos as políticas traçadas pelo Consenso de Washington.  A implantação do neoliberalismo no Brasil, desde o governo Collor de Mello até os dois últimos, de FHC e de Lula, cuida do crescimento econômico calcado na dependência de capitais externos que conduziu ao monumental endividamento que já atinge a R$ 2 trilhões e trezentos bilhões. Não se desenvolveu tecnologia e não há respeito ao meio ambiente. Tivemos tímida, muito tímida, distribuição da renda e não se acabou com a exclusão social. Não há igualdade de oportunidades para toda a população na educação, em saúde, moradia, segurança nem em condições de trabalho, onde mais de 53% estão na informalidade, sem qualquer direito.  
Lutamos por uma verdadeira Reforma Política que propicie igualdade entre todos os participantes de eleições, com tempo igual nos horários gratuitos das mídias, financiamento público das campanhas e blindagem à corrupção e ao fisiologismo. Sobre esse importante tema, encaminhamos ao Partido um bem elaborado estudo, infelizmente ignorado. Aliás, todas as teses que apresentamos para o último Congresso Nacional, como todas as outras dos mais diversos companheiros, foram solenemente ignoradas. O Congresso foi uma farsa, como comprova não terem publicado os anais até hoje.
Que cesse a transferência para o exterior de nossos minerais especiais, críticos ou essenciais, como o nióbio e outros cujas características de átomos e moléculas permitam a utilização em tecnologia de ponta para produção de armamentos e equipamentos estratégicos, tanto os que se encontram em exaustão como as novas descobertas. Exigimos que o monopólio estatal do petróleo seja retomado, que cessem os leilões de bacias sedimentares e que a Petrobras volte a ser plenamente estatal. Condenamos as concessões a empresas privadas já realizadas de campos petrolíferos no pré sal e exigimos que só a Petrobras possa atuar nessas reservas.
Negamos a falácia de que a Previdência Social seja deficitária e queremos que se implante a gestão quadripartite: trabalhadores, aposentados, patrões e governo. Lutamos pelo fim do famigerado Fator Previdenciário. Combatemos qualquer forma de redução das receitas da Seguridade Social.
Apoiamos o Protocolo de Kyoto, defendemos o meio ambiente e condenamos todas as obras que o agridam, como a desnecessária  transposição do rio São Francisco e outras.
Defendemos a total liberdade e autonomia sindical e do movimento estudantil, condenando atrelamento a qualquer governo ou partido e ao patronato.
Reclamamos a sempre adiada Reforma Agrária e que seja imposto limite às propriedades.
Nossa principal missão é a de manter vivos os ideais trabalhistas de Alberto Pasqualini, seja através do PDT ou de qualquer outra instituição ou foro em que possamos lutar pela sua perenidade. O Partido Democrático Trabalhista-PDT, criado e mantido pelo insigne Leonel Brizola e um punhado de idealistas, como Darcy Ribeiro, Doutel de Andrade, Lysâneas Maciel, Bocaiuva Cunha, Prestes, Julião, Brandão Monteiro, Bayard Boiteux e muitos outros,  está desfigurado, desalumiado. É hoje um partido amorfo, dirigido por patrimonialistas e clientelistas traidores da memória de Brizola. Tornou-se um partido desapegado dos princípios éticos, políticos e ideológicos. Eliminou de sua prática a palavra representada pela segunda letra da sigla. Em resumo: É um partido em busca não do bem estar do povo brasileiro, ma s de benesses para apaniguados.
Queremos aglutinar os grupos de esquerda que heroicamente persistem na busca dos ideais de libertação da nossa pátria e lutam pela emancipação da classe trabalhadora. Conclamamos os verdadeiros trabalhistas, socialistas e comunistas, os verdadeiros democratas e idealistas que, desiludidos, saíram da sigla enxovalhada, mas que ainda acreditam ser possível, como o é, implantar em nossa pátria as medidas que nos levem ao socialismo.
Em 19de fevereiro de 2011
MOVIMENTO DE RESISTÊNCIA LEONEL BRIZOLA
postado por Pedro Porfírio. às 14:22