Blog Página 64

Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

Busca

Autores

Histórico

BARAK OBAMA DEVE CONHECER O 11 DE SETEMBRO...de 1973.

25 de dezembro de 2009
BARAK OBAMA DEVE CONHECER O 11 DE SETEMBRO...de 1973.

Depois de novo ano estamos ainda raciocinando sobre as grandes diferenças que nos separam de uma relação mais próxima com os EEUU, mesmo que com a eleição de Barak Obama exista no ar uma esperança contida neste sentido. Mas o Brasil que temos hoje em nossas mãos muito difere do que o que tínhamos em 1964, quando a CIA interveio escandalosamente, na derrubada de um governo democrático patrocinando ações de terrorismo de estado e da quebra de nossa soberania.

Exemplo disso é que poucos no Brasil conhecem ou se interessam pela trajetória política de João Goulart e seu legado pró-soberania, legalidade e justiça social mediante meios pacíficos, ordeiros, cívicos e democráticos...
Infelizmente, poucos tem consciência da perda da soberania em 1964 e a importância deste fato, mas basta comparar os percentuais de riqueza em mãos estrangeiras de 1960 e de 2008
para começar a entender o que o país perdeu nestes quarenta e quatro anos... Saquearam o país!
A população do Brasil como em todo o mundo ocidental é refém da propaganda,
da desinformação e da ignorância cultivada pelo Império ocidental.
Tentar despertar a consciência política de qualquer classe é querer ser desacreditado:
À direita nos "confunde" com seus pseudo-adversários comunistas
e a esquerda continua a sustentar um discurso maniqueísta que serve a direita.
Os ecológicos carecem de maturidade ética para política,
pois esqueceram de humanizar suas propostas.
Os fundamentalistas precisam de um messias e de uma bandeira.
Os alienados, os conformados e os bitolados só vão erguer um dedo para melhorar o mundo
depois que isso não for mais necessário.
Os privilegiados temem abrir mão de seus feudos e de seus privilégios em caso de uma reforma estrutural drástica da sociedade.
Por último,
a mídia descartou a possibilidade de aprofundar o debate e precisa de "notícias de impacto",
pois a imprensa aderiu aos mecanismos de consumo.
Todavia nos meios intelectuais se pensa no ocidente em governos legalistas,
quando na verdade o que temos nos entulhos jurídicos locais, é a justiça dos protegidos e das elites econômicas, que na verdade atropelam a relação jurídica institucional,pois o império da força continua atropelando o império da lei.
Enquanto a mídia reproduz a idéia de um ocidente legalista,
o Império da Força continua a atropelar o Império da Lei e assim sucessivamente a América Latina vem perdendo a confiança na democracia de livre iniciativa propalada pelos EEUU. ...
Depois que a 2a.guerra estabeleceu a supremacia norte americana,
o fascismo (Império da Força) vive mascarado por uma máquina de propaganda sofisticada.
Os documentos desclassificados e a reconstituição do processo histórico atestam
que a política praticada no pós-guerra continua sendo a mesma.
Na década de 60, os USA financiaram diretamente á revelia do governo federal,
03 governadores brasileiros (Rio, São Paulo e Minas Gerais) para fazerem oposição e defenderem até o separatismo contra João Goulart.
A situação se repetiu em 2008 na Bolívia,
no confronto entre o presidente Evo Morales e as províncias mais ricas de seu país,
apoiadas pelo embaixador norte-americano egresso dos conflitos separatistas dos Bálcãs.
Os gestores do Poder Executivo dos USA patrocinaram a queda de dezenas de governos democráticos na América Latina violando a própria constituição norte americana e a Carta da OEA.
Em 2002, patrocinaram um golpe militar na Venezuela e como no caso de João Goulart talvez sejam necessários 40 anos para que os documentos secretos sejam desclassificados comprovando a ilegalidade dos atos dos presidentes norte-americanos em exercício.
Watergate causaria um leve rubor nos "Pais da Pátria",
mas a queda sistemática e o programa de assassinatos seletivos de líderes democráticos de países aliados é a violação de todos os princípios da revolução norte-americana de 1776. É a falência dos ideais republicanos de um estado democrático de Direito.
È necessário para nós brasileiros desmistificar o messianismo pró- Obama.
Porque enquanto Obama tiver por missão salvar uma economia baseada na indústria bélica, da qual só o Estado norte-americano é o maior cliente e consumidor... Ele apenas vai servir de maquiagem para a continuidade da política do Império da Força.
Pessoas mais qualificadas já deram parecer neste sentido (Moniz Bandeira que inclusive antecipou a balacanização da Bolívia)...
No âmbito da América Latina é preciso denunciar que os conflitos armados servem aos interesses da indústria bélica e do Império.
Hoje o discurso de resistência democrática e pacífica de João Goulart é a mais apropriada estratégia política para defesa da soberania da América Latina.
É preciso refletir e aprender sobre a História de João Goulart, bem como de centenas de líderes democráticos da América latina foram perseguidos, torturados, assassinados, oprimidos e afastados do processo político para servir aos interesses norte-americanos.
É preciso ignorar o apelo contido na escolha da data de 11 de setembro: temos um inimigo em comum.
Sim de fato a CIA derrubou Salvador Allende em 11 de setembro de 1973,
este foi o ápice da intervenção norte-americana na queda das democracias do cone sul.
Mas "os fins não justificam os meios" nem para combater a CIA!
Esta é a diferença do legado de luta pela soberania, através da legalidade deixada por João Goulart e a estratégia de violência adotada por terroristas que transformam oprimidos em criminosos e a população civil em escudo.
A América Latina precisa combater a CIA e o Império através da legalidade, ao invés de cometer crimes que justifiquem sua existência e suas políticas (covers actions)
João Goulart recusou a Guerra civil por saber que este era um dos objetivos da intervenção, do mesmo modo que condenou a resistência armada. Este é um fato documentado, a CIA tinha a expectativa de uma "guerra civil sangrenta".
Jango tinha mais de 80% de aprovação da opinião pública brasileira, tinha a constituição de seu lado e a boa parte das forças armadas que se mantiveram fiéis. No fim as tropas legalistas obedeceram o presidente que proibiu a resistência...
Jango nunca apoiou a idéia de atentado com bombas, mas os documentos mostram que os golpistas desistiram de um atentado á bomba no comício da Central do Brasil no último momento.
É fácil para um leitor europeu ou norte-americano descartar estas idéias sobre IMPÉRIO como lixo ou preconceito de um sul americano/subdesenvolvido, mas o fato é que mais de duas dezenas de governos europeus autorizaram os vôos ilegais da CIA que levavam prisioneiros para a base Guantánamo, recentemente após a fraudulenta invasão do Iraque em busca do seu petróleo e não de armas de destruição em massa.
A cobertura da Guerra do Iraque foi a maior vergonha já produzida pela imprensa livre norte-americana que aderiu ao projeto BUSH e ajudou a enganar a população mundial.
Eles têm hoje a obrigação de resgatar os valores ocidentais das Repúblicas Constitucionalistas... valores traídos pelos gestores do Poder Executivo norte-americano nas últimas cinco décadas. Traição que está na origem do ódio e na rejeição de outros povos aos Estados Unidos...
A imprensa latino-americana precisa se desvincular dos órgãos de controle da CIA criados nas décadas de 50 e 60 e deixar de veicular a propaganda e a desinformação que lhes é impingida pelas corporações e as plutocracias que servem ao Império da Força.
Precisamos resgatar os ideais republicanos, sejam da revolução norte-americana de 1776, sejam de Simon Bolívar, de Artigas, San Martín, de Tiradentes, mas que sejam nossos, de nosso chão , de nossa Pátria e a nós pertencentes!
Se Barak Obama realmente deseja criar um novo relacionamento com a América Latina,
precisa se informar sobre o que aconteceu em 11 de setembro de 1973..Peçam desculpas por derrubar governos democráticos de nossa América Latina, peçam desculpas aos nossos mortos por culpa da criminosa intervenção do império, pois esta terra do sul da América tem dono e tem memória.

João Vicente Goulart,

01/01/09.

postado por Joao Vicente Goulart às 14:29

Jango: 33 anos sem ele.

25 de dezembro de 2009
.
publicada em 06 de dezembro de 2009



Jango: 33 anos sem ele.

Há trinta e três anos cala-se a voz de Jango!

Cala-se sua voz física, através de sua morte programada por uma conspiração dos serviços secretos do Brasil, Uruguai, Argentina e Estados Unidos, em uma reunião realizada em setembro, em Montevidéu na “base Arenales”. Era uma espécie de bunker secreto onde operavam as diligências do terrorismo de Estado, onde em reunião privada os Sres. Gral. Queirolo, chefe da inteligência do exército uruguaio, Frederick Latrash, “chief of station da CIA” para o Rio de La Plata (Uruguai e Argentina), o delegado Sergio Fleury do DOI-CODI a mando da ditadura brasileira, o grupo paramilitar que conduzia a operação “Escorpião” até aquele momento de monitoramento e o “Capitán Adônis”, médico legista uruguaio responsável pela manipulação de venenos vindos da operação “Andréa” cujo verdadeiro nome era Dr. Carlos Milles. Ele que manipularia o cianureto de potássio, produzido no Chile na casa de Lo Naranjo, em Cullo, Chile, pelo químico da DINA “Hermes Berríos”, junto com Michael Townley, assassino de Letellier e hoje protegido pelo governo americano, veneno este entregue por Latrash para o prosseguimento da operação “Escorpião”, agora transformada de monitoramento para extermínio.

Continuamos hoje a escutar a sua voz!

Seu exemplo transforma-se em caminho a ser seguido e estudado pela academia neste momento tão singular da perda de valores éticos e morais pelo qual atravessa o nosso país, de vídeos, gravações, processos públicos que atingem todos os poderes da Nação, executivos, legislativos e judiciários, de tão mau exemplo para as novas gerações descrentes dos políticos e sem esperanças ao não conhecerem o passado dos que, como Jango tombou no caminho da liberdade, democracia e justiça social.

A Nação, que demorou quarenta e quatro anos para anistiar Jango, agora demora o seu judiciário em tomar iniciativas concretas de soberania e vontade política de tocar adiante o pedido de investigação feito pelo IPG-Instituto Presidente João Goulart, da abertura de acão civil pública, para citar esses cidadãos americanos como Latrash e Townley, para que deponham diante de um juiz brasileiro sobre a morte do único presidente constitucional de nosso país que ainda não teve as honras de chefe de Estado, tornando-se o único presidente legalista a morrer no exílio em nome das liberdades individuais e coletivas que a democracia e justiça social exigem, até com a morte daqueles que permanecem incólumes diante da história da Pátria.

Mais uma vez torna-se necessário o clamor da soberania nacional de não temer os EEUU e fazer as reivindicações de auditivas destes personagens tenebrosos dos anos setenta que se abrigam sob a proteção do Estado imperialista.

Outros países já abriram investigações neste sentido.
A Suprema Corte de Justiça do Chile colocou em forma exclusiva um magistrado com poderes específicos para investigar a morte de seu ex-presidente Eduardo Frei Montalva morto através de uma sopa de bactérias quando se operou no Chile de uma hérnia estomacal, também praticados por compostos fabricados pelo “Hermes” Berríos, morto pelo próprio Pinochet, anos depois como queima de arquivo num balneário perto de Montevidéu, Uruguai.
A Argentina já colocou em prisão seus ex-ditadores e presidentes militares Videla, Galtieri e outros altos militares que praticaram crimes de “lesa humanidade”, tais como seqüestros, assassinatos premeditados, tortura e desaparecimentos seletivos.

O pequeno Uruguai, já nos deu também o exemplo de colocar na prisão seus ex-presidentes “Goyo Alvarez” e Juan Maria Bordaberry, pelos mesmos crimes de seus comparsas argentinos.

A nós nos resta continuar ouvindo o clamor da justiça histórica que se faz necessária ao esclarecimento definitivo da morte de nosso Presidente João Goulart!

A nós nos resta continuar exigindo a conduta seria e responsável de nossas autoridades para que este país não seja visto como inoperante diante das condutas que devem ser tomadas nesta investigação. Inclusive da citação das ex-autoridades americanas que estiveram envolvidas em terrorismo de Estado contra os países da América do Sul nos anos sessenta, setenta e oitenta.
Eles tiveram sim os Dan Mitrione da vida. Eles tiveram sim responsabilidades intervencionistas e criminais contra a vida de nossos líderes de todas as nacionalidades latino-americanas.

Nestes 6 de dezembro, há trinta e três anos nos levaram Jango de nosso convívio, mas não nos levaram a força do seu exemplo de dignidade e conduta que é a morte no exílio em prol da liberdade e democracia!

Mas não vamos esquecer o que temos que esclarecer!

Vamos de cabeça erguida continuar com os exemplos de liberdade e de soberania que conquistamos através de seu exemplo, de sua vida, de sua conduta e por que não reverenciar também a sua morte a serviço da emancipação brasileira.

Morrer pela Pátria não é pouca sorte!

Jango está entre eles!





João Vicente Goulart.
Diretor do IPG-Instituto Pte. João Goulart.


postado por Joao Vicente Goulart às 14:21

"Brasilia pede socorro."

25 de dezembro de 2009
Brasília pede socorro.
Artigo de João Vicente Goulart. publicada em 04 de dezembro de 2009




Poderíamos neste momento de impacto dizer que Brasília pede socorro, pede atenção, pede como capital da Nação a volta da ética.

Como comemorar 50 anos de vida, no meio da lama moral que hoje os brasilienses se deparam com esta falta de compostura e ética praticada por seus governantes? Há 50 anos quando Juscelino e Jango inauguravam Brasília, depois de construírem com a coligação PTB-PSD o governo desenvolvimentista que transformou o cerrado em Capital da Nação, em sua missa inaugural vemos Jango olhando o Presidente Juscelino chorar de emoção, em meio à realização do grande sonho.
Se os dois , hoje no reino em que se encontram, olhassem para este chão, estariam novamente chorando, com profunda decepção cívica dos acontecimentos que nos envolvem nesta bela capital de Niemeyer e Lucio Costa.
 
Juscelino então olharia as coligações que se chegaram a fazer no Distrito Federal, espúrias, tendo os Democratas na condução dos destinos deste povo.
Democratas?
Estariam se perguntando, como se a reflexão não fizesse parte, daqueles que conhecemos bem as malandragens de certos partidos que trocam de nome, para com isso tentarem esconder o seu passado.

Não adianta maquiarem o nome do partido sem maquiarem as suas velhas, sujas e maquiavélicas propostas golpistas da direita que sempre orientaram suas ações para escravizarem os direitos do povo em benefício de si mesmos.
A velha ARENA, que foi o braço da ditadura que cassou Juscelino e Jango, transformou-se em PDS, em PFL, para agora serem os transvertidos em democratas.
Temos neste momento de perplexidade fazermos uma profunda reflexão, tal vez até uma prece para Juscelino e Jango ficarem em paz onde se encontram, para não verem os seus sucessores cuidar de Brasília como neste momento vem acontecendo;
prestes ela, a “capital do futuro”, ser tão desprezada por aqueles que, eleitos, não souberam honrar seus nomes e muito menos as suas atitudes para com o seu povo.
O Brasil caminha diante de exemplos indignos, diante de seus filhos maiores.

Devemos sem dúvidas evocar a história para resgatar os valores desta terra, pois somente conhecendo o passado dos heróis, transmitindo estes valores as novas gerações é que conseguiremos tirar não só Brasília, mas a Nação como um todo do triste amanhecer que uma jovem de 50 anos merece em sua biografia.

João Vicente Goulart.
Diretor do Instituto Presidente João Goulart.


Brasília 03/12/2009
postado por Joao Vicente Goulart às 14:16

Corruptos são (quase) todos: uns pilhados, outros "no armário", Pedro Porfírio

25 de dezembro de 2009
Corruptos são (quase) todos: uns pilhados, outros "no armário"

Só na construtora Camargo Corrêa, a PF achou mais de 200 na lista da propina






"Nos países pobres, os níveis de corrupção podem ser a linha divisória entre a vida e a morte, quando dinheiro para hospitais ou água potável está em questão".
Huguette Labelle, presidente da Transparency International



Vamos e venhamos, mas esse escândalo do governador José Roberto Arruda, embora seja o mais espetaculoso já exibido à distinta platéia, ainda vai dar muitos panos para as mangas.
O que tem de gente envolvida não está no gibi. São figurões de vários partidos, de vários Estados e de todos os podres poderes. Porque o governador do Distrito Federal foi por demais esperto com as patotas amigas, agindo como um mafioso que comprometeu meio mundo para que a casa não caia só sobre sua cabeça. Portanto, espera que seus amigos ocultos movam céus e terra para impedir o desmoronamento.
Nada do que temos visto nesse seriado de filmes exibidos é original. A corrupção da classe política e a ação deletéria dos empresários que lidam com o erário, superfaturam e fraudam é igual do Oiapoque ao Chuí, em todos os níveis e em todos os poderes.
A novidade no escândalo da capital federal foi o aparecimento de um corrupto totalmente destrambelhado, um "operador" mais sujo do que pau de galinheiro, que já havia sido pego com a mão na massa desde o governo igualmente corrupto de Joaquim Roriz.
Crente que garantiria a impunidade com a documentação de suas tarefas na teia da corrupção e convencido de que seria descartado e ainda viraria bode expiatório, ele reuniu 300 horas de flagrantes, numa inesperada coletânea das mais variadas cenas de suborno.
Por conta de seu comportamento surpreendente, temos um relato redondo da corrupção em suas várias etapas e formas. É um retrato iluminado que espelha a atuação da quase totalidade dos políticos brasileiros, sejam da direita, do centro, da esquerda ou de coisa nenhuma. Políticos só, não. De todo esse universo farisaico que está por cima da carne seca.
Se gritar "pegar ladrão, não fica um, meu irmão".
Se o Ministério Público e a Polícia Federal forem fundo, estarão dando de cara com corruptos e ladrões de norte a sul, de leste a oeste. Porque a capital federal irradia corrupção, favorecimentos, lobismos, picaretagem, ladroeira por todos os poros, 24 horas por dia. É lá que a grana suja ganha musculatura, por ser da natureza do centro imperial das maiores e mais irrecorríveis decisões.
Infelizmente, o quadro de desmoralização das instituições é de tal abrangência que nos edifícios oficiais se gritar pega ladrão não fica um, meu irmão (Bezerra da Silva tinha razão).A grosso modo, podemos catalogar dois tipos de corruptos - a minoria já pilhada com a mão na massa e a grande maioria ainda oculta no armário.
Não estou exagerando. Hoje em dia o exercício da atividade pública está invariavelmente associado ao mais contundente dos tráficos, que faz dos políticos inescrupulosos os mais descarados mandatários de aluguel.
O mais triste é que essas práticas de corrupção podem ser vistas a olho nu, mas ninguém está nem aí. Os delinquentes oficiais não escondem a corrida à propina, todo mundo sabe como a banda toca, mas o país inteiro parece à espera de sua própria oportunidade de tirar uma lasquinha.

A Lista da Camargo Corrêa
No dia 2 de dezembro, a Polícia Federal deu uma dica sobre a natureza das relações com os podres poderes ao informar que só na construtora Camargo Correa a "Operação Castelo de Areia" apreendeu uma planilha com mais de 200 políticos envolvidos em seu esquema de propinas. Nessa relação, achada em poder do diretor Pietro Francesco Giavina Bianchi, há deputados federais, secretários municipais, conselheiros e ministros de Tribunais de Contas.
Você provavelmente não sabe, mas há "mensalões" e "mensalinhos" em todos os poderes e em todos os níveis. Empresas de ônibus e empresários da construção civil, muitos destes conhecidos grileiros, costumam disponibilizar fartos recursos para nossos legisladores locais, impedindo que se adote qualquer providência que fira seus interesses.
Ou você acha que a aprovação a toque de caixa de novos gabaritos para a região dos jogos olímpicos de 2016 aconteceu só pelos belos olhos azuis dos interessados?
Nesse ambiente de corrupção ampla, geral e irrestrita estão envolvidas também falsas vestais de nossa mídia. Quando fazem uma denúncia, ela tem endereço certo e não pretende esmiuçar a teia de negócios espúrios.
Ou você não viu que está deliberadamente direcionada essa série de reportagens sobre favorecimentos na Justiça, limitada exclusivamente a um único desembargador do TJ-RJ?
Veja o caso das milícias aqui em nosso Estado. Elas têm mais de trinta anos e ninguém as questionou enquanto tratavam apenas de cobrar proteção nas comunidades.
Muitas estão por aí, intocáveis. Mas as que resolveram se meter com os donos dos transportes, incrementando as vans, e feriram os interesses da tv a cabo, patrocinando "gatonetes" foram além dos seus limites toleráveis e, só por isso, entraram no pau.
As raposas e o galinheiro
Este país é tão vilipendiado que as revelações contundentes sobre mais um reduto da propina ganham os contornos de um "reality show". Daqui a pouco, entra outra fita e não se fala mais nisso.
Pior: é bem capaz desses gatunos de colarinho branco voltarem ao proscênio como bajulados protagonistas. Que o digam Jader Barbalho, Renan Calheiros e José Sarney.
Voltam e você vai levando com a mesma condescendência dos aspirantes ao próximo butim. Ou quando esperneia atira onde o próprio sistema quer que você acerte.E tudo ao som da sonata do maior cinismo, tendo à batuta aquele que não se peja em minimizar evidências gritantes. Como se querendo dar uma de magnânimo, de olho no próximo escândalo, que poderá estourar entre os seus.
Atochados pelo festival de corrupção explícita e indisfarçável, os falsos bonzinhos desse filme de terror moral acenam para remédios com as fórmulas de reles placebos.
Reforma política? Quem vai fazer? Esses quase 600 picaretas que chegaram lá por expedientes escusos, do uso da máquina pública, gastando fortunas cem vezes maiores do que receberão de subsídios em 4 anos de mandato, e da fraude que pouquíssimos ousam denunciar?
Até os protestos caracterizam uma outra variável na separação dos corruptos: há os dos nossos partidos, para os quais fechamos os olhos, e os adversários, sobre os quais baixamos o cacete.
Onde estavam esses garotos que ocuparam a Câmara Distrital quando, ali mesmo na deslumbrada metrópole, estourou não faz muito o escândalo do "mensalão", mais opulento, que serviu de palco para meia dúzia de falsos mocinhos, encerrou temporada e não pôs ninguém na cadeia?
Outro dia, escrevi o roteiro da fraude eleitoral. Foi a matéria que teve o menor número de comentários. Será que ninguém vê que tudo começa na farsa de um sistema de votação blindado contra toda e qualquer fiscalização e auditoria?
Em verdade, para onde quer que lancemos nosso olhar só nos depararemos com cenas de indecência explícita.
Infelizmente, mesmo vendo tanta ignomínia, a maioria dos cidadãos prefere o silêncio dos omissos, deixando-nos a sós, como jurássicos e quixotescos espadachins de valores em desuso.
Meu Deus, como tudo isso é assustador!
postado por Pedro Porfírio. às 13:31

A Atualidade de Jango

06 de dezembro de 2009



                                                                   

Ano passado, mobilizada pela anistia concedida ao Presidente João Goulart, escrevi este artigo publicado no jornal A TARDE, Salvador, BA, em 19 de novembro de 2008; foi o primeiro de uma pequena série tendo por objetivo trazer à tona a figura política de Jango.

Este tem sido um ano de resgate de nossa Memória. Questões tocantes aos Direitos Humanos , ao Golpe Militar, à Ditadura, à Lei de Anistia, bem como  aos acontecimentos políticos acelerados em nosso Continente, foram se impondo e, logicamente, trazidos pela mídia.

Convicta da importância de Jango, de sua história e  de seu pensamento político para o Brasil atual, reescrevo-o aqui, hoje, no 33º ano de sua morte.


Há alguns dias, deparei-me com uma pequena nota no jornal a respeito da anistia concedida em 15 de novembro ao Presidente João Goulart, deposto pelo Golpe Militar em 1964. Surpreende-me o fato de que aquele que instituiu o 13º salário, que promulgou a Lei de Diretrizes e Bases na Educação, que criou a Eletrobrás, o Ministério do Planejamento, enfrentou pressões externas com coragem e honradez, instituiu a Lei de Remessa de Lucros limitando o capital que saía do País e lutou até seus últimos dias em terras brasileiras pelo estabelecimento das Reformas de Base, entre elas a mais combatida e urgente, a Reforma Agrária, venha sendo tratado sem a devida importância pelos meios de comunicação.

Tentando implementar as Reformas de Base (Administrativa, Eleitoral, Agrária, Tributária, Urbana e Universitária) fundamentais para o desenvolvimento com justiça social no Brasil, João Goulart ganhou muitos inimigos. Taxado por parte da esquerda de “conciliador” e pela direita de “esquerdista”, Jango não se deixou abater. Perseguiu  tenazmente seu objetivo: as reformas. Foi assim que discursou em 13 de março de 1964 para mais de 250 mil pessoas no Comício da Central, no Rio de Janeiro da extinta Guanabara, fiel aos seus princípios. Ali, defendendo os interesses nacionais e populares, deixou claro para todos o projeto de seu governo para o Brasil.

A reação foi feroz, e a conspiração acelerou o passo. Jango foi procurado pelo então Comandante do 2º Exército, General Amaury Kruel, para abandonar o que lhe era politicamente sagrado: a defesa dos trabalhadores do campo e da cidade. Foi-lhe oferecido pelo General apoio militar, com o Golpe em andamento, em troca da repressão dos comunistas, sindicalistas, trabalhadores e estudantes, o que foi recusado peremptoriamente pelo Presidente, que ameaçado de morte no Brasil, com a presença militar americana ostensiva em litoral brasileiro ( Operação Brother Sam) e risco de uma guerra civil, não teve outra alternativa senão o exílio. Lá morreu. Fora do solo pátrio, longe do povo que tanto amava e cujos direitos defendeu durante toda a trajetória de homem público. Existem provas de que tenha sido assassinado pela Operação Condor, que tantas lideranças latino-americanas eliminou, e um processo, vergonhosamente lento, movido por seu filho João Vicente, tramita na Justiça até hoje.

João Goulart continua atual. Detentor de uma profunda sensibilidade política, visionário que era, com a Política Externa Independente de seu governo, já profetizava a união dos povos afins na defesa de seus interesses e soberania.

Em nível nacional, as Reformas de Base, tão necessárias para a concretização de garantias sociais ainda hoje, permanecem obstaculizadas, num ostracismo proposital. Resgatadas apenas pelos historiadores, aguardam políticos que, como Jango, contribuam e lutem por um desenvolvimento econômico acompanhado de justa distribuição de renda, sem a qual a riqueza nacional tão decantada não passa de mero fetiche virtual para grande parte de nosso povo.

 

 
postado por Maísa Paranhos. às 10:52

De la derrota a las victorias partidarias.

04 de dezembro de 2009


Desde Montevideo y a tan solo unos días de que el pueblo uruguayo expresara su voto en las urnas electorales del pasado 29 de noviembre, la fórmula Mujica- Astori alcanzó el 53% de conformidad popular, posicionándose como el primer gobierno de izquierda con mayorías parlamentarias electo por segunda vez consecutiva.
 
Triunfaron las masas, triunfó el Uruguay de aquellos que aceptaron el gobierno del presidente Dr.Tabaré Vázquez. Vencieron los que aceptaron los resbalones de su propio gobierno. Vencieron los que aceptaron la voz del senador  Mujica, los que dedujeron que el Uruguay de hoy es uno de los países más seguros de América Latina mientras  disfrazaban uno de los puntos más débiles de su gestión. La inseguridad, inseguridad de la que el 53% de los uruguayos aceptó al emplazarla de su conocimiento.
 
Indiscutible fue el gran esfuerzo de dirigentes blancos por la creación de una guardia metropolitana nacional en plena campaña para contrarrestar la gravedad de jóvenes infractores que hoy se fugan cotidianamente de los diferentes centros de rehabilitación a causas de un enfermizo sistema público de reclutamiento.
 
Obstáculo serio y de carácter urgente que debemos tomar los blancos para frenar la intimidación de nuestros habitantes. Ser blanco hoy, es no permanecer nunca en el blanco de la filosofía y del conformismo vulgar de los que no pugnan solos por su futuro. Ser blanco hoy es contribuir, ayudar, y apoyar tanto al ciudadano mas ilustre de sus pensamientos como al más pobre dependiente quienes están condicionados a las agresivas políticas emergentes de los próximos cinco años.
 
Ser blanco es abrir el camino a la libertad de acción y pensamiento, tal como opina la gente siendo que ; “hay que darles la caña para que salgan a pescar “…de lo contrario seguirán ordenando los condimentos necesarios para salar los platos ajenos a sus destrezas.
 
 Ganó el Uruguay que operó con los mismos códigos de comunicación ante el pueblo y nos fuimos alejando del modelo familias tradicionales de nuestro país. Aquellas que apremiamos los caminos del entendimiento, del respeto como principal fuente mediadora de todos los orígenes sociales del mundo. Esa misma que tendremos que devolver a nuestra patria tal como expresaba uno de los grandes líderes estadistas del Brasil el  – Presidente Joao Goulart -  lejos estaremos siempre de las confrontaciones sociales, con un programa en mano y  con señales cercanas de futuro para la otra mirada del gobierno.
 
En definitiva es ese el camino que seguiremos los rochanos y Janguistas
 De sangre gaucha. Políticas nacionales que contemplen a las mayorías.
 
 
 
Lic. Marcos Goulart
Movimiento nacional de Rocha 504
Partido Nacional
Montevideo – Uruguay

 
postado por Marcos Goulart às 17:46