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A tragédia de Mariana, a privatização da Vale, o lucro e o resultado.

26 de novembro de 2015
A tragédia de Mariana, a privatização da Vale, o lucro e o resultado.






                            Muitas vezes nos encontramos centrados entre o debate conservador das privatizações em favor de um Estado menor e menos intervencionista nas relações comerciais, que nos impõe o sistema capitalista irracional, do lucro a qualquer custo e do mercado que deve se autorregular na ganancia e resultados das empresas.  Por outro lado, o desenvolvimentismo econômico que olha certas riquezas , principalmente aquelas do subsolo nacional como um patrimônio da Nação, e para onde os lucros gerados dessa exploração, por empresas estatais, do povo, devem ser dirigidos para o bem estar de todos, principalmente para desenvolver setores humanos menos favorecidos. Setores estes que não tiveram as mesmas oportunidades que a Nação lhes negou, de educação, estudos, formação, desenvolvimento intelectual e moral que possuem os meritocratas.

Qual a relação com a tragédia de Mariana?

Pois bem, quem é a SAMARCO, que com tanta “competência”, como defendem os defensores da “privataria”, provoca um desastre humano, ecológico, social, de proporções inimagináveis ainda, sem nenhuma resposta a todos nós brasileiros e principalmente as dezenas de cidades afetadas, milhares de pessoas que encontram-se sem água, sem luz, com pessoas desalojadas, com riscos à saúde por ingestão de metais pesados, e agora mais ainda, desprovendo e contaminando a vida dos rios e oceanos de nosso Brasil verde e amarelo?

Que dizer às famílias dos desaparecidos e de quem cobrar a irresponsabilidade de sequer prever, como deve ser pratica de uma grande mineradora, a falta de sirenes de alerta, a falta de um plano compatível com o risco dessa atividade, a falta de uma alternativa de fuga para um desastre previsível?

A SAMARCO é a VALE, a nossa Vale privatizada pelo governo Fernando Henrique Cardozo e doada ao capital privado por três bilhões de reais, incluindo nesse preço o subsolo nacional com todas as não contabilizáveis riquezas, ainda não dimensionadas e avaliadas, que foram entregues quase que de graça ao setor privado de uma forma covarde e descarada. Uma covardia com o patrimônio público. Um crime formal de “lesa-pátria”.

Que estariam dizendo hoje a grande mídia, Globo, Abril, Folha Estadão, etc., se fosse o governo ainda dono da Vale e de sua subsidiária SAMARCO?

Estariam ou não batendo na incompetência do governo, na incapacidade de gestão, na falta de visão comercial, na irresponsabilidade criminal do dano humano, no inchaço de empregos se fosse ele ainda dono da Vale estatal, como fazem hoje com a Petrobras na intenção de privatizá-la?

Basta ter um pouco de raciocínio lógico para entender que o que aconteceu foi falta de investimento na manutenção das barragens que provocou tal desastre.

Essa é a dita “competência” do setor privado, que esquece a segurança humana, a biodiversidade e provoca o maior desastre ecológico já conhecido em nosso país.

A BP, British Petroleum pagou quase vinte bilhões de dólares (cem bilhões de reais) ao povo americano pelo desastre do vazamento de petróleo no Golfo do México.

O resultado de tanta incompetência e despreparo, foi o desleixo e falta de investimento na segurança operacional em função de obterem mais lucro.

O nosso oceano Atlântico está sendo banhado de resíduos tóxicos e lama que pode chegar até Abrolhos, terminar com nossa fauna marítima (a fauna do Rio Doce já é cemitério), terminar com nossas praias, com o turismo do Espirito Santo, sufocar aves e animais marinhos, acabar com a esperança de pessoas e emporcalhar de lama nosso Brasil.

Esse é o legado de Mariana. Esse é o resultado da incompetência do setor privado em explorar as riquezas de nosso povo, diante dos seres vivos, e de nossa biodiversidade. Uma multinha de duzentos e cinquenta milhões que ainda é passível de recursos administrativos e jurídicos, um fundo ainda misterioso e administrado por quem provocou o desastre. É inaceitável.

O prejuízo vai ficar por conta do Estado e dos contribuintes, não dos acionistas donos destas empresas que um dia foi doada e extirpada do patrimônio nacional.

O Brasil dos brasileiros merece respeito.



João Vicente Goulart.

Diretor-Instituto Presidente João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 10:16

Rollemberg: O Himmler do Cerrado.

06 de novembro de 2015

Rollemberg: O Himmler do Cerrado.

      Abandonar os companheiros de luta e passar para o outro lado é considerado traição.
O atual governo do PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO, eleito por grande parte da esquerda brasileira no Distrito Federal, por setores sindicais, por movimentos populares, por socialistas autênticos, por trabalhistas que acreditavam na doutrina de homens como Hermes Lima, Antonio Houssais, Arraes e outros tantos vultos do atual partido, como Luiza Erundina e Roberto Amaral, tornou-se uma grande traição.
 Houve votos de um exército de idealistas que compõem seus quadros e da aliança que o apoiou, que acreditavam estarem votando no desenvolvimentismo econômico a favor dos menos favorecidos, dos desprotegidos, dos excluidos, dos sem teto e dos sem terra que hoje se sentem  traídos e abandonados pelo governador.
Ele é uma espécie de Himmler do Cerrado, que tal qual  o alemão, abandonou seus pares no final da II grande guerra, querendo negociar uma rendição dos seus companheiros,  aos aliados que venceriam.
Aqui, a traição aos trabalhadores brasilienses, e o não cumprimento de acordos salariais já homolagados na justiça, a submissão de seu governo as elites mais reacionárias de Brasilia ligadas ao achaque político, a compra de alvarás de construção, novilhas de ouro, dinheiros de campanhas suspeitos da lava-jato, ligadas a tudo o que há de pior no destino do Distrito Federal, por certo é um abandono e uma traição aos principios programáticos do socialismo.
Essa atitude não deu certo para Heinrich Himmler; foi considerado criminoso de guerra, foi preso e suicidou-se.
Para quem queria sair do DF como candidato a presidência da Republica pelo Partido Socialista em 2018, após a morte de Eduardo Campos, é um bom exemplo.
O governador Rollemberg, “socialista” de araque, vai pelo mesmo caminho da atitude do alemão.
Depois de cassar a “cessão de uso” do espaço que abrigaria o “Memorial da Liberdade e Democracia Pte. João Goulart”, espaço este que contaria as novas gerações a triste história do Golpe de 1964 e suas consequências, depois das propinas dentro da TERRACAP divulgadas recentemente para se obter áreas no GDF, depois de sua polícia bater em professores que legitimamente revindicam seus aumentos salariais como direito, depois de não atender os profissionais da saúde publica do Distrito Federal, ignorar as greves do Metrô e DETRAN, após não assentar diversas famílias de sem terra que vivem nas estradas e em áreas de grileiros contumazes da elite que impera, depois de muito cinismo e traição, apoiar Aécio Neves e por consequência o movimento golpista que assola o Brasil; o suicídio para ele não mais se faz necessario.
Este Himmler do Cerrado já está morto.
A herança que sobrará para quem nele confiou, é a traição aos trabalhadores, à memória nacional, a falta de palavra, a covardia...
Sobra só o medroso, que atira a pedra e esconde a mão.
 
João Vicente Goulart, Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 19:10