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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Reunião: Dilma- Senador John Mc Cain. A troco de que?

14 de janeiro de 2011
Reunião: Dilma- Senador John Mc Cain.
A troco de que?




 
                             O IPG, Instituto Presidente João Goulart, lembra a verdadeira alma da democracia, que nos traz desprendimentos e altruísmos quando se trata de diplomacia entre países livres e soberanos que respeitam entre outras prerrogativas da consideração mútua, os direitos humanos, o direito à Vida e a Verdade, a Carta da ONU de “não intervenção” em outros países, também livres e soberanos, principalmente o direito das maiorias, da vontade popular através de eleições, para então serem respeitados como povos livres e “amigos”.
Foi assim que elegemos nossa Presidente.
                           Ocorre que diante de tão inesperado encontro, Dilma- Mac Cain é bom lembrar aos nossos leitores que até hoje o Senador Mac Cain não respondeu a denuncia feita através de minha pessoa, na eleição presidencial americana, através da agência ANSA de notícias internacionais, que em seu gabinete de Senador americano, em Washington, este anfitrião de hoje do Palácio do Planalto, escondia como assessor, nada menos nem nada mais do que o Sr. Frederick Latrash, ex-“Chief of Station” da CIA em Montevidéu, Uruguai, que no ano de 1976 foi responsável por encobrir inúmeros casos de desaparecimentos, mortes e seqüestros seletivos no Conesul, tendo o mesmo inclusive participado da reunião final, junto com Fleury e outros agentes, que condenou Jango a morrer na operação Escorpião, braço da Operação Condor.
                         Documentos á disposição em nosso site, (*Documentos desclassificados) mostram que os EUA tinham conhecimento dos assassinatos seletivos através de seu secretario de Estado Henry Kissinger, que se encontrava na África e comunicou ao seu embaixador Sr. Siracussa em Montevidéu, que tinha conhecimento da referida operação a ser levada a cabo pelo serviço secreto da repressão uruguaia, sem tomar nenhuma medida para impedir a mesma.
                            È bom o exercício da democracia, mas é bom também que se saiba que enquanto a o Ministério Público do Brasil analisa a possibilidade de arquivar a investigação que apura a morte de Jango, uma das medidas não tomadas e sugeridas pelo IPG, Instituto Presidente João Goulart ao MP é exatamente a “auditiva” deste personagem e agente americano da CIA, Frederick Latrash, amigo e companheiro de armas do Sr Senador Mac Cain que hoje se encontra com nossa Presidente Dilma sem sabermos ainda a tão importante pauta da reunião.
                           Será que estamos diante de uma pressão para comprarmos os caças americanos, pois a origem de Mac Cain é exatamente a Força Aérea americana e do mesmo Estado de origem de Latrash?
                           Ou estaremos conversando sobre a quebra dos direitos humanos praticados no Conesul e endossados pelo seu amigo Frederick Latrash na América Latina de 1976 quando era o chefe da CIA em Montevidéu?
                            Ou quem sabe o MP do Brasil aproveita e pede uma informação ao Senador americano onde podemos conversar com Latrash?
I´m a dreamer, but I´m not the only one!
 
                                                                  João Vicente Goulart
                                                              Diretor do IPG- Instituto Presidente João Goulart
                                                                                             Rio de Janeiro 10 de janeiro 2011   

postado por Joao Vicente Goulart às 13:26

O discurso da Ministra e o "fato histórico"

10 de janeiro de 2011



A valorização dos Direitos Humanos em nosso país tem-se dado enquanto princípio, portanto como elemento norteador de ações individuais, grupais e políticas.
Em seu discurso de posse para a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a Ministra Maria do Rosário avança substancialmente na sua concepção .
Sendo os Direitos Humanos Política Pública de Estado, as bases para que os mesmos no país sejam considerados como Direitos Civis, Políticos, Sociais, Culturais e Ambientais, segundo a Ministra, já foram lançadas.
Firmando os Direitos Humanos como uma cultura e atenta às questões práticas, além de afirmar a implementação do PNDH3 ( Plano Nacional de Direitos Humanos 3), Maria do Rosário parabeniza a iniciativa do ex ministro Vannuchi em propor esse campo como uma das diretrizes para o novo Plano Nacional de Educação, ora em elaboração.
Chamando a atenção para a transparência do Estado e o acompanhamento da sociedade sobre ele, acredita que é na superação de contradições históricas que se pode inaugurar uma nova era.
Visando a não repetição dos crimes de lesa-humanidade ocorridos durante a Ditadura, a Ministra apela para que o Congresso Nacional aprove o Projeto Lei que cria a Comissão da Verdade com o fim de resgatar a nossa história e contá-la de forma completa.
No momento por que passa o Brasil, com a recém formação do Ministério Dilma, Maria do Rosário é pontual e consonante com a Presidente da República, porém deverá encontrar obstáculos antigos : o novo chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general José Elito Siqueira, contrário à formação da Comissão da Verdade, declarou em seu discurso de posse, que a questão dos desaparecidos e o “Movimento de 31 de Março de 1964”, devem ser tratados como “fato histórico” do qual “nós não temos que nos envergonhar ou vangloriar”.
Para nós historiadores, em 1964, o Brasil teve a legalidade do Governo João Goulart rompida instalando-se um regime ditatorial em nosso País. Isso é fato. O fato histórico é a construção para se chegar o mais próximo da verdade e não deturpá-la com versões que dela nos afastam.
Assim, deverá o Brasil se apropriar de sua história, competindo ao povo, à sociedade e ao Estado os devidos encaminhamentos em sua trajetória.

postado por Maísa Paranhos. às 09:20