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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Eleita a nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa

30 de janeiro de 2010


Com 34 votos favoráveis foi eleita a nova Mesa da Assembléia Legislativa para o período 2010/2011. Com a renúncia da Mesa anterior e a eleição da nova Mesa teve seguimento a cerimônia de posse de Giovani Cherini na presidência do Parlamento para o último ano da 52ª Legislatura, período que segue de 30 de janeiro de 2010 até 31 de janeiro de 2011, Autoridades, familiares, amigos e militantes trabalhistas lotam as galerias para prestigiar a posse do futuro presidente do Legislativo, deputado Giovani Cherini.

A governadora Yeada Crusius prestigia a solenidade. Também estão presentes o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, o vice-prefeito, José Fortunatti, o deputado federal Vieira da Cunha e o presidente estadual do PDT, Romildo Bolzan, entre outras autoridades de órgãos representativos e de entidades da sociedade civil. A sessão foi aberta pelo presidente que deixa o cargo, deputado Ivar Pavan (PT).
Após a execução do Hino Nacional será lido o termo de renúncia da atual Mesa Diretora. Em seguida, ocorre a votação para eleição da nova composição do órgão diretivo da Casa. A cerimônia prossegue com os pronunciamentos do presidente que deixa o cargo, deputado Ivar Pavan (PT), e do novo presidente, o parlamentar Giovani Cherini.

Mesa Diretora 2010-2011

Presidente: deputado Giovani Cherini (PDT)
1º vice-presidente: deputado Marquinho Lang (DEM)
2º vice-presidente: deputado Nelson Härter (PMDB)

1º secretário: deputado Pedro Westphalen (PP)
2º secretário: Luis Augusto Lara (PTB)
3º secretário: Paulo Brum (PSDB)
4º secretário: Adão Villaverde (PT)

1º suplente de secretário: Raul Carrion (PC do B)
2º suplente de secretário: Heitor Schuch (PSB)
3º suplente de secretário: Luciano Azevedo (PPS)
4º suplente de secretário: Ciro Simoni (PDT)

Foto: Marcelo Bertani / Ag AL
postado por João Alexandre Goulart às 10:55

Coletânea sobre a ditadura no Estado

27 de janeiro de 2010




Porto Alegre RS:

Coletânea sobre a ditadura no Estado

O período entre a Campanha da Legalidade e o Golpe de 64, as experiências de repressão e resistência durante os “Anos de Chumbo”, a conexão repressiva, a Operação Condor, o fim da Ditadura e o processo de redemocratização são os temas abordados na coletânea A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): História e Memória. Os quatro livros, que reúnem 40 autores e têm prefácio do escritor Luis Fernando Veríssimo, serão lançados nesta quarta-feira (27), às 19h, no Vestíbulo Nobre da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Praça Marechal Deodoro, 101 – Porto Alegre), dentro da programação do Fórum Social Mundial (FSM) - 10 Anos - Grande Porto Alegre.
 
No evento, que contará com a presença já confirmada de 30 autores, haverá homenagem póstuma ao jornalista João Aveline. Na ocasião ocorrerá, também, o lançamento no Rio Grande do Sul do Relatório Direito à Memória e à Verdade, elaborado pela Comissão Nacional de Mortos e Desaparecidos Políticos.
 
O projeto da coletânea A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul é coordenado pela Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan da Assembleia gaúcha e foi realizado em parceria com o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas - Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
 
Todos os volumes têm apresentação da Assembleia Legislativa, assinada pelo presidente da Casa, Ivar Pavan (PT); apresentação da UFRGS, escrita pelo diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Temístocles Cezar; introduções, elaboradas por historiadores, além de cronologias e cadernos de fotos.
postado por João Alexandre Goulart às 14:35

Monografia analisa propaganda contra de governo João Goulart

16 de setembro de 2009


Fonte: Revista Pucrs Edição nº 146
Setembro-Outubro/2009

AGRADECIMENTOS

Agradecer pode não ser uma tarefa fácil, nem justa. Portanto, para não correr o risco da injustiça, agradeço de antemão a todos que de alguma forma passaram pela minha vida e contribuíram para a construção de quem sou hoje e, especialmente, a algumas pessoas da minha família: Minha mãe Zulma Estela, formada também nesta faculdade no curso de Publicidade e Propaganda em 1982, meu pai João Vicente Goulart, incentivador em minha busca constante pela verdade da história, e, finalmente, a minha avó, Maria Thereza Goulart, pois sem ela este sonho não seria possível.

Também agradeço a importantes pessoas pela contribuição direta na construção desta monografia.

À professora Silvia Koch, pela orientação e dedicação nas discussões teóricas – avaliação que subsidiou novas reflexões e construções em minha prática pedagógica – e por ter sido companheira na orientação desta monografia, bem como ser detentora de um vasto conhecimento nas demais disciplinas cursadas e fundamentais para a concretização deste estudo.

À professora Glafira Bartz – cuja postura como professora sempre admirei – por me mostrar na prática que os alunos se desenvolvem mais e melhor quando são valorizados. Esteja certa, minha amiga professora, que hoje, além de levar comoexemplo suas qualidades, a senhora passa a ser minha grande referência na admiração pela disciplina de Relações Públicas.

Ao amigo professor Luciano Klöckner, pelo incentivo a novos projetos que considero sonhos a serem realizados após minha passagem pela FAMECOS. Receba minha gratidão pela disposição e parceria para futuros projetos, os quais estarão certamente possibilitados a partir deste estudo.

Finalmente, saliento com orgulho, minha satisfação em apresentar o resultado deste estudo aos qualificados representantes dos cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Jornalismo, membros dessa banca.


Por João Alexandre Goulart

Diretor adjunto de Comunicação e Acervo do Instituto Presidente João Goulart

postado por João Alexandre Goulart às 01:46

Luciano Klöckner investiga Segunda Cadeia da Legalidade

22 de julho de 2009
Entrevista com Luciano:

Não é de hoje que o professor Luciano Klöckner tem interesse em pesquisar fatos históricos. Esta possibilidade iniciou na época da escola, no Colégio Santo Antônio, graças as aulas do professor de História Joaquim José Felizardo, primo de Luz Carlos Prestes. Coube a Felizardo, entre tantos outros livros, publicar material sobre a Primeira Cadeia da Legalidade, em 1961, que contribuiu para manter na presidência João Goulart, então vice-presidente. O livro de Felizardo é base para o trabalho do professor Luciano que busca, por intermédio de depoimentos, reconstituir a história da Segunda Cadeia da Legalidade, em 1964.

Além de depoimentos com políticos, radialistas, jornalistas e ouvintes desta época, a fonte do estudo se utiliza também do site na Faculdade de Comunicação da PUCRS “Vozes do Rádio” que completou 12 anos de atuação. Neste site (http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/), é possível saber mais sobre a história do rádio, inclusive com uma pesquisa especial sobre a Primeira Cadeia da Legalidade com depoimentos de políticos como Leonel Brizola, Sereno Chaise, Lauro Hagemann e outros personagens que lutaram para que a lei fosse cumprida e João Goulart empossado na presidência da República, como era o seu direito constitucional.

Segundo o professor Luciano, até então há informações esparsas sobre a Segunda Cadeia da Legalidade (1964). “Era sabido que a tentativa houve”, ressalta, “mas não se tinha certeza de que ela fora para o ar”. Para o professor, “até algumas semanas atrás tudo o que se tinha eram citações, como as registradas no próprio documentário do Deraldo Goulart “Jango em 3 atos”. Porém, vários testemunhos comprovam que houve sim uma estratégia para remontar a cadeia, a partir de iniciativas no Rio Grande do Sul e mesmo no Distrito Federal. As prospecções ainda estão em andamento, mas o professor Luciano Klöckner apresentará o artigo intitulado “A Segunda Cadeia da Legalidade: a rede que não passou para a história”, no VII Encontro Nacional da História da Mídia, que ocorrerá de 19 a 21 de agosto em Fortaleza no Ceará.

No entanto, já adiantamos que houve realmente as transmissões da Segunda Cadeia, a partir da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, no fim de março, início de abril, mas as emissões não surtiram o efeito desejado, que era garantir a permanência de Jango na presidência. Igualmente em Brasília houve movimento semelhante que também não atingiu o seu intento. Porém, a iniciativa mobilizou a sociedade gaúcha e brasileira, mas o próprio desejo de Jango, de evitar o derramamento de sangue, arrefeceu esta possibilidade. Sobre este fato, o professor Luciano ainda comenta que ao entrevistar Sereno Chaise, para o livro “Diário Político de Sereno Chaise”, ele admitiu que, seguindo a recomendação de Jango, conclamou a população, que estava em frente a Prefeitura de Porto Alegre, a não seguir para a Praça da Matriz como era desejo de algumas lideranças populares, pois foi avisado que havia pesada artilharia sobre o Palácio Piratini, com ordem específica para atirar na multidão. Estes e outros fatos destes dias em que o golpe militar se consumou vão estar aqui com detalhes, em breve, pois o professor Luciano Klöckner revelou que nos repassará o artigo assim que ficar concluído.

Por João Alexandre Goulart. / Correspondente IPG, Porto Alegre / RS
postado por João Alexandre Goulart às 15:21

Exposição documental assinala episódios da Ditadura Militar no Brasil

04 de junho de 2009
Para assinalar os 45 anos do golpe militar no Brasil e os 30 anos da Anistia, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul recebe a exposição “Verdade e Memória: A Ditadura Militar no Brasil”. A abertura será na próxima segunda-feira (8), às 17h30, no saguão de entrada da Assembleia Legislativa (Praça Mal. Deodoro, 101) e permanece até o dia 17 de junho para visitação das 8h30 às 18h30. Com entrada franca.
A exposição reúne textos e quatro fotos de Evandro Teixeira, impressas em grandes banners, sendo três delas da “Passeata do Cem Mil” e uma da prisão dos estudantes no Campo do Botafogo/RJ. A exposição tem a curadoria da jornalista Paola Oliveira e fez parte da mostra “1968/2008 - Da Resistência à Globalização”, realizada na Faculdade Cenecista de Bento Gonçalves em 2008.
Evandro Teixeira realizou importantes registros do cotidiano e da história da vida brasileira. O fotógrafo acompanhou desde a trajetória de presidentes brasileiros à morte do poeta Pablo Neruda, no Chile. Seus trabalhos já foram expostos em importantes cidades do mundo. Ele possui quatro livros publicados, entre eles “Evandro Teixeira – Fotojornalismo”, “Canudos 100 Anos” e “68 Destinos – Passeata dos 100 mil”.
O apoio à exposição “Verdade e Memória: A Ditadura Militar no Brasil” integra as atividades deste ano da Assembleia Legislativa de valorização da Democracia. Realização do Complexo Cenecista de Bento Gonçalves (CNEC), o evento conta com o patrocínio dos Hotéis Dall’Onder, Infoserv Escola de Informática e Farina Componentes Automotivos, e o apoio cultural da Casa Bucco, Cave Marson e Farofa Restaurante.
Por Luiz Carlos Barbosa / Foto Evandro Teixeira
João Alexandre Goulart / Correspondente RS
 
postado por João Alexandre Goulart às 19:13

Rápidas

26 de maio de 2009
 
O termômetro:
 
O Presidente nacional do PT, Ricardo Berzolini, teve de atropelar os apresados como o ministro da justiça, Tarso Genro que pretendiam deflagrar desde já o processo eleitoral de 2010. A ministra Dilma Rousseff é que seria prejudicada quando ela inicia o tratamento de seu câncer linfático e precisa racionalizar a agenda do PAC como candidata do presidente Lula à sua sucessão. Tanto movimento fez o Governador de Minas Gerais, Aécio Neves, aumentar seu giro na disputa com o colega paulista José Serra pela candidatura do PSDB, e o ex-presidente Fernando Collor levar a sério o ex-deputado Roberto Jefferson que o quer numa candidatura própria do PTB, se o nome de Dilma enfraquecer. Neste Jogo os olhos de todos espiam para o deputado Devanir Ribeiro (PT/SP). Autor do suspenso projeto do terceiro mandato, ele funciona como termômetro de Lula para definir em que momento as cartas serão colocadas na mesa eleitoral.
 
30 anos de UNE:
 
A União Nacional dos Estudantes comemora 30 anos de refundação após seu fechamento pela “quartelada” de 64. Sofrendo ações do exército que impediram encontros em Minas Gerais e São Paulo, finalmente os estudantes conseguiram realizar, em 29 de maio de 1979, seu XXXI Congresso em espaço cedido pelo governador arenista Antônio Carlos Magalhães, o Malvadeza na cidade de Salvador. Já não vigorava mais o AI-5, o grande instrumento da repressão sobre a sociedade. José Serra, que foi presidente em 1964, ano do “golpete” que derrubou o governo reformista e democrático de João Goulart, abriu os trabalhos de refundação da UNE, que contou com dez mil estudantes presentes.
 
A eleição da primeira diretoria da nova fase teve a vitória da chapa baiana Mutirão. Uma série de eventos para marcar os 30 anos da refundação da UNE começará em PORTO ALEGRE, na Assembléia Legislativa, hoje dia 26. A representação gaúcha no congresso de 1979, do Diretório Estadual de Estudantes, foi acusada de pertencer à direita, visto ser a única entidade estudantil principalmente  que possuía registro legal em conformidade com as normas do Ministério da Educação.
 
Para maiores informações do Grande Expediente de hoje da Assembléia legislativa posto o site do Parlamento Gaúcho aqui:
 
Grande Expediente Especial 
O período do Grande Expediente Especial será ocupado pelo deputado Adão Villaverde (PT). Ele vai prestar homenagem aos 30 anos da reconstrução da União Nacional dos Estudantes (UNE). Às 14h, no Plenário 20 de Setembro do Parlamento gaúcho.
 
http://www.al.rs.gov.br/
 
 
 
Por Dentro:
 
A GM confirma investimentos na sua montadora de Gravataí, no RS, O financiamento já foi garantido com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul , agente do BNDES.
 
Na sanção à lei que proíbe o fumo em locais de uso coletivo, públicos e privados no estado de São Paulo, mais alto do que a condição de governador falou o médico José Serra.
 
Por Fora:
 
O Comportamento da Polícia Federal permite curso a acusações políticas sem provas ao não enviar vazamentos de informações de processos sob sigilo e nada a esclarecer sobre caixa 2 no governo gaúcho.
 
O PT mantém fora de seus projetos eleitorais seu maior ícone no Sul, Olívio Dutra, que sempre desponta como líder individual na preferência das pesquisas de opinião, inclusive nas estaduais para o cargo de governador do Estado.
 
O preso e o Estudante:
 
É difícil entender as prioridades do Estado brasileiro. No Sergipe, por exemplo, enquanto que a manutenção de um preso recebe a distinção orçamentária de R$ 1.581,80 mensais, um aluno da rede pública merece investimento de tão somente R$ 173,56 ao mês.
 
Rodou a Baiana:
 
Alguns parlamentares têm demonstrado alto estresse com as críticas da imprensa e da opinião pública ao comportamento do Congresso Nacional.
É o caso da deputada Luciana Genro (PSOL/RS), que enfrente aos passageiros em alta voz, passou uma descompostura em repórter que embarcava no mesmo avião. Foi preciso paciência e insistência para o constrangido jornalista fazer a alterada deputada entender que o autor de matéria sobre passagens aéreas de sua cota parlamentar que foram cedidas ao delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz tinha nome apenas parecido, porém não era ele que estava sendo atacado pela destemperada ralhação.
Quem ouviu ficou espantado.
 
 
Quintana maltratado:
 
Como já retratei antes sobre a memória das personalidades gaúchas , pegou mal o esquecimento pelas autoridades da cultura gaúcha dos 15 anos da morte do poeta Mario Quintana, dia 5 de maio. Os registros ficaram a cargo da imprensa. O Rio Grande do Sul trata estranhamente os seus talentos consagrados, como também acontece com a cantora Elis Regina, que recém ganhou uma estátua à beira do Guaíba. O melhor tratamento que o poeta recebe vem do centro do país, inclusive pelo número de livros comprados. E, a exemplo do Acervo Literário de Erico Veríssimo, que está sendo negociado com o instituto Moreira Salles, do Rio de Janeiro, os originais do poeta deverão seguir o mesmo caminho.
 
 
João Alexandre Goulart / Correspondente do Rio Grande do Sul
Dir. Adjunto de Comunicação e Acervo IPG  
 
postado por João Alexandre Goulart às 14:20

Site "Primo" do Instituto está no ar.

23 de maio de 2009
Trata-se do site de minha autoria para nosso diretor de Comunicação e Acervo, Christopher Goulart.
 
Decidi criar uma agência de notícias para retratar assuntos políticos, de direitos humanos e finalmente no resgate da memória do Presidente João Goulart.
 
Para os blogueiros da Página 64 e público em geral, este site conta com 3 colunistas, além de um espaço para o leitor  objetivando maior interação do público com a agência e com o próprio Instituto João Goulart.
 
O site disponibiliza também uma agência de fotos para que os meios de comunicação possam baixar as imagens e assim possam transcrever as reportagens.
 
Em breve contará com um acervo de foto e vídeo bem como um espaço chamado “Sua foto com Christopher” a fim de gerar mais acessos no portal.
 
O Diretor de Comunicação e Acervo, Christopher Goulart vem percorrendo o estado do Rio Grande do Sul realizando palestras sobre a biografia do presidente Jango e para tanto a criação deste site serve como porta direta de comunicação de suas atividades e interação com o público.
 
Aos membros deste instituto e seguidores, fica o convite de participação deste novo canal de comunicação.
 
Esperamos a todos no portal “primo” e apoiador do Instituto Presidente João Goulart.
É só acessar   http://www.chrisgoulart.com.br/home.asp
 
Por João Alexandre Goulart
 
Dir. Adj. Comunicação e Acervo IPG
postado por João Alexandre Goulart às 15:58

O Rio Grande do Sul não se importa com a memória de suas personalidades

17 de maio de 2009
         O caderno Cultura publicado este sábado 16/05/09 do jornal ZERO-HORA retrata a falta de interesse de se investir em acervos de personalidades, entre estes estão: Mario Quintana,  Erico Verissimo e Pedro Corrêa do Lago.
         Já na esfera política estão citados o espólio de Leonel Brizola que permanece dividido entre as três residências do político no Rio e em Montevidéu devendo ser concentrado em uma instituição fora do estado, mesmo exemplo do acervo de Mario Quintana que parece estar indo para o Instituto Moreira Salles, (IMS) no Rio de Janeiro.
          Segundo o jornal Zero Hora o caso de Brizola, permanece sem propostas concretas do governo Gaúcho e Carioca, sendo os dois estados que governou.
         Os familiares não descartam ceder os arquivos a uma entidade não-governamental. A mais cotada é a Fundação Getulio Vargas (FGV), que mantém em seu centro de pesquisa, no Rio, mais de 3 milhões de documentos ligados à história contemporânea do Brasil incluindo os de outros gaúchos ilustres como o próprio Getúlio, Oswaldo Aranha e João Goulart.
         O caso do Presidente João Goulart está mais próximo de tornar-se uma realidade, ao menos em parte. Na ultima quarta-feira na cidade de São Borja foi definido pela nova diretoria da Associação de Amigos de João Goulart o dia 6 de agosto como data de inauguração do museu em homenagem ao ex-presidente.
          A casa na qual Jango morou passa por reformas para receber objetos pessoais, fotos, cartas e documentos, já no Rio permanecerão 567 manuscritos e 136 fotografias da FGV.
         Segundo Christopher Goulart a prioridade neste momento é São Borja:
         - A memória de Jango tem de ser preservada em São Borja, por ele ter nascido e enterrado aqui. Afirmou Christopher Goulart
         Zero Hora conclui sua matéria; "Há quem defenda a ida dos acervos de Quintana e Érico para o centro do país como um ganho em termos de visibilidade e reconhecimento nacional dos autores - que assim se libertariam da pecha de 'REGIONAIS".
        - Sair da província e ir para o centro é até uma virtude. O Rio Grande do Sul é um canto de mundo dentro do Brasil. Nos não valorizamos nem a própria prata da casa - diz o historiador Sérgio da Costa Franco.
        Nesse embate entre o afetivo e o pragmático, este último oferece um consolo:
        Em um centro munido de modernas tecnologias, as distâncias diminuem e um documento digitalizado pode ser consultado de qualquer parte.
         - O tio Mario dizia "Isso de partir para o Rio é que é provincianismo". Hoje, com a internet, essa frase poderia ser modificada. "Isso de ir para Londres é que é provincianismo". O Rio seria quase como ir para a Restinga. Está dentro do mesmo país. - diz Elena Quintana.
         Para retratar tamanho descaso publiquei uma foto do busto do presidente João Goulart localizado nas imediações do Gasômetro em Porto Alegre. O lugar é pouco ou nada visitado por quem ali passa. Se ao menos fizessem alguma reforma, mas não....esse é o retrato da importância na memória aos nossos líderes no estado. Neste caso trata-se de uma simples reforma que certamente não comprometerá o orçamento da cidade.
        Cabe também informar que recentemente Christopher Goulart reuniu-se com o prefeito de Porto Alegre José Fogaça para pedir que algo seja feito, mesmo assim tudo continua igual. 
 
Por João Alexandre Goulart
Dir. Adjunto de Comunicação e Acervo /IPG
postado por João Alexandre Goulart às 18:47