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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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Gilmar Mendes: um voto de fuxico e sanha.

21 de setembro de 2017
Gilmar Mendes: um voto de fuxico e sanha.
*João Vicente Goulart



             O Brasil estava atento mais uma vez a atual e permanente judicialização da política brasileira no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal que está analisando o envio da segunda denúncia criminal contra o Presidente Temer, que terá ainda seu envio a Câmara Federal e que foi suspenso até a sessão de amanhã para sua conclusão. 

O que estava em julgamento era se o STF autorizava desde já o envio da denúncia à Câmara dos Deputados ou retornava à Procuradoria Geral da República para esperar o fim das investigações e anulação da delação premiada feita pela JBS. O recurso do Presidente da Republica era para que a Corte Suprema suspendesse o envio a Câmara sem julgamento do mérito da denúncia. 

Enfim, foi suspenso, faltando três votos, mas já definido, por sete votos a um, que a expectativa dos conspiradores e golpistas do Palácio do Planalto foi infrutífera.

O que se viu, entretanto nesse voto divergente, não só político das madrugadas sem agenda no Jaburu, mas altamente carregado de ódio e falta de postura jurídica de um ministro da mais alta Corte brasileira, foi uma balela de fuxicos e sanha de parte do Ministro Gilmar Mendes contra o ex-procurador Rodrigo Janot, que mais parecia uma peça homo afetiva shakespeariana, o que muito nos afeta, ao lembrar novamente da podridão de nossas instituições.

Nada mais temos de nobreza em nossa justiça, nada mais nos resta que a saudades de homens que a honraram. Hermes Lima, Evandro Lins e Silva, Vitor Nunes Leal, cassados pela ditadura nunca se dobraram e nem fizeram de seus cargos palanques políticos a serviço da conspiração contra a nossa Constituição, pegando caronas no avião presidencial e visitando palácios na calada da noite.

Outros que deixaram seus cargos, não cassados, mas por terem o brio de não concordar com a coisa errada como Gonçalves de Oliveira e Lafayette de Andrada, renunciaram por discordar das cassações da ditadura; ou mesmo Adaucto Lucio Costa que renunciou ao cargo por não admitir a censura previa.

O voto de hoje no Supremo Tribunal Federal, do Ministro Gilmar Mendes está mais para voto de júri de teatro de revistas do que que para voto da nobreza de um magistrado.

É melhor ler uma peça para  teatro e fingir que isto não é uma republiqueta.
A peça de Shakespeare, ‘Dois primos nobres’ é uma boa ideia para comparar as ocasiões.
 
*João Vicente Goulart
Diretor Instituto Presidente João Goulart-IPG
postado por Joao Vicente Goulart às 00:16

DE ONDE VIM, AONDE ESTOU, PARA AONDE VOU.

30 de agosto de 2017
DE ONDE VIM, AONDE ESTOU, PARA AONDE VOU.

Christopher Goulart



Peço Licença. Desculpem mas não posso ser breve, como diria o Padre Antônio Vieira em seus intermináveis sermões.

Antes de seguir com o objetivo aqui proposto em epígrafe, seja por razões pessoais e até motivações públicas, apresento aqui minha auto-definição essencial de um humanista, na sua mais intensa concepção. Por tanto, imperfeito.

Assimilei como humanista, equivocadamente ou não, que entre tantas complexidades, virtudes, não tenho o direito como pai de duas filhas, (Martina e Valentina) com advogado, como político, como articulista, de abandonar a busca incessante pelo ajuste pessoal.

Até mesmo para exerce-lo lo em uma possível trajetória de interesse coletivo. Sei que todos nós, sem exceção, somos apenas seres errantes buscando a evolução. Aqui estou, mais um, presente!

Sou dos que apreciam a ação, e rejeitam a omissão. Dos que pedem desculpas com naturalidade quando o movimento não está no seu devido lugar.

Logo, Você que leu até aqui este texto, me desculpe se em algum momento errei contigo, ok?

Eu apenas Penso meus passos estrategicamente. Caminho sempre pra frente. Valorizo muito o silêncio.

Compreendo que não é necessário o permanente papel de protagonista. O que sim é necessário é o impactante fator surpresa eventual, no papel de coadjuvante, com inteligência, vigor, consciência pessoal e política, para logo após regressar ao "status quo" da proteção pré-estabelecida dos precavidos.

Dito isso, reafirmo dentro dessa breve pincelada inicial, a forma de como sigo pintando a minha, a nossa trajetória futura.

Filho da Uruguaia Zulma Estela Katz, do brasileiro João Vicente Goulart, nascido no exílio (Londres, Inglaterra) por razões políticas.

Sem constrangimentos, digo que sinto que minha vida é consequências direta do golpe civil-militar de 64. Meu nascimento é fruto da história do Brasil. Carrego três nacionalidades em razão da implacável perseguição que minha família sofreu.

Sou o único neto que meu avô João Goulart conheceu. Como compreensão da causa pública, bebi na água da fonte da obra de Alberto Pasqualini, de Darcy Ribeiro, da obra imortal de minha maior referencia, Presidente Vargas, da trajetória irretocável do líder Leonel Brizola.

Atualmente sou Primeiro Suplente de Senador do PDT/RS, membro da executiva Estadual do PDT-RS, do Diretório Nacional do PDT, sigo caminhando pela estrada autentica das minhas origens, sem admitir desvios de quem quer que seja nesse caminho de linha reta.

Registro aqui, a quem interessar possa, que sou ciente que a deposição de meu avô, foi arquitetada por uma direita que não aceitou, entre outras características e iniciativas, as reformas de base proposta por Jango, leal seguidor de Vargas.

O que poucos falam, é que o mesmo golpe também teve fortíssima influência dos setores da extrema esquerda, que não aceitavam um fazendeiro conciliador na presidência, um pacifista, um democrata na condução do país.

Haveriam eleições em 1965. A demagogia falava mais alto, como fala até hoje e como seguirá falando sempre.

Queriam "Reforma agrária na lei OU NA MARRA." Lembram? Pois é. Deu no que deu, fomos submetidos a 21 anos de ditadura militar.

Jango? Voltou dentro de um caixão em dezembro de 1976, dois meses após o meu nascimento.

Portanto, conhecedor de minhas origens, responsável por um legado que não flerta com extremismos, nem de direita nem de esquerda, obviamente não serei eu o seguidor dos que hoje lançam palavras de ordens burras, que até encontram eco na população, sem de fato ter preocupação com um Brasil equilibrado. Querem apenas um espetáculo idiotizado.

Jango hoje estaria condicionado, na busca dos ideais de justiça social, do Nacional-desenvolvimentismo, de um progresso soberano, conciliando interesses legítimos oriundos das forças do capital e do trabalho.

ISSO É TRABALHISMO!

Qualquer imitação fora dessa tradição, é puro oportunismo, ou até ignorância, visando interesses pessoais e partidários.

De partidos que jamais na prática foram de fato trabalhista, e agora procuram desesperadamente uma razão para seus fracassos e suas próprias existências.

Conheço a história. Conheço também as ambições dos seres humanos, benéficas e maléficas, pois aprendi na luta. Apanhei, não cai, e sigo de pé, muito mais forte.

E assim pretendo seguir a caminhada, hoje já com uma luz própria, sinto que venho conquistando respeito por onde ando.

Esse respeito é para mim recíproco sempre, pois sei também que sem respeito pessoal entre os seres humanos, não se constrói a democracia. Se cria tão somente um arremedo malfadado.

Por muitas razões, que a cada dia aumentam, tenho certeza de minha real condição de contribuir para uma cidade melhor, para um Estado melhor, para um país melhor.

Conheço bem minhas origens. Sei bem onde dou meus passos.

Para onde vou? Para onde vamos? Para onde meu amigos e amigas, para onde todos os que se identificam com este espírito guerreiro, para onde PDT entender que eu possa ser útil.

Apenas, saibam, sou um bom lutador. Se me chamarem para a luta, eu aceito, em nome do meu, do nosso sangue.

Obrigado.

Christopher Goulart
Advogado, primeiro Suplente de Senador (PDT-RS)

Saudações trabalhistas.
postado por Christopher Goulart às 21:15

ELETROBRAS: UMA LUZ TRABALHISTA SE APAGA. João Vicente Goulart

24 de agosto de 2017

ELETROBRAS: UMA LUZ TRABALHISTA SE APAGA.
*João Vicente Goulart

Arte-composição Verônica Goulart.



                           Chamar este governo de vendilhão, traidor do povo brasileiro, conspirador, corrupto, quadrilheiro, enquadrado pela primeira vez na história republicana com denúncia criminal e pessoal ao presidente Temer, este que seria o “condutor” da Nação brasileira, pela Procuradoria Geral da República, depois de mais nove de seus ministros, terem caído como frutos podres de uma mangueira, envolvidos em suspeita de corrupção, depois de negociar cinicamente bilhões de reais para manter-se na presidência, depois de manipular deputados com a mais indigna política de “toma lá dá cá”, depois de haverem , através da Reforma Trabalhista, esfacelado a CLT e a consequente extinção paulatina da justiça do trabalho, é pouco.

Muito pouco diante do crime de lesa-pátria que estes quadrilheiros entrincheirados ilegalmente no Palácio do Planalto a serviço do golpe e do saqueio do mercado a quem representam, vão fazer com um dos grandes símbolos do nacionalismo brasileiro, a ELETROBRAS.

Em países com mais consciência do altruísmo que deve merecer a soberania de uma Nação, esta atitude do governo de colocar uma empresa estratégica para a soberania nacional na mão de agentes financeiros internacionais, é vender mais ainda nossa dignidade de brasileiros e submeter nosso povo à aquela imbecil defesa crítica dos argumentos de mercado, pelos meios de comunicação, como um grande negócio. Isso é coisa do Instituto Millenium, através dos seus tentáculos mediáticos.

Economia nacional não é resultado de mercado financeiro, como diariamente vemos os dois títeres William Waak e Sardenberg, tecer comentários na “Rede Bobo” sobre o “grande acerto” de privatizar tudo aquilo que com muito sacrifício, foi conquistado e pertence ao povo brasileiro. Economia moderna, humana, inclusiva, é hoje, não o tamanho do PIB, a flutuação do câmbio, a variação da bolsa de valores ou do déficit ou superávit da balança comercial. Economia hoje é a elevação do Índice de Desenvolvimento Humano, custe o que custar.

Chega de venderem o nosso rico patrimônio público que ao nosso povo pertence, ao baixo preço da necessidade da incompetência do governo. De um governo ilegítimo, de um governo de indiciados, de um governo de quadrilheiros protegidos no Palácio do Planalto. Os ativos da Nação não são para aumentar ainda mais os gigantescos lucros de bancos, fundos e aplicações dos rentistas, que cada vez mais, sugam o suor dos trabalhadores brasileiros.

Já fizeram a mesma coisa com outras empresas estratégicas como o Valle do Rio Doce, privatizada por 3,3 bilhões e já valia na época dez vezes mais do que foi pago, a EMBRATEL, vendida no governo Fernando Henrique em uma operação “technicolor”, pois era hora de acabar com a “Era Vargas”, e o filme então, tinha de ser bem colorido. E falamos apenas e especialmente nestas duas empresas, pela história que nos toca.

A ELETROBRAS, obstaculizada pelas poderosas empresas americanas Light e outras, não pôde ser implantada no governo do Presidente Vargas, mágoa esta que o levou ao túmulo.

Jango a viabilizou durante seu governo dez anos depois, assim como a EMBRATEL, vendida também no projeto de FHC, como bandeira neoliberal do “Fim da era Vargas”.

Vende-Pátria, Covardes, Canalhas! São palavras poucas a serem proferidas a estes assaltantes do povo, do seu patrimônio e da esperança de uma Nação mais justa e soberana.
Mais de quarenta estatais foram juntas, e privatizadas, naquele período de neoliberalismo para acabar com o trabalhismo.

Hoje os quadrilheiros batem à porta da traição, ferindo o povo brasileiro, para apagar a luz brilhante de uma empresa criada para e pela manutenção da nossa soberania, através da independência de produzir e distribuir a energia necessária ao desenvolvimento do povo brasileiro.
Ladrões de esperança, ladrões de destinos, sicários da traição e coveiros do patrimônio público. Este é o atual governo golpista.

Getúlio, dizia o grande líder do trabalhismo, em sua despedida do povo brasileiro, em um trecho da Carta Testamento:

“Quis criar a liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente. ”


(Getúlio Vargas em sua Carta Testamento)


A Eletrobrás é uma empresa estratégica do povo brasileiro para o Brasil. Ela é fundamental para o domínio da tecnologia de nossa matriz energética, e a formação de jovens neste setor primordial, no modelo nacional de desenvolvimento e no orgulho de uma nação independente. A sua entrega a oligopólios, monopólios nacionais ou internacionais vão colocar o Brasil à mercê de tecnologias estrangeiras no setor energético de nosso desenvolvimento e a mercê de só termos novos investimentos em tecnologia da matriz energética nacional quando os senhores, novos proprietários, assim o entenderem.

É hora de unir todos os segmentos da sociedade brasileira e não ficarmos atávicos, conformes, inertes diante da entrega de um patrimônio estratégico.

Suplicamos a todos ainda, que detém um mínimo de brasilidade nesse Congresso, que a questão seja debatida. Devemos nesta hora chamar a sociedade para um grande debate, inclusive as Forças Armadas brasileiras, Exército, Marinha e Aeronáutica para serem conhecidas suas opiniões sobre, caso esta gigante da transmissão elétrica das redes em todo o Brasil, de toda a matriz energética nacional, passe a ser controlada por empresas estrangeiras e venham a ser operadas por agentes externos, colocando em risco a segurança nacional. Da mesma forma como hoje já temos um apagão virtual nas comunicações, caso as quatro teles estrangeiras que controlam nossas comunicações no Brasil, assim o desejarem.

É hora de reagir e unir a luta contra o entreguismo.
Se não, a próxima será a PETROBRAS.

A luz da ELETROBRAS se apaga, mas tenham a certeza que a voz histórica de nossos líderes, nos dará o clamor da rebelião e a força da resistência pertinente.

“A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia antipovo, do anti-sindicato, da antirreforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam. A democracia que eles querem é a democracia para liquidar com a Petrobrás; é a democracia dos monopólios privados, nacionais e internacionais, é a democracia que luta contra os governos populares e que levou Getúlio Vargas ao supremo sacrifício. ”

(Jango, Comício do 13 de março de 1964.)


*João Vicente Goulart, é escritor e presidente do Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 11:57

Discurso de Filiação de João Vicente Goulart ao PPL

06 de agosto de 2017
João Vicente Goulart – Discurso de filiação ao PPL
ASOL Nº6



Assembleia Legislativa de São Paulo, 1º de julho de 2017.


Invisibilizado pela nefasta imprensa nacional, com a exceção do Hora do Povo, a filiação de João Vicente Goulart (e de outros companheiros de luta trabalhista) no PPL – Partido Pátria Livre, com a presença de sua mãe D. Maria Tereza Goulart, foi um ato solene pleno de amor pátrio e de dignidade política e participativa.


Maria Thereza Goulart, no ato de filiação do seu filho.




O DISCURSO:




Caros amigos,

Caros companheiros,

Caros parceiros de luta, de um novo tempo, de uma nova esperança, que a partir de hoje, juntos caminharemos para atingir nosso sonho.

Quis o destino, que este 1 º de julho, que entra em minha vida como uma nova etapa de luta por um Brasil mais justo, que nós trabalhistas almejamos e persistimos há mais de 50 anos, fosse aqui com vocês, de braços dados por uma Pátria Livre.

Quero externar neste momento, Presidente Sérgio Rubens, minha emoção, pois, depois de muita meditação, reflexão, duros pensamentos introspectivos de como poderia eu continuar servindo a luta nacionalista, trabalhista, pela solidariedade, desenvolvimento e justiça social de nosso povo, que os exemplos de meu pai me guiaram por toda a minha vida, e desta forma, estar presente junto a sua memória, seu sacrifício e sua paixão intransigente de servir sempre ao lado dos trabalhadores brasileiros, pregando não só uma justa distribuição de renda, mas sim a distribuição da riqueza que pertence a todos os brasileiros, ser hoje, acolhido por vocês, bravos companheiros nacionalistas, que também, jamais deixaram esmorecer a luta pela emancipação política, social e econômica que nosso país almeja e que a partir de agora me somo de maneira inconteste, lado a lado, na luta pelo Brasil livre e soberano que haveremos de conquistar.

Transformar o sonho da Pátria Livre em realidade factível, real e contundente, deixa hoje, de ser sonho e torna-se a minha nova realidade de luta, nesta nova trincheira de resistência, uma opção clara de realização, destino e caminho. Sei os desafios que nos esperam, temos pleno conhecimento dos entraves que teremos pela frente.

O programa do PPL me trouxe esperança de reerguer um legado que dormia nas prateleiras políticas do trabalhismo e rara vez era olhado com o cuidado necessário para os dias de hoje, com a lembrança clara que em nossa luta não mais podemos deixar de trazer à tona nas “Reformas de Base” do governo de meu pai o Presidente João Goulart, o Jango dos trabalhadores brasileiros.

Nosso país vive um estado de letargia e de dominação do rentismo, nunca visto anteriormente no brio de nossa população altiva, eloquente e brasileira, ao ver nossa economia ser entregue criminosamente aos setores da economia de mercado, puramente baseada no lucro a qualquer preço, ou na dita meritocracia da diminuição do Estado brasileiro.

A volta ao conceito de que o mercado tudo regula é um crime de lesa-pátria às nossas crianças, à educação de base, aos direitos adquiridos dos nossos trabalhadores brasileiros, à nossa soberania, as nossas riquezas estratégicas, à nossa cultura do socialismo moreno, à nossa repulsa ao preconceito social ou racial, ao direito de idênticas oportunidades para todos, à restauração do Estado democrático, à um parlamento sério, a um judiciário sério, mas principalmente ao direito de nosso povo, ser dono de seu destino e mandante de seu governo.

É hora de assumirmos o nosso destino.

É hora de levantar a bandeira nacionalista pela qual Getúlio, Jango e Brizola, tentaram emancipar a Nação brasileira do imperialismo internacional. É hora de lembrá-los. É hora de lembrar aqueles que também libertaram nossa América Latina dando identidade própria e nacional, aos povos que formam este continente, emancipando-os das tiranias do império espanhol e português. Ao lembrar de San Martin, de Bolívar, de Artigas e de lembrar de suas lutas neste momento de neocolonialismo que atinge nossos países, resgataremos nossas forças de resistência, para mais uma vez fazer frente aqueles que estão vendendo a nossa esperança de Nação autônoma, negociando nossa soberania, nossos valores morais e éticos ao capital internacional, aos monopólios multifacetados, aos trustes e aos exploradores contumazes do suor de nossos trabalhadores.

É hora de lembrar do valoroso Ernesto “Che” Guevara, morto no dia 8 de outubro de 1967, nos confins da Bolívia, que deu, em homenagem de sua imolação nesta data, o nome ao combativo movimento revolucionário MR-8, que tenazmente lutou contra a ditadura militar imposta em 1964 e que hoje faz parte da bela história deste partido ao qual me orgulho de estar hoje formando parte, ao lado de vocês, ao lado da resistência, ao lado dos sonhos de todos aqueles que tombaram, no difícil caminho da reconquista da Liberdade e da Democracia com justiça social.

Aprendi no exílio uruguaio as palavras do prócer José Gervasio Artigas: – “COM LIBERTAD NO OFENDO NI TEMO”.

E é com esta fé na conquista da liberdade de um povo altivo que entro na luta, junto a vocês, por um Brasil mais justo, mais digno, mais livre na escolha de seu caminho, mais livre para os menos favorecidos, mais livre na consciência de nosso povo, tão sofrido quanto merecedor desta liberdade.

Acredito no conceito de Liberdade, no mais amplo sentido.

Liberdade significa essencialmente a luta pela justiça social, significa o direito à habitação, à educação, à cultura, ao lazer, ao direito de ir e vir, ao direito de ter a mesma justiça dos mais abastados e poderosos, a igualdade perante a lei e principalmente ao direito de idênticas oportunidades para construir uma sociedade equitativa, onde nosso povo seja digno e orgulhoso de seu governo, de suas conquistas, de seu destino e de seu desenvolvimento.

Em minha vida tenho percorrido caminhos de alegrias e tristezas; da essência pura de viver, do desprendimento, da humildade que o exílio impregnou em minha alma, buscando a essência da paz, da justiça, do entendimento e da concórdia, sem nunca abrir mão em meus passos do equilíbrio que devemos honrar, quando falamos em oportunidades iguais para todos e em um lugar socialmente digno para o nosso convívio, para todos que se identificam com a Pátria, para todos que querem uma Pátria Livre.

Sei que nosso partido nos traz desafios que haveremos de trilhar, superar e vencer. Precisamos de reformas, mas as reformas que estamos observando, por um congresso subserviente, são as antirreformas, são as traições ao povo e aos trabalhadores brasileiros, a traição às verdadeiras ideologias que autenticamente se colocam como doutrinas. A nossa doutrina, a nacional trabalhista com verdadeira história realizada por conquistas, entre o empresariado nacional e os trabalhadores, está sendo pulverizada por ações ilegítimas, que este governo fantoche, ilegal e conspirador da democracia, insiste em manter sob a proteção de um congresso comprometido e cúmplice.

Muito mais do que isso, são cúmplices financiados pela irrigação de propinas nas campanhas eleitorais, de um parlamento infartado, diria eu na UTI, sem possibilidades de um transplante coronário, esperando apenas a porta do cemitério, para enterrarmos definitivamente, as traições contra o povo brasileiro.

Nosso partido não tem ainda parlamentares neste Congresso, não temos comprometimento nem compromissos com isso que está aí; mas temos com certeza, compromissos com a Nação, com a dignidade de luta e fé na transformação do Brasil. Estamos limpos e descomprometidos com a lama instalada na consciência de nosso povo; e é por aí que vamos começar a luta.

Nossas propostas são as reformas do povo, não são as reformas da FIESP, não são as reformas deste Congresso suspeito e golpista, não são as reformas da grande mídia, nem tampouco daqueles que pregam antirreformas para continuarem sendo os privilegiados das artimanhas do lucro fácil, em nome da livre iniciativa, as custas do suor dos trabalhadores brasileiros, que dia a dia estão perdendo seus direitos adquiridos, perdendo conquistas e perdendo a proteção sindical, que organizados defenderiam seus direitos.

Perdem os trabalhadores ao terceirizarem as atividades afins sem a isonomia do mesmo trabalho, perdem na homologação do fim do contrato sem a participação sindical, perdem o fim das horas extras ao criar-se o banco de horas, perdem as gratificações de abono e gratificações não mais incorporadas às férias e ao décimo terceiro, e pior ainda, se submete as atividades laborais em acordos pré-estabelecidos entre partes, prevalecendo o acordado diante do legislado.

Em síntese, é o fim da legislação trabalhista.

Até o décimo terceiro salário, uma conquista do governo João Goulart, poderá ser parcelado, caso haja sido acordado entre as partes sem a intervenção sindical. É o desmonte dos direitos trabalhistas, e contra isto temos que rebelar-nos.

E este é o momento, com o povo nas ruas, nas praças que a ele pertence, levantar a bandeira de que a Pátria é nossa e não de quem tenha mais.

Há mais de 50 anos estamos esperando por mudanças estruturais. Tenho certeza, que junto aos trabalhadores deste país poderemos reiniciar novamente a luta por sua emancipação, social, econômica e política.

É neste momento, e permitam-me vagar na filosofia platônica, que as vicissitudes se tornam desafios e as palavras tornam-se ações. No mito da caverna, é a hora do homem que se conhece através de sua sombra, vislumbrar-se a si mesmo olhando a saída através luz que penetra por suas costas. Está aí o exemplo da descrença das ruas, está aí a indignidade impregnada no grito de hoje, não mais silencioso e sim coerente, digno de protesto clamando por mudanças e pela saída da escuridão. Como falam as ruas, os movimentos sociais, os sindicatos, os estudantes, as associações de bairro, é necessário dar o grito que libertará a ânsia de mudança impregnada na esperança de nosso povo.

Torna-se imprescindível estruturar caminhos e preceitos para a construção de fundamentos que venham a traçar o destino de nosso partido, caminhando passo a passo, navegando rio a rio. As ferramentas que temos, são, por enquanto, as mesmas, um partido político, um sonho e um caminho …

O trabalhismo já foi este sonho de reconstrução da Pátria de todos, solidária e amiga e poderá vir a ressurgir, se entender o clamor das reivindicações e souber amadurecer os anseios de novos tempos. É no nacionalismo de retomarmos novamente nossos destinos, que encontraremos a saída para a libertação, e para isto, o Pátria Livre terá que abrir o caminho e mostrar que todo o sonho, de um Brasil esperançoso, será conquistado na liberdade, na democracia, na legalidade, nos exemplos de amor à Pátria e na conquista da independência social. É nas verdadeiras reformas; na reforma agrária, na reforma urbana, na reforma educacional e pública, na reforma tributária, na reforma política e eleitoral, na estatização de empresas estratégicas ao desenvolvimento nacional, no controle do capital externo através do monitoramento dos lucros das empresas estrangeiras aqui operando, é no controle do crédito bancário que detém o dinheiro público colocado à disposição de quem ele realmente pertence, aos micro e pequenos empresários do Brasil, ao empreendedorismo familiar, distribuindo recursos para mais investimentos na pequena empresa e na iniciativa individual, pulverizando assim o risco de empréstimos bilionários que irrigam a corrupção de nossas instituições públicas, os legislativos, o judiciário e as administrações dos poderes executivos.

Temos que discutir a reforma eleitoral ampla e a reforma política para consolidar e legitimar o verdadeiro papel dos partidos. Temos que pregar o voto nas ideias, nos programas, nas ações de estruturação social das instituições brasileiras via a doutrina ideológica, via o instrumento partidário e não no voto individualista, votando no fulano dono do circo ou no ciclano dono do palco.

O voto no partido possibilita as agremiações políticas elegerem cientistas, intelectuais, personalidades com notável saber específico em certas áreas necessárias ao desenvolvimento tecnológico e social de nosso país, como a energia atômica, o petróleo, a preservação marinha, entre outras, e que de outra maneira, não teriam acesso para chegar ao Congresso Nacional representando a sua corrente ideológica, para debater e propor questões relevantes àquela matéria. O atual modelo proporcional valoriza apenas o voto na pessoa, o que faz do parlamentar um títere dos seus financiadores transformando o nosso parlamento em um ninho de interesses corporativos tais como, a “bancada ruralista”, a “bancada das armas”, a “bancada da medicina”, a “bancada da SUDENE”, e torna o nosso Congresso um verdadeiro gueto de interesses pessoais, de corporações industriais e rurais, que assim preservam seus privilégios, através de seus parlamentares “eleitos” à serviço de seus interesses.

Temos que rediscutir a reforma agrária.

Uma luta que se arrasta há mais de 50 anos quando foi proposta por Jango no seu governo (61-64) e pela qual foi derrubado do poder por uma ditadura que se implantou no país, por força dos fuzis e baionetas, mantendo-se por 21 anos, impedindo o acesso à terra, calando a democracia e a liberdade no país. Quando a reforma agrária foi proposta, há 53 anos, 75% da população vivia no campo e apenas 25% nas cidades, e mesmo assim, já era difícil para as elites da oligarquia rural engolirem a desapropriação de seus “latifúndios improdutivos”. Imaginemos hoje, onde esse número inverteu esta proporcionalidade, e as grandes massas populacionais estão na periferia das grandes metrópoles sem educação, sem dignidade, sem emprego e sem assistência social, o quão difícil se torna uma abordagem séria desta questão fundiária. Reforma Agrária se faz perto dos grandes centros urbanos, nas estradas e ferrovias federais valorizadas pelo investimento público, perto dos centros de consumo para incentivar o escoamento de produção e comercialização com segurança alimentar. Temos hoje, antes de tudo, de defender esta iniciativa que trará paz e desenvolvimento ao campo, desafogando as grandes metrópoles e diminuindo a violência e a falta de emprego e oportunidades nas grandes cidades. É uma das bandeiras de luta imprescindíveis ao desenvolvimento social deste imenso país continental.

A luta pela reforma tributária também é uma necessidade ímpar para desonerar o custo Brasil dos ombros dos trabalhadores brasileiros.

Apesar de 10 anos de governos populares a carga tributária brasileira hoje supera os 36%, enquanto na América Latina o patamar é de 22% na média. O Brasil tem uma carga tributária comparada aos países mais desenvolvidos, sem dar retorno de serviços públicos (saúde, educação, transporte, etc.) a sua população, principalmente aos assalariados que são descontados na fonte. É hoje esta reforma, sem dúvidas, um desafio para os que acreditam em um país mais justo e mais distributivo. Ainda somos um país onde se tributa o suor dos trabalhadores na fonte e não se tributa o patrimônio das grandes empresas; somos um país onde imperam incentivos fiscais aos borbotões e negam a população a isenção de impostos à cesta básica de alimentação, de uma população muitas vezes faminta e empobrecida, assim como negam a isenção aos remédios básicos de uma população enferma e desamparada na sua assistência de saúde médica, caótica, moribunda.

Medidas como a remessa de lucros para o exterior devem ser revistas. Um dos pontos mais polêmicos na atualidade.

Já o era em 1964 quando Jango ousou assinar esta medida controlando as remessas de lucros das empresas e holdings internacionais operando em nosso país. Isto fere as regras do “livre comércio”, defendem os economistas ortodoxos em defesa do capital internacional. Que dizer hoje, quando após a globalização onde os grandes “trustes” e “oligopólios” movimentam em bolsas internacionais quantias maiores que PIB’s de muitos países, em busca do lucro fácil, especulativo e sem a dependência de pagar salários aos trabalhadores, marginalizando a força do trabalho na composição do lucro. Falar hoje em remessa de lucros é um pecado ao mercado.

Marx se horrorizaria com esta prática que anula a “mais valia” e deixa de fora o principal componente da relação entre capital e trabalho: o emprego. Quando Jango, para proteger a economia nacional, assinou esta medida, os grandes conglomerados já haviam inventado a prática do “dumping” para burlar as remessas de lucros. Consistia em deixar os lucros já nas suas matrizes, pois ao importar um insumo para produzir um bem de consumo no Brasil o faziam por dez, quinze vezes mais o valor de mercado internacional, deixando desta forma o lucro já na origem de suas matrizes, pago através do fechamento da carta de importação, que os brasileiros pagavam a mais. Uma vez manufaturado e pronto no Brasil a mercadoria “made in Brazil” era tão cara que sua filial aqui em nosso país era deficitária, não gerava lucros, mas para manter os empregos necessitava de subsídios de nosso banco Central, de nosso Tesouro. É assim que age esse capitalismo selvagem dos defensores de Friedman. Mais um grande debate pela frente, pois hoje, quando pensávamos estarem estas medidas ultrapassadas, está aí a crise econômica americana e européia com suas indústrias quebradas e nosso país a ceder incentivos fiscais para as empresas estrangeiras e suas filiais, sangrando a economia brasileira, transferindo centenas de milhões de dólares colhidos em nossa economia para “ajudar” as suas matrizes, com a renúncia de nossos impostos que reverteriam em educação, em bem estar, em segurança, em cultura, em saúde pública e em investimentos sociais.

E a reforma bancaria? Ninguém até hoje, após o governo João Goulart, sequer ousou rediscutir esta questão.

Antes de qualquer formulação, vejamos o multimilionário lucro bancário no Brasil. De 2003 a 2010 os lucros dos cinco maiores bancos – ltau, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal – elevaram-se de R$ 11,1 bilhões para R$ 46,2 bilhões. Ou seja, em sete anos, com uma elevação sustentada à média de 17, 7% ao ano, 313%! Em termos reais (correção pelo IPCA): 12, 1 % aa., acumulando 222%. Isto sem serem obrigados a reinvestir um centavo em programas sociais, pois qualquer programa, inclusive habitacional, crédito da agricultura familiar e outros necessários ao desenvolvimento social são custeados pelo Tesouro Nacional. Não bastasse isso, as taxas pagas pelos usuários em qualquer banco é simplesmente um assalto à mão armada, legalizado, consolidado e sem reclamações. Dia destes olhando o extrato de minha enteada, em um dos saques efetuados, no valor de R$ 42,55, a instituição pagou a descoberto R$ 2, 55, pois o saldo dela era somente de quarenta reais. Pasmem, quando caiu no mês seguinte sua pensão, o banco cobrou de “adiantamento de descoberto” a importância de R$ 35 (trinta e cinco reais), um verdadeiro assalto para quem ficou em apenas R$2,55 a descoberto.

Urge, sem dúvidas, um amplo debate nestas autorizações de Cartas Bancárias e regulamentação pelo Banco Central. São abusos e atropelos contra os clientes muitas vezes sem ter a quem recorrer. Em um caso como este ninguém vai processar o banco por 35 reais, pois até para acionar uma potência financeira deste porte e fora do alcance dos simples mortais, os custos em advogados, custos judiciais, ameaças financeiras e outros está fora do alcance da maioria. É necessário um conjunto de medidas e ações por parte do Estado, pois ninguém em sã consciência acionaria com custos elevados grandes advogados destas corporações. Temos que aprofundar um grande debate nesta reforma tão necessária para uma melhor distribuição do crédito no Brasil. Somente a grande empresa tem acesso a um sistema creditício oriundo da poupança nacional e que deveria equitativamente estar a serviço de toda a população. A dívida pública vem sangrando a capacidade de investimentos e está na hora destes lucros escorchantes, que nada produzem, passem a fazer parte do benefício público de todos os cidadãos que fazem parte da nossa Nação. A verdadeira “razão” desta política financeira é proporcionar lucros excessivos aos bancos e aos demais aplicadores de capital financeiro. O BACEN propicia aos bancos cobrar taxas elevadas e excessivas por serviços bancários, em grande parte processados pelos próprios clientes, dada a automação desses serviços. Estas receitas com as tarifas subiram, em média, 30% acima da inflação. A questão é tão absurda quando se trata de lucros bancários que podemos fazer a seguinte comparação, já divulgada em vários meios: se um correntista tivesse depositado R$ 100 reais (cem reais) na poupança no dia 1 ° de julho de 1994 (data de lançamento do real), teria hoje na sua conta R$ 374 (trezentos e setenta e quatro reais). Se esse mesmo correntista tivesse sacado os mesmos R$ 100 no cheque especial, na mesma data, teria hoje uma dívida de R$139.259 (cento e trinta e nove mil e duzentos e cinquenta e nove reais) no mesmo banco.

Em 1964, quando Jango tocou na Reforma Bancária, prontamente, os donos geradores destes lucros escorchantes colocaram-se ao lado do Golpe de Estado e financiaram ações desestabilizadoras de nossa democracia. Humanizar o “lucro” é um desafio das novas gerações que estão se dando conta que a acumulação de capital através do lucro fácil sem a “mais valia” na composição do resultado que passa pela força do trabalho é mais um engodo do capitalismo internacional que a cada dia continua a marginalizar contingentes humanos, sem alternativa de sobrevivência.

A fome no Mundo já atingiu 1/3 da humanidade e está aumentando cada dia mais. É hora de responsabilidade, solidariedade e desafios de contestação a esta monstruosidade chamada “LUCROS” a qualquer preço, a qualquer custo, inclusive o de vidas humanas pela morte, pelo sofrimento, pela desnutrição.

A reforma educacional deve ser uma de nossas prioridades.

Nada mais justo, digno e essencial que o investimento de um país em educação. A LDO, lei de diretrizes orçamentárias enviadas por Jango em seu governo ao

Congresso Nacional em 1964, destinava 12% do investimento público nacional em educação. É, sem dúvidas, o maior retorno que um país pode ter com o investimento feito na formação cultural e intelectual de seu povo, na educação básica, média e universitária. Não se desenvolve um país onde seus quadros não estejam capacitados para acompanhar o desenvolvimento tecnológico e industrial da Nação. Corre-se o risco de importar tecnologia sem nacionalizar os resultados deste desenvolvimento, em

mecânica, telecomunicações, energia, petróleo, química fina, ciências biológicas, tecnologia da informação e outras atividades de ponta sem obter para a Nação o pleno domínio destes campos da ciência avançada, ficando sempre desta forma, a mercê de cientistas e pesquisadores de outros países.

Haja vista, as centenas de ONG’s estrangeiras que pululam em nossa Amazônia sobre “entre aspas”, organizações internacionais de proteção a isso e aquilo, que se instalam em nosso país e montam verdadeiras “exportações” de nossa biodiversidade para suas matrizes, japonesas, alemãs, americanas, etc.

Fazer uma reflexão de nossos grandes educadores, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e outros, é tão necessário como rever e imprimir nos currículos escolares a defesa nacionalista de nossas entranhas, a Amazônia verde (florestas) e a Amazônia Azul (plataforma marítima).

A Federalização da educação de base, proposta pelo Senador Cristóvão Buarque, deve ser observada com muitíssimo mais atenção. É um trampolim para o desenvolvimento nacional, pois educação não é custeio orçamentário, é investimento, na coisa mais pura e limpa do futuro da Nação: as nossas crianças.

Caros companheiros de uma Pátria Livre, a libertação de um povo através de seu desenvolvimento não somente é uma questão de luta pela liberdade e pela democracia, como é uma questão de inspiração de nosso povo pela sua independência e soberania.

Soberania é o sangue da identidade nacional a irrigar o nosso território, nossas riquezas profundas, nosso subsolo e nossa terra, nossa Amazônia e nossa plataforma marítima, nossa independência tecnológica e nossa mobilidade de ações através de empresas estratégicas, genuinamente nacionais e de competência de gerenciamento de nosso governo que representa a Nação, que representa a identidade de nosso povo, que representa a não submissão àdependência externa ou interna de interesses escusos, que em nome do lucro e da livre iniciativa, transformam-se em entreguistas propensos aos monopólios que sugam a identidade nacional e nosso patrimônio coletivo.

Muitos de nós conhecemos o passado, quando em 1964 os militares aliados as elites nacionais e aos interesses estrangeiros deram o Golpe de Estado; não foi contra o comunismo como por décadas quiseram nos fazer engolir.

Foi dado contra um projeto de Nação que estava em andamento. As Reformas de Base.

O terrorismo midiático do perigo comunista é uma história fraudulenta que o capital e o entreguismo da Pátria, manipularam para derrubar um governo legítimo. Eles deram o golpe para entregar nossas riquezas e patrimônio aos grandes “trustes” de capital estrangeiro. Foi um golpe contra um programa nacionalista que pretendia, através das “Reformas de Base”, desenvolver a economia nacional e diminuir a dependência econômica do Brasil diante do capitalismo internacional. Jango não aceitou a luta fratricida e hoje sabemos ser ele o grande vitorioso, pois com sua atitude, preservou a integridade nacional e impediu a divisão territorial do país, como tinham feito os americanos no Vietnam, na Coréia, na Alemanha, nos tempos da Guerra Fria. Temos que estabelecer limites bem específicos das atuações da “privataria” de nossos recursos e setores em qualquer campo.

Construir a ideia de soberania nacional e lutar por uma pátria pluralista e participativa é muito mais que defender a independência política; é defender a emancipação do povo em torno da economia nacional, do mercado interno, da política externa independente respeitando a autodeterminação dos povos, da construção do pensamento de Nação, com dignidade, com altruísmo e independência. Temos que construir o desafio de sermos soberanos nas ideias, para o desenvolvimento coletivo, sendo soberanos na nossa cultura, na nossa nacionalidade, nas riquezas de nosso subsolo, na nossa defesa territorial, na nossa tecnologia de ponta, na defesa da nossa biodiversidade, na defesa intransigente de nossas fronteiras, não só a territorial, mas também na fronteira intelectual e intransigente de termos a liberdade de pensamento, de termos justiça social, igualdade de oportunidades para todos os filhos desta Nação, independentemente de cor, sexo ou raça, mas que fazem parte da nossa miscigenação e diversidade de cultos, religiões e formas de atitudes diferenciadas de nosso povo. Esse é o Brasil de todos, do socialismo moreno, de nossas matas e de nossos índios, da Maíra de Darcy Ribeiro e das lutas de tantos mártires, nomináveis ou anônimos. Este é o Brasil da potência espiritual emergente, que quer mudanças, como vemos no clamor e no sentimento das ruas, que não se confunde e nem quer importar comportamentos e costumes de quem quer que seja, que não sejam de nossa essência nativa. Este é o Brasil que se distancia paulatinamente das velhas práticas de políticas e ações puramente de mercado, e se aproxima, cada vez mais, ao encontro de seus habitantes, um Brasil novo e humanitário, com a fraternidade que emana de nosso povo, que transborda em nossa raça, esperançosa, e que haverá de conquistar sua independência, queiram ou não, os inimigos da Pátria Livre.

O Brasil dos brasileiros, para brasileiros. O nosso Brasil.

Obrigado companheiros desta nova jornada.

Não nos faltará coragem, pois “o tempo existe para os fortes, que não temem os desígnios da história e são contra a prepotência dos covardes que soterram a liberdade e a democracia”.

Até a vitória, Brasil!

João Vicente Goulart.

São Paulo, 01 de julho de 2017.
postado por Joao Vicente Goulart às 19:26

A soberba autossuficiência do líder, fragmenta aspirações objetivas.

04 de agosto de 2017
A soberba  autossuficiência do líder, fragmenta aspirações objetivas.
*João Vicente Goulart.


Sonhos antigos revivem lutas novas.

É próprio daqueles sonhadores, que magnanimamente continuam de pé, após anos de lutas, prisões, sacrifícios, exílios e resistência ao autoritarismo, ao militarismo, ao entreguismo, aos vendilhões da pátria e aos traidores do povo brasileiro, seguirem tenazmente lutando, mesmo cansados de guerra, dentro das forças populares que ainda sobrevivem no Brasil atual, dirigido por conspiradores da democracia e corruptos de plantão, em um Congresso que prima por interesses pessoais e corporativos.

O que não esperam, esses velhos e novos sonhadores de forças populares, antigas e emergentes, é que a luta por um Brasil mais humanista e digno, unindo em objetivos comuns toda uma agenda a ser adotada por uma frente de esquerda e visando uma nova esperança de transformação social de todos aqueles que desejam esta revolução pacífica, de mudanças políticas e econômicas do Estado brasileiro, sejam golpeadas, gratuitamente, por aqueles que estão na mesma trincheira.

A colocação de Lula, queiram ou não os donos das togas atuais, o maior líder atual capaz de enfrentar as elites econômicas brasileiras e antinacionais, sejam elas midiáticas, espoliativas ou opressoras da classe trabalhadora, alegando em discurso que o PSOL tem que "acabar com as frescuras”, de forma politicamente autossuficiente, do alto de uma soberba hegemônica, mostra novamente o “quem quiser siga-me”, mostrado pela conduta do PT durante sua longa trajetória de alianças, que conduziu nosso povo, ao Brasil dos covardes e traidores da política atual: o Brasil de Temer.

Na educada matéria de Juliano Medeiros  http://institutojoaogoulart.
org.br/noticia.php?id=19221&back=1 mostra o grande erro da colocação de Lula ao considerar o PSOL um partido imaturo pois, se esquece dos grandes nomes que em seus quadros militam, tendo muitos já governado grandes cidades como São Paulo. Como diz Juliano na matéria:

“Lula perdeu uma ótima oportunidade de exercitar a humildade e a autocrítica. Atacar a esquerda, na linha da estigmatização, é a forma mais descarada de fazer o serviço para a direita, essa mesma que está no ataque ao que simbolicamente Lula ainda representa para uma parcela do povo brasileiro. ”

Como acreditar em uma frente de esquerda para resistir ao império da traição e força bruta, se de antemão prevalece o “quem quiser nos siga”?

Não fragmentaremos os nossos objetivos, pois está na hora da reflexão.
 
Lula é maior que o PT, mas a luta por um Brasil mais justo, é maior que Lula e está além de quem quer que seja, pois ninguém é dono da doutrina e prática da verdade revolucionaria que queremos, para a modificação das estruturas institucionais brasileiras.
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 17:51

Brasil: uma democracia sub judice. *João Vicente Goulart

13 de julho de 2017
Brasil: uma democracia sub judice.
*João Vicente Goulart





Somos mais de cem milhões de eleitores.

Após vinte e um anos de ditadura pelas armas, uma Constituição promulgada em 1988, dois presidentes democraticamente eleitos, substituídos por um suposto Congresso “democrático”, um Estado de Direito, uma rede Globo e sete famílias construindo a opinião pública que interessa as elites, fazendo a cabeça de duzentos milhões de brasileiros, um punhado de parlamentares despachantes de interesses corporativos incrustados no parlamento do povo, e agora uma sentença de um juiz, notadamente parcial e integrante de sociedades secretas, põe em risco, sem nenhuma parcimônia o questionamento jurídico de uma sociedade, que agora se pergunta e questiona sobre a justiça dos homens; questiona-se sobre a justiça em nossa Pátria brasileira, se a prevalência da opinião e do achismo, via convicção sem provas materiais, se sobrepõe ao direito da demonstração efetiva de provas materiais, que orientaria no direito internacional, o respeito a um julgamento justo e sem vícios políticos.

No debate filosófico, fez-se mister o questionamento platônico da justiça que nós sociedade, questionamos: queremos leis governando os homens ou homens governados pelas leis?

Elas, as leis, devem ser aplicadas sem convicções, devem ser frias e imparciais, abrangentes e despolitizadas, assim como impõem-se a neutralidade para a efetivação da justiça, para que as sentenças sejam desprovidas de paixões ou vícios, orientados pelo ódio ou tendência política do julgador, que possa em julgamento, pôr em risco a democracia de todo um país.

A sentença do juiz Moro, condenando o ex-presidente Lula da Silva, não é uma sentença. É tão longa, que por si só gera dúvidas de materialidade. É uma tese sem comprovação. Exala parcialidade e demonstra desprezo a nossa democracia. Mostra lado, mostra desdém a nossos pilares democráticos, mostra a submissão a interesses, e mostra ainda muita covardia a nossa brasilidade.

Desde a invenção das ditas “pedaladas”, que nada mais foi que o remanejamento do orçamento, de recursos do governo federal, para cobrir o custeio do bolsa família a descoberto dos bancos oficiais, e que, se transformou em impeachment da presidente Dilma Rousseff, a ditadura disfarçada das togas culmina com esta condenação do juiz Moro, digno representante desta casta, tentando eliminar da disputa eleitoral de 2018, um cidadão que atualmente detém 44% das intenções de voto, de forma espontânea. Isso é a democracia que eles querem, muda e calada, fora das praças e do povo, fora do voto popular, fora das urnas, ou melhor, tentando-a moldar, ao estilo fascista do pensamento dos camisas pretas da Loja italiana P2.

A democracia deve ser preservada. Não defendemos aqui apenas a inclusão de Lula na eleição de 2018. Defendemos a inclusão de Bolsonaro, defendemos a inclusão de Marina, defendemos a inclusão de Cristovam Buarque, defendemos a inclusão de Alkmin, defendemos a inclusão Álvaro Dias e de Ciro Gomes, defendemos a inclusão de candidatos dos trinta e cinco partidos que compõe nosso leque democrático, se assim o desejarem, e se realmente estiverem prontos para enfrentar os restabelecimentos da democracia participativa, que os brasileiros merecem.

Sem estes candidatos, sem os mais variados setores dentro de nossa realidade democrática, seria ver, na disputa de 2018, a amputação de nossa democracia plena, uma disputa de cartas marcadas.

Esta decisão de primeira instância, não é "apenas" uma decisão, é a submissão aos interesses escusos dos atuais interesses corporativos transvestidos em togas, que se transvestem em sentenças, e que demostram a transversão em arbitrariedades jurídicas, legislativas e executivas.

É a submissão de nossa democracia sob a égide de sentenças, é a nossa democracia sub judice.


João Vicente Goulart
Diretor- IPG, Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 13:53

Íntegra do discurso-manifesto proferido por João Vicente Goulart, no ato de sua filiação ao Partido Pátria Livre, em São Paulo no 1 de julho de 2017

06 de julho de 2017
Íntegra do discurso-manifesto proferido por João Vicente Goulart, no ato de sua filiação ao Partido Pátria Livre, em São Paulo no 1 de julho de 2017




Caros amigos, 

Caros companheiros, 

Caros parceiros de luta, de um novo tempo, de uma nova esperança, que a partir de hoje, juntos caminharemos para atingir nosso sonho.
Quis o destino, que este 1º de julho, que entra em minha vida como uma nova etapa de luta por um Brasil mais justo, que nós trabalhistas almejamos e persistimos há mais de 50 anos, fosse aqui com vocês, de braços dados por uma Pátria Livre.

Quero externar neste momento, Presidente Sergio Rubens, minha emoção, pois, depois de muita meditação, reflexão, duros pensamentos introspectivos de como poderia eu, continuar servindo a luta nacionalista, trabalhista, pela solidariedade, desenvolvimento e justiça social de nosso povo, que os exemplos de meu pai me guiaram por toda a minha vida, e de esta forma, estar presente junto a sua memória, seu sacrifício e sua paixão intransigente de servir sempre ao lado dos trabalhadores brasileiros, pregando não só uma justa distribuição de renda, mas sim a distribuição da riqueza que pertence a todos os brasileiros, ser hoje, acolhido por vocês, bravos companheiros nacionalistas, que também, jamais deixaram esmorecer a luta pela emancipação política, social e econômica que nosso país almeja e que a partir de agora me somo de maneira inconteste, lado a lado, na luta pelo Brasil livre e soberano que haveremos de conquistar.
Transformar o sonho da Pátria Livre em realidade factível, real e contundente, deixa hoje, de ser sonho e torna-se a minha nova realidade de luta, nesta nova trincheira de resistência, uma opção clara de realização, destino e caminho.

Sei os desafios que nos esperam, temos pleno conhecimento dos entraves que teremos pela frente.

O programa do PPL, me trouxe esperança de reerguer um legado que dormia nas prateleiras políticas do trabalhismo e rara vez era olhado com o cuidado necessário para os dias de hoje, com a lembrança clara que em nossa luta não mais podemos deixar de trazer à tona nas “Reformas de Base” do governo de meu pai o Presidente João Goulart, o Jango dos trabalhadores brasileiros.
Nosso país vive um estado de letargia e de dominação do rentismo, nunca visto anteriormente no brio de nossa população altiva, eloquente e brasileira, ao ver nossa economia ser entregue criminosamente aos setores da economia de mercado, puramente baseada no lucro a qualquer preço, ou na dita meritocracia da diminuição do Estado brasileiro.

A volta ao conceito que o mercado tudo regula é um crime de lesa-pátria às nossas crianças, à educação de base, aos direitos adquiridos dos nossos trabalhadores brasileiros, à nossa soberania, as nossas riquezas estratégicas, à nossa cultura do socialismo moreno, à nossa repulsa ao preconceito social ou racial, ao direito de idênticas oportunidades para todos, à restauração do Estado democrático, à um parlamento sério, a um judiciário sério, mas principalmente ao direito de nosso povo, ser dono de seu destino e mandante de seu governo.

É hora de assumirmos o nosso destino.
É hora de levantar a bandeira nacionalista pela qual Getúlio, Jango e Brizola, tentaram emancipar a Nação brasileira do imperialismo internacional. É hora de lembra-los. É hora de lembrar aqueles que também libertaram nossa América Latina dando identidade própria e nacional, aos povos que formam este continente, emancipando-os das tiranias do império espanhol e português. Ao lembrar de San Martín, de Bolívar, de Artigas e de lembrar de suas lutas neste momento de neocolonialismo que atinge nossos países, resgataremos nossas forças de resistência, para mais uma vez fazer frente aqueles que estão vendendo a nossa esperança de Nação autônoma, negociando nossa soberania, nossos valores morais e éticos ao capital internacional, aos monopólios multifacetados, aos trustes e aos exploradores contumazes do suor de nossos trabalhadores.

É hora de lembrar do valoroso Ernesto “Che” Guevara, morto no dia 8 de outubro de 1967, nos confins da Bolívia, que deu em homenagem de sua imolação nesta data, o nome ao combativo movimento revolucionário MR-8, que tenazmente lutou contra a ditadura militar imposta em 1964 e que hoje faz parte da bela história deste partido ao qual me orgulho de estar hoje formando parte, ao lado de vocês, ao lado da resistência, ao lado dos sonhos de todos aqueles que tombaram, no difícil caminho, da reconquista da Liberdade e da Democracia com justiça social.
Aprendi no exílio uruguaio as palavras do prócer José Gervasio Artigas: - “COM LIBERTAD NO OFENDO NI TEMO”
E é com esta fé na conquista da liberdade de um povo altivo, que entro na luta, junto a vocês por um Brasil mais justo, mais digno, mais livre na escolha de seu caminho, mais livre para os menos favorecidos, mais livre na consciência de nosso povo, tão sofrido quanto merecedor desta liberdade.

Acredito no conceito de Liberdade, no mais amplo sentido.
Liberdade significa essencialmente a luta pela justiça social, significa o direito à habitação, à educação, à cultura, ao lazer, ao direito de ir e vir, ao direito de ter a mesma justiça dos mais abastados e poderosos, a igualdade perante a lei e principalmente ao direito de idênticas oportunidades para construir uma sociedade equitativa, onde nosso povo seja digno e orgulhoso de seu governo, de suas conquistas, de seu destino e de seu desenvolvimento.

Em minha vida tenho percorrido caminhos de alegrias e tristezas; da essência pura de viver, do desprendimento, da humildade que o exílio impregnou em minha alma, buscando a essência da paz, da justiça, do entendimento e da concórdia, sem nunca abrir mão em meus passos do equilíbrio que devemos honrar, quando falamos em oportunidades iguais para todos e em um lugar socialmente digno para o nosso convívio, para todos que se identificam com a Pátria, para todos que querem uma Pátria Livre.
Sei que nosso partido nos traz desafios que haveremos de trilhar, superar e vencer. Precisamos de reformas, mas as reformas que estamos observando por um congresso subserviente, são as antirreformas, são as traições ao povo e aos trabalhadores brasileiros, a traição às verdadeiras ideologias que autenticamente se colocam como doutrinas.

A nossa doutrina, a nacional trabalhista com verdadeira história realizada por conquistas, entre o empresariado nacional e os trabalhadores, está sendo pulverizada por ações ilegítimas, que este governo fantoche, ilegal e conspirador da democracia, insiste em manter sob a proteção, de um congresso comprometido e cúmplice.
Muito mais do que isso, são cumplices financiados pela irrigação de propinas nas campanhas eleitorais, de um parlamento infartado, diria eu na UTI, sem possibilidades de um transplante coronário, esperando apenas a porta do cemitério, para enterrarmos definitivamente, as traições contra o povo brasileiro.

Nosso partido não tem ainda parlamentares neste Congresso, não temos comprometimento nem compromissos com isso que está aí; mas temos com certeza, compromissos com a Nação, com a dignidade de luta e fé na transformação do Brasil. Estamos limpos e descomprometidos com a lama instalada na consciência de nosso povo; e é por aí que vamos começar a luta.
Nossas propostas são as reformas do povo, não são as reformas da FIESP, não são as reformas deste Congresso suspeito e golpista, não são as reformas da grande mídia, nem tampouco daqueles que pregam antirreformas para continuarem sendo os privilegiados das artimanhas do lucro fácil, em nome da livre iniciativa, as custas do suor dos trabalhadores brasileiros, que dia a dia estão perdendo seus direitos adquiridos, perdendo conquistas e perdendo a proteção sindical, que organizados defenderiam seus direitos.

Perdem os trabalhadores ao terceirizarem as atividades afins sem a isonomia do mesmo trabalho, perdem na homologação do fim do contrato sem a participação sindical, perdem o fim das horas extras ao criar-se o banco de horas, perdem as gratificações de abono e gratificações não mais incorporadas as férias e decimo terceiro, e pior ainda, se submete as atividades laborais em acordos pré-estabelecidos entre partes, prevalecendo o acordado diante do legislado. Em síntese, é o fim da legislação trabalhista.
Até o décimo terceiro salário, uma conquista do governo João Goulart, poderá ser parcelado, caso haja sido acordado entre as partes sem a intervenção sindical.

É o desmonte dos direitos trabalhistas, e contra isto temos que rebelar-nos.

E este é o momento, com o povo nas ruas, nas praças que a ele pertence, levantar a bandeira de que a Pátria é nossa e não de quem tenha mais.

Há mais de 50 anos estamos esperando por mudanças estruturais. Tenho certeza, que junto aos trabalhadores deste país poderemos reiniciar novamente a luta por sua emancipação, social, econômica e política.

É neste momento, e permitam-me vagar na filosofia platônica, que as vicissitudes se tornam desafios e as palavras tornam-se ações. No mito da caverna, é a hora do homem que se conhece através de sua sombra, vislumbrar-se a si mesmo olhando a saída através luz que penetra por suas costas. Está aí o exemplo da descrença das ruas, está aí a indignidade impregnada no grito de hoje, não mais silencioso e sim coerente, digno de protesto clamando por mudanças e pela saída da escuridão. Como falam as ruas, os movimentos sociais, os sindicatos, os estudantes, as associações de bairro, é necessário dar o grito que libertará a ânsia de mudança impregnada na esperança de nosso povo.
Torna-se imprescindível estruturar caminhos e preceitos para a construção de fundamentos que venham a traçar o destino de nosso partido, caminhando passo a passo, navegando rio a rio. As ferramentas que temos, são, por enquanto, as mesmas, um partido político, um sonho e um caminho...

O trabalhismo já foi este sonho de reconstrução da Pátria de todos, solidária e amiga e poderá vir a ressurgir, se entender o clamor das reivindicações e souber amadurecer os anseios de novos tempos.

É no nacionalismo de retomarmos novamente nossos destinos, que encontraremos a saída para a libertação, e para isto, o Pátria Livre terá que abrir o caminho e mostrar que todo o sonho, de um Brasil esperançoso, será conquistado na liberdade, na democracia, na legalidade, nos exemplos de amor à Pátria e na conquista da independência social. É nas verdadeiras reformas; na reforma agraria, na reforma urbana, na reforma educacional e publica, na reforma tributária, na reforma política e eleitoral, na estatização de empresas estratégicas ao desenvolvimento nacional, no controle do capital externo através do monitoramento dos lucros das empresas estrangeiras aqui operando, é no controle do crédito bancário que detém o dinheiro público colocado à disposição de quem ele realmente pertence, aos micro e pequenos empresários do Brasil, ao empreendedorismo familiar, distribuindo recursos para mais investimentos na pequena empresa e na iniciativa individual, pulverizando assim o risco de empréstimos bilionários que irrigam a corrupção de nossas instituições públicas, os legislativos, o judiciário e as administrações dos poderes executivos.

Temos que discutir a reforma eleitoral ampla e a reforma política para consolidar e legitimar o verdadeiro papel dos partidos. Temos que pregar o voto nas ideias, nos programas, nas ações de estruturação social das instituições brasileiras via a doutrina ideológica, via o instrumento partidário e não no voto individualista, votando no fulano dono do circo ou no ciclano dono do palco.

O voto no partido possibilita as agremiações políticas elegerem cientistas, intelectuais, personalidades com notável saber específico em certas áreas necessárias ao desenvolvimento tecnológico e social de nosso país, como a energia atômica, o petróleo, a preservação marinha, entre outras, e que de outra maneira, não teriam acesso para chegar ao Congresso Nacional representando a sua corrente ideológica, para debater e propor questões relevantes àquela matéria. O atual modelo proporcional valoriza apenas o voto na pessoa, o que faz do parlamentar um títere dos seus financiadores transformando o nosso parlamento em um ninho de interesses corporativos tais como, a "bancada ruralista", a "bancada das armas", a "bancada da medicina”, a "bancada da SUDENE", e assim, torna o nosso Congresso, um verdadeiro gueto de interesses pessoais, de corporações industriais e rurais, que assim, preservam seus privilégios, através de seus parlamentares “eleitos” à serviço de seus interesses.

Temos que rediscutir a reforma agraria.

Uma luta que se arrasta há mais de 50 anos quando foi proposta por Jango no seu governo (61-64) e pela qual foi derrubado do poder por uma ditadura que se implantou no país, por força dos fuzis e baionetas, mantendo-se por 21 anos, impedindo o acesso à terra, calando a democracia e a liberdade no país.
Quando a reforma agrária foi proposta, há 53 anos, 75% da população vivia no campo e apenas 25% nas cidades, e mesmo assim, já era difícil para as elites da oligarquia rural, engolirem a desapropriação de seus “latifúndios improdutivos”. Imaginemos hoje, onde esse número inverteu esta proporcionalidade, e as grandes massas populacionais estão na periferia das grandes metrópoles, sem educação, sem dignidade, sem emprego e sem assistência social, o quão difícil se torna uma abordagem séria desta questão fundiária.
Reforma Agrária se faz perto dos grandes centros urbanos, nas estradas e ferrovias federais valorizadas pelo investimento público, perto dos centros de consumo para incentivar o escoamento de produção e comercialização com segurança alimentar. Temos hoje, antes de tudo, defender de vez esta iniciativa que trará paz e desenvolvimento ao campo, desafogando as grandes metrópoles e diminuindo a violência e a falta de emprego e oportunidades, nas grandes cidades. É uma das bandeiras de luta imprescindíveis ao desenvolvimento social deste imenso país continental.

A luta pela reforma tributária também é uma necessidade ímpar para desonerar o custo Brasil dos ombros dos trabalhadores brasileiros.
Apesar de 10 anos de governos populares a carga tributária brasileira hoje supera os 36%, enquanto na América Latina o patamar é de 22% na média. O Brasil tem uma carga tributária comparada aos países mais desenvolvidos, sem dar retorno de serviços públicos (saúde, educação, transporte, etc.) a sua população, principalmente aos assalariados que são descontados na fonte. É hoje esta reforma, sem dúvidas, um desafio para os que acreditam em um país mais justo e mais distributivo. Ainda somos um país onde se tributa o suor dos trabalhadores na fonte e não se tributa o patrimônio das grandes empresas; somos um país onde imperam incentivos fiscais aos borbotões e negam a população a isenção de impostos à cesta básica de alimentação, de uma população muitas vezes faminta e empobrecida, assim como negam a isenção aos remédios básicos de uma população enferma e desamparada na sua assistência de saúde médica, caótica, moribunda.

Medidas como a remessa de lucros para o exterior devem ser revistas. Um dos pontos mais polêmicos na atualidade.
Já o era em 1964 quando Jango ousou assinar esta medida controlando as remessas de lucros das empresas e holdings internacionais operando em nosso país. Isto fere as regras do “livre comercio” defendem os economistas ortodoxos em defesa do capital internacional. Que dizer hoje, quando após a globalização onde os grandes “trustes” e “oligopólios” movimentam em bolsas internacionais quantias maiores que PIB´s de muitos países, em busca do lucro fácil, especulativo e sem a dependência de pagar salários aos trabalhadores, marginalizando a força do trabalho na composição do lucro. Falar hoje em remessa de lucros é um pecado ao mercado.

Marx se horrorizaria com esta prática que anula a “mais valia” e deixa de fora o principal componente da relação entre capital e trabalho: o emprego. Quando Jango, para proteger a economia nacional, assinou esta medida, os grandes conglomerados já haviam inventado a pratica do “dumping” para burlar as remessas de lucros. Consistia em deixar os lucros já nas suas matrizes, pois ao importar um insumo para produzir um bem de consumo no Brasil o faziam por dez, quinze vezes mais o valor de mercado internacional, deixando desta forma o lucro já na origem de suas matrizes, pago através do fechamento da carta de importação, que os brasileiros pagavam a mais. Uma vez manufaturado e pronto no Brasil a mercadoria “made in Brazil” era tão cara que sua filial aqui em nosso país era deficitária, não gerava lucros, mas para manter os empregos necessitava de subsídios de nosso banco Central, de nosso Tesouro. É assim que age esse capitalismo selvagem dos defensores de Friedman. Mais um grande debate pela frente, pois hoje, quando pensávamos estarem estas medidas ultrapassadas, está aí a crise econômica americana e europeia com suas indústrias quebradas e nosso país a ceder incentivos fiscais para as empresas estrangeiras e suas filiais, sangrando a economia brasileira, transferindo centenas de milhões de dólares colhidos em nossa economia para “ajudar” as suas matrizes, com a renúncia de nossos impostos que reverteriam em educação, em bem estar, em segurança, em cultura, em saúde pública e em investimentos sociais.
E a reforma bancaria? Ninguém até hoje, após o governo João Goulart, sequer ousou rediscutir esta questão?
Antes de qualquer formulação, vejamos o multimilionário lucro bancário no Brasil. De 2003 a 2010 os lucros dos cinco maiores bancos — Itaú, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal — elevaram-se de R$ 11,1 bilhões para R$ 46,2 bilhões. Ou seja, em sete anos, elevação sustentada, à média de 17,7% ao ano, ou seja, 313%. Em termos reais (correção pelo IPCA): 12,1 % aa., acumulando 222%. Isto sem serem obrigados a reinvestir qualquer centavo em programas sociais, pois qualquer programa, inclusive habitacional, crédito da agricultura familiar e outros necessários ao desenvolvimento social são custeados pelo Tesouro Nacional. Não bastasse isso, as taxas pagas pelos usuários em qualquer banco é simplesmente um assalto à mão armada, legalizado, consolidado e sem reclamações. Dia destes olhando o extrato de minha enteada, em um dos saques efetuados (R$ 42,55) a instituição pagou a descoberto (R$ 2, 55), pois o saldo dela era somente de quarenta reais. Pasmem, quando caiu no mês seguinte sua pensão, o banco cobrou de “adiantamento de descoberto” a importância de R$ 35 (trinta e cinco reais, um verdadeiro assalto para quem pagou R$2,55 a descoberto).

Urge, sem dúvidas, um amplo debate nestas autorizações de Cartas Bancarias e regulamentação pelo banco Central. São abusos e atropelos contra os clientes muitas vezes sem ter a quem recorrer. Em um caso como este ninguém vai processar o banco por 35 reais, pois até para acionar uma potência financeira deste porte fora do alcance dos simples mortais, os custos em advogados, custos judiciais, ameaças financeiras e outros está fora do alcance da maioria. É necessário um conjunto de medidas e ações por parte do Estado, pois ninguém em sã consciência acionaria com custos elevados grandes advogados destas corporações. Temos que aprofundar um grande debate nesta reforma tão necessária para uma melhor distribuição do crédito no Brasil. Somente a grande empresa tem acesso a um sistema creditício oriundo da poupança nacional e que deveria equitativamente estar a serviço de toda a população. A dívida pública vem sangrando a capacidade de investimentos e está na hora destes lucros escorchantes, que nada produzem, passem a fazer parte do benefício público de todos os cidadãos que fazem parte da nossa Nação. A verdadeira "razão" desta política financeira é proporcionar lucros excessivos aos bancos e aos demais aplicadores de capital financeiro. O BACEN propicia aos bancos cobrar taxas elevadas e excessivas por serviços bancários, em grande parte, processados pelos próprios clientes, dados a automação desses serviços. Estas receitas com as tarifas subiram, em média, 30% acima da inflação.

A questão é tão absurda quando se trata de lucros bancários que podemos fazer a seguinte comparação, já divulgada em vários meios: se um correntista tivesse depositado R$ 100 reais (Cem reais) na poupança no dia 1º de julho de 1994 (data de lançamento do real), teria hoje na sua conta R$ 374 (trezentos e setenta e quatro reais). Se esse mesmo correntista tivesse sacado os mesmos R$ 100 no cheque especial, na mesma data, teria hoje uma dívida de R$ 139.259 (cento e trinta e nove mil e duzentos e cinquenta e nove reais) no mesmo banco.
Em 1964, quando Jango tocou na Reforma Bancaria, prontamente, os donos geradores destes lucros escorchantes colocaram-se ao lado do Golpe de Estado e financiaram ações desestabilizadoras de nossa democracia. Humanizar o “lucro” é um desafio das novas gerações que estão se dando conta que a acumulação de capital através do lucro fácil sem a “mais valia” na composição do resultado que passa pela força do trabalho é mais um engodo do capitalismo internacional que a cada dia continua a marginalizar contingentes humanos, sem alternativa de sobrevivência.

A fome no Mundo já atingiu 1/3 da humanidade e está aumentando cada dia mais. É hora de responsabilidade, solidariedade e desafios de contestação a esta monstruosidade chamada “LUCROS” a qualquer preço, a qualquer custo, inclusive o de vidas humanas pela morte, pelo sofrimento, pela desnutrição.

A reforma educacional deve ser uma de nossas prioridades.

Nada mais justo, digno e essencial que o investimento de um país em educação. A LDO, lei de diretrizes orçamentárias enviadas por Jango em seu governo ao Congresso nacional em 1964, destinava 12% do investimento público nacional em educação. É, sem dúvidas, o maior retorno que um país pode ter com o investimento feito na formação cultural e intelectual de seu povo, na educação básica, média e universitária. Não se desenvolve um país onde seus quadros não estejam capacitados para acompanhar o desenvolvimento tecnológico e industrial da Nação. Corre-se o risco de importar tecnologia sem nacionalizar os resultados deste desenvolvimento, em mecânica, telecomunicações, energia, petróleo, química fina, ciências biológicas, tecnologia da informação e outras atividades de ponta sem obter para a Nação o pleno domínio destes campos da ciência avançada, ficando sempre desta forma, a mercê de cientistas e pesquisadores de outros países. Haja vista, as centenas de ONG´s estrangeiras que pululam em nossa Amazônia sobre “entre aspas”, organizações internacionais de proteção a isso e aquilo, que se instalam em nosso país e montam verdadeiras “exportações” de nossa biodiversidade para suas matrizes, japonesas, alemãs, americanas, etc.

Fazer uma reflexão de nossos grandes educadores, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Darcy Ribeiro e outros, é tão necessário como rever e imprimir nos currículos escolares a defesa nacionalista de nossas entranhas, a Amazônia verde (florestas) e a Amazônia Azul (plataforma marítima).

A Federalização da educação de base, proposta pelo Senador Cristóvão Buarque, deve ser observada com muitíssimo mais atenção. É um trampolim para o desenvolvimento nacional, pois educação não é custeio orçamentário, é investimento, na coisa mais pura e limpa do futuro da Nação: as nossas crianças.

Caros companheiros de uma Pátria Livre, a libertação de um povo através de seu desenvolvimento não somente é uma questão de luta pela liberdade e pela democracia, como é uma questão de inspiração de nosso povo pela sua independência e soberania.
Soberania é o sangue da identidade nacional a irrigar o nosso território, nossas riquezas profundas, nosso subsolo e nossa terra, nossa Amazônia e nossa plataforma marítima, nossa independência tecnológica e nossa mobilidade de ações através de empresas estratégicas, genuinamente nacionais e de competência de gerenciamento de nosso governo que representa a Nação, que representa a identidade de nosso povo, que representa e a não submissão à dependência externa ou interna de interesses escusos, que em nome do lucro e da livre iniciativa, transformam-se em entreguistas propensos aos monopólios que sugam a identidade nacional e nosso patrimônio coletivo.
Muitos de nós conhecemos o passado, quando em 1964 os militares aliados as elites nacionais e aos interesses estrangeiros deram o Golpe de Estado; não foi contra o comunismo como por décadas quiseram nos fazer engolir.

Foi dado contra um projeto de Nação que estava em andamento. As Reformas de Base.

O terrorismo midiático do perigo comunista é uma história fraudulenta que o capital e o entreguismo da Pátria, manipularam para derrubar um governo legítimo. Eles deram o golpe para entregar nossas riquezas e patrimônio aos grandes “trustes” de capital estrangeiro. Foi um golpe contra um programa nacionalista que pretendia, através das “Reformas de Base”, desenvolver a economia nacional e diminuir a dependência econômica do Brasil diante do capitalismo internacional. Jango não aceitou a luta fratricida e hoje sabemos ser ele o grande vitorioso, pois com sua atitude, preservou a integridade nacional e impediu a divisão territorial do país, como tinham feito os americanos no Vietnam, na Coréia, na Alemanha, nos tempos da Guerra Fria. Temos que estabelecer limites bem específicos das atuações da “privataria” de nossos recursos e setores em qualquer campo.

Construir a ideia de soberania nacional e lutar por uma pátria pluralista e participativa é muito mais que defender a independência política; é defender a emancipação do povo em torno da economia nacional, do mercado interno, da política externa independente respeitando a autodeterminação dos povos, da construção do pensamento de Nação, com dignidade, com altruísmo e independência. Temos que construir o desafio de sermos soberanos nas ideias, para o desenvolvimento coletivo, sendo soberanos na nossa cultura, na nossa nacionalidade, nas riquezas de nosso subsolo, na nossa defesa territorial, na nossa tecnologia de ponta, na defesa da nossa biodiversidade, na defesa intransigente de nossas fronteiras, não só a territorial, mas também na fronteira intelectual e intransigente de termos a liberdade de pensamento, de termos justiça social, igualdade de oportunidades para todos os filhos desta Nação, independentemente de cor, sexo ou raça, mas que fazem parte da nossa miscigenação e diversidade de cultos, religiões e formas de atitudes diferenciadas de nosso povo. Esse é o Brasil de todos, do socialismo moreno, de nossas matas e de nossos índios, da Maíra de Darcy Ribeiro e das lutas de tantos mártires, nomináveis ou anônimos. Este é o Brasil da potência espiritual emergente, que quer mudanças, como vemos no clamor e no sentimento das ruas, que não se confunde e nem quer importar comportamentos e costumes de quem quer que seja, que não sejam de nossa essência nativa. Este é o Brasil que se distancia paulatinamente das velhas práticas de políticas e ações puramente de mercado, e se aproxima, cada vez mais, ao encontro de seus habitantes, um Brasil novo e humanitário, com a fraternidade que emana de nosso povo, que transborda em nossa raça, esperançosa, e que haverá de conquistar sua independência, queiram ou não, os inimigos da Pátria Livre.
O Brasil dos brasileiros, para brasileiros. O nosso Brasil.

Obrigado companheiros desta nova jornada.

Não nos faltará coragem, pois “o tempo existe para os fortes, que não temem os desígnios da história e são e são contra a prepotência dos covardes que soterram a liberdade e a democracia”

Até a vitória, Brasil!

João Vicente Goulart.
São Paulo, 01 de julho de 2017.
postado por Joao Vicente Goulart às 23:53

TRUMP-CUBA:Discurso demagogo e idiotizado quando o rabo está preso.

16 de junho de 2017
TRUMP-CUBA:Discurso demagogo e idiotizado quando o rabo está preso.
*João Vicente Goulart

*João Vicente Goulart


Trump em Miami fez o discurso idiotizado, demagogo e notadamente midiático, para desviar a atenção de seu rabo preso com suas ações de impedir as investigações internas, que vem sendo realizadas pelo Congresso Americano e que poderá leva-lo ao Impeachment.

Em um ambiente altamente favorável as suas bravatas, com exilados anticastristas em Miami, Trump declara cancelado o acordo EUA-CUBA, realizado pela administração anterior de Barack Obama.

Retoma um discurso e uma atitude da guerra fria de quase 60 atrás, alegando que o turismo a ser fomentado na ilha caribenha estaria financiando o exército cubano e a manutenção de presos políticos em Cuba, cancelando unilateralmente os avanços que tinham sido obtidos do acordo feito por Obama e Raul Castro para a retomada das relações diplomáticas.

Será que são os presos, ainda detidos ilegalmente sem acusações formais na base de Guantánamo, sob tortura permanente e sem o alcance da justiça americana?

Diz que intensificará as medidas de embargo para restringir a entrada de dólares em Cuba, mas está disposto a sentar novamente para “exigir” democracia para os cubanos?

Só pode ser fanfarronice, de quem quer desviar a opinião pública americana de seu rabo.

Será que não sabe, esse idiota político, que Cuba venceu uma revolução para expulsar os americanos de seu território, o qual havia sido transformado pelos ianques em cabaré americano, cercando praias, construindo cassinos, explorando a prostituição e o povo cubano? Será que não sabe que mesmo com a queda da União Soviética em 1989, o heroico povo cubano resistiu bravamente o sofrimento imposto pelos americanos no bloqueio? E que resistiram a várias administrações antes dele?

Chega a ser hilário a sua proposta de democracia ao povo cubano!

Era bom começar a cuidar dos russos Trump, para falar em democracia, em intervenção eleitoral, e deixar de fazer essa retórica de tergiversação de fatos e realizações na área social do povo cubano.

Um grande político, democrata, estadista, tem necessariamente que respeitar a autodeterminação dos povos em escolher seu destino.

Fanfarronadas vão desaguar em prestar contas ao Congresso Americano.

Que venha um novo Watergate!

*João Vicente Goulart.
Diretor IPG- Instituto João Goulart 
postado por Joao Vicente Goulart às 20:21

PSDB, PMDB: o enroque de proteção ao rei. João Vicente Goulart.

30 de maio de 2017

PSDB, PMDB: o enroque de proteção ao rei.
*João Vicente Goulart



O movimento no tabuleiro de xadrez feito através do enroque, possibilita ao jogador movimentar duas peças em uma jogada só, protegendo o “rei” no canto esquerdo do tabuleiro de xadrez.

Serraglio, apesar de completamente inoperante como ministro, foi sacrificado, ou melhor diríamos premiado para um novo ministério, se assim o quiser, com a CGU (Controladoria Geral da República), de onde Temer traz o novo jurista, o senhor Torquato Jardim; não se sabe se para ministro ou para advogado de defesa do presidente, como disse o Senador Álvaro Dias, e vem para a pasta da Justiça com a missão específica de controlar a Polícia Federal.

Temer não renunciará, e demonstra isto nesta jogada. Tem tanto apego ao cargo como um carrapato, que sabe bem, se largar o hospedeiro agora, pode cair no chão do Congresso Nacional e ser pisoteado pela “sua base de apoio”, que já dá sinais de cansaço e teme as eleições de 2018. Este enroque pode colocá-lo no canto do tabuleiro, vulnerável aos movimentos de cavalos, bispos e rainhas.

As movimentações em torno de nomes já se assanham no Congresso e já surgem boatos de que o PSDB está comandando o tabuleiro, inclusive com nomes para assumir um mandato tampão e dar a Temer uma saída não tão indigna. O pedido de “tablas” por quem está encurralado, seria uma boa saída para quem não tem mais peças a movimentar.

Tasso Jereisatti, surge como nome de consenso entre os caciques congressistas, mas como dizia Garrincha: - já combinaram isso com os russos?

É evidente que sem o apoio formal do PMDB, não haverá um nome de consenso, restando aqui uma indagação: qual dos dois partidos em posição de empatar o jogo e chamar o desempate para 2018, tem condições de indicar o novo dono do tabuleiro e contornar a crise dos contrincantes?


*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 14:12

Decreto convocando as forças armadas, Congresso apático, ministro da justiça inoperante, mostra um Brasil sem rumo.

26 de maio de 2017
Decreto convocando as forças armadas, Congresso apático, ministro da justiça inoperante, mostra um Brasil sem rumo.
*João Vicente Goulart



Brasília manifestando seu repudio ás reformas de um presidente conspirador, golpista e ainda por cima sob inquérito de corrupção passiva, organização criminosa e obstrução de justiça pela Procuradoria Geral da República, observa atônita a possibilidade de promulgação de um decreto por parte deste farsante, convocando as forças armadas para manter a ordem no Distrito Federal.

O usa das forças armadas é regido pelo artigo 42 da Constituição, que nossas forças armadas se regem para a defesa do território nacional e não para se jogar contra o povo do Brasil, como fizeram as mesmas no Golpe de abril de 1964. A Força Nacional foi criada exatamente para isto sob a responsabilidade do Ministério da Justiça. A situação é grave, o Congresso deveria se manifestar a esse respeito que preocupa e coloca em xeque as instituições brasileiras, nosso povo, nossa liberdade e nossa democracia.
Isto é grave, muito grave, pois não temos na condução de nenhuma das duas casas parlamentares sérios, que tenham moralidade e isenção, os dois são investigados pela operação Lava-Jato.

Onde está o ministro Serraglio, da justiça que sequer se manifesta e ocupa neste momento um cargo de marionete do atual conspirador e golpista Michael Temer?

O governo está no fim. Esta atitude dos atuais ocupantes do Planalto (os que sobraram) visa sem dúvidas criar um clima de instabilidade no país e com esta atitude de colocar as forças armadas na rua, nada mais é que construir o discurso da ordem, mesmo sem legitimidade, que presenciamos em 1964.

Temos que reagir, a instabilidade deste farsante no Planalto só nos leva a desobediência social.
Diretas já!
 
*João Vicente Goulart.
Diretor IPG- Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 22:52

Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida?

18 de maio de 2017
Onde estão os golpistas? No palácio, na minha vida?

*João Vicente Goulart






Está no fim. A delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, com acompanhamento do Ministério Público Federal e Polícia Federal, onde um deles gravou o presidente Temer pedindo para comprar o silêncio do corrupto e amigo presidencial Eduardo Cunha, acabou com o governo e por tabela com as reformas entreguistas que estavam a caminho da entrega do Brasil aos rentistas banqueiros e ao capital internacional. Não sabemos se colocamos os desafios políticos primeiro para salvar a democracia ou se chegou a hora de colocarmos como povo que somos, na rua, na praça que é do povo e que só ao povo pertence e exigir de vez o povo no poder.

Onde estão os golpistas, onde estão os conspiradores que derrubaram Dilma, onde estão os parlamentares corruptos de um Congresso vendido que estavam a caminho de enterrar as esperanças de nossos trabalhadores, na minha casa, na minha vida, na sua, ou na casa de milhões de desamparados que ficariam sem esperanças pelas medidas de um governo ilegítimo, corrupto e sem votos? Não, estavam todos no palácio do Planalto com Temer tramando contra o Brasil, contra nosso futuro, contra a esperança de nossos filhos e netos e com o apoio da mídia que agora quer conduzir o processo, principalmente a Rede Globo, que não quer largar o osso e faz agora um noticiário de fachada a la New York Times.

É hora de reflexão, de povo na rua, de retomar os brios de um povo que não se entrega, de lembrar que já estamos em um governo de fato e ilegítimo. 

Vamos relembrar todos os “traidores e vassalos”, conspiradores que na base da mesma propina retiraram Dilma do governo em uma conspiração golpista, venham agora falar em democracia. Está na hora de rever a lista de votação do impeachment na Câmara e no Senado e retirar também estes parias do processo que temos pela frente de limpar nossa democracia.

Povo na rua, eleições gerais para todos os cargos e uma propositura de constituinte com o povo na praça. Sem representatividade parlamentar, pois vemos que eles não nos representam.

Queremos uma democracia participativa, queremos uma constituinte na praça. Democracia é a que o povo deseja como disse Jango no comício das Reformas de Base no dia 13 de março de 1964, e por isso foi deposto por um golpe militar que colocou o Brasil na escuridão por 21 anos.




“DEMOCRACIA PARA ESSES DEMOCRATAS NÃO ÉO REGIME DE LIBERDADE DE REUNIÃO PARA O POVO: O QUE ELES QUEREM É UMA DEMOCRACIA DE POVO EMUDECIDO, AMORDAÇADO NOS SEUS ANSEIOS E SUFOCADO NAS SUAS REIVINDICAÇÕES.
A DEMOCRACIA QUE ELES DESEJAM IMPIGIR-MOS É A DEMOCRACIA ANTI-POVO, DO ANTISINDICALISMO ANTIREFORMA, OU SEJA, AQUELA QUE MELHOR ATENDE AOS INTERESSES DOS GRUPOS QUE ELES SERVEM OU REPRESENTAM.
A DEMOCRACIA QUE ELES QUEREM É A DEMOCRACIA PARA LIQUIDAR COM A PETROBRAS.
É A DEMOCRACIA DOS MONOPÓLIOS PRIVADOS, NACIONAIS E INTERNACIONAIS.
É A DEMOCRACIA QUELUTA CONTRA OS GOVERNOS POPULARES E QUE LEVOU GETÚLIO VARGAS AO SUPREMO SACRIFÍCIO”.

João Goulart, Candelária-Rio de Janeiro 13 de março de 1964.


*João Vicente Goulart, diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 00:17

OUTRO GOLPE CONTRA O TRABALHISMO: A REFORMA DO ACORDADO CONTRA A DETERMINAÇÃO DA LEI.

26 de abril de 2017
OUTRO GOLPE CONTRA O TRABALHISMO: A REFORMA DO ACORDADO CONTRA A DETERMINAÇÃO DA LEI.
 
*João Vicente Goulart
 
 
 
O que vemos hoje nesta proposta de “reforma trabalhista”, nada mais é que o assalto a estes direitos, fruto de um golpe, fruto da traição do Congresso Nacional, do Judiciário e de covardes agentes a serviço das elites que se prestam ao boicote da conspiração contra a nossa Constituição. É um golpe contra o trabalhismo, contra os trabalhadores do Brasil. Ora, o que é acordar sobre o legislado?
 
Precisamos fazer uma recapitulação na história e veremos quantas vezes as oligarquias políticas e retrógadas agiram contra os trabalhadores.
O que vemos neste governo ilegítimo é a construção de uma sociedade neo-escravocrata, disfarçada de modernização de relação capital e trabalho.

Temos tido sem dúvidas ao longo do período republicano, avanços e retrocessos na área dos direitos civis e trabalhistas. Desde a revolução de 1930, quando Vargas assume o poder após liderar aquele movimento e por fim aquela Republica comprometida com as forças da oligarquia do campo e implantado um governo marcado pelo nacionalismo, inclinado para modificar as estruturas sociais, mesmo que fosse em um regime implantado pela força revolucionaria; a força da reação tem sido enorme através de nossa história.

Com um governo forte e uma política centralizadora, Vargas conseguiu implantar a Justiça do Trabalho, em 1939, criou vários direitos trabalhistas como o salário mínimo, criou a carteira do trabalho e conseguiu que o trabalhador brasileiro tivesse férias remuneradas e uma semana com no máximo de 48 horas, naquele então. Estes avanços na área social levaram ao golpe que o retirou do poder em 1945.
Golpe contra os avanços sociais e as conquistas trabalhistas.

No seu segundo mandato, após sua volta em 1950, pelo voto popular, Vargas imprime um governo de caráter nacionalista, criando a PETROBRAS, através de uma memorável campanha de o “Petróleo é nosso”, estabeleceu normas e diretrizes que viabilizaram posteriormente a ELETROBRAS no governo João Goulart, além de outras realizações. Há época, via seu ministro do Trabalho, Industria e Comercio aprovou o aumento de 100% no poder aquisitivo do salário mínimo, o que provocou a queda de Jango, ministro daquela pasta, por sublevação militar no histórico “Manifesto dos coronéis”, que viriam a ser os generais de 1964.

O golpe eminente, desemboca no suicídio do Presidente Getúlio Vargas, que não querendo mais ceder a outra queda e outro exílio, optou pelo caminho da imolação pessoal em nome do povo e dos trabalhadores brasileiros, “serenamente deu o primeiro passo de sair da vida e entrar na história”.
A grande imprensa, Lacerda e as forças golpistas tiveram que calar-se. Foi também aquele, mais um golpe contra os avanços sociais, contra os trabalhadores e as riquezas de nosso país.

Após um ano da presidência Café Filho, a nova esperança se dá nas eleições de 1955.
Juarez Távora e Juscelino Kubitscheck disputaram a primazia de serem presidentes do Brasil; mas a forte aliança PSD-PTB feita para solidificar a área mais conservadora de Minas Gerais com o PTB, que representava a força do trabalhismo já capitaneada por Jango, foi a vitoriosa naquele então e o Brasil preparava-se para entrar no modelo desenvolvimentista tão desejado por Getúlio, que já no seu primeiro governo tinha forçado os Estados Unidos da América a construir a siderúrgica de Volta Redonda, a CSN, como contrapartida para o Brasil entrar como aliado, na Segunda Guerra Mundial, dando o pontapé inicial a industrialização brasileira.

Juscelino e Jango tiveram que assumir sob “Estado de sítio”, pois o vice de Getúlio, Café Filho tinha sido contra a posse de JK-Jango e tinha sido substituído por Carlos Luz, que a sua vez, tinha demitido o General Lott, legalista que fez que este se refugiasse em prédio da Marinha, tendo então Nereu Ramos assumido como presidente do Senado e restituído o General ao posto de Ministro da Guerra.

Logo após a posse, mais uma vez, os militares queriam um golpe e armaram Jacareacanga, um levante militar que imediatamente foi sufocado pelo General Lott, que acabou com a festa golpista da UDN, então representada pela ultradireita do Brasil, que sempre insiste nos golpes quando não tem votos para chegar ao poder. Qualquer semelhança com a eleição de 2014, não é mera coincidência, apenas formas distintas de conspirar contra o poder constituído legitimamente.

Mais um golpe na Nação brasileira tentando impedir a posse dos eleitos.

Após um mandato de muitas negociações o governo JK-JG consegue terminar os 5 anos, onde se consegue a construção de Brasília após muitas resistências políticas de São Paulo e Rio de Janeiro principalmente, que não queriam a transferência da Capital Federal para o Centro Oeste do país, por uma questão de custos e de perda da hegemonia política que tinham estas duas grandes capitais do Brasil. O rompimento com o Fundo Internacional naquele governo, trouxe embutido para o próximo, a aceleração do processo inflacionário, que produziu a emissão de moeda para cumprir os 50 anos em 5 e o enorme custo da construção e Brasília.

Ao fim do governo JK-Jango, a UDN se preparava para depois de tantas armações e conspirações contra os governos trabalhistas-desenvolvimentistas, tentar pelo voto uma vitória eleitoral que lhe permitisse chegar ao poder em 1960.

Duas chapas se destacam na reta da campanha eleitoral de 1960. Por um lado Jânio Quadros-Milton Campos, e a chapa do PTB de Lott-Jango, que pela segunda vez se apresenta como candidato a vice-presidente. Como na eleição anterior na qual Jango tinha feito mais votos que o próprio candidato a presidente Juscelino, nesta, Jânio derrota o General Lott, mas o seu vice, Milton Campos é derrotado por João Goulart, sendo eleito como vice-presidente do Brasil, contrariando a vitória de Jânio, que não consegue eleger o seu vice, que pela Constituição de 1946 era o Presidente do Congresso Nacional.

Ao assumir, Jânio desenvolve uma política contraditória na política interna e externa, governa através de bilhetinhos, proíbe o biquíni nas praias brasileiras e as rinhas de galo. Condecora o “Che Guevara” e rompe com o PTB de Jango, perdendo apoio no Congresso Nacional.
Com sete meses de mandato renuncia ao mandato de presidente da república e instrui os seus três ministros militares, Grumm Moss, Silvio Heck e Odílio Denys, a se rebelarem e se posicionarem contra a Constituição brasileira, para não só não dar posse ao vice-presidente João Goulart, que se encontrava em viagem oficial à China Popular, como deram aos comandos militares instruções de prendê-lo, caso entrasse no território nacional.
Mais um golpe contra a Constituição e o trabalhismo, pois Jango era desde 1954, portador da Carta Testamento de Getúlio e herdeiro político, sendo o condutor do PTB, como seu presidente nacional, desde então e vice-presidente eleito.

Surge então o Movimento da Legalidade capitaneado pelo governador Leonel Brizola, exigindo a posse, como determinava a Constituição brasileira, do vice-presidente eleito nas urnas, João Belchior Marques Goulart. Após brava mobilização do povo gaúcho em torno da Legalidade, o terceiro exército do sul do país adere a legitimidade do movimento e se coloca ao lado da Constituição, impedindo o golpe naquele momento.
Foram anos de lutas. Durante o governo de Jango se consegue um dos maiores benefícios dos trabalhadores brasileiros: o décimo terceiro salário, que segundo os periódicos reacionários da época iriam quebrar o Brasil. O jornal “O Globo” estampava isso em primeira página.

 
Nos surpreende o entreguismo de hoje capitaneado pelo governo ilegítimo e sem votos do senhor Temer, que está prestes a votar a tal “REFORMA TRABALHISTA”. Todos estes direitos que comentamos acima, estão em direção águas abaixo, para serem perdidos, como águas que após transporem a queda da cachoeira se perderão para sempre em direção ao mar do capitalismo selvagem.
Estamos construindo uma sociedade composta por trabalhadores autônomos que a partir da aprovação dessa reforma passarão a vender sua força de trabalho, sem nenhum vínculo ou benefício, sem relação com o contratante, sem férias ou direitos, se transformarão em autômatos, pequenas formigas transportando notas fiscais, que emitirão aos donos do capital, cada vez mais gordos com o suor destas vítimas, do absurdo mundo do lucro desenfreado. Então sim, veremos os noticiários dos oligopólios mediáticos bravearem em seus telejornais de economia de mercado: o mercado reagiu, o PIB subiu, investidores voltam ao Brasil, a bolsa deu um salto até hoje nunca visto! Sem dizerem é claro que esse crescimento é fruto do roubo do suor e do sacrifício de nossos trabalhadores. O acordado entre a onça e o cordeiro, com certeza deve privilegiar quem anda camuflado na floresta, não aquele que pasta desprotegido nas pradeiras.

Este é o golpe de 2016, frio, calculista, covarde e traiçoeiro praticado por perdedores das urnas, que derrubaram cinicamente a Presidente Dilma Rousseff, arquitetado pelo conspirador e seu vice-presidente Michael Temer.

O Brasil emergirá a altura destes canalhas; a história será o verdugo destes traidores, e, o povo brasileiro na sua grande sabedoria se fará merecedor de seus direitos quando a memória de seus líderes brotar da alma com força, no grito de luta para a reação.
 
 
*João Vicente Goulart
Diretor Instituto João Goulart-IPG
postado por Joao Vicente Goulart às 17:08

PÁGINA 64 ENTREVISTA JOÃO VICENTE, FILHO DE JANGO

19 de abril de 2017


PÁGINA 64 ENTREVISTA JOÃO VICENTE, FILHO DE JANGO
FUNDADOR DO PDT FALA SOBRE ELEIÇÕES, O PDT NA ATUALIDADE, A IMPORTÂNCIA DE JANGO  PARA O MOMENTO, E REVELA QUE NÃO DESCARTA UMA POSSIBILIDADE DE UMA CANDIDATURA. 
          No atual e conturbado momento brasileiro, a difícil situação política que vive o Congresso Nacional e o descrédito da população nos políticos, que cada vez mais se desvestem de seus disfarces de homens públicos, torna-se inevitável trazer a comparação os momentos que antecederam o Golpe de estado de 1964, que derrubou o Presidente nacionalista João Goulart do poder, e consigo, a figura do líder que lançou como modelo as “Reformas de Base”. Nesta entrevista com João Vicente Goulart, o Página 64 aborda estes questionamentos, da perseguição implacável a Jango, mesmo depois de 40 anos de sua ainda misteriosa morte, e há 53 anos do fatídico 1º de abril de 1964.
João Vicente Goulart diz que reformas pretendidas por seu pai continuam necessárias
PAGINA 64: É ainda, sentida nos dias de hoje, essa esdrúxula maneira de tentarem, as várias forças políticas, esconder a figura de Jango e os verdadeiros fatos que levaram o Brasil ao Golpe civil-militar, que implantou 21 anos de autoritarismo no Brasil?
JVG: Sem dúvidas, não só a figura de Jango como sua luta, seu governo e suas propostas para a Nação brasileira. As forças reacionárias deste país, antes, com a ditadura de 21 anos implantada pelo autoritarismo de um golpe civil-militar, e atualmente com um governo instaurado ilegitimamente através de um golpe jurídico-parlamentar-midiático, continuam a corromper a razão coletiva, não só do governo João Goulart, mas escondem os avanços de qualquer governo progressista.  Para eles isto é fácil, pois imaginem vocês, uma Nação composta com mais de 200 milhões de habitantes, está a mercê de seis famílias que detém 85% dos meios de comunicação, escrito, oral e televisivo.  Colocar a mosquinha da dúvida coletiva é fácil, através de noticiários, novelas que orientam comportamento do bandido bom, entrevistas selecionadas a dedo com jornalistas comprometidos com o grande capital e com as privatizações. A perseguição a quem teve ou tem propostas de uma verdadeira transformação social no país, distribuindo renda e idênticas oportunidades ao seu povo é tratado com a velha babaquice de ser adjetivado como comunista, agitador, corrupto, quando na verdade a maior corrupção, que estamos vendo, parte exatamente dos grandes empresários corruptores, das maiores empresas brasileiras que estão envolvidas aí na Lava-jato. Pena que a fila é seletiva, primeiro os envolvidos dos partidos e movimentos ditos de esquerda, que igualmente aos nomes da direita, entraram na onda da propina para “financiar” suas respectivas campanhas, através de um modelo partidário que visa a captação “por fora e por dentro” e que se encontra apodrecido, na opinião da população. Os partidos viraram antros de negociatas. É venda de espaço de televisão, apoio no Congresso via mensalinho ou mensalão, desvio de finalidade do “Fundo Partidário”, o que traz ao núcleo do partido, interesses diversos daqueles de seu propósito, ou seja, em vez de lutar pela implantação de uma corrente ideológica consistente, a luta travada é comercial, para trazer a qualquer custo a maior quantidade de deputados federais, seja da pelagem ou da raça que forem, não importa, o que importa é a soma deles. Quantos mais deputados, mais fundo partidário.


PAGINA 64: A figura de Jango incomoda hoje alguns? Ainda existe perseguição?
 JVG: Sem dúvidas! Essa perseguição é histórica a Jango, mesmo depois de 53 anos do golpe, nos mostra que as forças reacionárias se infiltraram nos partidos, nas empresas e no modelo eleitoral corrupto. Veja aqui em Brasília, após 10 anos de tramitação, passando por vários governos, conseguimos no Distrito Federal obter do governo Agnelo a “Cessão de Uso” de um terreno para construir o “Memorial da Liberdade Presidente João Goulart”, no Eixo Monumental de Brasília, última obra de Niemeyer para a capital; e foi cassado, por incomodar as elites!
No momento que aprovamos a Lei Rounet e seis emendas de parlamentares que completariam o orçamento para iniciar a obra, o atual governador Rodrigo Rollemberg, do Partido Socialista Brasileiro, manda seu Secretário da Cultura, Guilherme Reis anular “de ofício” um processo que passou por todas as instâncias de governos anteriores, durante 10 anos. Vejam só o tamanho da atitude covarde de Rollemberg, do PSB, que não se animou sequer ele mesmo a decretar a nulidade do convênio e mandou o seu vassalo fazê-lo, através de ato de ofício, tampouco respondendo no prazo de trinta dias, como manda o direito administrativo federal adotado pelo GDF ao questionamento hierárquico para que ele, Rollemberg, se manifestasse. Demorou mais de um ano, como uma forma de acabar com o Instituto Presidente João Goulart, uma vez que desestruturou financeiramente toda a ordem organizacional dessa nossa OSCIP, que foi criada com o único fim de preservar a memória do Presidente João Goulart. Mais uma vez, isto nos demonstra de como os partidos estão infiltrados com traidores da história nacional. Quem antes suporia uma atitude destas de parte do Partido Socialista? De Arraes? De Erundina? De Eduardo Campos? Foi no governo João Goulart quando pela primeira vez a convite de Jango, o Partido Socialista Brasileiro participou do governo com Mangabeira, Evandro Lins e outros.
Na verdade, a atitude deste governador covarde não é de socialista autêntico. É de um “socialite” infiltrado a serviço das elites.
 
PAGINA 64: Mas sendo assim, o Sr. Como fundador do PDT, signatário da “Carta de Lisboa, não tem voz dentro do seu partido, para manifestar essa contradição, que abala inclusive a imagem do Presidente João Goulart e que o partido tanto preza?
JVG: Tenho voz só dentro de minha convicção, de minha consciência. Claro que abala a figura de Jango, abala a figura de Vargas, abala a figura de Brizola, Pasqualini, Doutel, Darcy, Jackson Lago, Abdias Nascimento e tantos outros bravos trabalhistas que se horrorizariam com estas alianças espúrias que vem acontecendo dentro dos partidos. Os partidos que deveriam ser forças motrizes ideológicas se transformaram em forças de captação de recursos espúrios e só funcionam e discutem política eleitoral, e o quanto vai entrar no caixa, com os tremendos recursos em jogo que a cada dois anos, trazem as eleições no Brasil. Mas é por isso mesmo, pela memória de meu pai, pela minha luta constante em busca de seu resgate, de sua biografia, é que escrevi essa carta, inclusive de agradecimento aos deputados distritais que concederam apesar da covardia do governador em cassar o terreno, um título de “Cidadão Honorário de Brasília”, e alertando o Presidente, que afinal veio do PSB para o PDT, que minha trincheira será outra, pois não mais acredito que essa aliança que se mantém através do fisiologismo de cargos, possa trazer algum resultado ao partido, sequer eleitoralmente, e vai ser muito feio se quiserem abandonar o barco no último segundo do naufrágio, só quem faz isso são os ratos de porão e não acredito que o PDT fará isso, no último momento, depois de haver se lambuzado durante todo o mandato Rollemberg. Jango sai agora, a trincheira é outra, não é mais política, agora é judicial.
PÁGINA 64: Como vê o futuro próximo político? A reforma partidária? As eleições de 2018?
JVG: Tudo que se faz as pressas é casuísmo. Voto em lista, fim do fundo partidário, fim das coligações na proporcional, financiamento público, eleição proporcional em dois turnos, eleições com uma primeira rodada “prévia”, várias listas por partido, distrital, distrital misto; enfim, todos estes modelos devem ser discutidos e debatidos com a sociedade e não aprovados às pressas nos gabinetes do Congresso.
O Brasil tem atualmente o modelo mais corrupto de acesso aos parlamentos e aos executivos. Esse modelo de representatividade proporcional está exaurido. Nossa Democracia está infestada no modelo de representatividade de rios de dinheiro. O custo hoje para eleger um deputado federal por São Paulo gira em torno de R$ 15.000.000, quinze milhões de reais e isto deturpa a representatividade popular.
Quem tem quinze milhões para investir em uma candidatura que represente o povo? Quem vai investir são as empresas que precisam de um “funcionário” no parlamento para representar seu interesses, emendar projetos de subvenção de impostos para os seus setores, defender os desmatamentos para implantar novos pastos, através de leis que permitam este crime ambiental, favorecer igrejas com o não pagamento de tributos nem controle do dízimo, favorecer as patentes nacionais de química avançada e remédios para manter no poder de poucos a produção de remédios para uma população que não tem medicina de família, ou seja, uma população que já chega enferma nos centros de saúde públicos esfacelados pela falta de recursos e tem então que partir para um seguro médico, pois o SUS não funciona; então aí nesse momento aparecem os bancos vendendo seguros de saúde a preços acessíveis.
Enfim, as oligarquias que derrubaram Jango e Dilma são as mesmas; um Congresso suspeito, uma FIESP que continua comprando parlamentares e pessoas que possam influir na desestabilização política, como fizeram com a “Marcha da Família e Deus pela Pátria” em 1964, e o fizeram agora através de financiar o MBL e o Pato amarelinho, uma mídia comprometida e pertencente a poucas famílias, como fez o IPES em 1964 e por último alguém que dê sustenção após derrubar um governo legítimo. Aqui uma diferença, em 64 sustentou-se pela força e prepotência dos militares, mas hoje é pelas togas e decisões tendenciosas do judiciário de capitanias hereditárias. Necessitamos de uma nova constituinte, mas uma constituinte em praça pública, com o povo na rua, com sindicatos e movimentos sociais de base reivindicando diretamente o que lhes pertence, um Brasil para todos.
PÁGINA 64: O Senhor pensa em participar politicamente dessa próxima eleição?
JVG: Eleitoralmente? Não sei. Quem sabe é o destino que conduz nossa vida; mas se for pela memória de meu pai, que possa trazer à luz a sua luta pelas Reformas de Base, quem sabe. Eu já estou participando. Os anos nos ensinam que participar politicamente não é somente através da participação eleitoral. Se participa politicamente em conferências, palestras, debates ou até mesmo através da caneta, da crítica de redação e da poesia. Estou lançando em várias capitais, (já foram sete delas),  o livro que escrevi sobre o meu pai no exilio, “Jango e eu”, que para minha grande honra, foi trazer a superfície os dias de resistência de meu pai e sua luta no exílio. Várias pessoas que o leram me dizem que pela primeira vez alguém conseguiu dar voz ao Jango, ao Jango homem, ao Jango pai, reconstruindo singelos diálogos informais dentro de casa, imprimindo nele uma faceta desconhecida na história. Ele dialoga com a família, como um pai e como um ser humano que amou e lutou muito pelo Brasil, e que lamentavelmente devido a sua luta, nunca mais pode pisar o solo de sua Pátria. É esse o Jango que me dispus a resgatar e a lutar por ele. Não será a inercia de uma aliança trabalhista espúria com um traidor da história no GDF, ingrato, pois inclusive a vinda desse governador e de sua família para Brasília foi a nomeação de Jango a seu pai, Dr. Armando Rollemberg para o antigo Supremo Tribunal de Recursos, que me fará permanecer ao lado de covardes, fisiologistas e políticos sem escrúpulos. Jango é maior que isso, fico ao seu lado, onde sempre estive, onde sempre estarei.
 
postado por Joao Vicente Goulart às 15:15

A magnificência do HABIB`S diante da fome de uma criança é a morte.

08 de março de 2017
A magnificência do HABIB`S diante da fome de uma criança é a morte.
*João Vicente Goulart


A morte.

O espancamento e a brutalidade contra uma criança que pedia comida a clientes do HABBIB`S, conduziu-a diretamente a morte.

A crueldade é tão forte que muitas vezes não sabemos mais onde estamos, onde nos dirigimos com esta inumanidade que assola comportamentos de barbárie contra um ser humano, uma criança, que cujo pecado era estar com fome e foi brutalmente espancada até a morte por funcionários desta empresa gigante, que vende comida em uma magnificência de quem olha a multiplicidade das suas fachadas e não conhece os desígnios dos caminhos da humanidade.

Será por falta de justiça? Será por desprezo ao ser humano e culto ao lucro, ao materialismo?

Nem um animal é tratado com tanto menosprezo, como foi tratado o corpo inerte de uma criança sendo arrastrado pelas ruas por verdadeiros monstros humanos, funcionarios deste império, que o jogam na calçada, como um monte de lixo desprezível.

https://www.youtube.com/watch?v=e9Ku3giKGMU
Clique aqui

Vemos algumas iniciativas na internet de “boicote” a esta rede de comidas fast-food, as quais me uno já, e que cabe a nós despertar o nosso coração, para que este fato não seja apenas mais um dado estatístico entre milhares de outros atrozes que passam a ser corriqueiros e são esquecidos logo ali.
Não posso me abster, não posso ignorar, não posso deixar esta covardia não me ferir, não posso deixar de denunciar, se não, quem morre por dentro sou eu.

João Vitor, menino, criança e com fome: esteja certo, que esfiha no HABIB`S, nunca mais.
 
João Vicente Goulart
Cidadão brasileiro
postado por Joao Vicente Goulart às 11:04

JANGO: Há 98 anos nascia um homem de lutas. João Vicente Goulart

02 de março de 2017

JANGO: Há 98 anos nascia um homem de lutas.

João Vicente Goulart






Jango em São Borja, sua terra missioneira.

1º de março de 1919, nascia Jango, meu pai, na terra missioneira de São Borja, terra pertencente aos 7 povos das Missões Jesuíticas, terra do socialismo cristão antes de Marx.

O DNA de resistência desses bravos povos indígenas que se estabeleceram nas missões por volta de 1626, já derramavam em seu sangue a harmonia da vida em comunidade, onde, organizados pelos jesuítas, tinham consciência da atividade produtiva de forma coletiva, pois ali as ferramentas e o resultado da produção eram revertidos como um benefício de todos. Povos nascidos livres, donos de suas terras e do seu destino onde organizavam-se para permanecerem livres, ainda na colônia, separados pelo tratado de Tordesilhas.

Foi o berço da República Guarani. Já naquela época, enquanto o poder político na Europa era exercido por reis e rainhas por herança de família, na República Guarani todo cidadão tinha o direito de eleger, por voto direto, seus representantes, de prefeito a juiz, passando pelo chefe de polícia e demais cargos importantes.

A resistência aos bandeirantes foi brava e altruísta por parte daquele povo que não admitia ser escravizado.

De lá veio Jango, como um irmão de seu povo, acostumado àqueles tempos antigos de luta. Cresceu entre as campeiradas com o chimarrão dividido entre patrões e empregados durante as longas viagens de tropas, entre as patas dos matungos e as paletas de ovelha para saciar a fome, embaixo do pelego, no frio das madrugadas e à beira de alguma sanga para dormir e descansar, enquanto os bois também ruminavam para seguir o caminho com a peonada, ao amanhecer.

Este é o humanismo que Jango levou na sua pregação política muito mais tarde, quando convidado por Getúlio Vargas, outro missioneiro para entrar na vida pública.

Honrou cada milímetro desta confiança que Getúlio lhe legou. Honrou sua história e seu destino, levantando as necessidades básicas de reformulação estrutural da Nação para uma distribuição de renda mais humana entre os brasileiros, seus irmãos.

As Reformas de Base, que possibilitariam fazer um país mais justo e equitativo, não foram toleradas pelas elites brasileiras que, aliadas aos militares, traíram a Constituição e deram o Golpe de 1964, acabando de vez com a esperança de um Brasil para todos.

Depuseram Jango e o fizeram morrer no exílio.

O destino é assim, só os predestinados e obcecados pelo seu povo morrem de pé com a história. Até hoje discutimos a figura de Jango, a figura deste missioneiro de fala mansa, que se tornou o único presidente republicano a morrer no exílio, pelo seu povo, pela liberdade, pela democracia e pela justiça social, que nasceu em 1º de março, há 98 anos, em uma terra que tampouco se submeteu a prepotência. É desta terra que ele veio, e até hoje o seu povo o conhece como Jango, o presidente dos trabalhadores brasileiros.

Salve a memória nacional!

Jango vive!



João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 18:18

Rollemberg: com o rei na barriga

28 de fevereiro de 2017

Rollemberg: com o rei na barriga
*João Vicente Goulart



Não é de hoje que a população do Distrito Federal conhece as atitudes do seu governador Rodrigo Rollemberg.

Além de não cumprir sua palavra com as categorias de funcionários do governo, Polícia Civil, Professores, Técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, Agentes do DER, Agentes do Detran, Metroviários, Na Hora, Ibran, Políticas Públicas e Gestão, Músicos da Orquestra Sinfônica, Servidores da Novacap, da Cultura, etc., etc., o governador é daqueles que se jacta na ironia de pensar que o mundo é subordinado a ele.

Um verdadeiro homenzinho com o Rei na barriga.

Agora, se não fosse triste, vemos o cinismo dele, ao dar risadas e zombar dos representantes do povo do Distrito Federal, chamando-os de “deputadinhos vendidos”, segundo reportagem do site “fatoonline.com.br” que aqui reproduzimos:



Câmara Legislativa de quatro
Rollemberg tem dado gargalhadas quando comenta com seu grupo o resultado da eleição para as comissões permanentes da Câmara Legislativa, diz rindo muito: “Não disse que esses deputadozinhos são todos uns vendidos? Bastou eu acenar com uns carguinhos para eles virem correndo de cabeça baixa e se eu quiser até de quatro pés para a base do Governo”. É triste, vergonhoso e chega a dar nojo, mas é a pura verdade.


Pois é governador, quem ri por último ri melhor! Conhece esse ditado popular?
Espere em 2018, a grande gargalhada do povo, pois mentirosos e traíras são iguais a Pinóquio: cara, corpo e nariz de pau.





*João Vicente Goulart
Diretor-IPG, Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 20:42

A VERGONHA DE UM PAÍS TRAÍDO POR GANGUES NOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA VIDA.

26 de fevereiro de 2017
 PREVIDÊNCIA:
A VERGONHA DE UM PAÍS TRAÍDO POR GANGUES NOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA VIDA.
João Vicente Goulart.
 
 
 

Marcelo Caetano, Secretario da Previdência, agente publico e membro do Conselho da Brasprev.


Só podemos dizer que é ato de gangues.

A notícia de que o Secretario da Previdência, Marcelo Caetano, do Ministério da Previdência, encarregado de arquitetar e promover a Reforma da Previdência Social no Brasil pertence ao Conselho de Administração da BRASILPREV, uma empresa de seguros privados, que venderá seguros para complementação de renda, no momento em que a nossa atual previdência Social com a “reforma” encaminhada por este agente, exigirá 49 anos de contribuição do trabalhador brasileiro, deixando mais distante o benefício aos aposentados futuros, se é que haverá aposentados futuros com essas novas regras, é crime.

Não é concebível que a nomeação desta figura tão importante que haverá de condenar milhões de brasileiros a miséria após anos e anos de luta, suor e sacrifício para aposentar-se dignamente, não tenha passado pelo crivo estrito da ABIN que assessora a Casa Civil da Presidência da República, e esta, alertado que ele faz parte do Conselho de Administração de uma empresa do ramo que afetará o interesse do povo brasileiro, mostrando ao presidente Temer o grave conflito de interesses. Este detalhe não passa batido nesse tipo de análise.

Foi intencional e preparada a nomeação para isto; para trair o povo trabalhador a quem este governo devia servir, e beneficiar  empresas que virão a vender planos de previdência privada aos desprotegidos e futuros brasileiros aposentados.

Ainda bem que uma denúncia foi encaminhada à Comissão de ética da Presidência da República pela Central Sindical Pública, que representa servidores da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), e será também encaminhada também ao Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Este secretario não tem mais a mínima condição de representar qualquer mudança ou projeto a ser encaminhado ao Congresso Nacional. È suspeito.

Como é sabido todos os nomeados em cargos de governo, gestores de políticas públicas, em qualquer esfera, ficam impedidos de exercer qualquer “atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual este participe.”.

O que se antevê, por trás da cortina da ilegitimidade é uma verdadeira operação de caça aos direitos sociais e venda posterior de uma apólice de aposentadoria privada, hipotética e fugaz, ao nosso povo sofrido, tão esperançoso como guerreiro.
 
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 13:25

A dor de Serra é a vértebra da soberania

24 de fevereiro de 2017
A dor de Serra é a vértebra da soberania
*João Vicente Goulart





Qual a verdadeira razão do pedido de demissão do plenipotenciário Ministro de Relações Exteriores do Brasil, José Serra?

Dor de coluna, que o está impedindo de gerenciar com seriedade os trabalhos de nossa chancelaria?

Qual o diagnóstico dessas dores que somem ao atravessar a rua e voltar a ocupar seu mandato de senador, com cessões que se estendem até a madrugada? Logo na véspera de carnaval, quando as notícias da semana serão somente de ritmos, passarelas, lentejoulas e outras missangas do samba e da folia?

A obsessão pela presidência em 2018 é clara e presente nesta movimentação, e sempre é melhor sair agora de fininho para quem tem pela frente seu nome na Lava-Jato a ser exposto na mídia, e convenhamos, se acontecer como Ministro de Relações Exteriores seria a inviabilidade de qualquer pretensão neste sentido.

Todos sabemos também do altíssimo nível de informações do serviço secreto americano e seu conhecimento sobre a frágil situação política brasileira que atinge a Nação através de um governo ilegítimo e instável (com a demissão de Serra o percentual de queda de ministros é de um por mês de governo). Nunca um embaixador brasileiro, demorou tanto tempo a ser confirmado por Washington, como Sergio Amaral na administração Trump, após nosso ex-ministro Serra ter passado toda a campanha eleitoral americana como um verdadeiro eleitor de Hillary Clinton, apostando no seu neoliberalismo e sua estreita relação com o PSDB. Falou demais e agiu errado. Virou chanceler.

E por último, em ato de servilismo sem precedentes, engendrou uma negociação com o aval do Planalto da entrega da base de Alcântara para os americanos, que nem a eles agradou, de tão vergonhosa, antipatriótica e entreguista, que resultou em repulsa do setor militar brasileiro, que parece, não concordar com a entrega da base militar do Brasil. Atitude que se confirmada, devemos parabenizar nossos militares.

A coluna dói mesmo, principalmente se for a vértebra de nossa soberania.


João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 14:51

É hora do STF mostrar ao Brasil a igualdade das leis para todos.

31 de janeiro de 2017
É hora do STF mostrar ao Brasil a igualdade das leis para todos.
João Vicente Goulart.
 




Após a justa decisão da Presidente do STF, Ministra Carmem Lucia em homologar as delações premiadas já em andamento no gabinete do falecido Ministro Teori Zavascki, chegou a hora de colocar os pontos nos “is”, e através da “liberdade de imprensa” termos o conhecimento das 77 delações dos diretores, funcionários e responsáveis pelo propino-duto que regou a corrupção, não só das campanhas petistas mas também de todos os envolvidos que, em nome da ética política deveriam ser afastados de seus cargos enquanto dure a investigação.

Se não, lembremos; em artigo da Folha do ano passado (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/08/1799887-jose-serra-recebeu-r-23-mi-via-caixa-2-afirma-odebrecht.shtml) o senhor José Serra, atual Ministro de relações exteriores do Brasil, nosso “Chanceler”, foi citado com o codinome (apelidos na lista da Odebrecht) de “careca” e ou “vizinho”, em documentos encontrados na casa do presidente de infraestrutura da referida empresa, Benedito Barbosa da Silva Junior, durante a 23º fase da operação Lava-jato, a Acarajé, em fevereiro passado.

Os executivos afirmam que a campanha do atual ministro teria recebido R$ 23.000.000, no caixa dois e estariam dispostos a demostrar mediante comprovantes, tais depósitos na delação premiada.

Também estão entre os implicados (http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485808656_455545.html)  o mais alto escalão do governo Temer: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Programa de privatizações), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Serra e o próprio Temer, configurando assim, o verdadeiro “time de ouro” que assaltou o Brasil, para colocá-lo nos eixos.

É esperar para ver...

A credibilidade do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público e dos atores representantes de nossa justiça, estão em jogo.

Lembremos do Presidente Allende e suas palavras sobre a lei e a justiça:

postado por Joao Vicente Goulart às 18:17

Rollemberg: o governador das elites, perde de novo, no voto, na casa do povo.

13 de janeiro de 2017
Rollemberg: o governador das elites, perde no voto, de novo, na casa do povo.

*João Vicente Goulart


Mais uma vez a empáfia dos poderosos, representados pelo titubeante governador Rodrigo Rollemberg, tem que baixarem a crista e se curvarem a decisão soberana da Câmara Legislativa do DF que, através de decreto legislativo, anulou o criminoso aumento de até 25% no transporte público.

Encenação na Câmara Legislativa do DF

Não bastasse o desrespeito com o qual este “ombudsman” das elites brasilienses vem governando o Distrito Federal, com seu desprezo pela gente humilde que o levou ao governo, atingindo e prejudicando policiais, professores, funcionários da saúde pública, que se encontra em estado calamitoso e mais de 35 categorias de funcionários, este governador, como bom representante das elites envolvidas, irá, sem dúvidas, à justiça buscar anular os efeitos da derrubada do referido decreto pela Casa do Povo.

O placar desta derrota foi acachapante, houveram 6 abstenções e dos 18 deputados presentes nenhum votou a favor do governo.

Com o contumaz servilismo, sordidez e submissão aos poderosos, a quem serve, que mandam e desmandam no seu governo, Rollemberg não terá o altruísmo de reconhecer a derrota.

Típico papel dos déspotas.

Irá à justiça, contra o povo humilde e desamparado que se quer tem garantido pelo executivo seus direitos básicos de ir e vir, de tratamento médico adequado e moradia, pois até os barracos, a estas alturas já devem ter sido arrancados pelos tratores da AGEFIS.

Mas a história nos mostra que os tiranos que por um tempo, pareciam invencíveis, no final sempre caíram.

O povo vencerá!
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 22:47
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