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Este "blog" pretente abrir un canal de discussão da soberania brasileira em seu amplo contexto de legalidade constitutcional, seus caminhos e alternativas, que a Nação necessita para sua emancipação.

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OUTRO GOLPE CONTRA O TRABALHISMO: A REFORMA DO ACORDADO CONTRA A DETERMINAÇÃO DA LEI.

26 de abril de 2017
OUTRO GOLPE CONTRA O TRABALHISMO: A REFORMA DO ACORDADO CONTRA A DETERMINAÇÃO DA LEI.
 
*João Vicente Goulart
 
 
 
O que vemos hoje nesta proposta de “reforma trabalhista”, nada mais é que o assalto a estes direitos, fruto de um golpe, fruto da traição do Congresso Nacional, do Judiciário e de covardes agentes a serviço das elites que se prestam ao boicote da conspiração contra a nossa Constituição. É um golpe contra o trabalhismo, contra os trabalhadores do Brasil. Ora, o que é acordar sobre o legislado?
 
Precisamos fazer uma recapitulação na história e veremos quantas vezes as oligarquias políticas e retrógadas agiram contra os trabalhadores.
O que vemos neste governo ilegítimo é a construção de uma sociedade neo-escravocrata, disfarçada de modernização de relação capital e trabalho.

Temos tido sem dúvidas ao longo do período republicano, avanços e retrocessos na área dos direitos civis e trabalhistas. Desde a revolução de 1930, quando Vargas assume o poder após liderar aquele movimento e por fim aquela Republica comprometida com as forças da oligarquia do campo e implantado um governo marcado pelo nacionalismo, inclinado para modificar as estruturas sociais, mesmo que fosse em um regime implantado pela força revolucionaria; a força da reação tem sido enorme através de nossa história.

Com um governo forte e uma política centralizadora, Vargas conseguiu implantar a Justiça do Trabalho, em 1939, criou vários direitos trabalhistas como o salário mínimo, criou a carteira do trabalho e conseguiu que o trabalhador brasileiro tivesse férias remuneradas e uma semana com no máximo de 48 horas, naquele então. Estes avanços na área social levaram ao golpe que o retirou do poder em 1945.
Golpe contra os avanços sociais e as conquistas trabalhistas.

No seu segundo mandato, após sua volta em 1950, pelo voto popular, Vargas imprime um governo de caráter nacionalista, criando a PETROBRAS, através de uma memorável campanha de o “Petróleo é nosso”, estabeleceu normas e diretrizes que viabilizaram posteriormente a ELETROBRAS no governo João Goulart, além de outras realizações. Há época, via seu ministro do Trabalho, Industria e Comercio aprovou o aumento de 100% no poder aquisitivo do salário mínimo, o que provocou a queda de Jango, ministro daquela pasta, por sublevação militar no histórico “Manifesto dos coronéis”, que viriam a ser os generais de 1964.

O golpe eminente, desemboca no suicídio do Presidente Getúlio Vargas, que não querendo mais ceder a outra queda e outro exílio, optou pelo caminho da imolação pessoal em nome do povo e dos trabalhadores brasileiros, “serenamente deu o primeiro passo de sair da vida e entrar na história”.
A grande imprensa, Lacerda e as forças golpistas tiveram que calar-se. Foi também aquele, mais um golpe contra os avanços sociais, contra os trabalhadores e as riquezas de nosso país.

Após um ano da presidência Café Filho, a nova esperança se dá nas eleições de 1955.
Juarez Távora e Juscelino Kubitscheck disputaram a primazia de serem presidentes do Brasil; mas a forte aliança PSD-PTB feita para solidificar a área mais conservadora de Minas Gerais com o PTB, que representava a força do trabalhismo já capitaneada por Jango, foi a vitoriosa naquele então e o Brasil preparava-se para entrar no modelo desenvolvimentista tão desejado por Getúlio, que já no seu primeiro governo tinha forçado os Estados Unidos da América a construir a siderúrgica de Volta Redonda, a CSN, como contrapartida para o Brasil entrar como aliado, na Segunda Guerra Mundial, dando o pontapé inicial a industrialização brasileira.

Juscelino e Jango tiveram que assumir sob “Estado de sítio”, pois o vice de Getúlio, Café Filho tinha sido contra a posse de JK-Jango e tinha sido substituído por Carlos Luz, que a sua vez, tinha demitido o General Lott, legalista que fez que este se refugiasse em prédio da Marinha, tendo então Nereu Ramos assumido como presidente do Senado e restituído o General ao posto de Ministro da Guerra.

Logo após a posse, mais uma vez, os militares queriam um golpe e armaram Jacareacanga, um levante militar que imediatamente foi sufocado pelo General Lott, que acabou com a festa golpista da UDN, então representada pela ultradireita do Brasil, que sempre insiste nos golpes quando não tem votos para chegar ao poder. Qualquer semelhança com a eleição de 2014, não é mera coincidência, apenas formas distintas de conspirar contra o poder constituído legitimamente.

Mais um golpe na Nação brasileira tentando impedir a posse dos eleitos.

Após um mandato de muitas negociações o governo JK-JG consegue terminar os 5 anos, onde se consegue a construção de Brasília após muitas resistências políticas de São Paulo e Rio de Janeiro principalmente, que não queriam a transferência da Capital Federal para o Centro Oeste do país, por uma questão de custos e de perda da hegemonia política que tinham estas duas grandes capitais do Brasil. O rompimento com o Fundo Internacional naquele governo, trouxe embutido para o próximo, a aceleração do processo inflacionário, que produziu a emissão de moeda para cumprir os 50 anos em 5 e o enorme custo da construção e Brasília.

Ao fim do governo JK-Jango, a UDN se preparava para depois de tantas armações e conspirações contra os governos trabalhistas-desenvolvimentistas, tentar pelo voto uma vitória eleitoral que lhe permitisse chegar ao poder em 1960.

Duas chapas se destacam na reta da campanha eleitoral de 1960. Por um lado Jânio Quadros-Milton Campos, e a chapa do PTB de Lott-Jango, que pela segunda vez se apresenta como candidato a vice-presidente. Como na eleição anterior na qual Jango tinha feito mais votos que o próprio candidato a presidente Juscelino, nesta, Jânio derrota o General Lott, mas o seu vice, Milton Campos é derrotado por João Goulart, sendo eleito como vice-presidente do Brasil, contrariando a vitória de Jânio, que não consegue eleger o seu vice, que pela Constituição de 1946 era o Presidente do Congresso Nacional.

Ao assumir, Jânio desenvolve uma política contraditória na política interna e externa, governa através de bilhetinhos, proíbe o biquíni nas praias brasileiras e as rinhas de galo. Condecora o “Che Guevara” e rompe com o PTB de Jango, perdendo apoio no Congresso Nacional.
Com sete meses de mandato renuncia ao mandato de presidente da república e instrui os seus três ministros militares, Grumm Moss, Silvio Heck e Odílio Denys, a se rebelarem e se posicionarem contra a Constituição brasileira, para não só não dar posse ao vice-presidente João Goulart, que se encontrava em viagem oficial à China Popular, como deram aos comandos militares instruções de prendê-lo, caso entrasse no território nacional.
Mais um golpe contra a Constituição e o trabalhismo, pois Jango era desde 1954, portador da Carta Testamento de Getúlio e herdeiro político, sendo o condutor do PTB, como seu presidente nacional, desde então e vice-presidente eleito.

Surge então o Movimento da Legalidade capitaneado pelo governador Leonel Brizola, exigindo a posse, como determinava a Constituição brasileira, do vice-presidente eleito nas urnas, João Belchior Marques Goulart. Após brava mobilização do povo gaúcho em torno da Legalidade, o terceiro exército do sul do país adere a legitimidade do movimento e se coloca ao lado da Constituição, impedindo o golpe naquele momento.
Foram anos de lutas. Durante o governo de Jango se consegue um dos maiores benefícios dos trabalhadores brasileiros: o décimo terceiro salário, que segundo os periódicos reacionários da época iriam quebrar o Brasil. O jornal “O Globo” estampava isso em primeira página.

 
Nos surpreende o entreguismo de hoje capitaneado pelo governo ilegítimo e sem votos do senhor Temer, que está prestes a votar a tal “REFORMA TRABALHISTA”. Todos estes direitos que comentamos acima, estão em direção águas abaixo, para serem perdidos, como águas que após transporem a queda da cachoeira se perderão para sempre em direção ao mar do capitalismo selvagem.
Estamos construindo uma sociedade composta por trabalhadores autônomos que a partir da aprovação dessa reforma passarão a vender sua força de trabalho, sem nenhum vínculo ou benefício, sem relação com o contratante, sem férias ou direitos, se transformarão em autômatos, pequenas formigas transportando notas fiscais, que emitirão aos donos do capital, cada vez mais gordos com o suor destas vítimas, do absurdo mundo do lucro desenfreado. Então sim, veremos os noticiários dos oligopólios mediáticos bravearem em seus telejornais de economia de mercado: o mercado reagiu, o PIB subiu, investidores voltam ao Brasil, a bolsa deu um salto até hoje nunca visto! Sem dizerem é claro que esse crescimento é fruto do roubo do suor e do sacrifício de nossos trabalhadores. O acordado entre a onça e o cordeiro, com certeza deve privilegiar quem anda camuflado na floresta, não aquele que pasta desprotegido nas pradeiras.

Este é o golpe de 2016, frio, calculista, covarde e traiçoeiro praticado por perdedores das urnas, que derrubaram cinicamente a Presidente Dilma Rousseff, arquitetado pelo conspirador e seu vice-presidente Michael Temer.

O Brasil emergirá a altura destes canalhas; a história será o verdugo destes traidores, e, o povo brasileiro na sua grande sabedoria se fará merecedor de seus direitos quando a memória de seus líderes brotar da alma com força, no grito de luta para a reação.
 
 
*João Vicente Goulart
Diretor Instituto João Goulart-IPG
postado por Joao Vicente Goulart às 17:08

PÁGINA 64 ENTREVISTA JOÃO VICENTE, FILHO DE JANGO

19 de abril de 2017


PÁGINA 64 ENTREVISTA JOÃO VICENTE, FILHO DE JANGO
FUNDADOR DO PDT FALA SOBRE ELEIÇÕES, O PDT NA ATUALIDADE, A IMPORTÂNCIA DE JANGO  PARA O MOMENTO, E REVELA QUE NÃO DESCARTA UMA POSSIBILIDADE DE UMA CANDIDATURA. 
          No atual e conturbado momento brasileiro, a difícil situação política que vive o Congresso Nacional e o descrédito da população nos políticos, que cada vez mais se desvestem de seus disfarces de homens públicos, torna-se inevitável trazer a comparação os momentos que antecederam o Golpe de estado de 1964, que derrubou o Presidente nacionalista João Goulart do poder, e consigo, a figura do líder que lançou como modelo as “Reformas de Base”. Nesta entrevista com João Vicente Goulart, o Página 64 aborda estes questionamentos, da perseguição implacável a Jango, mesmo depois de 40 anos de sua ainda misteriosa morte, e há 53 anos do fatídico 1º de abril de 1964.
João Vicente Goulart diz que reformas pretendidas por seu pai continuam necessárias
PAGINA 64: É ainda, sentida nos dias de hoje, essa esdrúxula maneira de tentarem, as várias forças políticas, esconder a figura de Jango e os verdadeiros fatos que levaram o Brasil ao Golpe civil-militar, que implantou 21 anos de autoritarismo no Brasil?
JVG: Sem dúvidas, não só a figura de Jango como sua luta, seu governo e suas propostas para a Nação brasileira. As forças reacionárias deste país, antes, com a ditadura de 21 anos implantada pelo autoritarismo de um golpe civil-militar, e atualmente com um governo instaurado ilegitimamente através de um golpe jurídico-parlamentar-midiático, continuam a corromper a razão coletiva, não só do governo João Goulart, mas escondem os avanços de qualquer governo progressista.  Para eles isto é fácil, pois imaginem vocês, uma Nação composta com mais de 200 milhões de habitantes, está a mercê de seis famílias que detém 85% dos meios de comunicação, escrito, oral e televisivo.  Colocar a mosquinha da dúvida coletiva é fácil, através de noticiários, novelas que orientam comportamento do bandido bom, entrevistas selecionadas a dedo com jornalistas comprometidos com o grande capital e com as privatizações. A perseguição a quem teve ou tem propostas de uma verdadeira transformação social no país, distribuindo renda e idênticas oportunidades ao seu povo é tratado com a velha babaquice de ser adjetivado como comunista, agitador, corrupto, quando na verdade a maior corrupção, que estamos vendo, parte exatamente dos grandes empresários corruptores, das maiores empresas brasileiras que estão envolvidas aí na Lava-jato. Pena que a fila é seletiva, primeiro os envolvidos dos partidos e movimentos ditos de esquerda, que igualmente aos nomes da direita, entraram na onda da propina para “financiar” suas respectivas campanhas, através de um modelo partidário que visa a captação “por fora e por dentro” e que se encontra apodrecido, na opinião da população. Os partidos viraram antros de negociatas. É venda de espaço de televisão, apoio no Congresso via mensalinho ou mensalão, desvio de finalidade do “Fundo Partidário”, o que traz ao núcleo do partido, interesses diversos daqueles de seu propósito, ou seja, em vez de lutar pela implantação de uma corrente ideológica consistente, a luta travada é comercial, para trazer a qualquer custo a maior quantidade de deputados federais, seja da pelagem ou da raça que forem, não importa, o que importa é a soma deles. Quantos mais deputados, mais fundo partidário.


PAGINA 64: A figura de Jango incomoda hoje alguns? Ainda existe perseguição?
 JVG: Sem dúvidas! Essa perseguição é histórica a Jango, mesmo depois de 53 anos do golpe, nos mostra que as forças reacionárias se infiltraram nos partidos, nas empresas e no modelo eleitoral corrupto. Veja aqui em Brasília, após 10 anos de tramitação, passando por vários governos, conseguimos no Distrito Federal obter do governo Agnelo a “Cessão de Uso” de um terreno para construir o “Memorial da Liberdade Presidente João Goulart”, no Eixo Monumental de Brasília, última obra de Niemeyer para a capital; e foi cassado, por incomodar as elites!
No momento que aprovamos a Lei Rounet e seis emendas de parlamentares que completariam o orçamento para iniciar a obra, o atual governador Rodrigo Rollemberg, do Partido Socialista Brasileiro, manda seu Secretário da Cultura, Guilherme Reis anular “de ofício” um processo que passou por todas as instâncias de governos anteriores, durante 10 anos. Vejam só o tamanho da atitude covarde de Rollemberg, do PSB, que não se animou sequer ele mesmo a decretar a nulidade do convênio e mandou o seu vassalo fazê-lo, através de ato de ofício, tampouco respondendo no prazo de trinta dias, como manda o direito administrativo federal adotado pelo GDF ao questionamento hierárquico para que ele, Rollemberg, se manifestasse. Demorou mais de um ano, como uma forma de acabar com o Instituto Presidente João Goulart, uma vez que desestruturou financeiramente toda a ordem organizacional dessa nossa OSCIP, que foi criada com o único fim de preservar a memória do Presidente João Goulart. Mais uma vez, isto nos demonstra de como os partidos estão infiltrados com traidores da história nacional. Quem antes suporia uma atitude destas de parte do Partido Socialista? De Arraes? De Erundina? De Eduardo Campos? Foi no governo João Goulart quando pela primeira vez a convite de Jango, o Partido Socialista Brasileiro participou do governo com Mangabeira, Evandro Lins e outros.
Na verdade, a atitude deste governador covarde não é de socialista autêntico. É de um “socialite” infiltrado a serviço das elites.
 
PAGINA 64: Mas sendo assim, o Sr. Como fundador do PDT, signatário da “Carta de Lisboa, não tem voz dentro do seu partido, para manifestar essa contradição, que abala inclusive a imagem do Presidente João Goulart e que o partido tanto preza?
JVG: Tenho voz só dentro de minha convicção, de minha consciência. Claro que abala a figura de Jango, abala a figura de Vargas, abala a figura de Brizola, Pasqualini, Doutel, Darcy, Jackson Lago, Abdias Nascimento e tantos outros bravos trabalhistas que se horrorizariam com estas alianças espúrias que vem acontecendo dentro dos partidos. Os partidos que deveriam ser forças motrizes ideológicas se transformaram em forças de captação de recursos espúrios e só funcionam e discutem política eleitoral, e o quanto vai entrar no caixa, com os tremendos recursos em jogo que a cada dois anos, trazem as eleições no Brasil. Mas é por isso mesmo, pela memória de meu pai, pela minha luta constante em busca de seu resgate, de sua biografia, é que escrevi essa carta, inclusive de agradecimento aos deputados distritais que concederam apesar da covardia do governador em cassar o terreno, um título de “Cidadão Honorário de Brasília”, e alertando o Presidente, que afinal veio do PSB para o PDT, que minha trincheira será outra, pois não mais acredito que essa aliança que se mantém através do fisiologismo de cargos, possa trazer algum resultado ao partido, sequer eleitoralmente, e vai ser muito feio se quiserem abandonar o barco no último segundo do naufrágio, só quem faz isso são os ratos de porão e não acredito que o PDT fará isso, no último momento, depois de haver se lambuzado durante todo o mandato Rollemberg. Jango sai agora, a trincheira é outra, não é mais política, agora é judicial.
PÁGINA 64: Como vê o futuro próximo político? A reforma partidária? As eleições de 2018?
JVG: Tudo que se faz as pressas é casuísmo. Voto em lista, fim do fundo partidário, fim das coligações na proporcional, financiamento público, eleição proporcional em dois turnos, eleições com uma primeira rodada “prévia”, várias listas por partido, distrital, distrital misto; enfim, todos estes modelos devem ser discutidos e debatidos com a sociedade e não aprovados às pressas nos gabinetes do Congresso.
O Brasil tem atualmente o modelo mais corrupto de acesso aos parlamentos e aos executivos. Esse modelo de representatividade proporcional está exaurido. Nossa Democracia está infestada no modelo de representatividade de rios de dinheiro. O custo hoje para eleger um deputado federal por São Paulo gira em torno de R$ 15.000.000, quinze milhões de reais e isto deturpa a representatividade popular.
Quem tem quinze milhões para investir em uma candidatura que represente o povo? Quem vai investir são as empresas que precisam de um “funcionário” no parlamento para representar seu interesses, emendar projetos de subvenção de impostos para os seus setores, defender os desmatamentos para implantar novos pastos, através de leis que permitam este crime ambiental, favorecer igrejas com o não pagamento de tributos nem controle do dízimo, favorecer as patentes nacionais de química avançada e remédios para manter no poder de poucos a produção de remédios para uma população que não tem medicina de família, ou seja, uma população que já chega enferma nos centros de saúde públicos esfacelados pela falta de recursos e tem então que partir para um seguro médico, pois o SUS não funciona; então aí nesse momento aparecem os bancos vendendo seguros de saúde a preços acessíveis.
Enfim, as oligarquias que derrubaram Jango e Dilma são as mesmas; um Congresso suspeito, uma FIESP que continua comprando parlamentares e pessoas que possam influir na desestabilização política, como fizeram com a “Marcha da Família e Deus pela Pátria” em 1964, e o fizeram agora através de financiar o MBL e o Pato amarelinho, uma mídia comprometida e pertencente a poucas famílias, como fez o IPES em 1964 e por último alguém que dê sustenção após derrubar um governo legítimo. Aqui uma diferença, em 64 sustentou-se pela força e prepotência dos militares, mas hoje é pelas togas e decisões tendenciosas do judiciário de capitanias hereditárias. Necessitamos de uma nova constituinte, mas uma constituinte em praça pública, com o povo na rua, com sindicatos e movimentos sociais de base reivindicando diretamente o que lhes pertence, um Brasil para todos.
PÁGINA 64: O Senhor pensa em participar politicamente dessa próxima eleição?
JVG: Eleitoralmente? Não sei. Quem sabe é o destino que conduz nossa vida; mas se for pela memória de meu pai, que possa trazer à luz a sua luta pelas Reformas de Base, quem sabe. Eu já estou participando. Os anos nos ensinam que participar politicamente não é somente através da participação eleitoral. Se participa politicamente em conferências, palestras, debates ou até mesmo através da caneta, da crítica de redação e da poesia. Estou lançando em várias capitais, (já foram sete delas),  o livro que escrevi sobre o meu pai no exilio, “Jango e eu”, que para minha grande honra, foi trazer a superfície os dias de resistência de meu pai e sua luta no exílio. Várias pessoas que o leram me dizem que pela primeira vez alguém conseguiu dar voz ao Jango, ao Jango homem, ao Jango pai, reconstruindo singelos diálogos informais dentro de casa, imprimindo nele uma faceta desconhecida na história. Ele dialoga com a família, como um pai e como um ser humano que amou e lutou muito pelo Brasil, e que lamentavelmente devido a sua luta, nunca mais pode pisar o solo de sua Pátria. É esse o Jango que me dispus a resgatar e a lutar por ele. Não será a inercia de uma aliança trabalhista espúria com um traidor da história no GDF, ingrato, pois inclusive a vinda desse governador e de sua família para Brasília foi a nomeação de Jango a seu pai, Dr. Armando Rollemberg para o antigo Supremo Tribunal de Recursos, que me fará permanecer ao lado de covardes, fisiologistas e políticos sem escrúpulos. Jango é maior que isso, fico ao seu lado, onde sempre estive, onde sempre estarei.
 
postado por Joao Vicente Goulart às 15:15

A magnificência do HABIB`S diante da fome de uma criança é a morte.

08 de março de 2017
A magnificência do HABIB`S diante da fome de uma criança é a morte.
*João Vicente Goulart


A morte.

O espancamento e a brutalidade contra uma criança que pedia comida a clientes do HABBIB`S, conduziu-a diretamente a morte.

A crueldade é tão forte que muitas vezes não sabemos mais onde estamos, onde nos dirigimos com esta inumanidade que assola comportamentos de barbárie contra um ser humano, uma criança, que cujo pecado era estar com fome e foi brutalmente espancada até a morte por funcionários desta empresa gigante, que vende comida em uma magnificência de quem olha a multiplicidade das suas fachadas e não conhece os desígnios dos caminhos da humanidade.

Será por falta de justiça? Será por desprezo ao ser humano e culto ao lucro, ao materialismo?

Nem um animal é tratado com tanto menosprezo, como foi tratado o corpo inerte de uma criança sendo arrastrado pelas ruas por verdadeiros monstros humanos, funcionarios deste império, que o jogam na calçada, como um monte de lixo desprezível.

https://www.youtube.com/watch?v=e9Ku3giKGMU
Clique aqui

Vemos algumas iniciativas na internet de “boicote” a esta rede de comidas fast-food, as quais me uno já, e que cabe a nós despertar o nosso coração, para que este fato não seja apenas mais um dado estatístico entre milhares de outros atrozes que passam a ser corriqueiros e são esquecidos logo ali.
Não posso me abster, não posso ignorar, não posso deixar esta covardia não me ferir, não posso deixar de denunciar, se não, quem morre por dentro sou eu.

João Vitor, menino, criança e com fome: esteja certo, que esfiha no HABIB`S, nunca mais.
 
João Vicente Goulart
Cidadão brasileiro
postado por Joao Vicente Goulart às 11:04

JANGO: Há 98 anos nascia um homem de lutas. João Vicente Goulart

02 de março de 2017

JANGO: Há 98 anos nascia um homem de lutas.

João Vicente Goulart






Jango em São Borja, sua terra missioneira.

1º de março de 1919, nascia Jango, meu pai, na terra missioneira de São Borja, terra pertencente aos 7 povos das Missões Jesuíticas, terra do socialismo cristão antes de Marx.

O DNA de resistência desses bravos povos indígenas que se estabeleceram nas missões por volta de 1626, já derramavam em seu sangue a harmonia da vida em comunidade, onde, organizados pelos jesuítas, tinham consciência da atividade produtiva de forma coletiva, pois ali as ferramentas e o resultado da produção eram revertidos como um benefício de todos. Povos nascidos livres, donos de suas terras e do seu destino onde organizavam-se para permanecerem livres, ainda na colônia, separados pelo tratado de Tordesilhas.

Foi o berço da República Guarani. Já naquela época, enquanto o poder político na Europa era exercido por reis e rainhas por herança de família, na República Guarani todo cidadão tinha o direito de eleger, por voto direto, seus representantes, de prefeito a juiz, passando pelo chefe de polícia e demais cargos importantes.

A resistência aos bandeirantes foi brava e altruísta por parte daquele povo que não admitia ser escravizado.

De lá veio Jango, como um irmão de seu povo, acostumado àqueles tempos antigos de luta. Cresceu entre as campeiradas com o chimarrão dividido entre patrões e empregados durante as longas viagens de tropas, entre as patas dos matungos e as paletas de ovelha para saciar a fome, embaixo do pelego, no frio das madrugadas e à beira de alguma sanga para dormir e descansar, enquanto os bois também ruminavam para seguir o caminho com a peonada, ao amanhecer.

Este é o humanismo que Jango levou na sua pregação política muito mais tarde, quando convidado por Getúlio Vargas, outro missioneiro para entrar na vida pública.

Honrou cada milímetro desta confiança que Getúlio lhe legou. Honrou sua história e seu destino, levantando as necessidades básicas de reformulação estrutural da Nação para uma distribuição de renda mais humana entre os brasileiros, seus irmãos.

As Reformas de Base, que possibilitariam fazer um país mais justo e equitativo, não foram toleradas pelas elites brasileiras que, aliadas aos militares, traíram a Constituição e deram o Golpe de 1964, acabando de vez com a esperança de um Brasil para todos.

Depuseram Jango e o fizeram morrer no exílio.

O destino é assim, só os predestinados e obcecados pelo seu povo morrem de pé com a história. Até hoje discutimos a figura de Jango, a figura deste missioneiro de fala mansa, que se tornou o único presidente republicano a morrer no exílio, pelo seu povo, pela liberdade, pela democracia e pela justiça social, que nasceu em 1º de março, há 98 anos, em uma terra que tampouco se submeteu a prepotência. É desta terra que ele veio, e até hoje o seu povo o conhece como Jango, o presidente dos trabalhadores brasileiros.

Salve a memória nacional!

Jango vive!



João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 18:18

Rollemberg: com o rei na barriga

28 de fevereiro de 2017

Rollemberg: com o rei na barriga
*João Vicente Goulart



Não é de hoje que a população do Distrito Federal conhece as atitudes do seu governador Rodrigo Rollemberg.

Além de não cumprir sua palavra com as categorias de funcionários do governo, Polícia Civil, Professores, Técnicos e auxiliares de enfermagem, médicos, Agentes do DER, Agentes do Detran, Metroviários, Na Hora, Ibran, Políticas Públicas e Gestão, Músicos da Orquestra Sinfônica, Servidores da Novacap, da Cultura, etc., etc., o governador é daqueles que se jacta na ironia de pensar que o mundo é subordinado a ele.

Um verdadeiro homenzinho com o Rei na barriga.

Agora, se não fosse triste, vemos o cinismo dele, ao dar risadas e zombar dos representantes do povo do Distrito Federal, chamando-os de “deputadinhos vendidos”, segundo reportagem do site “fatoonline.com.br” que aqui reproduzimos:



Câmara Legislativa de quatro
Rollemberg tem dado gargalhadas quando comenta com seu grupo o resultado da eleição para as comissões permanentes da Câmara Legislativa, diz rindo muito: “Não disse que esses deputadozinhos são todos uns vendidos? Bastou eu acenar com uns carguinhos para eles virem correndo de cabeça baixa e se eu quiser até de quatro pés para a base do Governo”. É triste, vergonhoso e chega a dar nojo, mas é a pura verdade.


Pois é governador, quem ri por último ri melhor! Conhece esse ditado popular?
Espere em 2018, a grande gargalhada do povo, pois mentirosos e traíras são iguais a Pinóquio: cara, corpo e nariz de pau.





*João Vicente Goulart
Diretor-IPG, Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 20:42

A VERGONHA DE UM PAÍS TRAÍDO POR GANGUES NOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA VIDA.

26 de fevereiro de 2017
 PREVIDÊNCIA:
A VERGONHA DE UM PAÍS TRAÍDO POR GANGUES NOS DIREITOS FUNDAMENTAIS DA VIDA.
João Vicente Goulart.
 
 
 

Marcelo Caetano, Secretario da Previdência, agente publico e membro do Conselho da Brasprev.


Só podemos dizer que é ato de gangues.

A notícia de que o Secretario da Previdência, Marcelo Caetano, do Ministério da Previdência, encarregado de arquitetar e promover a Reforma da Previdência Social no Brasil pertence ao Conselho de Administração da BRASILPREV, uma empresa de seguros privados, que venderá seguros para complementação de renda, no momento em que a nossa atual previdência Social com a “reforma” encaminhada por este agente, exigirá 49 anos de contribuição do trabalhador brasileiro, deixando mais distante o benefício aos aposentados futuros, se é que haverá aposentados futuros com essas novas regras, é crime.

Não é concebível que a nomeação desta figura tão importante que haverá de condenar milhões de brasileiros a miséria após anos e anos de luta, suor e sacrifício para aposentar-se dignamente, não tenha passado pelo crivo estrito da ABIN que assessora a Casa Civil da Presidência da República, e esta, alertado que ele faz parte do Conselho de Administração de uma empresa do ramo que afetará o interesse do povo brasileiro, mostrando ao presidente Temer o grave conflito de interesses. Este detalhe não passa batido nesse tipo de análise.

Foi intencional e preparada a nomeação para isto; para trair o povo trabalhador a quem este governo devia servir, e beneficiar  empresas que virão a vender planos de previdência privada aos desprotegidos e futuros brasileiros aposentados.

Ainda bem que uma denúncia foi encaminhada à Comissão de ética da Presidência da República pela Central Sindical Pública, que representa servidores da ativa e aposentados dos três poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), e será também encaminhada também ao Ministério Público Federal do Distrito Federal.

Este secretario não tem mais a mínima condição de representar qualquer mudança ou projeto a ser encaminhado ao Congresso Nacional. È suspeito.

Como é sabido todos os nomeados em cargos de governo, gestores de políticas públicas, em qualquer esfera, ficam impedidos de exercer qualquer “atividade que implique a prestação de serviços ou a manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual este participe.”.

O que se antevê, por trás da cortina da ilegitimidade é uma verdadeira operação de caça aos direitos sociais e venda posterior de uma apólice de aposentadoria privada, hipotética e fugaz, ao nosso povo sofrido, tão esperançoso como guerreiro.
 
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 13:25

A dor de Serra é a vértebra da soberania

24 de fevereiro de 2017
A dor de Serra é a vértebra da soberania
*João Vicente Goulart





Qual a verdadeira razão do pedido de demissão do plenipotenciário Ministro de Relações Exteriores do Brasil, José Serra?

Dor de coluna, que o está impedindo de gerenciar com seriedade os trabalhos de nossa chancelaria?

Qual o diagnóstico dessas dores que somem ao atravessar a rua e voltar a ocupar seu mandato de senador, com cessões que se estendem até a madrugada? Logo na véspera de carnaval, quando as notícias da semana serão somente de ritmos, passarelas, lentejoulas e outras missangas do samba e da folia?

A obsessão pela presidência em 2018 é clara e presente nesta movimentação, e sempre é melhor sair agora de fininho para quem tem pela frente seu nome na Lava-Jato a ser exposto na mídia, e convenhamos, se acontecer como Ministro de Relações Exteriores seria a inviabilidade de qualquer pretensão neste sentido.

Todos sabemos também do altíssimo nível de informações do serviço secreto americano e seu conhecimento sobre a frágil situação política brasileira que atinge a Nação através de um governo ilegítimo e instável (com a demissão de Serra o percentual de queda de ministros é de um por mês de governo). Nunca um embaixador brasileiro, demorou tanto tempo a ser confirmado por Washington, como Sergio Amaral na administração Trump, após nosso ex-ministro Serra ter passado toda a campanha eleitoral americana como um verdadeiro eleitor de Hillary Clinton, apostando no seu neoliberalismo e sua estreita relação com o PSDB. Falou demais e agiu errado. Virou chanceler.

E por último, em ato de servilismo sem precedentes, engendrou uma negociação com o aval do Planalto da entrega da base de Alcântara para os americanos, que nem a eles agradou, de tão vergonhosa, antipatriótica e entreguista, que resultou em repulsa do setor militar brasileiro, que parece, não concordar com a entrega da base militar do Brasil. Atitude que se confirmada, devemos parabenizar nossos militares.

A coluna dói mesmo, principalmente se for a vértebra de nossa soberania.


João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 14:51

É hora do STF mostrar ao Brasil a igualdade das leis para todos.

31 de janeiro de 2017
É hora do STF mostrar ao Brasil a igualdade das leis para todos.
João Vicente Goulart.
 




Após a justa decisão da Presidente do STF, Ministra Carmem Lucia em homologar as delações premiadas já em andamento no gabinete do falecido Ministro Teori Zavascki, chegou a hora de colocar os pontos nos “is”, e através da “liberdade de imprensa” termos o conhecimento das 77 delações dos diretores, funcionários e responsáveis pelo propino-duto que regou a corrupção, não só das campanhas petistas mas também de todos os envolvidos que, em nome da ética política deveriam ser afastados de seus cargos enquanto dure a investigação.

Se não, lembremos; em artigo da Folha do ano passado (http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/08/1799887-jose-serra-recebeu-r-23-mi-via-caixa-2-afirma-odebrecht.shtml) o senhor José Serra, atual Ministro de relações exteriores do Brasil, nosso “Chanceler”, foi citado com o codinome (apelidos na lista da Odebrecht) de “careca” e ou “vizinho”, em documentos encontrados na casa do presidente de infraestrutura da referida empresa, Benedito Barbosa da Silva Junior, durante a 23º fase da operação Lava-jato, a Acarajé, em fevereiro passado.

Os executivos afirmam que a campanha do atual ministro teria recebido R$ 23.000.000, no caixa dois e estariam dispostos a demostrar mediante comprovantes, tais depósitos na delação premiada.

Também estão entre os implicados (http://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/30/politica/1485808656_455545.html)  o mais alto escalão do governo Temer: Eliseu Padilha (Casa Civil), Moreira Franco (Programa de privatizações), Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), Serra e o próprio Temer, configurando assim, o verdadeiro “time de ouro” que assaltou o Brasil, para colocá-lo nos eixos.

É esperar para ver...

A credibilidade do Supremo Tribunal Federal, do Ministério Público e dos atores representantes de nossa justiça, estão em jogo.

Lembremos do Presidente Allende e suas palavras sobre a lei e a justiça:

postado por Joao Vicente Goulart às 18:17

Rollemberg: o governador das elites, perde de novo, no voto, na casa do povo.

13 de janeiro de 2017
Rollemberg: o governador das elites, perde no voto, de novo, na casa do povo.

*João Vicente Goulart


Mais uma vez a empáfia dos poderosos, representados pelo titubeante governador Rodrigo Rollemberg, tem que baixarem a crista e se curvarem a decisão soberana da Câmara Legislativa do DF que, através de decreto legislativo, anulou o criminoso aumento de até 25% no transporte público.

Encenação na Câmara Legislativa do DF

Não bastasse o desrespeito com o qual este “ombudsman” das elites brasilienses vem governando o Distrito Federal, com seu desprezo pela gente humilde que o levou ao governo, atingindo e prejudicando policiais, professores, funcionários da saúde pública, que se encontra em estado calamitoso e mais de 35 categorias de funcionários, este governador, como bom representante das elites envolvidas, irá, sem dúvidas, à justiça buscar anular os efeitos da derrubada do referido decreto pela Casa do Povo.

O placar desta derrota foi acachapante, houveram 6 abstenções e dos 18 deputados presentes nenhum votou a favor do governo.

Com o contumaz servilismo, sordidez e submissão aos poderosos, a quem serve, que mandam e desmandam no seu governo, Rollemberg não terá o altruísmo de reconhecer a derrota.

Típico papel dos déspotas.

Irá à justiça, contra o povo humilde e desamparado que se quer tem garantido pelo executivo seus direitos básicos de ir e vir, de tratamento médico adequado e moradia, pois até os barracos, a estas alturas já devem ter sido arrancados pelos tratores da AGEFIS.

Mas a história nos mostra que os tiranos que por um tempo, pareciam invencíveis, no final sempre caíram.

O povo vencerá!
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 22:47

PT, mostra a tua cara!

13 de janeiro de 2017
PT, mostra a tua cara!
João Vicente Goulart





A eleição para Presidência da Câmara dos Deputados está trazendo à tona a verdadeira face dos bastidores da política atual: perversa, hipócrita e fisiológica.

A movimentação de alguns setores do PT indica que, mesmo após a covarde e ilícita deposição da Presidente Dilma Rousseff, onde houve uma mobilização dos setores militantes daquele partido, da esquerda , PDT, PC do B, PSOL , movimentos sociais, como MST, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, e tantas outras organizações que se uniram em torno da Frente Brasil Popular  em defesa de nossa democracia vilipendiada, assistimos atônitos uma possível aliança com candidatos da base governista em torno de cargos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e a traiçoeira opção de esquecer estas lutas, compondo covardemente com o inimigo golpista, por farelos e migalhas.

A movimentação de alguns deputados do PT, Vicente Cândido, José Mentor, Luis Sergio e Carlos Zarattini, por exemplo, pululando no ar do gabinete de Rodrigo Maia, nos traz a impressão clara que esta posição pragmática, em torno de cargos da Mesa Diretora, fará com que, um acordão venha acontecer nos bastidores daquele que outrora fora o grande Partido da Esquerda.

As dissimulações destas hostes partidárias chegam ao cúmulo de tentar, segundo ultimas informações, apoiarem, não a candidatura natural de André Figueiredo, como única oposição legítima e sim uma segunda candidatura governista, como a de Jovair Arantes, o relator do impeachment.

Para que? Para não dizerem que estariam apoiando Maia, o candidato do governo, porém tramando com o próprio, um grande acordão em torno de cargos, onde a renúncia de Jovair no último minuto, desarticularia qualquer outra alternativa de última hora, migrando os votos para a verdadeira e golpista candidatura de Maia e assegurando, desta maneira, a primeira secretaria ao PT.

Isto esconderia a traição? Não, pois há milhares de militantes na rua que há anos lutam por um país mais justo e se envergonharão de uma posição de tal índole, afinal, como dizia Brizola, “a política ama a traição, mas abomina o traidor”.

2018 está perto e uma posição de traição às bases pode ser o esfacelamento da união das forças populares necessária à próxima eleição.

Sem mais subterfúgios.

PT, mostra a tua cara!
 
João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 09:46

Presidência da Câmara: a hora da autocrítica do PT

06 de janeiro de 2017
Presidência da Câmara: a hora da autocrítica do PT
*João Vicente Goulart






Chegou a hora senhores!
 
Em nome do projeto de união das forças populares que muito se fala, ora unidos por uma frente, ora em coesão e responsabilidade com a Nação, tomada de assalto por conspiradores da nossa democracia, e na coerência que devemos ter, frente a usurpação do governo e o entreguismo do Brasil aos interesses multinacionais, o nome de André Figueiredo surge como opção legítima desta união nacional em prol dos verdadeiros valores democráticos e legalistas, como o único capaz de enfrentar, em nome da união das forças progressistas, as duas candidaturas já pautadas e degustáveis do entreguista governo Temer; a de Rogério Rosso  e a de Rodrigo Maia para presidência da Câmara dos Deputados.
 
Lembremo-nos da insistência dogmática do PT ao lançar a candidatura de Chinaglia contra a força da corrupção já tácita, naquele momento da eleição passada para Câmara dos Deputados, sem condições de vitória e que veio a consagrar Eduardo Cunha como presidente, produzindo no país tudo o que sabemos que aconteceu, trazendo embutido um golpe parlamentar, midiático-jurídico, cujas consequências estamos todos sofrendo neste momento de tristeza e ruptura da ética e da moral republicana.
 
André Figueiredo se destacou como o melhor Ministro das Comunicações de todos os 13 anos de governo popular, não traiu o seu destino pulando de poleiro, como o atual traidor ministro Kassab; ao contrário, realizou em seu curto período de sete meses, a defesa intransigente da democratização das comunicações e da cidadania através da inclusão digital. Concedeu outorga a Tv´s e rádios comunitárias às comunidades tradicionais (quilombolas, assentamentos, povos ribeirinhos, indígenas, entre outras minorias), valorizou a rádio difusão pública, trabalhou pela desburocratização dos processos das rádios comunitárias e educativas, novamente paralisados no atual ministério entreguista.
 
Neste momento, de assalto ao patrimônio público, da entrega criminosa de mão beijada da estrutura de comunicações pertencente ao povo brasileiro, da transferência de um setor estratégico da soberania, que sorrateiramente passou como “irrelevante” no Senado Federal e prestes a ser sancionada pelo entreguismo de Temer, se faz mister uma posição clara e definida politicamente por parte do PT, em apoiar a candidatura de André Figueiredo como uma opção soberana, dando um sinal de coerência e desprendimento, mostrando não ser o dono da oposição, abrindo mão de sua eventual candidatura de um deputado do Partido dos Trabalhadores apenas para marcar posição, e darmos um primeiro passo, saindo da retórica e transformando em possibilidade real das forças progressistas assumir a Câmara dos Deputados.
 
O momento é grave, crítico, e necessariamente de união. Não basta gritar aos sete ventos o que acontece no entreguismo da Nação, o PT deve esta autocrítica aos trabalhadores do Brasil. Precisa dar exemplos, como sair definitivamente do Ministério das Comunicações, principalmente do setor de inclusão digital, para denunciar com autoridade, os desmandos daquele ministério, em outros tempos tão bem conduzido por André Figueiredo na defesa do povo brasileiro.
 
Chegou a hora Senhores! O nome de André Figueiredo para presidência da Câmara Federal, é o nome da Nação progressista. É o nome da resistência. É o nome da retomada da luta pela restauração democrática.
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto presidente João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 15:06

TEMER DISTRIBUI PRESENTES AOS TRABALHADORES DO BRASIL

06 de janeiro de 2017
TEMER DISTRIBUI PRESENTES AOS TRABALHADORES DO BRASIL
*João Vicente Goulart




Só os cínicos têm a competência e a falta de sensibilidade de, em cerimônia no palácio, anunciar estes “presentes” ao Brasil.
 
Essa reforma trabalhista que os conspiradores do golpismo, os assaltantes do poder e do governo pretendem fazer, dizendo aos trabalhadores:
 
-Neste momento trago um presente de Natal, que é a reforma trabalhista!

Este homem que usurpou a presidência da República está vivendo o dia a dia palaciano completamente fora da realidade e temerariamente brincando com a honra, a dignidade e a tradição de lutas da classe trabalhadora deste país.
 
Os seus presentinhos de Natal à nossa população estão extrapolando o cúmulo do assalto aos cofres públicos com o seu “governo pé de manga”, cada mês cai mais um por mal tratamento da coisa pública.
 
Será que temos que agradecer os mais variados presentes outorgados a nós brasileiros?
 
Será que teremos que conviver com o presente do estrangulamento de toda uma geração com a PEC 55, chamada de “TETO DE GASTOS”?  É só nos perguntarmos: -Como faremos para inserir o nosso crescimento demográfico, entre 2, e 2.5 % ao ano, que significam três milhões de novos brasileiros que ao fim de 20 anos serão mais de 50 milhões de irmãos brasileiros, com o mesmo orçamento, corrigido apenas pela inflação?
 
E o presentinho da reforma previdenciária, onde um trabalhador brasileiro que comece a recolher sua contribuição depois de formado aos 25 anos, só consegue aposentar-se com o teto aos 90 anos?
 
E o presente aos cofres públicos de nossa Nação com a entrega do Pré-Sal à exploração estrangeira. Ao retirar o direito da Petrobras, está retirando também os percentuais designados para a educação e a saúde.
 
E o presentinho da reforma educacional do ensino médio, sem consulta, sem debate com a sociedade e com o meio acadêmico, feito goela abaixo por medida provisória, digno exemplo dos governos ditatoriais, não será apenas mais um passo, para cada vez mais privatizar o ensino público?
 
E as concessões e privatizações, capitaneadas pelo “gato angorá”, de aeroportos, rodovias, ferrovias, portos e telefonias? Mais um presentinho, embrulhado na desfaçatez e trambicagem?
 
E a reforma trabalhista, colocada como presente de Natal, com grande pompa, autorizando a mudança de qualquer fato do “acordado sobre o legislado”? Passa desta forma, por cima do raciocínio de cunho jurídico e muda, por meio de acordos de cúpulas sindicais e patronais, inclusive a extensão do período de trabalho para 12 horas por dia! Falta chamar a Princesa Isabel.
 
E o último presente é estendido de mão beijada, como crime de “Lesa-Pátria”, entregando em uma votação apenas de uma comissão do Senado, tida como “irrelevante”, a entrega do patrimônio do Estado: antenas, prédios, edifícios, permissão de uso do satélite brasileiro. Em uma operação quase secreta entre Kassab e o relator Senador Otto Alencar, ambos do PSD, visam transferir às teles, em caráter de privatização final, dispensando multas que nunca foram pagas, por tão mal pagadores e nos dizendo que isso trará novos investimentos destas mesmas teles inadimplentes com o erário publico. Calcula o Tribunal de Contas da União uma lesão aos cofres do Brasil de 105 bilhões de reais, 5 vezes mais que o prejuízo dado na Petrobras, investigada pela Lava-Jato!
 
É isso Sr. Presidente os presentes que vossa excelência diz estar presenteando ao Brasil?
 
Não seria melhor deixar de lado o pavão que acompanha sua alma, de sua elevada auto- estima, da extrapolação da vaidade de um ser humano já bastante vivido e olhar o estrago que está fazendo ao Brasil?
 
Só as suas palavras, referindo-se que vai aproveitar a sua baixa popularidade para terminar de “corrigir” as coisas necessarias ao Brasil, são cínicas e prepotentes, daqueles que viram as costas ao povo e mergulham em palácios enfeitados de vaidades.
 
Neste Natal estes presentes são asquerosos, nefastos e entreguistas. Sem falar nas missangas palacianas sancionando reajustes de até 41% para Judiciário, sancionado aumento de 47,3% para PF e PRF, aumentando 1400 cargos comissionados, superando os gastos do cartão corporativo em três meses e meio ao 1º semestre, ignorando seus ministros normas de conduta e fazendo 238 viagens em jatos da FAB sem prestação de contas, mais de R$ 50.000,00 em jantar palaciano para senadores aprovarem a PEC 55, a TV pública voltando a comprar programas da Rede Globo, aumento de gastos com publicidade, a manutenção da “bolsa empresário” com valores de 224 bilhões de reais.
Tudo isto em nome do povo brasileiro, para quem lamentavelmente esse papai Noel não tem legitimidade.
 
*João Vicente Goulart
Diretor do IPG-Instituto Presidente João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 15:04

Eleição da Câmara: Rodrigo Maia é mais uma instabilidade jurídica para 2017

05 de janeiro de 2017

Eleição da Câmara: Rodrigo Maia é mais uma instabilidade jurídica para 2017







-O poder é inebriante!

Frase sempre dita pelas velhas raposas, que se perpetuam a qualquer preço, sempre penduradas nas tetas, da vaca leiteira do poder.

A quantos colegas deputados, deve ter Rodrigo Maia, jurado de pés juntos que não disputaria a nova e definitiva eleição para presidência da Câmara de Deputados, quando obteve a vitória sobre os outros candidatos, na disputa do mandato presente, em plena crise política gerada pela vacância de Eduardo Cunha?

Mesmo com impedimento constitucional, que proíbe a reeleição para o cargo, sempre há possibilidade de alegar (em direito tudo é alegável) que a Carta Maior não deixa claro, ou não menciona a possibilidade de ele disputar a nova eleição, pois trata-se de um mandato tampão. O certo é que, “Botafogo” como ele é tildado na relação da Odebrecht, hoje é um grande palaciano, junto ao seu sogro Moreira Franco, vulgo “Angorá” e responsável da privatização do governo Temer, também na mesma lista da construtora. É claro que juntos, estão ávidos para atropelar conjuntamente com o Palácio do Planalto, o impedimento legal, continuando com a confraria já instalada no poder.

Caso venha registrar sua candidatura com o apoio palaciano, mesmo que velado, e venha, a peso de ouro, ganhar a eleição que o fará vice-presidente da República quando da ausência do titular, será sem dúvidas mais uma insegurança jurídica que cairá sobre a Nação brasileira; mais um terremoto político, caso a chapa Dilma-Temer, venha a ser cassada no julgamento em curso do Supremo Tribunal Eleitoral.

Teríamos novamente um vice sob judicie.

O “imbróglio” está formado, pois restam as candidaturas de Rogério Rosso, investigado por peculato e compra de votos, na sua curta passagem como governador do DF (http://www.brasil247.com/pt/colunistas/ricardofonseca/273335/O-presidente-da-C%C3%A2mara-tem-que-ser-de-oposi%C3%A7%C3%A3o.htm); e a candidatura de Jovair Arantes, acusado de vários desvios de comportamento e ética política (https://limpinhoecheiroso.com/2016/04/08/ficha-corrida-de-jovair-arantes-o-amigo-de-eduardo-cunha-e-relator-do-impeachment/), além de ter sido o relator golpista da Presidente Dilma Rousseff.

Por outro lado, surge também a candidatura de André Figueiredo, de atuação política digna, fiel a sua biografia, que pode vir a ser o nome da oposição, caso o PT deixe de lado o pragmatismo de ser o dono das forças populares de resistência.

O poder é inebriante sem dúvidas. Resta saber se os brasileiros conhecem estes pedigrees que poderão vir a ser presidentes da República.


João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto João Goulart.

postado por Joao Vicente Goulart às 08:54

Kassab-Temer:Uma atitude de Lesa-Pátria. João Vicente Goulart

23 de dezembro de 2016

Kassab-Temer:Uma atitude de Lesa-Pátria. João Vicente Goulart




É com indignação que presenciamos nossa Pátria, sendo entregue ao capital multinacional das teles que aqui operam, em mais um assalto ao patrimônio público, sendo praticado por este governo ilegítimo e golpista.

Com a desfaçatez típica dos traidores da pátria, na calada da dissimulação, a Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional, aprovou, na sexta feira 6 de dezembro, o PLC 79/2016 que altera a lei Geral de Telecomunicações (LGT- Lei 9.472/1997), criando um novo marco regulatório das telecomunicações.

Sem passar pelo plenário do Senado Federal e com um relatório aprovado em menos de 24Hs. (já estava pronto) do Senador Otto Alencar, irmão siamês de Kassab no PSD, o projeto aprovado como “irrelevante”, encontra-se pronto para ser sancionado pelo títere Temer, golpista chefe do entreguismo nacional.

Para se ter uma ideia, este projeto, segundo levantamento do Tribunal de Contas da união pode gerar um prejuízo a Nação brasileira na ordem de 105 bilhões de reais, cinco vezes mais que o prejuízo dado nos cofres da Petrobras, na Operação Lava-Jato.

Esta pérola, defendida pelo Kassab, entrega para a ANATEL o cálculo do valor da autorização e as teles poderão ficar com o patrimônio do Estado brasileiro, que é de nosso povo, como prédios, antenas, redes, centrais e até o direito do uso do satélite, que estejam vinculados a telefonia fixa.

Não bastasse isso, ainda está previsto o perdão das multas devidas pelas teles, em torno de 20 bilhões de reais que nunca foram pagos, nem serão.

Só os traidores da Pátria, como estes assaltantes que tomaram o poder, tentam convencer a população de que as teles, uma vez empossadas do patrimônio público voltarão a ser boazinhas com os brasileiros e farão investimentos vultuosos na área de comunicação, principalmente em áreas afastadas que não trazem lucros aos seus interesses.

Só para lembrar que nos últimos três anos, as teles que aqui operam, Claro, Vivo, Algar e Sercomtel, remeteram para suas matrizes mais de 35 bilhões de reais e querem agora por meio do entreguista Kassab e seus operadores no Senado e na presidência da República, doar o patrimônio da Nação, numa operação na calada da noite, digna apenas dos traidores do povo brasileiro, numa clara movimentação criminosa de “Lesa-pátria”.


*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 16:39

Macacos no Planalto. João Vicente Goulart

26 de novembro de 2016

Macacos no Planalto.
João Vicente Goulart.


Macacos costumam tirar piolhos uns de outros, prendendo seus rabos.

No Cerrado não é comum grandes primatas demostrarem essas aptidões uns com os outros, mas acontece seguidamente entre as tribos de macacos micos, aqueles que roubam guloseimas de turistas, passageiros viajantes, esperanças dos mais fracos, e deleitantes da Praça dos Três Poderes.

Eles assaltam o habitat do lobo Guará e se reportam ao falar com seus donos, do Circo Internacional, com mesóclises e dedinhos harmoniosos, orquestrando arranjos na cresta alheia e submetendo-se, pois, precisam engolir os piolhos da confraria e emprestarem o rabo para a grande maioria da manada, dividida entre baianos e troianos, que querem morar encima das copas em árvores proibidas.

Morar no alto, em uma árvore de cacau privilegiada, é só atribuição do macaco Alfa, que ameaça o ecossistema e a “organização armada sem-vergonha” (OAS), da tribo em pauta.

O galho pode quebrar, no alto, e produzir uma queda maior do que um macaco pode aguentar em um palácio de Niemayer, feito não para tirar piolhos de macacos, e nem sequer para abrigar símios golpistas advindos de outras maracutaias, que traem, que tem medo de piolhos, e aceitam serem os seus rabos presos por outros macacos.


João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart

postado por Joao Vicente Goulart às 00:26

“O juizeco e o chefete”: Renan tinha razão.

27 de outubro de 2016
“O juizeco e o chefete”: Renan tinha razão.

*João Vicente Goulart






                    Após a decisão de Teori Zavaski, de suspender a operação da Polícia Federal nas dependências do Senado Federal, recompõem-se um pouco o equilíbrio da independência dos Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo.

Já estava na hora de alguém levantar a voz, e Renan Calheiros tem razão quando protestou publicamente da medida de um juiz de primeira instancia, que mandou invadir e prender policiais nas dependências do Senado Federal confiscando equipamentos daquele poder da Republica como se tudo isso fosse normal; principalmente nos dias de hoje quando a justiça “pode tudo”.

Isto está acontecendo principalmente após o golpe parlamentar na Constituição brasileira, pois os tres poderes vem extrapolando em medidas totalitarias, produzindo um excesso de medidas punitivas a sociedade brasileira, oriundas de governos de fato, como o exemplo da operação Lava-Jato, em que os instrumentos judiciais e as medidas tomadas, são do tipo “não tenho provas, mas tenho convicção”, formam a jurisprudência do "domínio do fato".

O “juizeco” tem agora dez dias para explicar o porquê tomou tal medida contra um poder da Nação, sem comunicar o Supremo Tribunal Federal, que em tese seria a única instituição, poder máximo da justiça brasileira, a ter prerrogativas para tal atitude.

Amanhã teremos a cúpula dos poderes reunida, convocada pelo atual e ilegítimo presidente da República, também citado várias vezes na Operação Lava-Jato e que vem sendo humilhado no exterior como um governo golpista que não representa a vontade soberana do povo brasileiro, tentar pacificar e unir as divergências entre os poderes constituídos, mesmo sabendo que já está fazendo agua a sua canoa como governo.

Com certeza, não estará presente na reunião, o “chefete de polícia”, que já está incomodando o Presidente do Congresso Nacional, pois essa presença do ministro que representa a justiça no governo, impossibilitaria a fumaça branca.

Renan tem razão: alguém tem que berrar pela “violação de competência”.


*João Vicente Goulart.
Diretor IPG-Instituto João Goulart.
postado por Joao Vicente Goulart às 23:55

Rollemberg: O traidor por decreto

08 de outubro de 2016
Rollemberg: O traidor por decreto

                 Todo covarde é um traidor nato quando se prepara a perseguir aqueles que nele confiaram, e como um verdadeiro Himmler do Cerrado, edita um decreto de perseguição as categorias funcionais de servidores dispostas a entrar em greve por reivindicações salariais e acordos não cumpridos dentro de suas categorias.



O decreto é tão covarde que remonta aos atos de mordaça da escravidão que visa punir por antecipação todo e qualquer servidor do Distrito Federal que ousar descumprir novas normas estabelecidas pela troika, por um decreto fascista.

Diz o artigo 1º do referido decreto, publicado ontem no Diário Oficial do DF:

Em caso de greve, paralisação, má prestação de atividades ou serviços públicos no âmbito da Administração direta, autárquica e funcional do Poder Executivo, os secretários de Estado e os dirigentes das respectivas entidades, promoverão, relativamente aos agentes públicos que participarem dos movimentos, desconto, na respectiva folha de pagamento, do valor referente aos vencimentos e às vantagens dos dias de falta, não prestação ou prestação irregular do serviço.


Como sempre transferirá para os secretários e presidentes de autarquias o “trabalho sujo” da ameaça, do desconto, da prepotência, da covardia que não assume pessoalmente para depois vir a público e lavar as mãos depois de atirar a pedra.

Esta afronta ao direito constitucional das categorias de fazerem greves, mediante um decreto fascista e ilegal, de intimidação, mostra mais uma vez o lado escuro deste falso socialista que serve somente as elites do Distrito Federal.


 

 

Não sabe ele a brava resistência de um povo quando é traído, pois nada mais fomenta, do que a legítima e justa desobediência civil.





João Vicente Goulart
Diretor-IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 12:03

Rollemberg: Um mentiroso no comando do DF

30 de setembro de 2016
Rollemberg: Um mentiroso no comando do DF
*João Vicente Goulart
 
Quem tem o costume de atirar a pedra e esconder a mão, camuflando-se atrás de sucessivas mentiras, inevitavelmente vira o Pinóquio e o palhaço da vez, muito bem interpretado no balão colocado em homenagem ao Governador na frente da sede da Polícia Civil.
Boneco de Pinóquio, o personagem mentiroso, vestido de palhaço, dentro do Comando 
Central da Polícia Civil do Distrito Federal.
 
O Governador Rollemberg age assim, desrespeitando o povo humilde em geral e as mais de trinta categorias que servem o funcionalismo do governo do GDF. Este fantoche, um pseudo socialista, na verdade “socialite”, vem servindo somente as elites de Brasília. O DF, depois de vários governadores frequentadores de cadeia, não merecia presenciar mais esta atuação de um blefe, pífia e mentirosa, de um governante que foge de seus desacertos e coloca a culpa em secretários, deputados, subalternos, atirando a pedra e escondendo a mão, como fazem os covardes e mentirosos.
 
No exercício do governo vem mostrando seus traços de desconsideração com estes servidores, nas suas mais legítimas reivindicações salariais para bem servir a população do Distrito Federal.
 
Diversas categorias protocolizaram uma ação civil pública com pedido de improbidade administrativa contra o governador Rollemberg, que continua negando, choramingando, e dizendo que o GDF não tem capacidade financeira nem recursos para atender esses pedidos. Tudo é culpa do governo anterior, mesmo após quase dois anos de seu novo governo.

 
Mas não lhe falta desfaçatez para contratar novos servidores através de Os´s (Organizações Sociais) como discute-se agora na Câmara Legislativa esta nova forma indireta de torrar o dinheiro do contribuinte do GDF.
 
 
Corrupção na saúde, greves de metrô, de polícia, de professores, são alguns dos desacertos que se tornarão a herança que esse tipo de despreparo, deixa na memória das classes trabalhadoras do GDF.
 
Vejamos:
 
1)“O governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg determinou a suspensão da compra de 14 motocicletas da marca BMW para o Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF).” Mentira, as motos circulam normalmente e estão rodando com o DETRAN.


3) Sindicalista acusa Rollemberg de corrupção na saúde. 
http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/sindicalista-cita-primeira-dama-e-apresenta-fluxograma-da-corrupcao-na-saude-de-brasilia/
Não param as denúncias. “A ordem é botar para fora quem do governo estiver apoiando a CPI da Saúde ou comentar pelos corredores de que há corrupção no governo”, confidenciou ao Radar nesta sexta-feira (29) um administrador regional que pediu reserva ao seu nome.

4). Na segurança pública Fraga desmonta as mentiras do governador Pinóquio. http://www.bombeirosdf.com.br/2016/09/fraga-mostra-em-numeros-as-mentiras-do.html
5) A educação mínima para a população do GDF está cada vez mais difícil com a greve dos professores que não tem suas reivindicações atendidas pelo titubeante governador Rollemberg.http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/10/23/interna_cidadesdf,503617/professores-decidem-manter-a-greve-depois-de-anuncio-de-rollemberg.shtml
 


Midiático, se protege com a ajuda das grandes empresas de comunicação, e assim continua mentindo à opinião pública que não mais engole suas falácias e cinismos, mas vai chegar sua hora, pois não existe mal que para o bem não venha.
Esta vergonha, transvestida de “socialismo”, que persegue os humildes destruindo suas moradias e impedindo os seus assentamentos, através da ação prepotente da AGEFIS, haverá de ter um fim, pois se não for cassado, será inevitavelmente retirado do Palácio do Buriti pela vontade popular das urnas em 2018. Certamente não terá parceiros, para o seu triste e covarde comportamento de traição as classes menos favorecidas; só e abandonado, nem as aves de rapina pousarão em seu destino.
 
Iremos presenciar sua fuga, que de tão pequeno se dará pelo buraco da fechadura do Palácio do Buriti.
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto Presidente João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 14:13

Deltan Dellagnol: O servilismo sectário do Ministério Público

17 de setembro de 2016
Deltan Dellagnol: O servilismo sectário do Ministério Público

*João Vicente Goulart



                   Nem na ditadura, a caricatura da opressão se mostrara tão ridícula quanto a teatral apresentação da denúncia, contra o ex-presidente Lula, pelo procurador Deltan Dallagnol, na coletiva de imprensa magnanimamente preparada, com uma linguagem inapropriada, pois exerceu uma verborreia própria de palanque eleitoral e não condizente com a conduta de uma organização institucional, como deveria ter o Ministério Público.
 
Não bastasse a retórica discursiva e quase sectariamente partidária, praticada pelo procurador durante a apresentação, teatralmente beirando o ridículo após duas horas de discurso, e nada consistente em matéria de provas para embasar a denúncia, o mesmo gesticulava e cuspia, notadamente um ódio contra o acusado, que dificilmente um neófito em direito deixaria de perceber aquela ação como “cobra mandada”, quando se extasiava o orador entre slides projetados como se fossem as luzes da ribalta.
 
-Ele é o COMANDANTE MÁXIMO!

-Ele é o GENERAL DO CRIME!

-Ele é o MAESTRO!

Além do heteroclitíssimo comportamento, notadamente político e dirigido a uma ação sem provas, o imberbe procurador ainda teve tempo para pérolas jurídicas que estão norteando as decisões jurídicas de um novo tempo de “golpes parlamentares” na América Latina.
 
Primeiro o uso de condenações através de teoria do “domínio do fato”, e depois o uso e a manipulação da opinião pública através da grande mídia empresarial para extinguir os setores progressistas, que no voto não conseguem superar, mobilizando um Congresso suspeito e financiado pelas elites financeiras, que traem o povo e derrubam governos eleitos.
 
O procurador nos brinda ainda com o suprassumo da nova formação do Ministério Público:

-“Não tenho provas, mas tenho convicção”.

Ora, não somos uma Nação de idiotas.
 
O poder emana do povo (não mais em seu nome) e por ele será exercido.
 
*João Vicente Goulart
Diretor IPG-Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 22:56

A lista dos vermes. João Vicente Goulart

30 de agosto de 2016
A lista dos vermes.
*João Vicente Goulart

imagem: blog-do-anisio


                                             Ontem, presenciamos diante do Senado da Nação a defesa intransigente da democracia pela presidente legítima deste país, Dilma Rousseff.

Diante do grave risco institucional que será praticado por membros do Senado, através de um golpe parlamentar, tão grave ou pior que o golpe militar de 1964, pois naquela época se sabia claramente quem eram os golpistas, foi traçado, nas palavras da presidente, uma analogia entre as duas rupturas constitucionais.

Foi construído ontem, uma imagem dialética entre a destruição de uma árvore cortada por um machado, ou seja, definitivamente à luz das armas, e uma outra, tomada por bactérias e fungos, que a iriam consumir lentamente.

Esta árvore é a nossa democracia.

A imagem destes fungos e bactérias, ficou aquém das expectativas, pois eu diria, que os traidores da democracia são bem piores que estes referidos organismos que costumam tomar de assalto outros seres vivos, aniquilando-os lentamente, em seu próprio benefício. Diria neste momento que são, na verdade, vermes que consomem nossas forças e resistência orgânica. São tênias agarradas intrinsicamente em nosso corpo, em nossas vidas e em nosso destino.

A tênia echinococcus é uma espécie parasita que se aloja nas entranhas dos intestinos e vai corroendo a saúde à medida que cresce e desprende seus pedaços degenerativos, para reproduzir-se e destruir outros hospedeiros.

Nossa democracia e o destino de nosso povo, legalizado por cinquenta e quatro milhões de votos está sendo corroído por esta tênia no Senado Federal da Republica, desprendendo-se em pedaços, criando vermes; antropofagicamente destruindo a saúde de nossa sociedade, subtraindo forças para lutar, direitos para vencer e entregando parte de nosso sangue para o crescimento de nossa anemia, cada vez mais profunda, diante do poder subjugante e golpista do entreguismo.

Tênias que sofismam a democracia diante do golpe. Apoderaram-se desse organismo da Nação, e, vão lentamente apropriando-se da capacidade de reação, que já doente, se submete ao falso diagnóstico.

Em nome do embuste, constroem discursos sofistas e diante da realidade do “impedimento” que receitam, através do poder representativo que lhes é outorgado pelas urnas, construídas a base da corrupção de vários senadores que figuram na lista da empresa Odebrecht, darão o golpe final no organismo democrático, cassando toda e qualquer intervenção daqueles que deram o voto para eleger constitucionalmente o destino que as eleições livres determinaram.

São vários vermes implicados sim, relacionados em uma lista de fornecimento de recursos escusos, que agora como um bando de echinococcus douradas, vão sugar o direito à nossa Pátria submetendo-nos a falsas profecias, encarcerando a esperança de nosso povo, que observa a farra do entreguismo de nossas riquezas, e, vê tristemente seus direitos a saúde, trabalho, educação e desenvolvimento esvair-se através dos votos destes seres parasitas que mesmo não tendo procuração para produzir uma mudança desta envergadura, vão golpear a nossa democracia.

Está na hora sim, de elaborar-nos nossa lista, e dela, construir nossa bandeira de luta, de resistência, de contestação e de denúncia Brasil afora, com os nomes de cada um dos golpistas, dos vermes que se incrustam no seio de nossos destinos e nos quitam a esperança neste momento furtivo.

São vermes que se nutrem com nosso destino, manipulam-no dentro de nosso parlamento, dentro de nossa tênue democracia.

Façamos nossa lista de nomes para o desafio da eleição de 2018. Façamos dos traidores o alvo de nossa indignação.

São vermes hediondos que afundam e rompem nossas entranhas, nossa democracia, nossa liberdade de escolha, nosso direito e nosso destino.

É a nossa vida.

É o nosso caminho.

João Vicente Goulart
Diretor-IPG.Instituto João Goulart
postado por Joao Vicente Goulart às 20:57
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